14 setembro 2009

O Que Ando a Fazer... #6

  • Mais uma encomenda do Book Depository chegou e mais uns livros se juntaram à minha colecção. Desta feita, os escolhidos foram Local, de Brian Wood e Ryan Kelly, e o conhecido Transmetropolitan (Vol. 3 - Year of The Bastard). Infelizmente não consegui comprar um outro comic que já estava na calha, o Asterios Polyp de David Mazzucchelli. Cheguei mesmo a encomendá-lo, mas na hora do envio informaram-me que o mesmo já se encontrava fora de stock e não pude recebe-lo. Ao que parece está a ser muito procurado pelos bedéfilos devido às críticas positivas que tem recebido. Só espero que volte a estar disponível o mais cedo possível. Quanto ao Local, parece estar ali uma excelente obra. Trata-se de uma estória de 12 capítulos, cada um focando um ano da vida de Megan, que viaja por 12 locais diferentes da América ao longo de todos esses anos. Irá merecer um post mais aprofundado no futuro.
  • Entretanto, encontro-me a reler a série Novos X-Men que a Devir editou há uns anos. Actualmente estou no volume 4 de 9 e pode ser que ainda compre o derradeiro capítulo desta série que a editora nunca chegou a lançar, o Here Comes Tomorrow. Até agora, parece que estou a sentir mais as ideias malucas do Morrison do que quando as li pela primeira vez, o que é fantástico. Novos X-Men é de facto uma das melhores estórias dos rapazes X.
  • Por fim, estou a ver se consigo participar no concurso do FIBDA com aquele tema horrível, mas que até dá para fazer umas quantas coisas engraçadas. "O Grande Vigésimo" pode parecer uma grande tanga para todos nós, mas com um pouco de imaginação pode-se chegar a algum lado. Há que encarar a coisa como um desafio e não desistir à primeira. Se não tiverem grande motivação, ao menos pensem no prémio que é bastante aliciante. Quando se souberem os resultados, talvez poste aqui o trabalho que eu e o Eduardo Monteiro estamos a desenvolver.

07 setembro 2009

Strange Tales #1 (de 3)

A Marvel Comics, num acto de pura generosidade, decidiu dar liberdade a uns quantos criadores independentes e lançou uma antologia de pequenos contos em que figuram algumas das personagens mais carismáticas da editora. As estórias não têm qualquer respeito pela identidade dessas personagens, lembrando apenas a origem das mesmas e mantendo apenas algumas características básicas, já que os conceitos são reinventados ao máximo, o que chega a ser divertido. Ao que parece, tudo começou quando Peter Bagge planeou um one-shot com o nome "The Incorrigible Hulk" que talvez marcasse o início de outras colaborações com autores independentes. Mas essa criação apenas serviu como mote para criar esta antologia, acabando por ser cortada em três partes, ou seja, a Marvel lá aproveitou esta onda do alternativo para criar uma mini-série que certamente agradará a muita gente. Uma verdadeira máquina de fazer dinheiro!
Rapazes como Paul Pope ("Batman: Year 100") ou Jason ("I Killed Hitler") fazem parte deste elenco de talentos ora inovadores ora revivalistas, ou até simplesmente esquisitos. Sim, porque muitas das estórias contadas neste número são um verdadeiro hino ao diferente e simplista, muito contra aquilo que se produz frequentemente na Casa das Ideias. Aliás, esta aposta na cena alternativa deixa-me muitas dúvidas quanto aos objectivos actuais da Marvel e fico sem saber de onde é que veio mesmo esta aposta em criadores, na sua maioria, desconhecidos do público. Terá sido Joe Quesada numa tentativa de agradar não só a gregos como a troianos? Ou foi ali um departamento oculto que pensou que estava na hora de alargar horizontes? Ou eu muito me engano ou a Marvel está a querer criar uma nova linha de material exclusivamente dedicada a este nicho do mercado. Descobriram que as grandes produções se fazem independentemente, em selo próprio ou em editoras desconhecidas (descobriram o petróleo, foi o que foi!). Quer isto dizer que, se tudo for para a frente como estou a pensar, poderemos estar a assistir a uma aniquilação do mercado alternativo por parte das majors, ou pelo menos uma tentativa de (espero eu, mal sucedida). Que há espaço para tudo é uma verdade, mas também sabemos que as leis do mercado são bastantes rígidas e se as grandes companhias sabem que estão a perder dinheiro por algum lado ou não estão a ganhá-lo como deviam, das duas uma - ou copiam ideias com potencial de mercados mais limitados ou simplesmente se apoderam delas (vide a compra do Youtube pela Google e outras que tais).
A aposta em si não está totalmente ganha. A coisa em si tem piada, o objectivo por assim dizer está cumprido, mas a execução está longe de ser brilhante. Há coisas que soam mal de tão afastadas que querem ser do comum das produções da editora e acabam por dar buraco. Aliás, o desejo de ser diferente corrompe-se e vira-se contra o criador. Há autores que simplesmente nem se pode dizer que o sejam, de tão primário que é o seu desenho, tal como o conceito por detrás das suas estórias que não impressiona. E aqui ficamos num impasse - será que autores com tanta liberdade, com personagens já criadas ao seu dispor, sem quaisquer limitações criativas não conseguem criar uma estória que seja minimamente decente? É que há ali coisas que nem lembram ao diabo...
Por outro lado também temos coisas consistentes como a simplicidade de Paul Pope ao criar um conto virado para os Inumanos centrado no seu animal de estimação, Lockjaw ("...de todos os Inumanos ele é o mais inumano."). A arte está bastante boa. Nicholas Gurewitch, o mentor de "The Perry Bible Fellowship" também conseguiu criar um efeito sarcástico, mas hilariante numa página que podem ver neste post. Eu pelo menos fartei-me de rir com ela!
Strange Tales #1 prometia mais do que foi. Eu pelo menos acho que podia ter sido melhor conseguida, mas ainda assim não desiludiu por completo. Podem estar a abrir-se portas para uma nova linha na editora que, se for bem pensada, poderá ser bem sucedida.

03 setembro 2009

Tony Stark vai Morrer?

A notícia já tem alguns dias, mas achei estranho não a ver ser muito debatida pelos sites que visito e decidi falar um pouco disto por aqui. O lance é o seguinte: parece que a Marvel está à procura de umas granas para enriquecer às nossas custas e decidiu divulgar na net uma capa que vai fazer os nerds de todo mundo comprar a capa onde Tony Stark aparece, aparentemente, morto! Ora vejam!

A saga terá o nome de Stark: Disassembled (INVINCIBLE IRON MAN #20) com argumento de Matt Fraction e Salvador Larroca, com esta capa de Patrick Zircher e como podem ver, o Thor está metido na sopa! Falta saber se foi ele próprio quem matou o Latas e encetou uma grande conspiração que o afasta de qualquer acusação. Era uma estória digna da Marvel.
A jogada, apesar de ser uma clara cópia de uma cena de Civil War, até tem o seu sentido, pelo menos no que toca às direcções da Marvel. Já que Steve Rogers está pronto para regressar dos mortos, convém ter alguém no limbo e quem melhor que uma figura central da editora? Ainda assim, não tenho grandes esperanças nisto e parece-me que vai sair borrada (isto se ele morrer mesmo, o que não se sabe bem), mas o que é certo é que o Homem de Ferro estava meio desinteressante nestes últimos meses desde que se tornou Director da S.H.I.E.L.D. Aceitam-se apostas!

01 setembro 2009

Quarteto Fantástico vai ter Reboot no Cinema

Ao que parece, as previsões de muitos de nós estavam certas - as adaptações do Quarteto Fantástico para o cinema foram muito pobres e o futuro deste franchise não era lá muito risonho. O argumento lembrava os já esquecidos Power Rangers e acção era muito "plástica" (tal como o próprio Coisa), o que até fazia esquecer pesadelos como as adaptações de "Demolidor" e "Elektra".
A Variety informa que um nosso conhecido irá ser o argumentista deste novo início para o FF. É ele Akiva Goldsman, vencedor de um prémio da Academia pelo script de "Uma Mente brilhante". Confesso que pelo nome não ia lá, mas por este grande filme reconheci-o imediatamente. O problema é que ele não é só responsável por este êxito, mas também por um filme de qualidade duvidosa de nome "Batman and Robin"! Mão há muita mais informação sobre o reboot, mas a FOX já deve estar a planear o futuro desta franquia.
Bem, desde que preservem a Jessica Alba no elenco, por mim podem fazer as alterações que quiserem, desde que não saia um filme tão mauzinho como os anteriores. Aquilo até pode ser divertido em alguns momentos, mas não tem a chama dos seus congéneres como o Aranha ou Batman.

