Numa entrevista feita a Mark, só foi adiantado que "o primeiro arco irá passar-se há anos atrás, mas não me vou esquecer da Crise".

Olá pessoal!
Eu sou o Comic Lover e a partir de hoje faço parte da ÁreaBD!
Vou publicar artigos de BD e de outras coisas relacionadas com este maravilhoso mundo!
Fiquem bem!!!
Argumento e desenho: Carl Barks
Edições Edimpresa/ Disney
Desta vez a Edimpresa traz-nos o período de Carl Barks entre 1958-1959 e apresenta mais uma vez a qualidade deste autor.
Todas as estórias deste volume têm sempre uma muito boa introdução que nos dá informação sobre o que vamos ler e sobre a edição original. Para quem ainda não conhece este homem, pode ler uma pequena biografia sua no início.
Barks foi um dos autores mais completos da sua época, já que ele era argumentista e desenhador. Foi ele que criou o famoso Tio Patinhas e ganhou uma grande afinidade com o resto da família dos patos (ele tem a alcunha de "O Homem dos Patos"). Foi por isto e muito mais que Carl Barks foi "elevado à condição de lenda" pelos Estúdios da Disney.
As capas utilizadas nesta colecção são muito boas quer no desenho quer na cor, apesar de não serem as originais na versão americana.
No interior desta BD, o desenho é muito simples mas ao mesmo tempo muito descritivo. Barks não poupa pormenores aos patos e a pintura é muito bem concebida. As paisagens de vários tons dão muita realidade ao desenho e há sempre muita alegria. Nunca (ou raramente) se vêem erros na arte e, é por isso, que é um dos melhores álbuns que saiu este mês.
No argumento não há muito a dizer, já que é tudo do melhor. Ao longo destas 23 estórias, é mostrado todo o humor e imaginação de Carl, e nunca achei nenhuma delas "secantes". Também há uma curiosidade muito estranha: nunca são utilizados pontos finais nas falas. É sempre um ponto de exclamação ou um ponto de interrogação que termina as frases.
Resta dizer que é bom que este material continue a ser publicado cá em Portugal.
Aqui ficam as três estórias de que mais gostei:
Em "O Carteiro não Pode Parar", o autor retrata muito bem a vida do mesmo. Donald nunca para nem perde um desafio. Percorre montes, cidades e passa por chuvas e trovoadas, mas, nada o impede de fazer o seu trabalho. Até tem de fazer entregas nas nuvens... No final, os seus sempre prestáveis sobrinhos ajudam-no a entregar algumas encomendas. Com o trabalho que o Pato teve, nem sei como não se despediu.
De seguida, " A Rã Saltadora" é a personagem principal. Tudo começa quando a família acolhe um anfíbio cheio de frio que não resiste a uma boa lareira quentinha. É então que os trigémeos e o seu tio se apercebem de que esta rã é uma "Saltadora" nata. Por isso ganhou este nome e passou a participar
Por último temos "O Pato Escondido na Floresta", que conta como é o concurso anual dos Escuteiros Mirins. O Pato Donald só tem de se esconder na floresta e esperar que o encontrem. Ele só não estava à espera de ser encontrado, já que o seu plano era infalível. Mesmo assim nada o impediu de ter um final feliz.
9/10
O mais conhecido festival de BD do nosso país abre as portas dia 21 às 21:30 e conta com um grande leque de autores e exposições. Fecha dia 6 de Novembro e terá lugar nas "catacumbas" da estação de metro Amadora-Este (digo isto porque este não é o sítio apropriado para este grande evento). As exposições neste ano terão 5 locais para visitar: Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, Casa Roque Gameiro, Galeria Municipal Artur Bual e Recreios da Amadora. O tema escolhido foi "O Sonho", que conta com uma exposição de Little Nemo de Winsor McCay.
Podem visitar o site ainda em construção.
Aqui fica praticamente tudo o que vais encontrar no evento do ano:
Horário de Funcionamento
-A inauguração é no dia 21 de Outubro às 21:30 e a despedida é no dia 6 de Novembro.
-A partir do dia 22 de Outubro até dia 6 o Festival abrirá às 10:00 e fechará às 22:00.
