19 setembro 2006

Entrevista a Derradê

Bom dia leitor. Estou aqui para lhe dizer que mais uma (grande) entrevista foi realizada em exclusivo aqui para a ÁreaBD! Desta vez tivemos de interromper Derradê que estava tranquilamente no WC... E não é que ele aceitou?
E entrevista foi feita por e-mail e conduzida pelo CESAR e por mim. Sem mais apresentações (acho que todos sabem quem é o grande Derradê) aqui vai a entrevista!


ÁreaBD - Antes de mais, obrigado por aceitar em responder à entrevista e por nos dar uma dose bi-mensal de humor em BD. Em primeiro lugar, queríamos perguntar qual foi o seu primeiro contacto com a Banda Desenhada em si. O Derradê começou pela Disney ou pelos Franco-Belgas?

Derradê - Principalmente pela Disney (da Abril pré-Morumbi): Mickey, Tio Patinhas, Disney Especial, Almanaque Disney (mensais), Zé Carioca e Pato Donald (quinzenais). Também pela Mónica e Cebolinha do Maurício de Souza. Comecei através dos livros e revistas do meu primo, que é 7 anos mais velho do que eu e me ensinou a desenhar, o que implica que também já lia Franco-Belga pois ele comprava a revista TinTin. Comics não tanto mas ainda assim lia alguma Marvel(Bloch) e DC(Ebal). Tudo Brasileiro. O engraçado é que hoje em dia a malta tem gostos extremados, se gosta de mangá não suporta Franco-Belga, se gosta de Franco-Belga não suporta Comics, se gosta de Comics não suporta Mangá. Mesmo no meu maior período de consumo Marvel (início da Homem-Aranha, Super Aventuras Marvel,...) nunca deixei de consumir Franco Belga, principalmente por alturas da Feira do Livro (raramente ia a livrarias de Lisboa o resto ano), e nunca larguei a Disney (é o efeito que o Carl Barks deixa numa pessoa).



A partir de que altura é que começou a desenhar a sério?

Essa altura ainda está para vir, mas comecei a publicar no Jornal Regional Mensal Notícias de Alverca em 1991 (tinha então 20 anos), co-lancei o meu primeiro fanzine em 1992 (o The BadSummerBoys Fanzine, com o Geral - o maior argumentista português vivo, é a minha opinião, lamento) e publiquei o meu primeiro livro em 1999 (Fúria, Edições Polvo).


Desde que começou a ler BD teve logo aquele sonho de poder desenhar BD ou só com a idade é pensou em seguir essa carreira?

Quando em pequenos nos perguntam o que é que queremos ser quando formos crescidos, eu costumava responder "Walt Disney e Astronauta" - eu julgava que o sr. Disney é que fazia aquelas histórias todas e os filmes que eu via, e na altura julgava que Portugal era um grande país, com foguetões e tal.


Quais foram as reacções da família ao saberem que se ia tornar um desenhador pseudo-intelectual?

Depois de pararem de rir, o que ainda levou algum tempo, tiveram reacções diversas: tentativas de internamento em hospitais psiquiátricos ou asilos, corte de relações e mesmo tentativas de assassinato, quer físico quer psíquico. Mas como são da família temos de a aguentar, não é? Mas também deixei de lhes oferecer presentes nos aniversários...


Deduzimos que desenhar seja um part-time. Tem algum outro trabalho a tempo inteiro?

Sim, confirmo, desenhar é um Part-Time. Sou Pai de 3 meninas e Marido da minha mulher, o que me ocupa o tempo todo. Quando era jovem e descomprometido licenciei-me em Matemáticas Aplicadas e fui Analista/Programador durante 10 anos. De momento escrevo, desenho, monto, promovo e trato da gestão da Velvet Underground, proprietária da HL Comix, mas só nos momentos em que a minha vida particular me deixa.


De todos os seus trabalho, qual foi aquele que lhe deu mais gozo fazer?

As minha filhas sem dúvida. As tentativas e repetições que, cada vez mais raramente, vou fazendo. Existe a regra que o trabalho actual é o que dá mais gozo de fazer, e fazer a HL Comix dá-me um gozo muito particular, mas gostava de destacar o "A 25 Sempre a Abril!". Pelo trabalho de pesquisa que implicou, pelo trabalho que deu apertar com o argumentista, pelo trabalhar uma época tão especial da história portuguesa, e tão mal compreendida, e por ser o trabalho de maior fôlego que já fiz - realizado em 28 noites e fins-de-semana consecutivos durante o mês de Fevereiro de 2002.


Se pudesse qualificar as suas obras, como o faria?

Apressadas. Ah, como gostava de poder ter mais tempo (seguido, sem interrupções) para dedicar às minhas BD’s...


Agora, no capítulo referente à sua mais recente produção, como é ser o criador de uma revista como a HL Comix?

É um grande gozo, prazer, satisfação, ser o criador de uma impossibilidade real (uma revista independente portuguesa de BD), e no entanto ela existe. O poder fazer, literalmente, o que quiser e publicá-lo e depois vê-la ganhar vida própria, sair das nossas mãos e ir por essas bancas fora (que na minha opinião é o local por excelência da BD) tentar fazer pela vida enche-me de orgulho.


Em outras entrevistas já admitiu que a HL bebe inspiração de Chiclete com Banana de Angeli, mas já admitiu que não se compara a Angeli, o seu criador. Mas relacionando a HL à CcB, diga-nos em que é que elas são parecidas?

O estilo de BD/Tiras presente nas duas pode ser considerado de Comix, alternativo e underground. Falam de estilos de vida, à sua maneira são subversivas e nelas a música tem uma presença quase vital. Preferem olhar a vida tal como ela é e são o oposto daquilo que representa a imprensa cor-de-rosa. As suas existências provam que existe alternativa ao comics super-heróico ou ao Franco-Belga escuteiro.


Em diversas intervenções, o Derrade demonstra um sentido de amor acutilante e nada sensível, não tem medo de ser mal compreendido e por isso mesmo ser prejudicado nos seus projectos futuros?

Se pretendo ser humorista não posso ter medo. Não é opção. Um Humorista com medo não existe. Quanto às más interpretações, tudo depende de quem lê, e o autor nisso não tem hipótese de controlar. Se eu disser "esta parede é branca" as más interpretações que daí possam ocorrer são inúmeras. É só quererem.