31 agosto 2009

O Rapaz que Coleccionava o Homem-Aranha

Há uns dias atrás fiquei a saber da existência desta estória através da votação do CBR sobre os painéis mais marcantes dos 70 anos da Marvel. Quando vi a vinheta não identifiquei este pequeno conto, pois não o conhecia mesmo, mas depois vi que um site a tinha escolhido como uma das mais emblemáticas para si. Fiquei curioso, mas a vontade de procurar a dita ainda não era muita, só que depois de ler alguns comentários aqui no blog, nomeadamente do Verbal, decidi que era melhor aproveitar o balanço e lá fui eu. Fiz algum pesquisa por sites conhecidos, outros nem tanto e fiquei a saber que "The Kid Who Collects Spider-Man" figurava em alguns tops das 10 melhores estórias do Aranha, da Wizard Magazine nomeadamente. 
Infelizmente tive de recorrer a meios que não se pode dizer que sejam muito legais para ler este clássico, mas ao que sei não há nenhum compilação disponível no mercado que o contenha. Neste caso, pode-se dizer que sou apologista destes meios mais tecnológicos (ainda que ilícitos) para poder conhecer um comic que porventura me poderia agradar e levar a comprar um livro que o contivesse no futuro. E o que é facto é que muitas estórias caíram no limbo do esquecimento o que leva a que a internet seja a única maneira de as conhecer. Já agora, quem estiver interessado em ler isto pode sempre pedir-me.
Roger Stern é quem escreve e revela que o seu objectivo era prestar uma pequena homenagem a Will Eisner, criando uma estória que apelasse à emoção humana que o Mestre tão bem transpunha para o papel. Ron Frenz é quem desenha este conto de 11 páginas que foi originalmente publicado em The Amazing Spider-Man #248, que não pretendia ser nada mais que um filler, já que o evento principal deste número era uma batalha contra o Thunderball, mas os papéis inverteram-se.
A estória centra-se num rapaz de nome Tim Hammond, que foi alvo de uma entrevista por parte do Clarim Diário por ser um acérrimo coleccionador de tudo o que envolvesse o Cabeça de Teia, desde artigos de jornal, revistas, fotos e até um filme perdido que já ninguém se lembrava. Quem leu a entrevista foi o sempre atento Peter Parker e já que a mesma fazia um apelo para que o mesmo visitasse o rapaz,  Peter lá fez questão de se deslocar aos seus aposentos. No início, começamos por relembrar os primeiros momentos da vida do Aranha, desde a origem dos seus poderes até à trágica morte dos seu tio, o que torna este momento tão surpreendente devido à cumplicidade que se cria naquele quarto. Quase toda a vida do Teias é dissecada com um miúdo que ele apenas tinha visto nas notícias, mas que provavelmente já sabia mais coisas sobre ele do que o nosso herói se conseguia lembrar. Até aqui pode-se dizer que nada demais aconteceu, o que é verdade, até que Peter Parker acede ao pedido de Tim e tira a sua máscara, revelando a sua identidade secreta a um miúdo que finalmente se apercebera que todas as fotos que coleccionava eram da autoria do seu herói de infância. Esta revelação de identidade tem a sua explicação, já que na página final somos confrontados com uma informação vital que resulta que nem um murro no estômago - Tim está a morrer de leucemia e tem escassas semanas de vida. E aqui é que surge a arte como parte importante na Banda Desenhada - a página final, com o Homem-Aranha a tirar a sua máscara em cima de um muro com uma placa a informar que o quarto onde estávamos era de um hospital para doentes em fase terminal, é divinal e deixa-nos sem palavras.
O twist não transforma esta estória num clássico eterno dos comics americanos, mas o que é facto é que em apenas onze páginas, com 10 delas a contar algo divertido, calmo e alegre, somos atingidos com algo tão emocionante e tocante na última página que nem dá para descrever. Certamente um conto que só deve ser apreciado na sua totalidade pelos fãs mais atentos do Aranha e que apreciem toda a mística da personagem.
À conta disto tudo, lá descobri aquele tal top das 10 melhores estórias do Spidey e fiquei curioso em descobrir algumas delas para poder dar seguimento a uma corrente de posts sobre estes clássicos soltos. Fiquem ligados!

30 agosto 2009

Sacanas Sem Lei

"You know somethin', Utivich? I think this might just be my masterpiece."
Estas palavras foram imortalizadas pelo Tenente Aldo Raine, mas a mim quer-me parecer que Quentin Tarantino talvez se reveja nesta linha.
Inglourious Basterds, como no original, é um filme difícil descrever. Enquanto somos levados numa trama intensa sobre uma guerra já mais que conhecida por nós, acompanhada por violência e humor nas horas certas, vislumbramos também cenários quentes e tensos à moda de um bom velho western spaghetti que é, aliás, uma descrição próxima daquela que QT faz do seu filme ("...spaghetti western, but with World War II iconography."). O resultado foi estonteante, ponto final, começando logo pelo brilhante primeiro capítulo que soube jogar com a expectativa em torno do filme. Parecia que nunca mais veríamos um fim ao mesmo de tão longo que ele era,  já que Christoph Waltz, na pele do soberbo, mas cínicio nazi Hans Landa, tomou conta da acção sem nunca ter sacado do revólver por ele próprio, usando apenas as suas fluídas palavras numas 3 línguas diferentes. Sensacional! Logo a partir destes minutos iniciais ficámos a saber que estava ali um grande actor, apesar da fama não jogar muito a seu favor. Ao que parece, as séries de televisão eram mais a sua onda e o cinema nunca foi a sua ocupação principal, mas tenho a impressão que a partir de agora convites não faltarão. A sério, o homem é mesmo bom actor.
Sacanas Sem Lei é pura ficção. Ao início não parece, apesar do ar cómico que é mostrado quando, na verdade, se pretende contar uma estória sobre nazis. Apesar do humor evidente, Tarantino consegue lançar elementos cómicos inesperados quando a trama se encontra em pontos intensos. É aí que reside a arte deste realizador. Já em Kill Bill se notavam técnicas deste género que faziam lembrar claramente filmes dos anos dourados (grande inspiração do QT), tal como bandas sonoras claramente influenciadas pelas longas-metragens de cowboys. Os Sacanas são um grupo de americanos judeus que têm tanto prazer em matar um nazi como um nazi tem em exterminar um judeu (podemos dizer que a maior inspiração deste grupo são os nazis, por mais irónico que seja), fazendo inclusivamente uma marca na testa daqueles que tiverem a sorte de sobreviver, à semelhança dos números que eram "gravados" nos braços dos judeus que iam parar aos campos de concentração. Brad Pitt a.k.a. Tenente Aldo Raine, é o seu líder e adora cortar os escalpes dos nazis, não fosse o seu nome de guerra "Aldo The Apache", uma referência ao que os índios faziam aos seus piores inimigos. Destruir o Terceiro Reich é o objectivo principal. À medida que se vão recrutando mais aliados judeus sedentos de sangue, a conspiração vai ganhando corpo. Entretanto, por mero acaso, uma outra conspiração é posta em marcha. Uma antiga vítima d' "O Caçador de Judeus" a.k.a. Hans Landa é a mente por detrás deste plano, que tem um desfecho tremendamente poético, uma das melhores cenas do filme em que, enquanto o seu cinema está em chamas (lembrando, aos mais atentos, o "Cinema Paraíso"), Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent) projecta o seu riso bárbaro no fumo do fogo que trás a morte aos alemães que tentam desesperadamente fugir, sem sucesso algum! Fenomenal!
Não queria arriscar muito e dizer que este filme é uma obra-prima, mas que está muito perto disso é verdade. Um bom filme pretende ser uma mescla de emoções, humor, ódio, tragédia, felicidade, drama e outras coisas mais. E o sacana do filme tem isto tudo. Além de que finalmente vejo um filme de nazis em que não sei qual vai ser o fim, já que isto de nos basearmos em factos históricos tem o seu quê de inconveniente cinema. Cuidado que este já se candidatou aos Óscares...

28 agosto 2009

Panini Round-Up @ AGOSTO '09

Os lançamentos deste mês de Agosto são marcados pela estreia de várias séries de sucesso nos E.U.A. Se por um lado temos o começo de Complexo de Messia no título X-Men e de Incredible Herc em Universo Marvel, são de assinalar o regresso da Grant Morrison a Batman e a estreia do famoso arco do Superman e a Legião dos Super-Heróis, de Geoff Johns.
UNIVERSO MARVEL #42

Greg Pak fez uma jogada um tanto ou quanto arriscada - Bruce Banner, após ser derrotado em World War Hulk, deixa de ser o protagonista desta série deixando os holofotes para o semi-deus Hercules. Por esta altura, o Hulk deixava de ter uma série própria (excluindo aquela "obra-prima" que é o Red Hulk). Posso dizer que para primeiro capítulo das aventuras a solo do Herc, a coisa nem está má. O mote é a fuga deste juntamente com o 7º homem mais inteligente do planeta, Amadeus Cho, que após serem capturados pela S.H.I.E.L.D. conseguem escapar-se. Ares, irmão de Hercules e integrantes dos Mighty Avengers, põe-se por sua vez no encalço dos dois. Uma série com potencial que ainda vai dar os seus frutos. Quanto ao Quarteto Fantástico, aquilo até me está a surpreender pela positiva. A estória não é nada do outro mundo, mas parece divertida e sem grandes complicações. Já o Motoqueiro Fantasma... nem me digno a ler tamanha atrocidade. Já tinha tentado na edição passada, mas foi um suplício. A necessitar de um substituto urgente. 
Thunderbolts mantém a boa qualidade sem destoar muito. É uma série sólida, não fosse a cabeça de Warren Ellis a pensá-la, com bons momentos rendidos pelas interessantes personagens que participam.
SUPERMAN #74

Este é provavelmente o melhor lançamento deste mês, pelos menos entre aqueles que eu compro. A revista arranca em grande estilo com o bem-sucedido arco de Superman e a Legião dos Super-Heróis, de Geoff Johns e Gary Frank, que vinha com grade expectativas à sua volta. Eu por acaso já tinha lido um pouco desta estória (se bem que não foi em papel) e estava a gostar bastante, mas depois acabei por perder o fio à meada. O facto de sermos afastado do presente para uma era futura ajuda a que o ambiente fique mais misterioso para o leitor, já que uma nova realidade é completamente criada e pouco se sabe sobre ela. Sem dúvida uma estória a ler!
Por outro lado, temos uma série que eu considero ser no mínimo indecifrável. Ainda não percebi que raio que se está a tentar contar em Supergirl e fico com a ideia que nem o próprio argumentista o sabe. No mês passado, o mesmo nem esforçou em fazer um storyboard decente para o seu desenhador, que já de si não tem nem um desenho nem um storytelling decentes. A evitar esta parte da revista. Já no fim, temos Superman Confidential, uma série dedicada a contar como foram os verdes anos do Azulão. É uma estória divertida q.b. e não vai muito além disso, portanto não esperem que saia dali um clássico.