Entrada no Festival
-Público em Geral (maiores de 12 anos): bilhete no valor de 3€;
-Publico menor de 12 anos (acompanhado p/ um adulto): acesso gratuito;
-Comunicação Social, editores, autores, autores e distribuidores de BD: acesso gratuito;
-Estudantes com cartão-jovem: bilhete no valor de 2€
-Visitas das escolas da Amadora e Instituições de Solidariedade Social: acesso gratuito;
-Visitas de escolas exteriores à Amadora: bilhete no valor de 5€/ turma;
-Bilhete Permanente: bilhete no valor de 10€.
Sessões de Autógrafos
-Cameron Stewart (Catwoman, Seaguy): Dias 22, 23, 29 e 30 de Outubro
-Ed Brubaker (Gotham Central, Batman- O Homem que Ri, Capitão América): Dias 29 e 30 Outubro; 5 e 6 de Novembro
-José Carlos Fernandes (A Pior Banda do Mundo): Dias 22, 23, 29 e 30 de Outubro; 5 e 6 de Novembro
Dias 22 e 23 de Outubro
-Al Davison (Hellblazer)
-Aleksandar Zograf
-Claude Moliterni (Taar)
-Rick Veitch (Swamp Thing, Greyshirt)
-Vittorio Giardino
Dias 29 e 30 de Outubro
-Bramanti
-Esgar Acelarado (Superfuzz)
-Filpe Faria e Manuel Morgado (Talismã)
-Jim Woodring (Frank)
-Jo-El Azara (Taka Takata)
-Max (Peter Pank, Las Mujeres Fatales)
-Smolderen (Gipsy)
Dias 5 e 6 de Novembro
-Bryan Talbot (Hellblazer, Sandman)
-Esad Ribic (Loki, capas do Wolverine)
-François Boucq (Bouncer)
-Gary Spencer Millidge (Strangehaven)
-Gibrat (O Voo do Corvo)
-Jean-Philippe Stassen (Déogratias)
-Leandro Fernandez (X-Men, Wolverine)
-Liam Sharp (Medieval Spawn)
-Sean Philips (Sleeper, Uncanny X-Men)
Dia 1 de Novembro: Festa do Autor Nacional
Exposições
Estação de Metro Amadora/Este (Núcleo Central):
-Ricardo Ferrand: é o autor português em destaque este ano. A imagem do FIBDA este ano é da sua autoria.
-João Mascarenhas: Neste projecto de Mascarenhas, vários autores são convidados a interpretarem a sua verdadeira personagem O Menino Triste.
-José Abrantes: Os 30 anos de carreira na BD Infantil de José Abrantes são motivo de exposição na 16ª edição do FIBDA.
-Ed Brubaker: Nesta exposição sobre Brubaker, um dos mais conhecidos argumentista de comics da actualidade, é mostrada a parceria com Cameron Stewart e Sean Phillips. Agora Ed B. trabalha na série Captain America e já teve grande sucesso em séries como Catwoman ou Batman- O Homem que Ri.
-Jo-El Azara: São festejados os 40 de Taka Takata sobre a sua edição na revista Tintin belga. Criado por Jo-El Azara e Vicq foi publicado em Portugal pela Íbis e mais recentemente pela Asa.
-Event Horizon: Trabalhos de Liam Sharp, especialmente os realizados na Marvel e na Image. Esta é a segunda vez que aparece no Festival, sendo que em 2000 já havia sido convidado.
-O Sonho da Banda Desenhada: Little Nemo e Winsor McCay: foi à 100 anos que Winsor McCay deu origem à personagem Little Nemo, precisamente em Outubro de 1905 no New York Harold. Estas estórias passam-se em Slumberland, o reino dos Sonhos. Devido a tudo isto, a organização do evento escolheu como tema "O Sonho" para homenagear a personagem e o seu criador, já que esta foi uma das séries que mais marcou no mundo da BD.
-O Sonho na BD Portuguesa: Esta exposição reúne alguns trabalhos que tiveram mais significado no sonho da BD Portuguesa nos últimos 15 anos, sendo que alguns exemplos de autores que o caracterizaram mais foram António Jorge, David Soares, Diniz Conefrey, Filipe Abranches, João Fazenda, José Carlos Fernandes, José Ruy, Luís Louro, Miguel Rocha, Rui Lacas, e Rui Pimentel. Esta é uma referência à situação actual do mercado português.