Classifique a HL para quem nunca pegou num exemplar (no fundo faça publicidade).

A HL Comix é uma revista de BD/Humor Alternativa e 100% Portuguesa. Para além disso têm artigos sobre Artistas/Obras de culto no campo da música, cinema, literatura. Se acha que a sua vida é triste venha ler a HL. Atreva-se! Pode ser corrosiva. Pode ser ácida. Pode ser bera. Pode ser desprezível. Pode ser a 8ª maravilha do mundo. Pode ser a janela para uma série de autores que se movimentam nas franjas do que é comercialmente aceitável. O que não é, nem nunca será, é mais uma revista alienada para com o que a rodeia.


Acha que a aposta numa revista deste género está a valer a pena? Que os portugueses se estão a rir mais graças ao seu trabalho?

Certamente que estão rir mais. Principalmente aqueles que se queixam que nunca se faz nada neste país e que, quando aparece a HL (ou outros projectos similares), não o apoiam, não a compram, não a divulgam, enfim matam o bebé (olá Pedro Santana Lopes) à nascença pois poderá não estar de acordo com a sua concepção de BD, e poderá mesmo ser uma ataque à sua inteligência (que a têm). Dito isto, não me estou a referir a ninguém em particular.


E é claro a pergunta que não pode faltar: Quais as suas expectativas em relação à HL?

As minhas expectativas em relação à HL Comix são enormes. Espero que ela se torne economicamente viável, que ela se torne num espaço onde outros autores possam publicar, e receber por isso, aquele material que dificilmente seria publicado em outros locais, que seja um exemplo de que é possível fazer uma revista de BD independente das vontades das editoras ou grupos de editoras que por formação ou deformação não respeitam a 9ª Arte.


Tem mais algum projecto na forja?

Todos os meus projectos centram-se em material a publicar na HL. Tenho um projecto que já acarinho desde 2002 e que seria um folhetim policial, em BD, uma espécie de mistura de Adéle Blanc-Sec do Tardi com o Twin Peaks do David Lynch, tudo com um grafismo semelhante ao do Sfar no Professeur Bell, ambientado na Lisboa dos anos 40 (pré, durante e pós 2º Guerra Mundial) e chamado provisoriamente LX40. O protagonista seria alguém com aquela doença de alergia à claridade, o que implicaria o uso do preto tornando a BD mais pesada e o corpo da personagem coberto de ligaduras. Ele seria também um pouco médium.


Se pudesse tomar alguma medida para mudar a situação da BD em Portugal, qual seria?

A nível estatal, governamental ou o que lá for a BD teria de ter tratamento igual ao das outras artes! Licenciaturas nas Universidades Públicas, encomendas estatais de trabalho, o regresso das bolsas de criação artística. Relevar o emprego da BD no ensino, não só em Português, onde se ensinaria os segredos da linguagem BD (quando estudava fazia parte do programa mas não era leccionado por ser dispensável...), como na Física, Matemática, História,... Como em Educação Visual (em 5 anos que tive esta disciplina nem uma única vez afloramos a BD, engraçado não é...). É na escola que se criam os novos leitores (obrigado mestre José Ruy pelos Lusíadas em BD, foram inestimáveis). É fora dela que se dá prestígio à BD: Rubricas semanais na TV PÚBLICA, já enviei duas revistas ao Professor Marcelo Rebelo de Sousa e népia, mas quando sai um novo Ásterix ou um novo número de uma revista mais intelectualóide, lá está ela a aparecer. Não se pode mudar a importância de uma arte por decreto, mas tanta discriminação já cheira mal.


Por fim, queríamos saber como é que vê a (má) situação pela qual a Banda Desenhada no nosso país atravessa.

A HL Comix está nas bancas. O BDJornal está nas bancas. Qual má situação? Realmente as revistas de Super-Heróis não estão a aparecer, mas o que isso significa? Que apesar da excelente oferta da Devir as vendas não o justificavam? Os Fumetti que por cá chegam via Brasil vendem quanto? Qual é a situação dos Disney? Em bruto quais são as vendas mensais da BD que chega às bancas? E nas livrarias com os álbuns e trade paperbacks? É outro mercado, talvez mesmo outro público, aquele que não perde tempo nas tabacarias a não ser para comprar o jornal e o tabaco, mas que vai às livrarias (bicho raro). Parece-me que embora a oferta seja diminuta em relação a outros países (Espanha seria um caso de estudo bastante interessante uma vez que França já está demasiado batido) a culpa da crise actual é a fuga de clientes. O público parece ter desaparecido. O que não se vende não se faz. Deixo-vos uma pergunta: quantos telemóveis têm e quanto gastam com eles todos os meses. Portugal é (foi?) o país do mundo com maior taxa de implantação de telemóveis. A inveja, a vaidade e o exibicionismo em Portugal faz ganhar dinheiro a muita gente.


Queríamos agradecer a disponibilidade, pois sabemos que é um homem muito ocupado. Pedimos desculpa se tomámos algum do seu precioso tempo, pois neste momento podia estar a salvar a humanidade. Muito obrigado.

16 setembro 2006

JOGO DO BLOG #12

Este jogo vale 1 ponto. Se ninguém conseguir acertar, será colocada uma nova pista e o jogo passará a valer 0,5 pontos. O participante tem de referir o título original e o número da edição para poder ganhar e só tem 3 tentativas para acertar. Boa sorte!