NOVOS VINGADORES #60

A série New Avengers foi deixada de lado para dar lugar ao Annual da mesma. O resultado - várias páginas que não deram em quase nada. Se o título principal já estava a cair um pouco nas malhas da secura, com este comic veio a confirmação que há algo que não está bem. O Bendis parece que só precisa de 5 coisas em cada cena que escreve: porrada - tiros - piada do Aranha - porrada - piada do Aranha. Metam a S.H.I.E.L.D. à mistura, mais aquela armada de vilões que eu ainda não percebi como é que não venceram os Vingadores e vão ver como vocês próprios já podem escrever um comic desta equipa. Safaram-se os desenhos de Carlos Pagulayan. Felizmente, vem aí um número dedicado à Jessica Jones que é provavelmente a melhor coisa que o careca escreveu nestes últimos tempos. Ainda houve espaço para colocar um inesperado, mas divertidíssimo comic da autoria de Dwayne McDuffie e Avon Oeming. É um encontro fora de cronologia entre os Vingadores clássicos que conta com a participação do Homem de Ferro, Thor, Hulk, Vespa e Homem-Formiga. Sinceramente, não estava à espera que o Dwayne escreve uma cena tão fixe pois nunca tinha lido nada dele que me alegrasse particularmente.
A Miss Marvel continua uma seca. Não percebo como é que ele alguém pode publicar uma coisa tão horrorosa quando há por aí, de certeza, coisas bem melhores para incluir nestes mixes. O que me irrita mais é que o Brian Reed rouba descaradamente os intervenientes do Planet Hulk, ou então são só primos.
A revista acaba com a conclusão do arco A Morte do Sonho, com o Winter Soldier (só para não dizer Soldado Invernal...) a aliar-se finalmente ao Homem de Ferro com o objectivo de substituir Steve Rogers no manto do Capitão América. A estória não foi nada de mais, mas o Brubaker nunca desilude e faz aqui o prólogo para um arco que promete bastante.

BATMAN #74

E assim começa mais um capítulo da mega-saga idealizada por Grant Morrison e companhia. Depois de trazer o filho de Bruce Wayne à baila, Damian, é agora a vez de Ra's Al Ghul regressar do túmulo para dar mais dores de cabeça ao Morcego. Desta feita, todos os comics que estejam directamente relacionados com o Batman, como Robin, Nightwing, Detective Comics e, é claro, a série com o nome do herói, participam na ressurreição do vilão, cada um à sua maneira e com os seus próprios intervenientes. E como é claro, cada um com qualidade distintas. Mas uma coisa tem todos em comum - o desenho de qualquer um é um lixo! Digo já que nunca li uma revista que tivesse 4 desenhadores tão fracos como estes e rezo todos os dias para que o título principal do Cavaleiro das Trevas tenha um desenhador competente e não um traste (que é que o que este desenhador é) tão mau como o Tony S. Daniel. Simplesmente intragável.
Quanto à estória em si, a coisa dá-se enquanto o Morrison escreve, mas a partir do momento em que saltamos para os outros títulos, o negócio começa a piorar, ainda para mais quando um senhor chamado Fabian Nicieza entra em cena. A acção passa a centrar-se no Robin e no Nightwing e ficamos um pouco afastados da trama principal, com uma espécie de filler a ser executado até chegarmos, por fim, aos aposentos do bebedor das Águas Lázaro, onde termina esta primeira etapa.
Este número é divertido pois todo ele foca uma única e mesma estória, o que prende um pouco à atenção. Espero que o próximo seja assim, mas com uma ligeira melhoria a nível de argumento, principalmente nos diálogos que só davam vontade de partir a casa à cabeçada, já para não falar dos desenhos.

X-MEN # 85

Lá em cima tinha dito que Superman era talvez a melhor série deste mês, mas a verdade é que este número dos pupilos de Xavier não lhe fica nada atrás, sendo uma grande surpresa para mim, já que esperava que seria a pior coisa que ia ler este mês. Pelos vistos enganei-me, Complexo de Messias começa em grande estilo e a estória cativa como já se não via há algum tempo numa estória dos X-Men (salvo seja New X-Men e AXM). O responsável não podia ser outro que não Ed Brubaker, esse grande argumentista, só ainda não consegui descortinar quem afinal foram os outros três escritores que participaram neste número já que a Panini se recusou a mencioná-los! Parece que só o Ed é que ficou com os créditos.
Adiante, parece que a procura pela última criança mutante no planeta intensifica-se com três grupos a tentarem encontrá-la - os X-Men, os Purificadores e os Carrascos. A coisa ficou feia quando o segundo grupo chacinou uma população local inteira na busca pela dita cuja, mas a verdade é que a "rede" apanhou tudo menos aquilo que devia. Além disso, achei curioso um pormenor em que o Professor Xavier é cada vez mais deixado de lado e o Scott assume a posição de líder incontestável, com o velho careca a nem poder dizer aquilo que pensa das missões secretas dos seus estudantes. Mas ainda, ele não deixa de meter um dedo onde não deve...
X-Factor também ganha espaço neste mix, sendo um dos melhores capítulos deste evento Mutante. Por outro lado, o título New X-Men não foi grande coisa, mas não decepcionou como outras coisa horríveis que li este mês e foi por isso que gostei deste número 80 dos X-Men. Manteve-se constante e a estória não oscilou muito em termos de qualidade. O próximo mês promete!

27 agosto 2009

Os 10 Painéis mais Icónicos da Marvel de sempre

O CBR pôs em marcha, recentemente, uma votação centrada nos painéis (ou vinhetas, como preferirem) mais icónicos da Casa das Ideias desde que a editora começou a lançar comics. O colunista Brian Cronin iniciou um post onde inclui 70 painéis dos quais os leitores apenas podem escolher 10 e é precisamente isso que vou fazer aqui, escolher aquelas que são para mim as cenas que mais me tocaram, tendo em conta que não li tudo o que está referido no site. Comentem quais são os vossos 10 preferidos ou então façam vocês mesmo um post deste género.
PAINEL #10
O casamento de Reed Richards e Sue Storm. Não podia haver nada mais clássico neste universo do que esta união que ocorreu em Fantatsic Four Annual  #3, num matrimónio que contou com a presença de várias caras conhecidas, mas que passou por momentos muito atribulados. A ler!
Painel #9
A luta dos X-Men contra o Clube do Inferno tornou-se rapidamente num must das leituras dos mutantes. Esta estória nunca a cheguei a ler, mas tive contacto com este painel quando li um volume de Astonishing X-Men (de Joss Whedon e John Cassaday) em que Kitty Pride aparece nesta exacta posição. Mais tarde reparei que era uma referência a esta bela vinheta de um Wolverine furioso em busca de sangue!
PAINEL #8
Outro painel que também foi mostrado por Joss Whedon em Astonishing X-Men. Aqui, Kity Pride já estava tão farta das filosofias de Xavier que entrou pela mansão dos X-Men adentro como uma ira incontrolável.
PAINEL #7
Este é recente, mas ainda assim consegue entrar para a galeria dos mais marcantes. À custa deste deslize da Feiticeira Escarlate, os mutantes foram reduzidos a escassas centenas o que abriu precedentes inimagináveis. Os mutantes passaram a ser ainda mais caçados e a busca por novos seres desta espécie passou a ser o pão nosso de cada dia. O problema é que já não havia muito por onde procurar...
PAINEL #6
Um dos maiores clássicos da Marvel, não fosse o seu nome Marvels e não estivesse nele envolvido o génio artístico de Alex Ross. A estória pode parecer um mero revisitar de acontecimentos históricos da editora, onde Kurt Busiek se foca na visão de um respeitado fotógrafo freelancer, que alcançou a fama a fotografar os tais momento históricos que ocorreram no Universo Marvel, mas é muito mais que isso. A arte de Ross ajuda bastante a que possamos imaginar como seria se tudo isto ocorresse no mundo real e o resultado foi fantástico. Se não leram, deviam!
PAINEL #5
Aqui está a morte que, para mim, foi a melhor executada nos últimos anos da Marvel. Ed Brubaker criou uma storyline fantástica desde que começou a contar o também ele impressionante regresso de Bucky Barnes, o Winter Soldier. Tudo isso culminou no assassinato de Steve Rogers que não soou nem inoportuno nem ridículo, mas sim uma consequência do que o Ed andava a congeminar. Ainda hoje estamos à espera que Steve Rogers regresse dos mortos (com pouca ansiedade, diga-se), o que já está a acontecer numa recente mini-série.
PAINEL #4
Nunca encontrei esta vinheta em nenhuma das minhas leituras, mas já a conhecia há bastante tempo e desde sempre tive um carinho especial por ela devido à grande carga emocional. Acho que não há muito a dizer, a imagem fala por si.
PAINEL #3
Quando Peter Parker decidiu finalmente abandonar o seu uniforme devido aos conflitos que a sua identidade secreta e vida pessoal tinham, ninguém sabia que rumo é que Stan Lee iria dar à personagem. Os confrontos com o Green Goblin e os problemas com o seu amigo Harry Osborne estavam a deixar o Aranha à beira de um colapso, o que levou a esta tentativa (falhada) de abandonar a luta contra o crime.
PAINEL #2
Na votação aparecem estes dois painéis que pertencem exactamente à mesma estória, God Loves Man Kills, de Chris Claremont, provavelmente a melhor já escrita na série X-Men. Acho que tanto um quadro como outro espelham bem aquilo que se pretendia mostrar - um mundo cheio de preconceitos onde nem aqueles que se esforçam para o melhorar são ainda  mais odiados pela sociedade. Li esta obra há cerca de um ano e aquilo que mais me tocou foi um discurso final de uma personagem, da qual já não me lembro, que deu uma verdadeira lição sobre a igualdade na raça humana. Sensacional! Uma leitura também ela não só aconselhada como obrigatória!

