Segunda-feira, Julho 06, 2009

Super-Heróis no Público - Batman

Nesta Sexta-Feira deu-se o lançamento do primeiro filme da nova colecção do Público dedicada a filmes de Super-Heróis. A coisa não podia começar da melhor forma pois o primeiro volume a sair foi Batman, de Tim Burton, que após ter concluído o visionamento me surpreendeu pela positiva pela interpretação notória de Jack Nicholson (nada que se pareça à de Heath ledger, no entanto). Mas sobre o filme lá chegarei mais à frente. Gostava de começar por puxar as orelhas ao Público, um jornal que sempre nos tem habituado a excelentes colecções, não só de  filmes como de livros, mais especificamente BD que tem, por assim dizer, "enchido" o mercado português que tem andado meio morto. Ao menos lança colecções completas que sabemos que não irão ser interrompidas por qualquer insólito acontecimento.
Ora bem, a apresentação está muito mázinha. Na publicidade TV chegam a afirmar que os filmes que vamos coleccionar se tratam de " Os Heróis dos Heróis", uma frase que até agora ainda não entendi muito bem. Mas até aí tudo bem, o maior problema é quando eu passo a ter o DVD na mão. Uma odisseia inesperada avzinhava-se e nem eu me dava me conta...
  • Tudo começa com um simples autocolante, daqueles que nos informam quantos DVD's sairão, o preço total da colecção, etc. Onde é que haveriam de colar o raio do autocolante? Na própria capa do DVD! Pergunto eu, porque não colá-lo num sítio mais "dispensável" como por exemplo... o plástico protector da caixa? "Para quê?" - devem ter pensado os génios por detrás da conspiração... Para tirar aquele autocolante foi um verdadeiro quebra cabeças que ainda hoje deixa marcas, com vários vestígios de cola visíveis...
  • A seguir tentei apreciar a qualidade do produto. As capas finas até me pareciam bem pensadas, com tanto DVD que ia sair eu ia poupar um valente espaço na prateleira, mas isso passou a ser o menor dos meus males. A lombada está tão fatela que até tenho pena de olhar para aquilo e pensar que ainda vou comprar mais uns quantos DVD's anoréticos. Enfim, um grande desgosto, esperava melhor.
  • A terceira coisa que faço, normalmente, é ler o que está na contracapa, tentar perceber um pouco mais do filme ao ler a sinopse de forma a saber mais umas coisinhas sobre o que vou ver. Enganei-me, esta não é a colecção para mim! Ao invés de uma sinopse, deparei-me com umas frases soltas de críticos conceituados (coff... coff...) a dizerem muito bem do filme ("Filme do século", "5 estrelas", essas coisas). Deu ainda para descobrir que opções especiais ou eram poucas ou nenhumas.
  • Por fim, a parte mais agradável, na qual não esperava encontrar quaisquer problemas, chegou e comecei a ver o filme numa noite quente de Sábado. Só faltavam as pipocas para ver se esquecia as dificuldades por que tinha passado. Ao fim de 1 minuto e meio, quando era suposto estar a ver o menú de opções do DVD (legendas, selecção de cenas, aquelas coisas normais em que uma pessoa normal navega quando está a ver um filme  normal em casa) começo instantaneamente a ver o filme! Ora, por esta nem eu esperava. Um verdadeiro golpe de mestre digno de um conspirador infiltrado nos gabinetes do Público... ou então é só defeito de fabrico.
E pronto, ao fim destas etapas todas lá consegui visionar o filme em paz, que até compensou esta tortura toda para o conseguir ver. A recriação de Gotham City está soberba tendo em conta a época em que se produziu o filme (os meios de montagem ainda não eram tão sofisticados como os de hoje). Os cenários, apesar de não parecerem tão reais como deveriam, disfaraçam muito bem com o tom negro que Tim Burton aplicou. Não sei se terá sido o melhor realizador para dirigir um filme do Batman, pois o seu estilo sempre me pareceu mais ligado à fantasia como se tem verificado nos últimos tempos, ao contrário do Cavaleiro Negro, que pretende ser uma aproximação ao mundo real (como se tem verificado na fase de Nolan), mas ainda assim, Burton safou-se bem. Jack Nicholson conseguiu adaptar-se bem ao Joker ao tornar-se bastante fiél à versão comic do mesmo, se bem que pareceu faltar-lhe um travo de insanidade em certas cenas em que parecia estar a interpretar uma pessoa banal. Ao ver isto, fiquei chocado com as declarações que prestou aquando do lançamento do Dark Knight, em que afirmava também ele estar chocado, mas pela crítica considerar Heath Ledger superior na sua personaificação do Joker. Incompreensível. Michael Keaton, por sua vez, fez um papel competente, nada de extraordinário, visto que cumprir o papel de Bruce Wayne não é nada de mais visto ser uma personagem um pouco desinteressante sem grande história (salva-se o tormento do assassinato dos seus pais e as interacções com o Alfred). Quanto a Kim Basinger, foi sem dúvida uma cara belíssima para enfeitar este filme.
É um bom filme, mas o Dark Knight roubou-lhe o estatuto de melhor longa-metragem do Batman, sem tirar nem pôr. O Público, por sua vez, não ficou nada bem na fotografia. Se os mesmos problemas por que passei se verificarem quando comprar o Superman se verificarem, mando-os passear na hora...