Resposta: Spawn #1
Vencedor: DvD

15 setembro 2006

V for Vendetta - o Filme

Realização: James McTeigue
Argumento: Irmãos Wachowski


V for Vendetta, originalmente escrito por Alan Moore e desenhado por David Lloyd (review aqui), foi adaptado recentemente para o cinema com argumento dos Irmãos Wachowski (trilogia Matrix) e com realização de James McTeigue.
No papel de "V" temos Hugo Weaving e a interpretar "Evey" vemos Natalie Portman.
Posso dizer desde já que que só vi o filme à dois dias e que a minha primeira impressão foi positiva, mas no no final mudou drasticamente. Weaving e Portman fazem uma interpretação excelente, apesar de achar que a actriz devia ter encarado uma "Evey" mais jovem, mais tímida, à semelhança do comic original de Moore, mas isso já tem um pouco a ver com (o infiel) argumento dos Irmãos.
Finalmente percebi porque é que Moore classificou o argumento de imbecil e realmente chego a concordar com ele certas vezes. Para a obra de qualidade que V for Vemdetta é, or irmãos Wachowski deviam ter sido muito mais fiéis ao argumento utilizado por Alan Moore. Moore até quis que o seu nome não coonstasse nos créditos finais, logo aí devia ter-se tido em conta a sua posição, e diria até mesmo que arranjassem um novo argumento para o filme. Quem apenas foi ao cinema, deve te-lo achado muito bom, mas se tivessem lido antes a BD teriam-na achado muito, mas muito melhor. Eu como já tinha lido antes o comic, achei o filme normal.
Infelizmente os tipos de argumento que os Irmãos produzem não se a dequam a este tipo de filme. Por algumas vezes quiseram "amatrixar" as cenas de acção, o que não se adequa nada ao filme, a meu ver. Depois, deram uma rumo muito diferente à história, fazendo com que nada tivesse a ver com o da Banda Desenhada. Aí todo o filme foi por água abaixo. Pode-se dizer que foi mesmo uma fim-pipoca. Talvez se mostrassem verdadeiramente o que acontece a Evey e o V não matasse daquela maneira o governador, aí teriamos um fim melhor.

Para mal de Alan Moore, os direitos desta obra não lhe pertencem, porque se fossem dele, tanto V como Watchmen, não teriam nenhuma adaptação cinematográfica.
Conclusão, o filme apenas valeu a pena devido às excelentes interpretações dos actores, com destaque para Weaving. Parabéns aos actores!

------------------------------------------------------------------------
-Previsões para Watchmen, o filme

Com toda esta "salganhada" já se podem fazer algumas previsões para o filme de Watchmen, também um comic original do Mestre Alan Moore, desenhhado por Dave Gibbons. Dificilmente aparecerá uma argumento fiel ao da BD, o que (impossivelmente) irá agradar a Moore. Os fãs mais fiéis de Watchmen e do seu criador, já criaram uma petição online, com o pedido de ser feita uma série de TV, ao contrário de um filme. Sinceramente o que será pior.

Astonishing X-Men: Gifted

Argumento: Joss Whedon
Arte: John Cassaday
Arte-Final: Laura Martin

Estamos perante um novo Mundo, um Mundo onde se sabe onde os Mutantes podem ser encontrados, um Mundo que viu Nova Iorque a ser a arrasada por Magneto e pela sua Irmandade dos Mutantes.
Mas Magneto foi mais uma vez travado, mas não sem grandes sacríficios…
Mas como sempre, depois da poeira assentar os X-Men mantém-se inabaláveis no posto de guardiões de uma Humanidade que os rejeita e odeia.
Mas depois do confronto com Magneto o Mundo não é o mesmo e como grupo que não estagna, os X-Men contam com uma nova formação, é ela: Emma Frost (Rainha Branca), Scott Summers (Ciclope), Logan (Wolverine), Kitty Pride (Shadowcat) e Hank McCoy (Fera).
Mas mais uma vez, toda a comunidade mutante é alvo de novo ataque! Desta vez provém da Dra. Kravita Rao que anuncia que o gene X é uma doença, uma deturpação do Genoma do Homo Sapiens! E que só ela tem a cura: Esperança…
Mas em vez de esta cura trazer esperança, traz sim desespero e dor a muitos mutantes a quem a sua mutação é dolorosa e uma incapacidade para a sua aceitação na Sociedade…
E no reverso da medalha existem os mutantes que compreendem que o Gene X é a resposta evolucionária ao Homo Sapiens, que a Evolução é algo imparável e não uma doença destrutiva…
É neste panorama de caos, de desordem que aparece um alienígena chamado Ord que aparenta ter uma missão sagrada: aniquilar todos os mutantes para evitar a destruição do seu planeta.
Este é um inimigo perigoso e astuto, mas os X-Men contarão com o auxílio de um amigo há muito desaparecido para enfrentarem todas as contrariedades…

Trivialidades:
Esta série é considerada por muito fãs como a continuação de New X-Men de Grant Morrison.
Porém nem tudo foi fácil para Whedon, no início, muitos eram os fãs que não acreditavam nas capacidades de Whedon, julgavam que ele não conseguiria manter a qualidade e a garra que Morrison imprimiu aos X-Men, muitos sonhavam com hipóteses para torturar o argumentista, mas quando Whedon pegou no leme de Astonishing e guiou os mutantes para novos rumos, muito diferentes daqueles pelos quais Morrison navegou, muitos fãs foram ao rubro, ficando satisfeitos com os roteiros de Whedon.
Consequência disso é a renovação do contrato de Whedon e de Cassaday de um ano para dois anos.
E os quatro Eisner que a equipa criativa venceu:
-Prémio do Júri para melhor série de comics;
-Prémio dos Fãs para melhor série de comics;
-Prémio do Júri para melhor arte para John Cassaday;
-Prémio dos Fãs para melhor arte para John Cassaday.

O conceito da cura para os Mutantes foi utilizado como fio condutor para o roteiro do filme X-Men 3: The Last Stand.

Joss Whedon:
Criador dos sucessos televisivos “Buffy” e do seu derivado “Angel”, assim como a série "Firefly" que viu a sua mini-série "Serenity"ser adaptado para cinema ainda este ano.
Antes de se dedicar a AXM escreveu imensos comics baseados no universo de Buffy, como "Fray" ou "Tales of Vampires".

John Cassaday:
Dono de um traço limpo e que na minha opinião é magnífico, Cassaday é mais conhecido pelo seu trabalho com Warren Ellis na série Planetary, Capitão América (do qual se destaca a história: “Inimigos” editada no nº 1 da 2ª série de Clássicos de Ouro) e Astonishing X-Men, série com a qual ganhou dois prémios Eisner, como foi referido acima.

14 setembro 2006

JOGO DO BLOG #11

Este jogo vale 1 ponto. Se ninguém conseguir acertar, será colocada uma nova pista e o jogo passará a valer 0,5 pontos. O participante tem de referir o título original e o número da edição para poder ganhar e só tem 3 tentativas para acertar. Boa sorte!