PAINEL #1
Pode não ser a melhor estória que já li na Marvel. Pode não ser um supra-sumo dos argumentos nos comics. Mas é sem dúvida um clássico que deu uma identidade mais humana aos comics, que até então pouco jogavam com os sentimentos das personagens, à semelhança de uma novela, já que este Amazing Spider-Man era sem dúvida uma foto-novela. Peter Parker era talvez a personagem mais infeliz que podia haver nos comics, depois da morte do seu Tio Ben, das desavenças com o seu melhor amigo e com inimigos novos que surgiam todos os dias. Quando finalmente encontrou o amor da sua vida, Gwen Stacy, parecia que já nada de mau podia acontecer e os seus problemas já não eram assim tão preocupantes com uma mulher daquelas ao seu seu lado. Mas se há coisa que é certa, é que a felicidade não é eterna e o mesmo se começou a verificar na vida de Peter. Norman Osborn, na pele de Green Goblin, assassinou barbaramente a mítica Gwen Stacy, numa sequência histórica que ainda hoje atormenta a vida do Escalador de Paredes. Não só aquele >Snap< me ficou na memória, como também aquele trágico choro nas páginas finais desta BD. Priceless!

24 agosto 2009

Joker HC

Volvido aquele estrondoso hype que nunca fez bem a ninguém, decidi finalmente ler esta obra que foi muito elogiada pela crítica e acarinhada pelos fãs, mas que infelizmente não me impressionou tanto quanto esperava.
Brian Azzarello esforçou-se ao máximo para tentar fazer história com esta obra. O que aconteceu não foi apenas a transformação de uma publicação qualquer num clássico, após algumas leituras atentas por parte dos fãs. Esta Graphic Novel já vinha apelidada de "uma das maiores estórias do Joker" mesmo antes de ser lançada e a DC fez-nos crer que dali ia sair a coisa mais magnífica da década, que até ameaçava deixar a Piada Mortal na cova. É claro que a partir daqui antevia-se ou uma estória brutal como nunca tínhamos sonhado ou então era flop na certa. Eu divido-me um pouco por essas duas opções. A estória em si pretende ser mais do que aquilo que é e chega a cair nunca clichê que nunca antes tínhamos visto (eu sei que é uma frase um pouco confusa, mas tem algum sentido). Aliás, a trama nem é nada por aí além - o Joker escapa-se misteriosamente da Arkham e a partir daí começa tentar reaver a sua posição em Gotham City, arrasando por completo aqueles que lhe queriam roubar a fama. Para piorar a situação, a estória é narrada por uma personagem que pouco de interessante tem, o que nos afasta dos pensamentos mais loucos do Joker levando-nos uma análise exterior do mesmo que pouco o nada acrescenta ao negócio.
No entanto, há pormenores que são muito bem 'esgalhados' pelo argumentista e a coisa até que ganha ali um certo clima de tensão pois nunca sabemos qual vai ser a próxima asneira que o louco vai cometer. Infelizmente, estas insanidades não são nada de novo e o que vi aqui foi um pouco de reciclagem de boas coisas que já se tinham feito com a personagem, só que agora com um brilho novo e com um ambiente mais refinado e sombrio. Os diálogos são bem escritos, mas soa tudo demasiado perfeito, demasiado forçado e não há ali uma fluidez que por exemplo se nota na obra de Alan Moore e Brian Bolland e é precisamente aí que quero chegar.
Joker aspirava ser melhor que Piada Mortal. Mas apenas se tornou num remake tosco de Verão. Aliás, só no fim é que se tem a confirmação de que há ali claramente uma referência descarada à última cena do clássico do Mestre, quando o Batman aparece por fim para se confrontar com o Joker e tudo acaba com um sonante "Vai sempre haver um Batman e um Joker", ou uma frase com esse efeito que, tal como na Piada, se refere à eterna questão da existência deste dois inimigos quando já se podiam ter matado um ao outro há tempos atrás. Ah, não me posso esquecer do detalhe mais curioso desta obra, é que o Joker que vemos aqui representado não é o clássico dos comics que estamos habituados a ver, mas sim uma também ela semi-cópia do Joker de Heath Ledger. Tributo ou cópia? Eis a questão.
Ainda assim, é de referir o belissímo desenho de Lee Bermejo, do qual eu já era fã há algum tempo. Os contrastes que faz neste livro entre uma arte super-realista e algo mais soft são esplêndidos e não há nenhuma falha que lhe possa apontar.
Para muitos, Joker já merece um lugar entre os clássicos do Cavaleiro das Trevas, mas para mim não há nada de mais por ali - só páginas bonitas com uma escrita intrigante.

Argumento: Brain Azzarello
Desenho: Lee Bermejo
DC Comics
Nota: 6.5/10

22 agosto 2009

Aetheric Mechanics

Foi este o primeiro livro, de somente 48 páginas, que li nestas férias e o que é facto é que não muito se pode dizer dele. Criar um universo e dar-lhe um fim em tão poucas páginas dá pouca margem para desenvolvimentos e nem mesmo Warren Ellis é capaz de fazer uma execução perfeita. A trama desenvolve-se em Março de 1907, ambientada num mundo onde a tecnologia steampunk alcançou avanços colossais. Além disso, vive-se um período de guerra histórico entre a Grã-Bretanha e a Ruritania (país fictício situado na Europa Central). Entretanto, Dr. Robert Watcham regressa ao seu país natal depois de cumprir serviço na guerra, indo ao encontro do detective mais famoso de Londres (e seu grande amigo), Sax Raker. Acontece que uma caso digno dos ficheiros secretos anda aterrorizar a população daquela cidade e é então que Sax é chamado para cumprir o seu dever - um estranho ser invisível anda a matar/ capturar vários engenheiros que se especializam numa matéria muito específica que todos têm em comum, a aetheric mechanics. A partir daqui, inicia-se uma busca por esse sujeito onde até se junta à festa uma velha companheira de Sax, hoje a sua rival número 1.

Confesso que demorei um pouco até perceber se haveria alguma mensagem por detrás destas páginas, mas ainda fiquei mais no escuro. O final é um pouco surpreendente, do género "nada do que aconteceu aqui é real", mas os desenvolvimentos neste livro são tão poucos que fazem com que o final tenha pouco impacto, além de que a afinidade com as personagens é tão pouca que nem sequer sentimos a mágoa das mesmas ao descobrirem a negra verdade sobre as suas vidas. Quero assim dizer que 48 páginas é muito pouco para aquilo que Aetheric Mechanics pretende ser. Warren Ellis criou algo tão complexo que dá pena que seja resolvido em tão poucas páginas, o que não ajuda nada a meu ver
Quanto ao desenho, está mais que aprovado. Gostava de ver este Gianluca Pagliarani em outras produções, talvez numa Vertigo ou algo mais alternativo. Raramente vemos uma desenho tão detalhado como o deste senhor, que até faz lembrar um quê de Geoff Darrow.

Argumento: Warren Ellis
Desenho: Gianluca Pagliarini
Avatar Press
Nota: 6/10

19 agosto 2009

E eis que Straczinscy dá a facada final...

Ahaha, fartei-me de rir com esta notícia. Como todos sabem, o Strac tem abandonado progressivamente alguns dos títulos da Marvel em que estava envolvido, deixando assim a maioria do seu tempo para a DC Comics, participando em séries como The Brave and The Bold. A grande expectativa em torno da aquisição desta editora era se o argumentista seria escolhido para um título de maior craveira e o que é facto é que a profecia se cumpriu de forma um pouco inusitada.
Straczinscy irá encarregar-se de "ressuscitar" uma antiga personagem dos anos de ouro dos comics chamado... The Web! O nome pode soar um pouco estranho para muitos que ainda não tenham ouvido falar dele, mas desde há uns meses que se falava desta série e o que dá mais nas vistas são as óbvias parecenças com um certo amigo da vizinhança... Ora vejam só as primeiras imagens da série. Os desenhos serão Roger Robinson.
Depois de lixarem completamente este grande argumentista na série do Spidey, voltamos a ter a hipótese de ler boas estórias com com um escalador de paredes. Só espero é que o Didio não deite tudo a perder e não venha cá com histórias.