-O Sonho na BD: Esta exposição focará em especial algumas destas séries e autores:
-Sandman, de Neil Gaiman e variados artistas (publicado em Portugal pelas edições Devir);
-Oliver Rameau (publicado em Portugal pela revista Tintin);
-O Sonho prolongado do Senhor T., de Max;
-Alice in Sunderland, de Bryan Talbot;
-As Cidades Obscuras, de Schuiten e Peeters (publicado em Portugal pela Meribérica-Liber e pela Witloof);
-Promethea, de Alan Moore e J.H. Williams.
-Homenagens e Paródias a Little Nemo: Mais outra exposição que focará em especial algumas séries e os seus respectivos autores:
-Agar, de Moliterni (argumentista das séries Harry Chase, Scarlett Drema e Taar, publicados pela Meribérica-Liber em Portugal);
-Little Ego, de Giardino (editado em Portugal pela Meribérica-Liber);
-Little Nemo, de Moebius e Marchand (publicado em Portugal pela Meribérica-Liber);
-McCay, de Smolderen (argumentista de Gipsy e Olivier Varèse, publicados em Portugal pelas Edições Asa)
A exposição inclui ainda outro plano:
-Tertúlia BDZine: vários autores colaboradores deste fanzine foram convidados para homenagear Little Nemo, numa iniciativa de Geraldes Lino.
-Dream Comics: Autores de todo mundo transformam os seus sonhos em banda desenhada: David B. (França), Horus (Ale), Al Davison (Ing), Aleksandar Zograf (Jug), Steve Bissete (USA), Rick Grimes (USA), Jess Reklaw (USA), Rick Veitch (USA), Jim Woodring (USA), Michael Zulli (USA).
CNBDI
-5º Aniversário do CNBDI
Casa Roque Gameiro
-Homenagem a Carlos Alberto Santos
-Ilustração Marta Torrão
Galeria Municipal Artur Bual
-Little Nemo
Recreios da Amadora
- Cartoon
Entrega de Prémios
A entrega dos prémios FIBDA 2005 vão realizar-se no dia 29 de Outubro no Auditório dos Recreios da Amadora por volta das 18:30. Estes são os nomeados:
Melhor Álbum Português:
- A Ilha do Futuro, de José Ruy, Meribérica-liber
- A Última Obra-prima de Aaron Slobodj, de José Carlos Fernandes, Edições Devir
- A Verdadeira História de Portugal 2, de Ricardo Ferrand, Witloof Edições
- Os Super-heróis da História de Portugal, de Artur Correia e António Gomes de Almeida, Bertrand Editora
- Superfuzz 1 – Vai Sonhando Paiva... Vai Sonhando, de Esgar Acelerado e Rui Ricardo, Edições Devir
Melhor Argumento Para Álbum Português:
- José Ruy em “A Ilha do Futuro”, Meribérica-liber
- José Carlos Fernandes em A Última Obra-prima de Aaron Slobodj, Edições Devir
- Ricardo Ferrand em “A Verdadeira História de Portugal
- António Gomes de Almeida em “Os Super-heróis da História de Portugal”, Bertrand Editora
- Esgar Acelerado em Superfuzz 1 – Vai Sonhando Paiva... Vai Sonhando, Edições Devir
Melhor Desenho Para Álbum Português:
- José Ruy em “A Ilha do Futuro”, Meribérica-liber
- Filipe Abranches em “As Aventuras Formativas da Fortunata”, Maria e Garção, Instituto do Emprego e Formação Profissional
- Ricardo Ferrand em “A Verdadeira História de Portugal
- Artur Correia em “Os Super-heróis da História de Portugal”, Bertrand Editora
- Rui Ricardo em Superfuzz 1 – Vai Sonhando Paiva... Vai Sonhando, Edições Devir
Melhor Álbum Estrangeiro:
- A Odisseia de Giuseppe Bergman, de Milo Manara, Edições Asa
- Hellboy: O Caixão Acorrentado e Outros Contos, de Mike Mignola, Edições Devir
- Liga de Cavalheiros Extraordinários II (2 vols.), de Alan Moore e Kevin O’Neill, Edições Devir
- O Decálogo IX – O Papiro de Kôm-Ombo, de Giroud e Faure, Edições Asa
- O Voo do Corvo 2, de Gibrat, Edições Asa
- Sin City: Aquele Sacana Amarelo, de Frank Miller, Edições Devir
Clássicos da 9ª Arte:
- Batman: Ano Um, de Frank Miller e David Mazzucchelli, Edições Devir
- Buscavidas, de Trillo e Breccia, Edições Asa
- Modesto e Pompom, de Franquin, Edições Asa
- Mort Cinder: Os Olhos de Chumbo, de Breccia e Oesterheld, Edições Asa
- Príncipe Valente 1943-44, de Hal Foster, Livros de Papel
Fanzines:
- Bíblia
- Blastmagazine
- Hum, hum! Estou a Ver...