Resposta: Superman #658
Vencedor: CESAR

13 setembro 2006

Planet Hulk e World War Hulk

Ainda não acabou o extremamente bom Planet Hulk e já 'tá o Quesada a falar de um World War Hulk.
Nunca fui fã do Hulk, mas quando comecei a ler o Planet Hulk (queria seguir a Civil War, mas já tava esgotado, então, decidi acompanhar o Planet Hulk sem ideia do que me esperava) Passei-me, no bom sentido é claro. O Sr. Greg Pak 'tá a fazer um trabalho extraordinário, dando um ar novo ao já muito desgastado Hulk (não havia nada de especial nas historias era quase só, Hulk esmaga !!!). Mas o Pak mudou isso deu um novo folego à personagem.
E ainda tem muito pela frente, já que tem estas duas super sagas para mostrar do que é capaz o Gigante Esmeralda.
Quanto ao World War Hulk mais especificamente, vai ser desenhado pelo já lendário John Romita Jr, Pessoalmente preferiria o Carlo Pagulayan (há esquerda e em cima ). Esta saga começa em Maio com o número 106 da revista Incredible Hulk.

Aqui fica uma grande preview da saga Planet Hulk [link].

JOGO DO BLOG #10

Este jogo vale 1 ponto. Se ninguém conseguir acertar, será colocada uma nova pista e o jogo passará a valer 0,5 pontos. O participante tem de referir o título original e o número da edição para poder ganhar e só tem 3 tentativas para acertar. Boa sorte!

Resposta: Ultimate Spider-Man #75
Vencedor: CESAR

The Walking Dead: Days Gone Bye

Argumento: Robert Kirkman
Desenho: Tony Moore


Depois de criar Invincible e uma vasta galeria de super-heróis e vilões nesse mesmo universo, Kirkman volta de novo com um excelente comic. Aliando o seu gosto por histórias de zombies e uma criatividade fora do normal, o autor consegue criar uma história de Horror combinada com supense e uma trama algo que original.
Podem pensar que a ideia de Zombies a caminharem atrás das únicas pessoas do mundo que ainda não foram contagiadas está demasiado gasta, mas Kirkman faz mais do que isso. Ele consegue dar personalidade a cada um dos personagens o que torna ainda mais real a aventura. Ele mostra como várias pessoas diferentes se tentam adaptar à situação e como convivem umas com as outras no dia-a-dia.
A história lê-se com grande rapidez, apesar de por vezes ter grandes diálogos, e foi isso que gostei no comic. Estava ler um página, mas já queria saber o que se passva na seguinte. Kirkman sabe prender o leitor e com a ajuda de Tony Moore, que tem um grande story-telling, torna The Walking Dead um sucesso imediato.

O traço de Tony Moore adequa-se perfeitamente à trama. Os tons de cinza, ao invés da cor, ficam a matar, pois conseguem trazer o aspecto dos filme mais tradicionais de zombies. Infelizmente, Tony Moore só desenhou o primeiro arco de histórias de The Walking Dead, mas mesmo assim concordo que deva haver um desenhador diferente para cada arco.
A Image Comics está a passar por uma óptima fase graças ao talentoso Robert Kirkman.

"Kirkman, por favor, vai para o Amazing Spider-Man..."

12 setembro 2006

Novidades Marvel da Baltimore Comic-Con

Sim leitor, Quesada voltou a deixar os Marvetes em transe após divulgar algumas notícias bem importantes no Universo Marvel. Aqui vão três confrimações de notícias anteriores aqui no blog. !SPOILERS INCOMING!

-É verdade, o Aranha pode gabar-se de ter um dos melhores guarda-roupas de todo o U. Marvel, já que ele vai voltar a vestir o uniforme negro! Uns dizem que vai ser apenas um arco da nova série da da editora, Spider-Man: Family, mas uns dizem que a imagem que se encontra ao vosso lado direito se trata da capa de Amazing Spider-Man #539.
Mary Jane a morrer, Uniforme negro... Ah e por falar na polémica ilustração do Peter agarrado à lápide da Mary Jane, já foi tudo confirmado. A arte é de Kaare Andrews e pertence à mini Spider-Man: Reign.


-Os Runaways já arranjaram uma equipa creativa nova. Depois de vermos que Brian Vaughan e Adrian Alphona se tinham "pirado" do título, eis que Joss Whedon (Astonishing X-Men) se descaiu e afirmou que ele e Michael Ryan (New Excalibur) vão trabalhar nas edições de Runaways a seguir à saída dos seus criadores.






-J. Michael Straczynsci já está mais do que confirmado no novo título mensal de Thor e diz que Neil Gaiman e Mark Millar não estão de forma alguma incluídos no projecto. "Gosto de personagens com uma grande mitologia" diz o próprio. Ao contrário do que se pensava, Oliver Coipel será o desenhador da série.

Superman For All Seasons

Argumento: Jeph Loeb
Desenho: Tim Sale
Cores: Bjarne Hansen

Li esta obra à coisa de duas semanas, mas para conseguir fazer esta crítica de forma decente reli-a hoje. E a minha primeira impressão mantém-se: é uma obra muito boa.

Uma obra onde vemos um Clark Kent conhecedor de algumas das suas capacidade especiais, e por isso mesmo um Clark Kent afastado do resto da Humanidade, mas ele percebe que por ser tão especial tem de fazer algo para proteger os demais. Ser o seu campeão e protector.
Assim com o seu uniforme vermelho e azul e a capa ondulante ele muda-se para Metropólis, lugar onde Clark pode fazer a diferença entre a vida e a morte de milhares! Para o lugar onde ele é mais preciso!
Assim nasce o Super-Homem! Clark Kent é o Super-Homem! O melhor entre os melhores! Campeão da Humanidade… E a esperança do Mundo.

Mas neste livro também é abordada a personagem de Clark Kent. A sua relação com os pais, com os amigos próximos: Pete Ross e Lana Lang, com os seus poderes e a responsabilidade necessária ao uso justo destes poderes.
Mais tarde quando Clark Kent se muda para a cidade ele tem de fazer alguma coisa para ganhar a vida, assim torna-se repórter no Planeta Diário onde virá a conhecer dois grandes amigos: o redactor Perry White e o fotógrafo Jimmy Olsen. Conhece ainda aquela que virá a ser o grande amor da sua vida: Lois Lane. A sua rival na caça por histórias dignas do Pullitzer.