Terça-feira, Junho 30, 2009

Alemanha Proibe Capa Nazi

Todos os anos tem de haver um caso rompante de censura nos comics e parece que o vencedor do caso insólito do ano está encontrado.
A edição 34 da também ela insólita série The Boys, da equipa Garth Ennis (um maluco dos diabos) e Darick Robertson (não tão maluco), foi banida da Alemanha e consequentemente teve a sua venda proibida. O que acontece é que a capa da dita edição teve a suástica alemã estampada nas costas de um dos heróis da série, Stormfront. A capa acaba também por ser uma óptima referência ao primeiro número da série All Star Superman, como podem reparar.
Ao que parece, o país alemão não admite qualquer referência à suástica em qualquer tipo de publicação, um símbolo que atormenta os alemães até aos dias de hoje devido a uma época que os mesmos insistem em apagar dos livros de história.
Darick, em entrevista ao Newsarama, expressou o seu desagrado ao explicar que a Marvel passa inúmeras vezes por esta situação e que os comics do Capitão América são os casos mais óbvios. Além disso, o filme Valquíria foi para os cinemas e ninguém pestanejou... O editor da Dynamite Entertainment já veio a público frisar que não vai mudar a capa em circunstância alguma só para poder vender a edição naquele país.
A censura nos comics já não é um caso recente. O Super-Homem já sofreu recentemente com ela depois de ter tentado beber uma cerveja com o seu pai em amena cavaqueira. A cerveja Tagus acabaria por ser transformada numa Fanta de laranja. Uma capa de Frank Cho, com o objectivo de obter dinheiro para caridade, também foi censurada depois da mesma mostrar explicitamente a parte traseira de Mary Jane, namorada de Peter Parker. E muitos outros lápis azuis foram usados nos últimos anos nos comics. O Batman também já deu que falar, se bem que em circunstânciasC um pouco diferentes.
Neste caso, acho que quem fica a perder é a Marvel. Afinal, o Captain America: Reborn está aí a sair e eu vi por lá uns quantos nazis a serem espancados...

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Michael Jackson 1959-2009

Eu sei que isto não tem nada a ver com BD, mas não é só da ficção que este blog vive. Gostava de deixar aqui esta pequena mênção ao eterno Rei da Pop, uma verdadeira lenda da música. Apesar de todas as polémicas em que Michael Jackson esteve envolvido, há que se destacar o legado musical musical que nos deixou e é justamente por isso que ele deve ser lembrado. Pelo caminho ficam grandes êxitos como Thriller e Billie Jean, parte do álbum mais vendido da história da música e um dos mais brilhantes álbuns da década de 80. Michael ficou ainda conhecido pelo seu período de decadência marcado pela operação plástica que lhe mudou a cor da pele e pelos inúmeros escândalos de pedofilia que nunca ficaram esclarecidos por parte do músico.
Deixo aqui uma das músicas mais conhecidas de MJ e, na minha opinião, um dos melhores vídeos que já realizou até hoje no mundo da música, tanto pela qualidade da música como pelos seus dotes a nível da dança e coreografia. Vejam a versão completa de Thriller:

Sábado, Junho 20, 2009

O Que Ando a Fazer... #4

  • Acabei a leitura de Y: The Last Man Deluxe Edition Vol. 1, que compila os dois primeiros arcos da reconhecidíssima série de Brian K. Vaughan e Pia Guerra / Jose Marzan. Posso dizer que fiquei bastante entusiasmado com esta cena do último homem na Terra, a trama flui de uma maneira bastante emocionante e cativante e as técncias narrativas do Brian contribuem para isso mesmo, sendo muito semelhantes a uma das séries televisivas em que ele costuma participar, Lost. É incrível ver como a maioria das mulheres reagiria ao facto de apenas restar um homem na Terra, que julgo ser muito diferente da reacção de um homem ao constatar que só restava uma mulher no planeta (...sim, isso mesmo!). Além disso, adorei a ideia de Yorick, personagem principal de Y, dividir o protagnismo com Ampersand, um macaquinho que se julga ser o último mamífero irracional portador do cromossa Y. Enfim, outra leitura que recomendo avidamente, ainda mais nesta edição que favorece bastante a arte de Pia Guerra, na minha opinião uma excelente ilustradora ao contrário do que muitos pensam. Se não me engano, serão lançados 5 HC's ao todo.
  • Entretanto, chegaram-me esta semana 4 livros do estrangeiro - Y: The Last Man Deluxe Edition Vol.2 e Ex Machina Vols. 3, 4 e 5. Como podem ver, o bicho Brian K.Vaughan pegou... Volto aqui a dizer que Ex Machina é das melhores séries do mercado e se não a começaram a ler pelo menos apostem no recém lançado HC que compila os dois primeiros arcos do comic (à semelhança de Y: The Last Man). A estória gira à volta de um político, Mitchell Hundred, que é conhecido pelo mundo inteiro como sendo o único super-herói existente, Great Machine.
  • Estou prestes a pegar naquele calhamaço que é o Absolute Batman: The Long Halloween. A coragem ainda é pouca, mas lá consegui pelo menos ler a introdução da autoria de Christopher Nolan, realizador dos últimos filmes do Batman. Aí deu para perceber como esta obra se tornou uma das grandes inspirações tanto para o recente The Dark Knight, como para Batman Begins.

Terça-feira, Junho 16, 2009

A Madrugada dos Mortos, segundo Joe Quesada

O conceito de vida e morte tem sido debatido ao longo dos anos desde que a comunicação existe, reflectida pelas mentes mais pensadoras que existiram ou quem sabe, até pelo homem primitivo, apesar de nem mesmo as personalidades mais brilhantes da humanidade terem alguma vez conseguido explicar devidamente o milagre da vida e o mistério da morte. Tentar entender tudo o que se passou por detrás da criação do homem e dos outros seres vivos acabou por deixar de ser um tema predominantemente científico para se tornar algo mais debatido no campo filosófico pois, não seria o maior problema de O Pensador tentar entender o porquê da sua existência? É claro que os mais audazes sempre tentaram desafiar as leis da natureza ao pensarem poder enganar a morte, mas logo se soube que acontecimentos desses só em ficção. Ainda havia (e há) quem aceite o seu destino acredite na vida após a morte, o tal Afterlife (deviam arranjar uma palavra portuguesa para isto) ou que talvez possa existir a reencarnação. Pois bem, na Marvel não há nada disto. As "regras" estão escritas de outra forma.
Soube há bocado que o Quesada e os amigos fizeram regressar dos mortos mais um velho camarada nosso conhecido. A surpresa nem foi muita, eu pelo menos já estava à espera disto mesmo antes da morte do dito cujo. Só que a cada vez que fazem um back from the dead eu fico inexplicavelmente indignado, até porque na Marvel isto tornou-se o pão nosso de cada dia. Mas este caso é especialmente inquietante, porque a Casa das Ideias estava a gozar de um sucesso inesperado à conta de uma das ideias mais malucas do ano de 2007, cortesia de Ed Brubaker... Já devem estar, então, a ver quem é voltou do caixão. Trata-se precisamente de Steve Rogers, o único e original Capitão América. Único enquanto ícone indubitável do sonho americano, pois enquanto identidade teve um substituto à altura, Bucky Barnes. A troca, que se deu por volta da edição #30 do comic, foi inesperadamente satisfatória, visto que o Bucky estava facilmente a fazer-nos esquecer daqueles anos penosos passados a ler o Capitão (exceptuando os primeiros 25 números da série do Brubaker). E aí sim, quando a qualidade das histórias é alta, sou completamente a favor da renovação das personagens velhinhas da Marvel e da DC, pois um dos grandes defeitos da indústria dos comics (há quem pense o contrário) é precisamente a pobre renovação dos intervenientes das estórias das editoras, ou até a falta dela. Felizmente, apesar de uma forma que se pode dizer inconsistente e pobrezinha, a Marvel lá anda a renovar aos poucos o seu Universo, mas parece que estamos a andar em círculos! Se aparece um discípulo para salvar o dia, ressuscitam imediatamente o mestre para estragar a coisa! Assim não vai resultar... Passem a fazer como no Lost - Dead is Dead!
O regresso vai ter direito a uma mini-série em nome próprio e tudo. Serão 5 números da autoria de Ed Brubaker e Brian Hitch com o simples nome de Reborn (só espero que não faça lembrar a tortura que foi Heroes Reborn...). As condições desse regresso são ainda desconhecidas como é óbvio, mas os editores referiram que este regresso estava a ser planaeado há quase 2 anos e meio, um pouco antes da morte de Steve Rogers ter ocorrido. Foi ainda esclarecido que nesta mini-série os verdadeiros planos do Caveira Vermelha vão ser descobertos.
Aposto que vamos encontrar o Steve numa sala super-secreta com um acesso também ele super-secreto que nem mesmo aqueles que o fecharam lá sabem da sua existência. A morte a que assistimos em Captain America #25 vai ser revelada como uma cabala, o sujeito que morreu era na verdade um sósia que reunia todas as características do verdadeiro Capitão, desde a sua fragância até à altura, peso, número de calçado e até mesmo um dente de ouro que escondia no fundo da sua boca. A imitação era tão perfeita que até os seus amigos mais próximos constataram que quem tinha morrido era mesmo o pobre velho Steve Rogers, mas ao saberem que aquele não era bem quem estavam a pensar, irão reunir-se num acto de fúria e procurar o Caveira numa maxi-série de 12 números intitulada "Os Amigos do Capitão - A Vingança, Parte 1". Sim, porque mais tarde viria a parte 2, sequela do comic mais vendido da década. Tudo isto para que sejamos obrigados a ler todo o trabalho de Brubaker nesta série para que possamos ficar de boca aberta ao ver o quão genial este plano era e que afinal estava tudo planeado desde o início. Genial! Viva a Marvel, sempre na vanguarda do inesperado e do genuíno.