- Jazzbanda
- Venham mais 5
Melhor Álbum de Tiras Humorísticas:
- Cauda e Efeito, de Brian Basset, Gradiva
- Cravo e Ferradura, de José Bandeira, Gradiva
- Mutts III: Mais Coijas, de Patrick McDonnel, Edições Devir
- Querido Pequeno Sepuku, de Ken Cursoe, Gradiva
- Quinoterapia, de Quino, Teorema
Melhor Ilustração para Livro Infantil:
- Alain Corbel,
- Carla Pott,
- Danuta Wojciechowska,
- Gémeo Luís,
- José Saraiva,
Informação recolhida de CentralComics
A partir de 2007, os X-Men terão a sua própria série animação. Mas a estória terá como personagem principal Wolverine. Serão 26 episódios que têm como produtora a própria Marvel e a First Serve Toonz.
A editora criadora dos mutantes mais conhecidos do universo ficará com o encargo de fazer a distribuição pelos Estados Unidos, enquanto que a FST fará a distribuição pelo resto dos países e passará os episódios para DvD.
Talvez será mais interessante focar principalmente o baixinho do Canadá, já que é das personagens mais conhecidas da equipa.
É verdade, já temos o BD Jornal #6 nas bancas, desta vez com destaque para o FIBDA 2005.
Infelizmente não foi possível lançá-lo no início do mês, já que houve um problema com as máquinas de impressão. Mas nada disso impediu que este marco na BD Portuguesa fosse lançado ainda no dia 12.
Aqui fica a sinopse:
O jornal deste mês, para além da divulgação do programa do 16º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DA AMADORA 2005 (FIBDA), abre com a conclusão do dossier Pratt, em três andamentos: O Sonho em Pratt, Bibliografia de Hugo Pratt (por J.Machado-Dias) e Pratt e o Cinema (por Nuno Franco). Ainda os Sonhos, tema do FIBDA deste ano e evocando os CEM ANOS DE LITTLE NEMO IN SLUMBERLAND, de Winsor McCay: Little Nemo in Slumberland, a terra em que os sonhos eram realidade (por Pedro Cleto); Little Nemo e os seus rivais (por Nuno Franco) e Celebrando os Sonhos com Neil Gaiman e Sandman (por João Miguel Lameiras).
Depois segue-se uma evocação de Pedro Cleto sobre o Salão Internacional de BD do Porto (em “Um Sonho chamado Salão do Porto”). João Miguel Lameiras escreve sobre Alberto Breccia, a propósito de Mort Cinder (
De seguida, José de Freitas escreve sobre o que vai fazer a Devir no FIBDA 2005 e Mário Freitas, sobre a Kingpin of Comics no FIBDA 2005.
Ainda destaque para Daniel Maia, que escreve sobre o Mercado de BD em Portugal e a estreia como escriba de João Pedro Rosa, numa nota crítica ao Quarteto Fantastico 1234, de Grant Morrison e Jae Lee e na notícia de nova loja de BD, em Setúbal e também Derradé numa tira de humor nas páginas do BDjornal.
Temos notícias, temos a 5ª Pedagógica do Miguel Montenegro, temos a tira de Pedro Alves na última página e a caricatura de Nelson.
Texto: J. Machado-Dias
Argumento e desenho: Albert Uderzo
Cor: Frédéric Mébarki e Thierry Mébarki
Coordenação: Studio 56
Edições Asa
Mais uma aventura de Astérix e dos seus amigos Gauleses. Desta vez, eles vêem-se atormentados pelo seu maior medo: que o céu lhes caia em cima da cabeça. Da primeira à última página vemos o desenho de Uderzo um pouco diferente do normal, já que devido à sua idade, tem de ser acompanhado por outra pessoa que o ajude. É dessa forma que pudemos desculpar o autor pois o aspecto gráfico, mesmo não sendo mau, já deixou de ser dele há já algum tempo. Já não se sente o mesmo quando viamos a dupla Goscinny/ Uderzo em acção.