Outra personagem de grande relevo nesta obra é Lex Luthor, o eterno nemesis do Super-Homem. Apesar da sua grande maldade e dos seus pecados, Lex é considerado por muitos como o grande benfeitor de Metropólis. Mas quando vê a chegada do Super-Homem e as suas fantásticas capacidades e o que ele faz pelas pessoas e o que ele representa sente-se desprezado e uma inveja mortal pelo Homem de Aço. Assim elabora um plano louco para vencer o Campeão de Metropólis.
No primeiro round, Luthor vence e o Clark Kent retira-se do seu posto como protector dos demais.
Mas quando compreende que é cobardia deixar a cidade à mau de pessoas como Luthot ele volta com o manto de Super-Homem e o símbolo da esperança! Para fazer compreender a todos que não será ele a deixar que o Mundo seja dominado por homens maléficos e corruptos como o Lex Luthor!

Jeph Loeb:
Conceituado argumentista com tradição na redefinição de momentos marcantes na história das personagens, como pôde ser visto neste SM for All Seasons, assim como se pode ver em Homem Aranha Azul (editado em Portugal pela Devir), Demolidor Amarelo e Hulk Cinzento.
Escritor de grande talento, adorado por muitos detestados por outros, entre os seus sucessos incluem-se este SM All Seasons, Hush para Batman com a ajuda de Jim Lee (saga editada em Portugal pela Devir com o nome Silêncio) e ainda Batman Dark Victory e Long Halloween com Tim Sale a desenhar.
Também participou na criação do sucesso Smallville e neste momento e produtor supervisor na série LOST

Tim Sale:
Desenhador de estilo único e inconfundível, a primeira vez que tive contacto com os desenhos deste senhor (em Homem Aranha Azul) confesso que não fiquei muito contente e sem grande vontade de continuar a seguir a carreira deste senhor.
Mas depois deparei-me com este SM For All Seasons e tenho de admitir que a minha opinião pela arte deste senhor mudou e para melhor, podendo considerar que o Super-Homem de Tim Sale é para mim dos melhores que já vi.
Ele fez um trabalho magnífico neste livro, não sei se foi por talento se por arte final ou pelas cores.
Este desenhador é colaborador frequente de Jeph Loeb tendo ilustrado para ele além deste SM For All Seasons, HA Azul, Hulk Cinzento e Batman Dark Victory e The Long Halloween.

Por falar nas cores desta história!
Neste livro os créditos pelo maravilhoso trabalho de cor ficaram a carga de Bjorne Henson. Que fez magia com a luz e com a escolha para as cores ao longo de todo enredo… O uniforme do Super-Homem fica a ganhar (e muito) quando colorido por este senhor.

11 setembro 2006

JOGO DO BLOG #9

Este jogo vale 1 ponto. Se ninguém conseguir acertar, será colocada uma nova pista e o jogo passará a valer 0,5 pontos. O participante tem de referir o título original e o número da edição para poder ganhar e só tem 3 tentativas para acertar. Boa sorte!

Resposta: Harley Quinn #19
Vencedor: CESAR

Spider-Man and the Black Cat: The Evil That Men Do

Argumento: Kevin Smith
Desenho: Terry e Rachel Dodson

Comecei a ler isto há uns dias atrás e pensei: "Hmm... Kevin Smith conseguiria perfeitamente escrever outros comics...". Mas não, infelizmente :(
Sendo eu um "Marvete" e um fã incondicional do Aranha, adorei as primeiras três edições desta mini. Cheias de piadas "à lá Aranha" e com um aspecto cinematográfico, a história só tinha pernas para andar, mas não! O Senhor Kevin Smith resolveu tirar umas férias aí de uns três anos e depois voltar para escrever o resto da história. Sim, o primeiro número foi escrito algures no ano de 2002 e os dois números seguintes continuaram por aí, mas depois de muita confusão, Smith só volta em 2005 com o "script" das 3 edições seguintes.
Enfim, Smith cometeu alguns erros que a meu ver foram algo graves. Estes foram dois dos pontos que comprometeram a história:

-A personagem que resolveu a trama toda nunca foi muito mostrada nas três primeiras edições. Mas após um momento de divina inspiração, Smith pensou em ir buscá-lo e resolver facilmente a história.

-O Aranha convida o Nocturno (o tal X-Man que também tem poderes de teletransporte) e pede-lhe uma explicação sobre este tipo de poderes. Não podia haver melhor explicação do que voltarmos aos tempos gloriosos do Hitler e ficarmos a saber que inúmeros miúdos com poderes telecinéticos eram usados em testes. Foi um bocado secante ler a história do Nocturno. Na minha opinião não foi muito bem contada.

Por fim, Smith conseguiu fazer até um final de jeito. O fim mostra que possivelmente haverá uma sequela desta mini, que até pode ser bem interessante, se for bem contada.
Quanto ao desenho acho-o excelente. Terry e Rachel Dodson superam-se um ao outro. As cores então... Estão demasiado bem aplicadas, e adorei. O desenho está tão bom ou melhor que o MK Spider-Man #1-12. Parabéns aos artistas.
Pena as três edições finais condenarem a mini-série toda. Eu digo que Kevin Smith podia ter feito bem melhor...

10 setembro 2006

SPOILER! Capa de 52 #19

Esta capa é sem dúvida intrigante. Após o Gladiador Dourado ter tido o seu funeral na edição #18 da maxi-série 52, a DC Comics divulgou a capa da 19ª semana.
E não veio sozinha, mas sim acompanhada com uma legenda curiosa. Vejam só:

"E se eu te dissesse que posso – com o ADN do Gladiador – criar uma identidade de um super herói por bioengenharia para ti?”.

JOGO DO BLOG #8

Este jogo vale 1 ponto. Se ninguém conseguir acertar, será colocada uma nova pista e o jogo passará a valer 0,5 pontos. O participante tem de referir o título original e o número da edição para poder ganhar e só tem 3 tentativas para acertar. Boa sorte!

Resposta: Secret Wars #1
Vencedor: Grimlock

JOGO DO BLOG #7

Este jogo vale 1 ponto. Se ninguém conseguir acertar, será colocada uma nova pista e o jogo passará a valer 0,5 pontos. O participante tem de referir o título original e o número da edição para poder ganhar e só tem 3 tentativas para acertar. Boa sorte!