Segunda-feira, Junho 15, 2009

World War Hulk

Argumento: Greg Pak
Desenho: John Romita Jr.
Marvel Comics

Confesso que fiquei desiludido. E eu até sou daqueles que gosta de ver uma boa cena de pancadaria, mas sei lá, só durante umas 5 páginas no máximo, nada de excessos. Em World War Hulk, a cada 10 páginas, 8 mostravam o Hulk a dar pontapés e cabeçadas. Nas restantes eram só socos e torturas, por isso já estão a ver mais ou menos o cenário. É claro que eu não queria ver o Gigante Esmeralda a recitar poesia ou a debater física-quântica enquanto lhe dava mais um daqueles actos de fúria que ninguém pode explicar, nem muito menos o queria ver sentado na mesa do café a conversar com os Illuminati como se eles nunca o tivessem enviado para o espaço sideral sem pedirem autorização primeiro. Mas pelo menos alguém tinha imposto ali um limite de socos por páginas, ou por capítulo vá lá. A dada altura a trama tornou-se irrespirável. Antes do Hulk pisar o solo terráqueo vindo do seu disco espacial bastante moderno já andava ele a distribuir estalada por tudo o que era sítio. E foi aqui que notei que isto não podia ter apenas o dedo mágico do Greg Pak, é claro que alguém muito mais maquiavélico tinha de estar metido na salada. E esse alguém responde pelo nome de Joe Quesada, Queijada, chamem-no como quiserem, para mim vai dar ao mesmo. Depois do grande Planet Hulk o Pak não podia simplesmente chegar ali e espetar-nos com um festival de wrestling. Eu pelo menos estava à espera de algo mais relacionado com a mitologia criada nessa grande saga, mas pelo visto só falavam das mesmas palavras de sempre - ele era o Worldbreaker, o Sakaar, eu sei lá, era tanta palha que já não me lembro. Este foi para mim o ponto mais débil da narrativa, sub-aproveitou-se uma profecia tão boa como esta para se reduzir tudo a uma série de lutas inúteis que não esclareceram nada em relação a todos aqueles mitos misteriosos sobre o Hulk. Basicamente, foi apenas o último capítulo de WWH que nos mostrou o mais importante que havia para mostrar...
Outra coisa que também me meteu impressão foi ver o Doutor Estranho exclamar "STRANGE SMASH!", isto sem querer parecer um daqueles fanáticos que mal veêm uma falha de caracterização ficam logo com a vida estragada, só que isto foi muito mau. O homem, claramente, passou-se da cabeça e tentou copiar a identidade paleolítica do Hulk, certamente de forma inconsciente, mas mesmo assim não perdoo quem teve a infeliz ideia de o meter a dizer uma coisa destas. Este pormenor foi uma total descaracterização da personagem do Estranho e só me apeteceu foi atirar o livro pela janela! Digam o que disserem, para mim foi o tesourinho mais deprimente de toda mini-série. Aliás, até foi um pormenor da estória que deu azo a uma pequena contradição - o Dr. andou quase toda a série a culpabilizar-se pelo sucedido (isto com toda a calma do mundo, quem leu que o diga), tinha inclusivamente aceite o seu destino tendo até se comprometido a acarretar com as responsabilidade do massacre da Warbound do Hulk na Terra, mas ainda assim teve um rasgo de loucura incompreensível. Mas claro, isto sou eu a dar importância a pequenos detalhes que provavelmente não interessam à maioria dos leitores, mas só por aqui se pode avaliar devidamente uma obra.
Já fora de brincadeiras, nem tudo foi mau em WWH. A revelação final em relação ao envolvimento do Miek na explosão do dito Planeta Hulk foi no mínimo surpreendente. Eu bem que estava a achar estranho as inúmeras referências ao não envolvimento dos Illuminati na explosão, mas desta não estava à espera. Se bem que não gostei muito da ideia do filho do Hulk. O rapaz ou nasceu por inseminação artificial ou então não sei. Neste comic não se tem muito bem a ideia do seu nascimento, mas pelos vistos nasceu de um casulo vindo do céu. É estranho, visto que mãe ficou completamente desintegrada... Isto de arranjar storylines a pontapé tem que se lhe diga. Eu sei que o pessoal de vez em quando gosta de ver uma boa cena de porrada com as personagens preferidas à mistura. Pior que ser eu a saber isso é o Quesada também o saber, mas isso é outra estória. Agora, andar a ler 5 comics só para no fim ver que o Hulk lá no fundo até tem um bom coração, mas que para isso seja mostrado até lho têm de arrancar? Sim, porque houve uma parte em que ou o Ben Grimm ou o Doutor Estranho aplicam um golpe tão duro que aparentemente furou o Hulk duma ponta a outra... mas pelos vistos só lhe vazaram uma vista. É que nem o John Romita safou o suplício de ler isto.