A capa está muito boa em termos de cor. Assemelha-se muito à da primeira versão da Meribérica já que em vez de estar a dar um murro em dois romanos, Astérix está a socar uma espécie de cometa que veio do espaço, num dia completamente nublado. Também aparece Obélix, sempre com um menir às costas e acompanhado pelo já carismático Ideáfix, o único cão ecológico da história da BD.
Passando ao conteúdo, posso dizer que é agradável. No desenho temos a habitual abundância de pormenores. Ainda assim, o autor esforça-se muito para que continue a dar entusiasmo à estória. As personagens estão bem caracterizadas e as paisagens estão muito bem concebidas. A cor também não está mal aplicada, só as sombras é que precisam de ser um pouco ou quase nada afinadas.
O argumento é que estraga tudo estando um pouco estranho e fora do normal. É inusitado fazer com que apareçam super-heróis e extraterrestres neste universo, já que estamos no ano 50 antes de Cristo. Este estilo é quase sempre fiel ao humor (que esteve um tanto ou quanto ausente neste número) e quase sempre (pois há estórias em que isso acontece) isento de motivos de ficção científica. Vá lá que os Gauleses se esqueceram disto tudo - já o leitor não teve tanta sorte.
Possivelmente este foi o último volume da já mítica série. É um pouco triste ouvir essa notícia mas só quereria mais um número se estivesse garantido o regresso da qualidade.
5/10
Em Janeiro de
Apesar de todas as divergências com a editora, Moore vê mais um título seu publicado.
O destaque vai para "A Piada Mortal", edição conjunta com Brian Bolland (já editado cá em Portugal pela Devir).
A capa (em cima) é curiosa pois inclui as personagens deste comic cada uma desenhada por uma pessoa diferente.
Os autores incluidos nesta edição especial são: Brian Bolland, Dave Gibbons, Kevin O'Neill, Klaus Janson, Jim Baikie, Curt Swan, Rick Veitch, Joe Orlando, John Byrne, Bill Willingham e muitos outros.
As estórias são muito variadas: Superman Annual 11 (For the Man Who Has Everything), Detective Comics 549 e 550 (Night Olympics), Green Lantern 188 (Mogo Doesn't Socialize), Tales of the Green Lantern Corps Annual 2 e 3 (Tygers, In The Blackest Night), Vigilante 17 e 18 (Father's Day), The Omega Men 26 e 27 (Brief Lives e A Man's World), DC Comics Presents 85 (The Jungle Line), Superman 423 e Action Comics 583 (Whatever Happened to the Man of Tomorrow), Secret Origins 10 (Footsteps), Batman Annual 11 (Mortal Clay) e Batman: The Killing Joke.
Argumento: Piero Antoni, Dick Kiney, M. Bosco, Giorgio Di Vita
Desenho: Maurizio Amendola, Tory Strobl, Edgar Herrero, Marco Meloni, Nino Russo
Edições Edimpresa/ Disney
Uma óptima selecção de títulos para este número do Tio Patinhas. Este é o meu título mensal preferido da Edimpresa. Tem sempre estórias que dão para ler com um sorriso na boca, já que as aventuras e as desaventuras do Forreta e do seu sobrinho Donald dão sempre buraco.
Na primeira estória, vemos "Sua Majestade... Donald!" com mais dívidas para com o seu tio. Eis que vê um anúncio de trabalho no jornal e vai logo atrás dele. Mal sabia ele que mais tarde já estaria fazer o papel de alguém muito importante.
De seguida, temos "O Protector da Número Um", onde a Maga Patalógika tenta roubar de novo a tão adorada moeda do Patinhas. Só que desta vez já não vai ser tão fácil, pois o Super-Pato está envolvido nisto. Ele vai ter de passar por um processo doloroso só para ter aquela moeda em segurança.
Por fim, "A Volta a Patópolis em 5 Empregos" mostra como acabou outra aposta entre o Pato Donald e o Tio Patinhas. Como o título indica, alguém vai ter de percorrer 5 empregos num dia. Será desta que o Donald se livra das dívidas? A ver vamos.