18 agosto 2009

Nova Equipa em Thor

A Marvel anunciou nas solicitações de Novembro o lançamento do novo arco do Thor, já com uma nova equipa criativa. Isto quer dizer que Straczynski e Coipel encontram-se de saída do título o que, aliás, já vinha sendo anunciado há uns meses. 
Este "crime", o de deixar Strac e Coipel abandonarem prematuramente a, talvez, melhor série da Marvel, deve-se à relutância do argumentista em escrever estórias inseridas na cronologia actual da Marvel, ou seja, ignorando alguns recentes eventos da editora como Civil War e Secret Invasion (a lei do registo teve uma pequena referência, ainda assim). O mentor de Babylon 5 sempre se esforçou para que o reboot de Thor fosse o mais bem sucedido possível e para tal era óbvio que alguns detalhes ridículos do Universo Marvel teriam de ser deixados para trás, mas parece que o Quesada não está nem aí. Conclui-se assim que Strac é mais um caso de "maus-tratos" na Casa das Ideias, não só por este atentado, mas também por casos recentes como Homem- Aranha: One More Day e o Esquadrão Supremo.
Ora bem, a nova dupla irá estrear-se em Thor #604 e trata-se de um perfeito desconhecido e de uma recente aposta da Marvel em títulos conhecidos. São eles Kieron Gillen (New Universl: 1959, Dark Reign: Ares e Phonogram) e Billy Tan (New Avengers).
Confesso que esperava nomes mais sonantes, mas substituir uma dupla de sonho não é tarefa de sonho. É pena haver pouca flexibilidade naquela editora, mas se à custa disso são campeões de venda é uma política que só lhes favorece.

17 agosto 2009

E já lá vão 4...

É verdade. Parecendo que não, este blog respira há já 4 anos, uma marca da qual me orgulho bastante. Uns anos foram marcados por poucos posts, noutros a actividade foi maior, mas o essencial foi nunca ter abandonado por completo a Área Negativa. Como sempre, deixo aqui agradecimentos aos visitantes e comentadores e aos vários amigos de outros blogs que tenho feito por aqui. Obrigado a  todos!

01 agosto 2009

De Férias...

Pois é pessoal, seguem-se agora duas semanas de férias fora da metrópole que me viu nascer, o que significa que não vou postar nos próximos 15 dias. Desejo a todos umas boas férias e  que levem com muito sol na face e restante corpo.

30 julho 2009

Primeiro Trailer da Animação de Planet Hulk



E aqui fica o vídeo de uma animação na qual deposito grandes esperanças, não tenha sido esta uma das grandes sagas dos últimos na Marvel. É certo que uma grande estória pode não significar uma grande animação, mas já é meio caminho andado.

A sair em Fevereiro de 2010.

27 julho 2009

Não Podes Perder... PROMETHEA!

Esta é daquelas séries que costumam ser um pouco maltratadas. Isto porque, sendo uma série de Alan Moore, fica um bocado na sombra de grandes clássicos como Watchmen e V for Vendetta, o que faz com que os restantes trabalhos do mago, do génio, do mestre, fiquem no limbo do esquecimento. Ainda assim, Promethea devia estar lá bem no alto juntamente com as outras duas obras que referi em cima. Já aqui tinha escrito sobre este comic, mas volto agora a dar a "machadada final" para tentar convencer o resto do pessoal a esquecer algumas séries pendentes e que se debrucem nos 5 volumes que constituem esta magnífica obra. Confesso, também, que a tenho consumido por meio de um "conta-gotas" e que só esta semana é que irei receber o terceiro, o que não me podia alegrar mais pois tenho lido algumas informações sobre o mesmo e parece ser aí que a estória começa a aquecer. Tenho pena de já ter passado quase um ano desde que li o segundo volume, mas a verdade é que, ou não surgia a oportunidade certa ou adiava sempre mais um pouco.
A série conta com ilustrações belíssimas de J.H. Williams III, sem dúvida um dos melhores desenhadores da actualidade e que infelizmente não tem tantas oportunidades como seria de esperar. Foi publicada entre os anos de 1999 e 2005, contando com 32 edições que saíram com uma periodicidade irregular devido a alguns conflitos entre a editora e Alan Moore, se bem me recordo. Basicamente, isto é um Moore que nunca vimos a debater-se com inúmeros temas como a magia oculta, com recurso a um universo metafictício que pretende ser uma interpretação de Moore em relação ao nosso próprio mundo. Sophie Bangs é a protagonista desta série passada numa cidade um tanto ou quanto futurista (não utilizaria bem a palavra steampunk aqui) em que a entidade Promethea se apodera dela depois de se apoderar de inúmeros outros corpos ao longo dos últimos anos, numa tentativa de confrontar os mais poderosos mágicos seres do universo, evitando a iminente chegada do Apocalispe!
Como já referi, estão disponíveis 5 volumes em TPB ou HC, embora estes últimos sejam já um pouco difíceis de encontrar (à excecpção do último volume que se vê por muitas lojas). Ainda assim, para os mais luxuosos, a DC já está a preparar a primeira Absolute Edition (com a capa que podem ver neste post). Há ainda um livro que reúne todas as capas da série, um volume recomendadíssimo a todos os fãs de Williams.
  • PROMETHEA BOOK 1 (TPB/HC - $14.99 / 24.95, 160 pgs.)
  • PROMETHEA BOOK 2 (TPB/HC - $14.99 / 24.95, 176 pgs.)
  • PROMETHEA BOOK 3 (TPB/HC - $14.99 / 24.95, 224 pgs.)
  • PROMETHEA BOOK 4 (TPB/HC - $14.99 / 24.95, 192 pgs.)
  • PROMETHEA BOOK 5 (TPB/HC - $14.99 / 24.95, 200 pgs.)
  • ABSOLUTE PROMETHEA VOL. 1 (#1-12 - $99.99, 328 pgs.)
  • PROMETHEA COVERS BOOK (TPB - $5.99, 48 pgs.)
O primeiro Absolute chega às lojas no dia 30 de Setembro e já se encontra em pré-venda em alguns sites conhecidos. Aproveitem!

Americas's Best Comics | Alan Moore e J.H. Williams | Preview da Primeira Edição

21 julho 2009

O Que Ando a Fazer... #5

  • Acabei de ler esta tarde, precisamente, mais um dos HC's da fase de ouro do Lanterna Verde, Tales of The Sinestro Corps. Trata-se de uma antologia que pretende mostrar aos mais recentes leitores as origens de personagens chave desta saga, tal como o Superman-Prime, Sinestro ou Cyborg Superman. A colectânea abre logo em grande estilo com a dupla Geoff Johns / Dave Gibbons, de longe os "donos" do conjunto de estórias incluídas neste álbum que apresentou argumentistas ou não muito dotados ou que davam uma grande seca. Não quero com isto denegrir a imagem deste HC já que é algo indispensável para os seguidores do Lanterna. As estórias são muito úteis quer para nos lembrarmos de alguns detalhes esquecidos, quer para aprendermos novas coisas sobre a mitologia deste universo.
  • Entretanto acabei há uns dias atrás a leitura de Blankets, de Craig Thompson. Este sim é essencial a qualquer fã de BD e não só, já que facilmente será entendido por qualquer pessoa que nem perceba muito deste meio. Em vez de oferecerem livros, ofereçam este Blankets! Além de estarem a tentar converter mais uns quantos para esta legião de meia dúzia de homens em Portugal, estão a divulgar uma estória que merece ser lida por todos, pois acho que nenhum autor conseguiu ou conseguirá alguma vez fazer uma interpretação tão nua e crua de duas fases da nossa vida, a infância e adolescência, apenas com a utilização de palavras. Os desenhos deste autor são um regalo para os olhos e complementam de forma fantástica o argumento! É claro que Craig mostrou aqui uma vida um tanto ou quanto única onde se confrontava com muitos dilemas morais devido à prática acérrima da religião cristã por parte dos seus pais (que o influenciavam, consequentemente), mas tenho a certeza que muitos dos que leram esta Graphic Novel encontraram muitos pontos em comum com as suas próprias vidas. Quem não leu, pelo menos que espere até à Devir a traduzir para a língua portuguesa, já que não deve faltar muito tempo para isso... (isto sou eu a ser optimista).
  •  Não resisti e voltei a comprar comics da Panini. Já me tinha deixado daquilo porque detestava a tradução, mas esta é a forma mais viável de ler comics que não valem  tanto a pena comprar no original. €3 por 4 estórias é bastante mais reconfortante do que €12 se comprasse tudo na língua inglesa, correndo o risco das estórias serem uma banhada total (como muitas delas têm vindo a ser nos últimos tempos). Agora sigo Novos Vingadores (por causa do Thor), Superman (Action Comics), Batman (Morrison) e no futuro vou apanhar o Homem Aranha, quando chegar à fase do Dan Slott / John Romita Jr., onde deixei de comprar no original.
  • Vou agora começar a ler o segundo HC de Y - The Last Man, da dupla Vaughan / Pia Guerra. A estória parece começar com um grande salto desde o último comic que li e espero que a série me continue a agradar como tem feito. A ler!