Resposta: Tom Strong #1
Vencedor: DvD

08 setembro 2006

JOGO DO BLOG #6

Este jogo vale 1 ponto. Se ninguém conseguir acertar, será colocada uma nova pista e o jogo passará a valer 0,5 pontos. O participante tem de referir o título original e o número da edição para poder ganhar. Boa sorte!

Resposta: Daredevil #70
Vencedor: The Elitist

07 setembro 2006

JOGO DO BLOG #5

Este jogo vale 1 ponto. Se ninguém conseguir acertar, será colocada uma nova pista e o jogo passará a valer 0,5 pontos. O participante tem de referir o título original e o número da edição para poder ganhar. Boa sorte!

Resposta: Peter Parker: Spider-Man #46
Vencedor: DvD

06 setembro 2006

Runaways Fogem dos seus Criadores

Brian K. Vaughan anunciou no seu forum que ele e Adrian Alphona, os criadores de Runaways, vão abandonar a revista no número 24.

Vaughan afirma que as últimas 5 edições vão ser as melhores da série. O autor diz ainda que não foi por motivos de relacionamento com a Marvel que deixou o título. Ele sempre esperou que outros autores tomassem as rédeas da série e que durasse por muito números, não que o título ficasse eternamente ligado aos seus criadores.

Vaughan e Alphona têm planeado um trabalho pessoal que ainda não foi divulgado. A marvel anuncia na próxima semana quem será a próxima equipa criativa de Runaways.

04 setembro 2006

JOGO DO BLOG #4

Este jogo vale 1 ponto. Se ninguém conseguir acertar, será colocada uma nova pista e o jogo passará a valer 0,5 pontos. Boa sorte!

2ª Pista

-------------------------------
1ª Pista

Resposta: Supreme Power #1
Vencedor: Grimlock

JOGO DO BLOG #3

Este jogo vale 1 ponto. Se ninguém conseguir acertar, será colocada uma nova pista e o jogo passará a valer 0,5 pontos. Boa sorte!
Resposta: Uncanny X-Men #478
Vencedor: xplod

03 setembro 2006

JOGO DO BLOG #2

Este jogo vale 1 ponto. Se ninguém conseguir acertar, será colocada uma nova pista e o jogo passará a valer 0,5 pontos. Boa sorte!

Resposta: Batman #655
Vencedor: xplod

02 setembro 2006

Robert Kirkman fala sobre Ultimate Cable

É verdade malta, o Cable também vai ganhar uma série no selo Ultimate, depois de estar anunciada a sua estreia em Ultimate X-Men #75.

Robert Kirkman afirma que este Cable não é nada parecido com a sua personagem original e que não é filho de Cyclops. Espera-se uma personagem completamente diferente. Pelos vistos, este herói terá novos poderes até.

Mas ainda há mais, Kirkman promete um reviravolta no título Ultimate X-Men e, quem sabe, se poderemos já assiti-la no número 75, onde Cable se vai estrear. A sair na próxima semana nos States.

Nota: Esta capa feita pelo Michael Turner está... linda.

30 agosto 2006

JOGO DO BLOG #1

Olá pessoal. Como esta onda de jogos nos blogs está na moda, quem sou eu para fugir dela? Tive esta ideia mesmo agora.
O jogo consiste em adivinhar qual a BD a que pertence uma tira, uma página, uma vinheta, wahtever. Cada resposta certa vale um ponto, se ninguém conseguir adivinhar meto aqui mais uma informação e passa a valer 0,5 pontos o jogo. Vou começar com uma fácil, boa sorte para o primeiro round.

Resposta: Superman Confidential #1
Vencedor: David Medeiros

SPOILER! O Aranha não tem Descanso...

Cuidado com ele! Ele é perigoso! Tudo à sua volta morre! Depois do Tio Ben, Gwen Satcy e outros tantos parece que o Aranhiço vai ficar... Bem é melhor não dizer nada. Apenas cliquem na imagem em baixo e vejam do que é eu estou a falar.
Apenas Quesada podia fazer isto, se realmente vier a ser confirmado. Será que estamos estamos a assistir à decadência do amigo da vizinhança? Confiram vocês próprios.

UPDATE: Circulam por aí uns certos e determinados boatos a dizer que esta página pertence à nova série do Aranhiço, Spiderman: Reign, que se passa 25 anos à frente no futuro. Pode ser que a MJ morra, mas não para já.
Image Hosted by ImageShack.us

29 agosto 2006

The Mighty Avengers!

Foi isso que vocês leram! Vem aí uma nova série dos Vingadores e adivinhem quem vai escrever... Brian Bendis! E o desenho fica a cargo de Frank Cho, como podem ver pela capa ao lado, supostamente a ser utilizada no número 1.

Como podem ver, com esta treta toda da Guerra Civil, vamos ter duas equipas de Vingadores uma com o Iron Man como líder e com Miss Marvel, Ares, The Wasp, Magnum, Viúva Negra e talvez o Sentry! E a outra equipa, formada pelos fugitivos, vai ser liderada pelo Cap e com o Homem Aranha, o Wolverine , Thor e a Mulher Aranha nas fileiras.

Isto é só para verem como o Universo Marvel está virado do avesso. É melhor ter cuidado a partir de agora...

25 agosto 2006

Hl Comix #2, a Revista da Treta chegou!

A grande revista HL Comix chegou neste mês com um grande número 2. Derradê, um dos escassos humoristas em Portugal apresenta um grande número em que o tema principal são os Cães Kapados, de Quentin Tarantino.

Pelo pórprio Derradê, neste segundo número "desta publicação bimestral de BD & Tiras de humor destacam-se a sátira ao universo Tarantineano que são os Cães Kapados e um olhar impiedoso à realidade das medicinas alternativas em Dique, o vegetariano."

E ainda mais, nas suas seguintes palavras, ele conta-nos o que podemos ler mais na HL deste mês. É da mais pura verdade o texto que se segue em baixo:
A revista contém 32 páginas a Preto e Branco de tentativas humorísticas falhadas complementadas com 2 artigos, um sobre o filme Cães Danados de Quentin Tarantino (cinema) e o outro sobre Shane MacGowan (música). Custa apenas €2, dizem-me que é o mesmo do que um período mínimo num peep-show.