Vá, agora atirem as pedras.

Sábado, Junho 13, 2009

O Que Ando a Fazer... #3

  • Finalmente acabei de ler o incompreensível, mas impressionante The Filth. Foram 13 capítulos dignos da mais pura maluqueira que já li até hoje. Os pormenores eram tantos que ainda não consegui perceber tudo aquilo que o Morrison queria transmitir, nem sequer com a ajuda da Wikipedia consegui perceber tudo. Ainda assim, do pouco que percebi deu para espumar um pouco da boca - Morrison é indubitavelmente um dos mais geniais argumentistas da actualidade. Não é por acaso que muita gente coloca esta obra ao lado de outros comics como Watchmen ou Sandman, pois em termos de qualidade, The Filth não está muito longe. À primeira leitura, este livro pode parecer um pouco esquisito. Logo nas primeiras páginas somos bombardeados com informações que não nos dizem nada, podendo até dizer-se que no início não nos servem de nada, mas que com o avançar da estória se tornam cruciais para o entendimento da mesma. Ao mesmo tempo, apesar desses pormenores serem importantes para que se perceba por fim no que The Filth, vai dar muitos deles são concerteza influenciados pela interpretação de cada um. Morrison conseguiu desenvolver uma trama tão subjectiva que é provável que entre os milhares de pessoas que já leram este comic possam haver outras tantas milhares de percepções diferentes em relação à história. Brilhante, uma leitura recomendadíssima.
  • Entretanto comecei a ler e já acabei de ler a mini-série World War Hulk, aquilo a que podemos chamar a conclusão de Planet Hulk (se bem que a coisa ainda continua lá com o filho do hulk, Skaar). Não me vou alargar muito em considerações sobre esta mini neste post, pois estou a pensar em dedicar um post mais completo a este evento da Marvel, mas posso desde já dizer que esta estória não foi nada famosa. Tive pena em ver o Greg Pak baixar drasticamente a qualidade da sua escrita, já que o Planet Hulk foi algo de fantástico. Basicamente, esta é uma série em que em que 70% do tempo vemos porrada e nos restantes 30% só lemos frases feitas. Boring!
  • CC is back on track! Já me registei no novo fórum da Central Comics e posso dizer que fico contente por voltarmos aos bons velhos tempos. É bom haver mais espaço para a navegação e ter um layout mais bonitinho que o anterior. Agora só falta o portal para ficar tudo completo. Resta saber se o fórum vai continuar numa página à parte ou se vai ser incorporado no site principal.