Depois destas três sinopses das estórias que eu mais gostei, posso dizer-vos que o humor reinou mais uma vez. As páginas de "O Protector da Número Um" foram as melhores que eu li, pois achei que teve um enredo muito interessante e engenhoso. Além disso o desenho estava muito bom. As faces das personagens estavam muito bem feitas e quando o Super-Pato apareceu, tudo se tornou diferente.
As outras duas compilações também foram boas em termos de argumento. Das duas, o melhor desenho foi, na minha opinião, o de "A Volta a Patópolis em 5 Empregos".
Não resta muito para dizer, mas este é outro título que eu aconselho a comprar.
6.5/ 10
Cumprindo um propósito inicial - sair no início de cada mês, conseguimos finalmente que o BDjornal fosse lançado na Tertúlia BD de Lisboa, dia 6 de Setembro. E vai ser este o nosso ritmo a partir de agora: o jornal sairá na primeira terça feira de cada mês para ser lançado na Tertúlia.
Neste nº 6 conseguimos um verdadeiro furo jornalístico: uma entrevista a João Abel Manta, o pintor, ilustrador, cartoonista, caricaturista, que nunca dá entrevistas! JAM foi o autor (para os que se lembram, para os outros é tempo de aprenderem) das imagens gráficas do 25 de Abril que mais marcaram o imaginário português da altura. Mas não só, há quem diga que os grandes autores gráficos do século XX em Portugal foram Bordallo Pinheiro e João Abel Manta. Leiam, se fazem favor.
Mas o jornal começa com a primeira parte de um dossier sobre Hugo Pratt, assinalando os dez anos passados sobre a sua morte.
Depois, há Milo Manara, Tardi, a Estante bem recheada e a reportagem do Comic Com de San Diego, por João Miguel Lameiras e uma análise aos prémios Eisner, por José de Freitas.
Ah! E a estreia de Miguel Montenegro nas páginas do BDjornal !!!
Um número a não perder!
JÁ À VENDA NA VILELIVROS, KINGPIN OF COMICS, CASCAISPRESS.
DIA 9 – SEXTA FEIRA – NA MUNDO FANTASMA (Porto); DR. KARTOON (Coimbra); BEDETECA DE BEJA E GHOUL GEAR (Faro).
O Dr. Destino está de volta e pior do que nunca.
Munido de novos poderes que escapam a compreensão de Reed Richards, Victor Von Doom está mais perto do que nunca de atingir o grande objectivo da sua vida: o dominio mundial e completa aniquilaçao do Quarteto Fantástico.
MARK WAID
Nascido em 1962 no Alabama, Mark Waid é, a par com Kurt Busiek, um dos argumentistas que melhor conhece a história dos super heróis da DC e Marvel, um conhecimento enciclopédico que se tem revelado muito útil para os seus argumentos.
Waid iniciou-se no mundo da BD escrevendo em fanzines, antes de editar a revista sobre comics Amazing Heroes em 1986. Os conhecimentos revelados por Waid nos seus escritos levaram a DC a contratá-lo como editor em 1987, posição em que se manteve até 1989 quando decidiu tornar-se argumentista freelancer.
Desde então, Waid tem trabalhado com as principais editoras americanas, nas mais variadas séries, com destaque para Flash, que escreveu durante oito anos, Kingdom Come, Captain America (uma fase já publicada em Portugal pela Devir), Ruse, JLA e Fantastic Four.
Na série dedicada ao Quarteto, Waid trabalhou com Mike Weiringo, reeditando a dupla que na série Flash tinha criado a personagem Impulse.
MIKE WIERINGO
Nascido em Vicenza (Itália) de pais americanos, desde os 10 anos que Wieringo tinha por sonho ser desenhador de BD. Um sonho que começou a concretizar em 1991, quando se estreou como desenhador da mini série Doc Savage editada pela Millenium Edition.
Mas foi a longa colaboração com Mark Waid na série Flash que o tornou conhecido, abrindo-lhe as portas para outros trabalhos, como a revista Sensational Spiderman, a série Tellos (Image) criada pelo próprio Weiringo e o Quarteto Fantástico, onde voltou a colaborar com Mark Waid, retomando a dupla de Flash.
Reed Richards. Sue Richards. Benjamin Grimm. Johnny Storm. Eles viajaram para o espaço sideral numa inovadora nave espacial, tornando-se nos primeiros humanos a tentarem uma viagem interestelar. Mas um invulgar encontro com a radiação cósmica modificou as suas vidas para sempre, dotando cada um deles de poderes extraordinários.