19 julho 2009

Atrocidades Artísticas #3

Estava eu a ler calmamente um dos volumes da saga do Green Lantern, Sinestro Corps Tales, quando me deparo com mais um atentado aos meus olhos! Desta feita foi um autor inesperado que me proporcionou este momento de puro azar, já que eu até sou apreciador do seu trabalho - é ele Ethan Van Sciver. É certo que de vez em quando ele lá nos assusta com as suas perspectivas um pouco menos conseguidas ou as suas noções distorcidas da anatomia humana, mas nós lá o perdoamos porque no seu todo o trabalho nunca sai assim tão mal. Veja-se o caso de Green Lantern - Rebirth, um dos seus melhores trabalhos até hoje, ou até alguns volumes de New X-Men na fase Morrison, em que só pecava por ter um arte-finalista e um colorista não tão dotados como se devia esperar. Mas isto é mau demais:
Vejamos, o Superman-Prime é um tipo feito à imagem e semelhança do original Superman, daí ter um porte atlético razoável, mas o que se verifica neste caso é tudo menso razoável! O Sciver abusou claramente nas proporções deste retrato do Prime, além de dar a ideia que estão ali metidos uns quantos implantes mamários que até fazem espécie. Esta capa já me atormentava desde que originalmente tinha sido lançada em 2007, mas sempre me esforcei para a esquecer... até hoje! Reparem que o peito direito direito está tão bem delineado que até parece ser uma armadura de carne e osso, além de possuir uma sombra tão extensa que o homem parece estar com o coração a cem à hora. Enfim, uma capa detestável que ainda hoje estou para perceber como é que a DC foi deixá-la escapar. 
São coisas destas que merecem uma censura bem forte por poderem influenciar as pobres almas que desejem um peito deste género, ao contrário de uma pacífica suástica que nem faz mal a ninguém.

18 julho 2009

A Morte de Hollis Mason, segundo Zack Snyder

Para quem não gostou assim tanto do filme do Watchmen, a versão Director's Cut está aí prontinha para sair para as lojas já no dia 28 deste mês. Uma das maiores queixas e a grande falta de confiança deviam-se ao facto dos fãs duvidarem da capacidade de Zack em mostrar tudo o que era de mais importante na Graphic Novel de Alan Moore e Dave Gibbons, e a verdade é que uma tarefa dessas seria no mínimo épica já que cada capítulo da obra poderia precisar de no mínimo 40 minutos para ser devidamente explorada (semelhante a uma série de TV), mas no cinema isso seria impossível.
Daí Zack querer, de alguma forma, homenagear os grandes apreciadores da série com uma versão final que irá conter cerca de 4 horas de filme, sensivelmente mais uma hora que o filme que vimos no cinema. Pelos vistos, esta ainda não é a versão definitiva já que ainda está planeada uma outra para este Outono (que na pior das hipóteses só chegará no ano que vem), que inclui uma mescla entre Watchmen e os Tales of Black Freighter. Parece-me que essa será definitivamente a melhor versão, se bem que um bocado pesada e não aconselhada a quem queira perder 5 horas a ver um filme sem parar!
Entretanto fica aqui a melhor cena que já vi, mas que infelizmente não foi incluída no filme.  São 3 minutos de puro cinema, tratando-se da morte do Nite Owl original ao som do Intermezzo, da Cavalleria Rusticana. Sem dúvida uma bela peça de cinema produzida por Zack Snider, que ganha assim uns pontos na minha consideração!

Não Podes Perder... TRANSMETROPOLITAN!

Parece que a DC anda numa republicar os seus clássicos, tanto os mais antigos como os mais recentes casos de sucesso (Fables, Y The Last Man). Este Transmetropolitan, da louca mente de Warren Ellis e do lápis "sujo" de Darick Robertson, é actualmente alvo de uma merecidíssima reedição, visto que os exemplares da última tiragem de TPB's começavam a escassear e a sua edição não era propriamente recente... Além disso, podemos dizer que a DC aproveitou o relativo sucesso que Ellis tem vindo a ter nos últimos tempos devido aos seus trabalhos mais recentes para a Avatar Press, exemplo de Freak Angels, inesperadamente bem sucedido.
Originalmente publicada entre os anos de 1997 e 2002, esta série centra-se na personagem de Spider Jerusalem, um tipo que tenta destronar o poder do presidente dos Estados Unidos, tentando assim acabar com a corrupção e o abuso de poder por parte deste. Tudo isto num ambiente bastante Cyberpunk e utópico, que nos próximos anos iria cair um pouco em desuso.
A DC já inciou esta reedição há alguns meses, sendo que já foram lançados dois volumes num total de 10:
  • TRANSMETROPOLITAN Vol.1 - Back on Street
  • TRANSMETROPOLITAN Vol.2 - Lust For Life
  • TRANSMETROPOLITAN Vol.3 - Year of The Bastard (a sair dia 5 de Agosto)
  • TRANSMETROPOLITAN Vol.4 - The New Scum ( a sair dia 28 de Outubro)
Para já são estas as previsões da DC, não havendo ainda datas definidas para os restantes 6 volumes. Parece que esta é uma excelente oportunidade para quem ainda não leu esta série, considerada por muitos a melhor já alguma vez escrita por Warren Ellis.

Vertigo | Entre $12.99 e $14.99 | Entre 144 e 160 págs. | Download do Número 1

15 julho 2009

Blog da Devir Actualizado com Plano de Distribuição

O Blog da Devir, gerido por Rui Santos, foi novamente actualizado depois um mês sem qualquer palavra do editor. Este último post não adiantou grande coisa, ao contrário da entrevista cedida à Central Comics recentemente, mas ainda assim foi agradável verificar que este blog não morreu.
Rui Santos começou por se desculpar devido ao já verificado atraso dos livros da editora, inicialmente planeados para serem lançados já no mês passado, o que não se verificou devido "a questões de distribuição", já que é agora a Devir a tratar da distribuição das suas próprias edições, sendo esta, talvez, a maior novidade no que toca a esta nova equipa. Rui Santos acrescenta ainda que os livros serão distribuidos para os locais do costume, como lojas Especializadas, FNAC's e afins, como todos sabemos, além de referir que irá acrescentar uma lista com esses mesmo locais ao blog.
Começa assim crescer a ansiedade pela chegada destas famigerdas novas edições da renascida Devir, um regresso que já antecipava há muito, mas que até agora não tem correspondido às expectativas devido aos atrasos iniciais. Veremos se o plano editorial da editora se confirma e se é já neste mês que temos o Sin City Vol . 6 - Gajas, Copos e Balas à venda ou se teremos de aguardar até Setembro, por volta do Festival da Amadora, para que Walking Dead ou outro volume de Sin City sejam lançados.

12 julho 2009

Absolute Batman: The Long Halloween

Já tinha acabado esta leitura há uns dias, mas só agora é que me apeteceu tive oportunidade de a escrever sobre ele. A narrativa é bastante fluida, portanto acabei aquilo à velocidade do tiro. 
The Long Halloween representa o culminar de toda uma carreira de Jeph Loeb, porque basicamente ela terminou ali. Podem-me vir com histórias que o homem ainda alcançou bastante êxito com a série das Cores e ainda o Superman: For All Seasons e até vos dou alguma razão, mas é neste livro que Jeph Loeb nos apresenta todas as suas ideias e conceitos e todos os seus recursos limitados, que ao longo da sua carreira o irião acompanhar. Não é por isso que este Batman deixa de ser uma grande obra, talvez uma das melhores da personagem, no entanto não deixa de ser triste ver que o autor fez a obra da sua vida e a partir se desleixou completamente ao reciclar e mastigar as mesmas nuances que aqui, pode dizer-se, estreou.
As mortes misteriosas executadas por um vilão também ele misterioso que apenas é revelado no final estória (se bem que desta feita de uma forma um pouco ambigua), os pensamentos profundos e melancólicos da personagem principal, o clima de romance e conspiração, a utilização de uma galeria completa de vilões, são tudo características comuns nas narrativas do nosso amigo Jeph Loeb que se têm verificado ao longo da sua carreira.
Posto isto, não há muito mais a dizer. Gostava apenas de frisar que isto não significa que não gostei da obra, muito pelo contrário. Fiquei bastante satisfeito com o fim e contente por ter adivinhado quem era na verdade o assassino quando a opção não era muito óbvia.