Em vez de comprarem o jornal da bola, comprei esta revista que faz melhor à saúde.

24 agosto 2006

Revelada nova Liga da Justiça!

::CUIDADO! SPOILER::

Por fim, a DC revelou a capa que desvenda o grande mistério que paira no Universo DC: qual é a nova Liga da Justiça?
Depois da excelente edição número 0, eis que o #1 desvenda quais são os novos heróis que fazem parte da nova Liga:

-Super Homem, Mulher Maravilha e Batman. Os pilares da equipa. Estes já eram mais que certos.

-Canário Negro, vinda da equipa, Birds of Prey (Aves de Rapina), Vixen e a Mulher Gavião são os três outros elementos femininos. A Mulher Maravilha não podia ficar sozinha.

-Raio Negro, a grande surpresa para alguns. Pelos vistos domina bem a electricidade.

-E por fim Tornado Vermelho, que também estava confirmado, Arsenal, o novo arqueiro e Hal Jordan, o Lanterna escolhido para se juntar à Liga.

Não sou um grande conhecedor do Universo DC, mas concerteza vou continuar a ler a nova série da JLA. O argumento e o desenho impressionaram-me imenso no #0 e as capas do Turner estão cada vez melhores. Os pin-ups que ele faz são muito fixes!

20 agosto 2006

Superman Returns

Superman Returns, o mais recente filme do Homem de Aço, fica muita aquém das expectativas. Aguardava-se muito mais deste filme, apesar de não ter saído tudo mal.

O Super-Homem tenta regressar às suas origens, mas ao chegar ao seu planeta Natal, nada mais vê do que ruínas. É então que passados 5 anos, ele volta para a Terra deparando-se com algumas situações desagradáveis. Até aqui parecia que o filme só tinha condições para ser bom, mas não.
A acção é demasiado lenta e poucas são as cenas que prendem ao ecrã. Poucas vezes vimos cenas de pancadaria, que normalmente é o que o público gosta de ver nestes filmes de super-heróis.
Poucos e inúteis foram os salvamentos que o Super fez, enfim, pouco me cativou o filme. Só que de qualquer modo, isto não impediu que algumas interpretações fossem boas. Kevin Spacey foi de longe o melhor actor da trama, apesar da personagem Lex Luthor já estar muito "batida". A galeria de vilões do Super-Homem é muito extensa pelo que sei, portanto não vejo o porquê do Lex ser outra vez o vilão.
Infelizmente, a ideia de ser criado um novo continente, não me insipra lá muita confiança e, ainda por cima, não há acção nenhuma quando o Super-Homem tenta acabar com os planos de Lex.
O filme é pobre em acção, é claro, mas já circulam notícias de que a sequela deste filme terá muitas mais cenas de pancada e o vilão Zod como inimigo. Isso já me agrada um pouco mais.

Brian Singer ainda tem muito trabalho pela frente para tornar a sequela deste filme algo memorável.
Outro aspecto que peca aqui são também os duplos de Brandon Routh. Notei muitas vezes que não é Brandon que está a protagonizar as cenas, o que é muito mau a meu ver. Há capacidade para muito melhor!

18 agosto 2006

Mark Bagley vai abandonar Ultimate Spider-Man

Mark Bagley vai deixar a série Ultimate Spider-Man no número 110, batendo assim o recorde de maior número de presenças num título juntamente com Brian Bendis (batendo assim Stan Lee e Jack Kirby).
O desnehador afirma que é o melhor momento para sair do título, já que assim, diz ele, sairá "por cima", tendo em conta que neste momento se está a passar a Saga do Clone.

A Marvel Comics ainda não arranjou substituto para o desenhador, mas Bendis continuará certamente por mais alguns números na série.

Apesar de gostar do traço de Bagley, acho que a Marvel tomou uma decisão acertada, já que começava a tornar-se cansativo ver este desenhador por tanto tempo.

17 agosto 2006

BDjornal #14

Finalmente o BDjornal apresenta uma capa bem concebida, com um design à altura do projecto. A capa deste mês apresenta-se totalmente colorida, assim como a última página (referente a uma crítica ao recém chegado filme, Superman: Returns).
Mas não é só pela capa que se veêm melhoras... A partir deste número vamos poder acompanhar a série BRK, que certamente vai dar que falar. A história passa-se em Portugal e tem influências bem visíveis dos comics americanos.
Para uma informação mais detalhada, leiam o Pressrelease enviado por J. Machado Dias:

Numa altura em que toda a gente está de férias, a ideia acertada seria, se calhar, irmos também de férias e voltar numa altura mais propícia. Mas por outro lado, o facto de estar toda a gente de férias, talvez faça surgir uma apetência maior para ler o conteúdo deste BDjornal e reflectir sobre algumas das questões mais candentes sobre o estado da banda desenhada neste país. E por isso não desistimos desta edição de Agosto/Setembro.

Em primeiro lugar chamo a atenção para duas bandas desenhadas de grande qualidade que começam a ser publicadas nesta edição: Os Monótonos Monólogos de um Vagabundo, de Hugo Teixeira, um valor emergente na BD portuguesa (mesmo não tendo ainda publicado nada), embora a precisar de melhorar a qualidade do texto. Digo isto não só por causa desta história, como por todos os trabalhos que podem ser apreciados no site http://htx.deviantart.com/. Por outro lado iniciamos a publicação do primeiro episódio de BRK - Break, com argumento de Filipe Pina e desenhos de Filipe Andrade, que talvez venha a ser uma obra de referência na banda desenhada portuguesa. Trata-se de um dos melhores argumentos que já li na moderna BD portuguesa, capaz de captar as atenções dos leitores e propondo pistas para reflexão sobre a vida dos adolescentes na actualidade.

E se, quanto a bandas desenhadas, temos ainda Álvaro, no destacável para coleccionar com Sexo, Mentiras e Fotocópias, Véte, com uma pequena BD de humor, Caçadores de Palavras, a continuação do segundo volume das aventuras da bruxinha Morgana, de José Abrantes e uma história completa de Pedro Nogueira, Dial, que deambula sobre o conteúdo de um poema, quanto a textos esta edição é sumarenta quanto baste para os leitores mais exigentes.

