12 novembro 2005

Mais um FIBDA que Passou...

É verdade: mais um FIBDA que passou e a qualidade continua na mesma. Apesar de ter melhorado desde o ano passado, esta XVI edição do Festival conta ainda com muitas anomalias. Começo por dizer que como sempre, o ar continua irrespirável, o que faz com que nem os vistantes nem os convidados se sintam bem. As exposições também têm um aspecto negativo- são muito "labirínticas" (mas não deixam de ter qualidade) e parece que não nos apercebemos se vimos tudo ou não. Também é de acrescentar que o espaço na sessão de autógrafos era pouco, o que fazia com que as bichas mais longas não deixassem as outras pessoas movimentarem-se. De resto não há muito a acrescentar sobre o que é mau (também não vou dizer tudo o que achei mau, se não nunca mais acabava), já que desde que este evento se realiza nas "caves" da Estação de Metro, o espaço é muito pouco. Felizmente já se diz por aí que para o próximo ano será escolhido outro local para o Festival.

Passando ao que é bom. Este ano as exposições foram das melhores que já foram expostas, principalmente por se enquadrarem perfeitamente no tema do Festival. O melhor foi mesmo a mostra das três pranchas originais de Little Nemo, para assinalar os 100 anos de esxistência da personagem. E na onda das comemorações está também José Abrantes que celebra 30 anos de carreira. Outra esxposição igualmente boa que nos mostra o traço cómico deste autor português. Não esqueçamos a óptima exposição de José Carlos F. Outros dois autores que foram bem focados nas esposições foram Leandro Fernadez e Liam Sharp, que mostrava os seus trabalhos em conjunto com Ed Brubaker. Brubaker foi dos autores com mais livros para venda, pois a banca da Kingpin apostou muita na venda dos mesmos. E por último, cada autor expôs um trabalho seu a mostrar o que para si era um verdadeiro sonho.
Na área comercial, notou-se que a banca da Devir continuou a ser das mais visitadas, porque durante o ano inteiro nunca tinha contado com tantos lançamentos, como Arrowsmith (Wild Storm), Loki (Marvel), o novo volume da série A Pior Banda do Mundo de José Carlos Fernandes ou até mesmo o primeiro volume do evento Evolução- Homem Aranha: Metamorfose. Mas mesmo assim o destaque vai para a banca da Kingpin of Comics, que se estreia este ano a vender comics e alguns manga. Foi por intremédio deste stand que Ed Brubaker e Sean Philips fizeram parte dos artistas convidados deste ano. De seguida, temos a estreia da Panini Comics (e de outras edições brasileiras) neste FIBDA. Pessoalmente acho que foi uma boa iniciativa, pois ficaram disponíveis comics e também mangas que os bedéfilos portugueses não conseguem adquirir na língua lusa. Por fim, também estiveram presentes as editoras Pedra no Charco/ Ulmeiro, a Witloof e a ASA, que era a maior "casa" em termos de espaço e de títulos diponíveis.

Agora vou falar do que melhor se aproveita neste Festival- a sessão de autógrafos. Como podem observar nas imagens acima, nenhum autor se importou de cansar o braço a fazer desenhos dos mais variados. Principalmente o criador da Pior Banda do Mundo que era o desenhador que mais tinha de autografar BD's. Praticamente todos os desenhos de José Carlos eram feitos a aguarela. José Abrantes, Ricardo Ferrand e Miguel Rocha também foram muito requisitados.
O último dia foi sem dúvida o mais agitado. Primeiro porque estavam presentes quase todos os autores estrangeiros e segundo...porque era o último dia (acho que já tinha dito isto). Mesmo estando lá o Leandro Fernandez, José Carlos Fernandes continuava a mover "multidões" (e notem que não estou a brincar). O mais curioso é que os autógrafos do artista Leandro F. eram feitos a esferográfica e apesar de ser um pouco inusitado, foram óptimos os resultados (como podem ver no Wolverine acima). Mas o que de pior aconteceu no fecho do FIBDA, foi terem rapidamente fechado a fila do Sean Philips, portanto sai de lá de mãos a abanar, já que não é todos os dias que um autor tão prestigiado vem ao nosso país. Também Ed Brubaker esteve presente. Notava-se que ele era muito falador, quer com os seus colegas, quer com os vistantes. Mas o autógrafo que mais me agradou foi o de Daniel Maia (como já foi mostrado aqui na Área BD). Simplesmente adorei! Tudo se resumiu a isto- esta foi uma das melhores sessões de sempre no FIBDA.
Agora, para terminar este apanhado do evento do ano, vou divulgar os vencedores dos troféus do Festival Internacional da Banda Desenhada da Amadora 2005:
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Melhor Álbum Português
Super-Heróis da História de Portugal, de Artur Correia e António Gomes de Almeida (Bertrand)

Melhor Argumento de Autor Português
A Última Obra-Prima de Aaron Slobodj, de José Carlos Fernandes (Devir)

Melhor Desenho de Autor Português
As Aventuras Formativas de Fortunata, Maria e Garção, Filipe Abranches (Instituto do Emprego e Formação Profissional)

Melhor Álbum Estrangeiro
Sin City: Aquele Sacana Amarelo, de Frank Miller (Devir)

Melhor Álbum de Tiras Humorísticas
Quinoterapia, de Quino (Teorema)

Melhor Ilustração para Literatura Infantil
O Pai Natal Preguiçoso e a Rena Rodolfa, Alain Corbel (Caminho)

Prémio Clássicos da 9ªArte
Príncipe Valente: 1943-1944, de Harold R. Foster (Livros de Papel)

Melhor Fanzine
Venham Mais Cinco, Toupeira Atelier de BD (Bedeteca de Beja)

Prémio Juventude
A Última Obra-Prima de Aaron Slobodj, de José Carlos Fernandes (Devir)


Para o ano há mais!!

5 comentários:

  1. bom artigo.
    quem me dera ter ido lá... mas pró ano vou... tenho que ir...

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  2. Boa materia.
    Pra quando uma loja de comics da panini no porto???

    abracos
    grimlock

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  3. Só falta uma coisa neste comentário...
    Referir a péssima zona comercial!
    Um beco!
    Os autores vivem da venda dos livros, e aquela área foi do pior que já vi nestes festivais.
    Espero que para o ano repensem este assunto.
    Quanto ao resto estou globalmente de acordo com o artigo.
    Um abraço

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  4. Realmente a área comercial não foi das melhores. Principalmente por ter aqueles pilares a taparem a vista. Aquela parte também era muito escura...:(

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