
Desenho: Brian Bolland
Para inaugurar a minha participação neste blog, decidi fazer um breve review de um dos maiores clássicos da nona arte americana. Um clássico que ajudou a redefinir a banda desenhada adulta tal como ela é actualmente, e que estabeleceu directrizes pelos quais inúmeros autores se basearam na criação das suas obras. Foi uma das primeiras obras criadas para o mercado directo (quem não souber o que é pode encontrar mais informações aqui) e foi a 2ª "maxi-série" da editora (na altura era um conceito novo). Publicada originalmente em 12 números, teve arte de Brian Bolland (que juntamente com Alan Moore ajudou a redefinir o Batman na obra "A Piada Mortal") e argumento de Mike W. Barr.
Breve resumo: Esta obra passa-se no futuro, mais precisamente no ano 3000 depois de Cristo, em que uma invasão alienígena provocou o ressurgimento da maior figura da mitologia britânica, o mítico King Arthur Pendragon, rei da Bretanha e senhor do Império Romano. Esta história baseou-se numa lenda britânica que diz que o Rei Arthur regressaria quando o seu povo mais precisasse. Acordado do seu sono milenar por Tom Prentice, que fugia de alienigenas que procuravam assassina-lo, resgatou Merlin que estava preso nas ruinas de Stonehenge e logo de seguida partiu, juntamente com Tom Prentice, em busca dos seus cavaleiros da Távola Redonda, que tinham reencarnado em pessoas daquele tempo. Guinevere é Joan Acton, uma comandante das forças unidas. Lancelot é o Magnata francês Jules Futrelle. Galahad é um samurai japonês, Gawain é um pai de família negro que vive na África do Sul, e Kay é um vigarista em Chicago. Destes coadjuvantes, um dos mais interessantes na minha opinião é Sir Percival, que logo após "lembrar" quem era, é transformado num neo-humano, um monstro geneticamente modificado. No entanto, apesar da sua nova condição, continua a ser leal ao rei Arthur. E o mais interessante de todos é Tristão, que reencarnou num corpo f

Esta história consegue englobar de forma inteligente praticamente todos os elementos da mitologia do Rei Arthur, desde Merlin, a excalibur a ser entregue pela dama do lado, para de seguida desaparecer e aparecer numa rocha no meio da assembleia das Nacões Unidas, fazendo com que Arthur reproduza a cena da retirada da espada, o romance proibido entre Guinevere e Lancelot e até a busca do Santo Graal.
Na minha opinião, é uma obra que qualquer coleccionador que preze tem que ter na prateleira. Um verdadeiro clássico.
Tou a ver que tenho de arranjar isso! Parece ser interessante, mas ostava de dar uma olhadela antes à arte, já que o argumento até é curioso.
ResponderEliminarBem vindo dpmor,bom post.
ResponderEliminarAbracos
Grimlock