Nota: 8/10
DC Comics / De Jeph Loeb e Tim Sale

06 julho 2009

Super-Heróis no Público - Batman

Nesta Sexta-Feira deu-se o lançamento do primeiro filme da nova colecção do Público dedicada a filmes de Super-Heróis. A coisa não podia começar da melhor forma pois o primeiro volume a sair foi Batman, de Tim Burton, que após ter concluído o visionamento me surpreendeu pela positiva pela interpretação notória de Jack Nicholson (nada que se pareça à de Heath ledger, no entanto). Mas sobre o filme lá chegarei mais à frente. Gostava de começar por puxar as orelhas ao Público, um jornal que sempre nos tem habituado a excelentes colecções, não só de  filmes como de livros, mais especificamente BD que tem, por assim dizer, "enchido" o mercado português que tem andado meio morto. Ao menos lança colecções completas que sabemos que não irão ser interrompidas por qualquer insólito acontecimento.
Ora bem, a apresentação está muito mázinha. Na publicidade TV chegam a afirmar que os filmes que vamos coleccionar se tratam de " Os Heróis dos Heróis", uma frase que até agora ainda não entendi muito bem. Mas até aí tudo bem, o maior problema é quando eu passo a ter o DVD na mão. Uma odisseia inesperada avzinhava-se e nem eu me dava me conta...
  • Tudo começa com um simples autocolante, daqueles que nos informam quantos DVD's sairão, o preço total da colecção, etc. Onde é que haveriam de colar o raio do autocolante? Na própria capa do DVD! Pergunto eu, porque não colá-lo num sítio mais "dispensável" como por exemplo... o plástico protector da caixa? "Para quê?" - devem ter pensado os génios por detrás da conspiração... Para tirar aquele autocolante foi um verdadeiro quebra cabeças que ainda hoje deixa marcas, com vários vestígios de cola visíveis...
  • A seguir tentei apreciar a qualidade do produto. As capas finas até me pareciam bem pensadas, com tanto DVD que ia sair eu ia poupar um valente espaço na prateleira, mas isso passou a ser o menor dos meus males. A lombada está tão fatela que até tenho pena de olhar para aquilo e pensar que ainda vou comprar mais uns quantos DVD's anoréticos. Enfim, um grande desgosto, esperava melhor.
  • A terceira coisa que faço, normalmente, é ler o que está na contracapa, tentar perceber um pouco mais do filme ao ler a sinopse de forma a saber mais umas coisinhas sobre o que vou ver. Enganei-me, esta não é a colecção para mim! Ao invés de uma sinopse, deparei-me com umas frases soltas de críticos conceituados (coff... coff...) a dizerem muito bem do filme ("Filme do século", "5 estrelas", essas coisas). Deu ainda para descobrir que opções especiais ou eram poucas ou nenhumas.
  • Por fim, a parte mais agradável, na qual não esperava encontrar quaisquer problemas, chegou e comecei a ver o filme numa noite quente de Sábado. Só faltavam as pipocas para ver se esquecia as dificuldades por que tinha passado. Ao fim de 1 minuto e meio, quando era suposto estar a ver o menú de opções do DVD (legendas, selecção de cenas, aquelas coisas normais em que uma pessoa normal navega quando está a ver um filme  normal em casa) começo instantaneamente a ver o filme! Ora, por esta nem eu esperava. Um verdadeiro golpe de mestre digno de um conspirador infiltrado nos gabinetes do Público... ou então é só defeito de fabrico.
E pronto, ao fim destas etapas todas lá consegui visionar o filme em paz, que até compensou esta tortura toda para o conseguir ver. A recriação de Gotham City está soberba tendo em conta a época em que se produziu o filme (os meios de montagem ainda não eram tão sofisticados como os de hoje). Os cenários, apesar de não parecerem tão reais como deveriam, disfaraçam muito bem com o tom negro que Tim Burton aplicou. Não sei se terá sido o melhor realizador para dirigir um filme do Batman, pois o seu estilo sempre me pareceu mais ligado à fantasia como se tem verificado nos últimos tempos, ao contrário do Cavaleiro Negro, que pretende ser uma aproximação ao mundo real (como se tem verificado na fase de Nolan), mas ainda assim, Burton safou-se bem. Jack Nicholson conseguiu adaptar-se bem ao Joker ao tornar-se bastante fiél à versão comic do mesmo, se bem que pareceu faltar-lhe um travo de insanidade em certas cenas em que parecia estar a interpretar uma pessoa banal. Ao ver isto, fiquei chocado com as declarações que prestou aquando do lançamento do Dark Knight, em que afirmava também ele estar chocado, mas pela crítica considerar Heath Ledger superior na sua personaificação do Joker. Incompreensível. Michael Keaton, por sua vez, fez um papel competente, nada de extraordinário, visto que cumprir o papel de Bruce Wayne não é nada de mais visto ser uma personagem um pouco desinteressante sem grande história (salva-se o tormento do assassinato dos seus pais e as interacções com o Alfred). Quanto a Kim Basinger, foi sem dúvida uma cara belíssima para enfeitar este filme.
É um bom filme, mas o Dark Knight roubou-lhe o estatuto de melhor longa-metragem do Batman, sem tirar nem pôr. O Público, por sua vez, não ficou nada bem na fotografia. Se os mesmos problemas por que passei se verificarem quando comprar o Superman se verificarem, mando-os passear na hora...

30 junho 2009

Alemanha Proibe Capa Nazi

Todos os anos tem de haver um caso rompante de censura nos comics e parece que o vencedor do caso insólito do ano está encontrado.
A edição 34 da também ela insólita série The Boys, da equipa Garth Ennis (um maluco dos diabos) e Darick Robertson (não tão maluco), foi banida da Alemanha e consequentemente teve a sua venda proibida. O que acontece é que a capa da dita edição teve a suástica alemã estampada nas costas de um dos heróis da série, Stormfront. A capa acaba também por ser uma óptima referência ao primeiro número da série All Star Superman, como podem reparar.
Ao que parece, o país alemão não admite qualquer referência à suástica em qualquer tipo de publicação, um símbolo que atormenta os alemães até aos dias de hoje devido a uma época que os mesmos insistem em apagar dos livros de história.
Darick, em entrevista ao Newsarama, expressou o seu desagrado ao explicar que a Marvel passa inúmeras vezes por esta situação e que os comics do Capitão América são os casos mais óbvios. Além disso, o filme Valquíria foi para os cinemas e ninguém pestanejou... O editor da Dynamite Entertainment já veio a público frisar que não vai mudar a capa em circunstância alguma só para poder vender a edição naquele país.
A censura nos comics já não é um caso recente. O Super-Homem já sofreu recentemente com ela depois de ter tentado beber uma cerveja com o seu pai em amena cavaqueira. A cerveja Tagus acabaria por ser transformada numa Fanta de laranja. Uma capa de Frank Cho, com o objectivo de obter dinheiro para caridade, também foi censurada depois da mesma mostrar explicitamente a parte traseira de Mary Jane, namorada de Peter Parker. E muitos outros lápis azuis foram usados nos últimos anos nos comics. O Batman também já deu que falar, se bem que em circunstânciasC um pouco diferentes.
Neste caso, acho que quem fica a perder é a Marvel. Afinal, o Captain America: Reborn está aí a sair e eu vi por lá uns quantos nazis a serem espancados...

26 junho 2009

Michael Jackson 1959-2009

Eu sei que isto não tem nada a ver com BD, mas não é só da ficção que este blog vive. Gostava de deixar aqui esta pequena mênção ao eterno Rei da Pop, uma verdadeira lenda da música. Apesar de todas as polémicas em que Michael Jackson esteve envolvido, há que se destacar o legado musical musical que nos deixou e é justamente por isso que ele deve ser lembrado. Pelo caminho ficam grandes êxitos como Thriller e Billie Jean, parte do álbum mais vendido da história da música e um dos mais brilhantes álbuns da década de 80. Michael ficou ainda conhecido pelo seu período de decadência marcado pela operação plástica que lhe mudou a cor da pele e pelos inúmeros escândalos de pedofilia que nunca ficaram esclarecidos por parte do músico.
Deixo aqui uma das músicas mais conhecidas de MJ e, na minha opinião, um dos melhores vídeos que já realizou até hoje no mundo da música, tanto pela qualidade da música como pelos seus dotes a nível da dança e coreografia. Vejam a versão completa de Thriller:

20 junho 2009

O Que Ando a Fazer... #4

  • Acabei a leitura de Y: The Last Man Deluxe Edition Vol. 1, que compila os dois primeiros arcos da reconhecidíssima série de Brian K. Vaughan e Pia Guerra / Jose Marzan. Posso dizer que fiquei bastante entusiasmado com esta cena do último homem na Terra, a trama flui de uma maneira bastante emocionante e cativante e as técncias narrativas do Brian contribuem para isso mesmo, sendo muito semelhantes a uma das séries televisivas em que ele costuma participar, Lost. É incrível ver como a maioria das mulheres reagiria ao facto de apenas restar um homem na Terra, que julgo ser muito diferente da reacção de um homem ao constatar que só restava uma mulher no planeta (...sim, isso mesmo!). Além disso, adorei a ideia de Yorick, personagem principal de Y, dividir o protagnismo com Ampersand, um macaquinho que se julga ser o último mamífero irracional portador do cromossa Y. Enfim, outra leitura que recomendo avidamente, ainda mais nesta edição que favorece bastante a arte de Pia Guerra, na minha opinião uma excelente ilustradora ao contrário do que muitos pensam. Se não me engano, serão lançados 5 HC's ao todo.
  • Entretanto, chegaram-me esta semana 4 livros do estrangeiro - Y: The Last Man Deluxe Edition Vol.2 e Ex Machina Vols. 3, 4 e 5. Como podem ver, o bicho Brian K.Vaughan pegou... Volto aqui a dizer que Ex Machina é das melhores séries do mercado e se não a começaram a ler pelo menos apostem no recém lançado HC que compila os dois primeiros arcos do comic (à semelhança de Y: The Last Man). A estória gira à volta de um político, Mitchell Hundred, que é conhecido pelo mundo inteiro como sendo o único super-herói existente, Great Machine.
  • Estou prestes a pegar naquele calhamaço que é o Absolute Batman: The Long Halloween. A coragem ainda é pouca, mas lá consegui pelo menos ler a introdução da autoria de Christopher Nolan, realizador dos últimos filmes do Batman. Aí deu para perceber como esta obra se tornou uma das grandes inspirações tanto para o recente The Dark Knight, como para Batman Begins.