Quarenta anos depois, o maior grupo de aventureiros jamais reunido continua a alargar as fronteiras da exploração humana – descobrindo dimensões paralelas, civilizações perdidas e nações secretas; estabelecendo contactos com raças extraterrestres e repelindo as mais diversas ameaças à humanidade, sejam elas cósmicas ou de origem terrestre.
Agora, a primeira família da Marvel vai ter que se separar – os seus poderes únicos expandidos até ao li-mite, o seu tempo de resposta esticado até ao ponto de ruptura. Cada capítulo desta história épica incide num membro isolado do Quarteto, num momento em que os seus maiores inimigos se unem para acabar de vez com o Quarteto Fantástico.
GRANT MORRISON
Nascido em 1960 em Glasgow, na Escócia, onde ainda vive, trabalha e ocasionalmente dorme, Grant Morrison, é um dos mais brilhantes argumentistas britânicos que aproveitaram o caminho aberto por Alan Moore e Neil Gaiman para se afirmarem no mercado dos comics americanos.
Para além de Asilo Arkham, uma história de Batman magistralmente ilustrada por Dave McKean, Morrison começou a dar nas vistas com o seu trabalho nas séries Animal Man e Suicide Squad, duas séries da Vertigo, o ramo adulto e de fantasia/terror da DC, mas na sua passagem pela Liga da Justiça, onde lidou com os principais ícones da DC, como o Batman, Super- -Homem e Mulher Maravilha, provou que estava preparado para mais altos voos, como aconteceu na Marvel, onde escreveu os Novos X-Men, durante 40 números e assinou esta mini-série do Quarteto Fantástico. Além de ter trabalhado com os principais heróis da DC e Marvel, Morrison é também criador das suas próprias séries, como os polémicos The Invisibles ou The Filth, ou o espectacular WE3.
Autor de peças de teatro e argumentos para cinema, Morrisson é também músico e actua regularmente como DJ em Glasgow e Londres, para além de se dedicar à magia desde 1979.
JAE LEE
Nascido em 1972, nos Estados Unidos, Jae Lee estreou-se na BD em 1991 na Marvel, ilustrando uma história da Fera, tendo em seguida trabalhado na série Namor, então escrita por John Byrne. Quando Byrne abandonou a série, Lee trocou a Marvel pela recém-formada Image, onde desenhou as séries Youngblood Strykefile e WildCATS Trilogy, antes de se dedicar à série Hellshock, que criou, escreveu e dese-nhou. Após interromper Hellshock, Jae Lee voltaria à Marvel, numa segunda etapa da sua carreira, em que se destaca a sua passagem pela revista do Capitão América, a mini-série dos Inumanos, escrita por Paul Jenkins e, naturalmente, este Quarteto Fantástico 1234. Actualmente Lee trabalha para a DC, como ilustrador da mini-série Batman: Jekyll & Hyde, em que volta a colaborar com Paul Jenkins.
O álbum também conta com uma história desenhada pelo próprio Marcelo Campos, criador de todos os personagens.
Pela primeira vez as histórias de Overman, o estranho herói da tiras “Piratas do Tietê”, de Laerte. estão reunidas em um livro. Finalmente, um herói com os problemas mais elementares dos mais comuns dos mortais chega para liqüidar o mito de que um herói não pode falhar. Overman não só falha, como falha sempre!
Overman tem como muitos de nós, uma origem obscura, uma vida discutível e um destino preocupante. Mora no Ipiranga, onde divide com seu amigo Ésquilo um quarto de pensão ao lado de um estacionamento.
De missão em missão, ele vai em frente, alternando derrotas ou empates técnicos contra vilões e períodos de crises pessoais, sempre muito profundas porque Overman, como diz o “over”, não conhece limites.
Nem todos os vilões de Overman almejam o controle do planeta. A maioria se dedica às suas vilanias por puro espírito de porco, praticando o mal através de trotes telefônicos, escritos em nota de dinheiro ou peidos – como os do temível Maníaco Flatulento. Mas também há vilões de real periculosidade, como Pane, uma moça que consegue sabotar qualquer aparelho a qualquer distância, e o Capitalista Imundo que... hã... bem... o nome já diz tudo, né?
Essa colectânea revela também a origem lendária de Overman, numa seqüência que homenageia a história das revistas em quadrinhos no Brasil.