Com a qualidade geral a ser sedimentada pela equipa de colaboradores indefectíveis do BDjornal desde o #1 - Clara Botelho, com diversas notícias de Actualidade e a matéria sobre o San Diego Comic-Con 2006 mais os prémios Eisner; João Miguel Lameiras, sobre a pujança do mercado de banda desenhada em Espanha, tratada na reportagem sobre o Saló Internacional del Comic de Barcelona, que nos faz corar de inveja; Leonardo De Sá, com o seu Dicionário Universal de Banda Desenhada – Pequeno Léxico Disléxico; Nuno Franco, sobre o lançamento em Portugal da obra completa de Peanuts; Pedro Cleto, sobre A Morte de Buddy Longway – pretexto para breve reflexão sobre a morte na BD e Contra os Manga – editar, editar (a política editorial francesa para controlar a invasão oriental); e Sara Figueiredo Costa, com Conversas de Mulheres – notas a partir de Broderies de Marjane Satrapi. Depois apostámos na opção Vieira Moura, com as críticas a Virgin’s Trip e All Girllzine, mais uma nota sobre o Buja’s Diary, de Seyong O, que ele publicou no seu blogue lerbd.blogspot.com; uma excelente entrevista de Nuno Pereira de Sousa a Serena Valentino (a criadora e argumentista da série Gloom Cookie) e um texto crítico sobre a estreia de Superman Returns, de Fernando Campos, publicada no novo blogue kingpinofcomics.blogspot.com.

E há ainda espaço para Luís Salvado escrever sobre o Festival International du Film d’Animation de Annecy, juntando-lhe uma lista de 100 Filmes para um século de Animação.

SUMÁRIO DO BDjornal #14

ENTREVISTA COM SERENA VALENTINO, Nuno Pereira de Sousa

CONVERSAS DE MULHERES – Notas a partir de Broderies, de Marjane Satrapi, Sara Figueiredo Costa

A MORTE DE BUDDY LONGWAY, Pedro Cleto

OBRA COMPLETA DE PEANUTS, Nuno Franco

CONTRA OS MANGÁ – editar, editar, Pedro Cleto

DICIONÁRIO UNIVERSAL DA BANDA DESENHADA – Pequeno Léxico Disléxico, Leonardo De Sá

Apresentação dos AUTORES DAS BANDAS DESENHADAS publicadas neste número.

OS MONÓTONOS MONÓLOGOS DE UM VAGABUNDO (#1), de Hugo Teixeira

BRK (#1), de Filipe Pina (Arg.) e Filipe Andrade (Des.)

MORGANA 2 – O CASTELO NAS NÚVENS, de José Abrantes

SALÓ INTERNACIONAL DEL COMIC DE BARCELONA, João Miguel Lameiras

DIAL, de Pedro Nogueira

OS CAÇADORES DE PALAVRAS, de Vete

SELOS & QUADRADINHOS, de Pedro Cleto

CRÍTICAS

LANÇAMENTOS INTERNACIONAIS

ACTUALIDADE

O CARTOON NA SOCIEDADE COMTEMPORÂNEA, carta de Osvaldo de Sousa

SAN DIEGO COMIC COM 2006 – PRÉMIOS EISNER, Clara Botelho

FESTIVAL INTERNATIONAL DU FILM D’ANIMATION DE ANNECY, Luís Salvado

SUPERMAN RETURNS, o regresso da desilusão, Fernando Campos

Para saberem mais sobre o conteúdo de cada jornal, basta visitarem:

http://kuentro.weblog.com.pt

1º Ano

Bem, faz exactamente hoje um ano que a ÁreaBD! abriu portas no mundo da blogosfera para ajudar à divulgação da Banda Desenhada. Nunca pensei que este blog durasse tanto tempo, por isso fico muito feliz por alcançar esta marca.

Queria agradecer ao Comic_Lover por me ter ajudado com algumas notícias e por ter sido um grande amigo. E já agora, agradeço a todos aqueles que visitaram e visitam o blog, pois sem vocês nada disto seria possível. Espero que nos continuem a visitar para que este blog dure por muitos anos.
E já sabem, há sempre espaço para quem queira fazer parte da equipa.

16 agosto 2006

The Ultimates: Super-Human

Argumento: Mark Millar
Desenho: Brian Hitch

The Ultimates conta a história dos Vingadores, mas reformulados no Universo Ultimate. Muitas diferenças existem entre as séries originais dos Vingadores e esse ponto é um dos mais bem conseguidos nesta série.

Uma das primeiras mudanças é a equipa: Captain America, Iron Man, The Wasp, Giant-Man, Thor e Hulk são os membros de um grupo organizado pela S.H.I.E.L.D. para defender o país de qualquer ameaça. Uniformes novos, formação nova, vidas diferentes.

Nesta série Mark Millar consegue explorar as "fraquezas" de cada membro dos Ultimates e mostrar a sua vida de um modo que se aproxima muito do mundo real. Exemplo disso é a vida do casal Janet Pim (The Wasp) e Hank Pim (Giant-Man) que aparentemente têm um casamento estável, sem problemas, mas dum momento para o outro, após uma discussão, se aproximam do divórcio. Também as personalidades de cada membro mudam imenso, o que dá a possibilidade de vermos um Thor mias rebelde.
Mark Millar está no seu melhor nesta primeiro arco de The Ultimates e o desenho não poderia ser mais apropriado.
Brian Hitch, com o seu estilo bem realista, dá um efeito muito característico e excelente a cada personagem e os cenários estão muito bem concebidos. Sobre ele não há muito a dizer, porque simplesmente o desenho é deslumbrante, apesar de reconhecer que de vez em quando há uma falha na caracterização, mas nada de grave.

Aconselho aos fãs dos Vingadores e não só. Quem quiser conhcer as suas origens duma forma diferente tem aqui uma excelente oportunidade.
E não se esqueçam que para o ano vem aí uma nova equpa creativa para o 3º vol.: Jeph Loeb e Ed McGuinness! (Ao que parece Joe Madureira desistiu do projecto ou algo do género). Loeb é uma mais valia para o título e apesar de gostar imenso de McGuinness, não me parece que seja o desenhador apropriado a este título. Mesmo assim fico à espera.