16 junho 2009

A Madrugada dos Mortos, segundo Joe Quesada

O conceito de vida e morte tem sido debatido ao longo dos anos desde que a comunicação existe, reflectida pelas mentes mais pensadoras que existiram ou quem sabe, até pelo homem primitivo, apesar de nem mesmo as personalidades mais brilhantes da humanidade terem alguma vez conseguido explicar devidamente o milagre da vida e o mistério da morte. Tentar entender tudo o que se passou por detrás da criação do homem e dos outros seres vivos acabou por deixar de ser um tema predominantemente científico para se tornar algo mais debatido no campo filosófico pois, não seria o maior problema de O Pensador tentar entender o porquê da sua existência? É claro que os mais audazes sempre tentaram desafiar as leis da natureza ao pensarem poder enganar a morte, mas logo se soube que acontecimentos desses só em ficção. Ainda havia (e há) quem aceite o seu destino acredite na vida após a morte, o tal Afterlife (deviam arranjar uma palavra portuguesa para isto) ou que talvez possa existir a reencarnação. Pois bem, na Marvel não há nada disto. As "regras" estão escritas de outra forma.
Soube há bocado que o Quesada e os amigos fizeram regressar dos mortos mais um velho camarada nosso conhecido. A surpresa nem foi muita, eu pelo menos já estava à espera disto mesmo antes da morte do dito cujo. Só que a cada vez que fazem um back from the dead eu fico inexplicavelmente indignado, até porque na Marvel isto tornou-se o pão nosso de cada dia. Mas este caso é especialmente inquietante, porque a Casa das Ideias estava a gozar de um sucesso inesperado à conta de uma das ideias mais malucas do ano de 2007, cortesia de Ed Brubaker... Já devem estar, então, a ver quem é voltou do caixão. Trata-se precisamente de Steve Rogers, o único e original Capitão América. Único enquanto ícone indubitável do sonho americano, pois enquanto identidade teve um substituto à altura, Bucky Barnes. A troca, que se deu por volta da edição #30 do comic, foi inesperadamente satisfatória, visto que o Bucky estava facilmente a fazer-nos esquecer daqueles anos penosos passados a ler o Capitão (exceptuando os primeiros 25 números da série do Brubaker). E aí sim, quando a qualidade das histórias é alta, sou completamente a favor da renovação das personagens velhinhas da Marvel e da DC, pois um dos grandes defeitos da indústria dos comics (há quem pense o contrário) é precisamente a pobre renovação dos intervenientes das estórias das editoras, ou até a falta dela. Felizmente, apesar de uma forma que se pode dizer inconsistente e pobrezinha, a Marvel lá anda a renovar aos poucos o seu Universo, mas parece que estamos a andar em círculos! Se aparece um discípulo para salvar o dia, ressuscitam imediatamente o mestre para estragar a coisa! Assim não vai resultar... Passem a fazer como no Lost - Dead is Dead!
O regresso vai ter direito a uma mini-série em nome próprio e tudo. Serão 5 números da autoria de Ed Brubaker e Brian Hitch com o simples nome de Reborn (só espero que não faça lembrar a tortura que foi Heroes Reborn...). As condições desse regresso são ainda desconhecidas como é óbvio, mas os editores referiram que este regresso estava a ser planaeado há quase 2 anos e meio, um pouco antes da morte de Steve Rogers ter ocorrido. Foi ainda esclarecido que nesta mini-série os verdadeiros planos do Caveira Vermelha vão ser descobertos.
Aposto que vamos encontrar o Steve numa sala super-secreta com um acesso também ele super-secreto que nem mesmo aqueles que o fecharam lá sabem da sua existência. A morte a que assistimos em Captain America #25 vai ser revelada como uma cabala, o sujeito que morreu era na verdade um sósia que reunia todas as características do verdadeiro Capitão, desde a sua fragância até à altura, peso, número de calçado e até mesmo um dente de ouro que escondia no fundo da sua boca. A imitação era tão perfeita que até os seus amigos mais próximos constataram que quem tinha morrido era mesmo o pobre velho Steve Rogers, mas ao saberem que aquele não era bem quem estavam a pensar, irão reunir-se num acto de fúria e procurar o Caveira numa maxi-série de 12 números intitulada "Os Amigos do Capitão - A Vingança, Parte 1". Sim, porque mais tarde viria a parte 2, sequela do comic mais vendido da década. Tudo isto para que sejamos obrigados a ler todo o trabalho de Brubaker nesta série para que possamos ficar de boca aberta ao ver o quão genial este plano era e que afinal estava tudo planeado desde o início. Genial! Viva a Marvel, sempre na vanguarda do inesperado e do genuíno.

15 junho 2009

World War Hulk

Argumento: Greg Pak
Desenho: John Romita Jr.
Marvel Comics

Confesso que fiquei desiludido. E eu até sou daqueles que gosta de ver uma boa cena de pancadaria, mas sei lá, só durante umas 5 páginas no máximo, nada de excessos. Em World War Hulk, a cada 10 páginas, 8 mostravam o Hulk a dar pontapés e cabeçadas. Nas restantes eram só socos e torturas, por isso já estão a ver mais ou menos o cenário. É claro que eu não queria ver o Gigante Esmeralda a recitar poesia ou a debater física-quântica enquanto lhe dava mais um daqueles actos de fúria que ninguém pode explicar, nem muito menos o queria ver sentado na mesa do café a conversar com os Illuminati como se eles nunca o tivessem enviado para o espaço sideral sem pedirem autorização primeiro. Mas pelo menos alguém tinha imposto ali um limite de socos por páginas, ou por capítulo vá lá. A dada altura a trama tornou-se irrespirável. Antes do Hulk pisar o solo terráqueo vindo do seu disco espacial bastante moderno já andava ele a distribuir estalada por tudo o que era sítio. E foi aqui que notei que isto não podia ter apenas o dedo mágico do Greg Pak, é claro que alguém muito mais maquiavélico tinha de estar metido na salada. E esse alguém responde pelo nome de Joe Quesada, Queijada, chamem-no como quiserem, para mim vai dar ao mesmo. Depois do grande Planet Hulk o Pak não podia simplesmente chegar ali e espetar-nos com um festival de wrestling. Eu pelo menos estava à espera de algo mais relacionado com a mitologia criada nessa grande saga, mas pelo visto só falavam das mesmas palavras de sempre - ele era o Worldbreaker, o Sakaar, eu sei lá, era tanta palha que já não me lembro. Este foi para mim o ponto mais débil da narrativa, sub-aproveitou-se uma profecia tão boa como esta para se reduzir tudo a uma série de lutas inúteis que não esclareceram nada em relação a todos aqueles mitos misteriosos sobre o Hulk. Basicamente, foi apenas o último capítulo de WWH que nos mostrou o mais importante que havia para mostrar...
Outra coisa que também me meteu impressão foi ver o Doutor Estranho exclamar "STRANGE SMASH!", isto sem querer parecer um daqueles fanáticos que mal veêm uma falha de caracterização ficam logo com a vida estragada, só que isto foi muito mau. O homem, claramente, passou-se da cabeça e tentou copiar a identidade paleolítica do Hulk, certamente de forma inconsciente, mas mesmo assim não perdoo quem teve a infeliz ideia de o meter a dizer uma coisa destas. Este pormenor foi uma total descaracterização da personagem do Estranho e só me apeteceu foi atirar o livro pela janela! Digam o que disserem, para mim foi o tesourinho mais deprimente de toda mini-série. Aliás, até foi um pormenor da estória que deu azo a uma pequena contradição - o Dr. andou quase toda a série a culpabilizar-se pelo sucedido (isto com toda a calma do mundo, quem leu que o diga), tinha inclusivamente aceite o seu destino tendo até se comprometido a acarretar com as responsabilidade do massacre da Warbound do Hulk na Terra, mas ainda assim teve um rasgo de loucura incompreensível. Mas claro, isto sou eu a dar importância a pequenos detalhes que provavelmente não interessam à maioria dos leitores, mas só por aqui se pode avaliar devidamente uma obra.
Já fora de brincadeiras, nem tudo foi mau em WWH. A revelação final em relação ao envolvimento do Miek na explosão do dito Planeta Hulk foi no mínimo surpreendente. Eu bem que estava a achar estranho as inúmeras referências ao não envolvimento dos Illuminati na explosão, mas desta não estava à espera. Se bem que não gostei muito da ideia do filho do Hulk. O rapaz ou nasceu por inseminação artificial ou então não sei. Neste comic não se tem muito bem a ideia do seu nascimento, mas pelos vistos nasceu de um casulo vindo do céu. É estranho, visto que mãe ficou completamente desintegrada... Isto de arranjar storylines a pontapé tem que se lhe diga. Eu sei que o pessoal de vez em quando gosta de ver uma boa cena de porrada com as personagens preferidas à mistura. Pior que ser eu a saber isso é o Quesada também o saber, mas isso é outra estória. Agora, andar a ler 5 comics só para no fim ver que o Hulk lá no fundo até tem um bom coração, mas que para isso seja mostrado até lho têm de arrancar? Sim, porque houve uma parte em que ou o Ben Grimm ou o Doutor Estranho aplicam um golpe tão duro que aparentemente furou o Hulk duma ponta a outra... mas pelos vistos só lhe vazaram uma vista. É que nem o John Romita safou o suplício de ler isto.

Vá, agora atirem as pedras.