Mostrar mensagens com a etiqueta Comics. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Comics. Mostrar todas as mensagens

07 agosto 2011

Sobre o Homem-Aranha Afro-Latino

"I'm black, so what?" - Miles Morales
Hoje em dia vivemos numa sociedade foleira, onde não se pode dar um passo sem ouvir uma chuva de críticas irracionais e desprovidas de sentido. Somos atacados mesmo sem termos mostrado aquilo que realmente valemos e somos crucificados por erros que qualquer um poderia cometer num dia mau. Somos criticados por aquilo que somos num mundo onde não se respeitam as individualidades e se menosprezam as identidades únicas de cada um de nós. Imaginem o que é sentir isto pertencendo a uma minoria. Basta multiplicarem o sentimento por um número na casa das centenas.

23 outubro 2010

O Triunfo da Pirataria = Contributo nas Vendas?

Underground, de Jeff Parker e Steve Lieber
O combate à pirataria no mundo da Banda Desenhada tem sido uma das maiores preocupações da indústria nos últimos anos, dado que o boom massivo da Internet facilitou a livre troca e partilha de ficheiros com direitos de autor. A música também tem sido vítima deste tormento e não há dia que passe sem haver queixas de um qualquer músico famoso que chora por não ter mais um 0 a juntar-se à sua conta bancária (ao mesmo tempo que se enchem de dinheiro a dar concertos pelo mundo inteiro). Apesar da guerra dos downloads não prejudicar significativamente os mais afortunados, o caso muda de figura quando são os menos bafejados pela sorte a sofrer com este caso. Há autores de BD e músicos que dependem de cada página e cada minuto de arte que produzem para pagar as suas contas. É o trabalho que fazem e como tal não têm outro modo de ganhar a vida. Deve ter sido assim que o desenhador Steve Lieber, autor da graphic novel Undergound em conjunto com Jeff Parker, se sentiu ao ver a sua obra disponível no site 4Chan.

10 outubro 2010

Algumas Novidades NYCC'10


A New York Comic Con chegou e com ela vieram uma data de novidades das editoras norte-americanas. Enquanto alguns tiveram a magnífica sorte de ir lá dar um saltinho, outros como eu ficaram a acompanhar as centenas de updates que são feitos a cada minuto que passa nesta convenção através dos sites da especialidade. Este ano, como não poderia deixar de ser, temos direito a uma notícia quase bombástica (à semelhança do ano passado) e ficámos também a conhecer novos projectos como já é hábito.


06 outubro 2010

Batman: Europa, A Nova Aposta de Brian Azzarello

Brian Azzarello, em co-produção com Matteo Casali, prepara-se para lançar um novo trabalho com o Batman como personagem principal, isto depois do mal-amado Joker se ter focado apenas no palhaço mais carismático dos comics. Ao que parece, a DC Comics não se cansa dos inúmeros títulos que dispõem do Cavaleiro das Trevas e viu-se na necessidade criar mais um, só porque nas outras não há espaço para contar esta nova estória. 
Em Batman: Europa, uma mini-série de quatro números que vai contar com quatro desenhadores diferentes, Batman encontra-se infectado por um vírus letal cuja origem é desconhecida. Inicia-se então uma busca pela misteriosa cura através da Europa, numa aventura em que Batman ter-se-á de aliar ao seu maior inimigo, o próprio Joker!

Pronto, já passámos o parágrafo dos clichés. Puff, onde é que eu já viste isto antes? Isto é pior que as repetições do House que a Fox passa todas as tardes. É incrível como as editoras vendem os produtos hoje em dia, utilizando sempre as mesmas sinopses mal paridas que insistem em desanimar um possível comprador. Será que há um repositório de sinopses divididas por categorias? Para esta estória devem ter visitado a secção das sinopses-que-envolvem-um-team-up-entre-um-herói-e-um-vilão-que-precisam-de-se-ajudar-mutuamente-para-atingirem-um-fim-conveniente-para-os-dois. Depois do que vi em Superman: For Tomorrow, certamente não era isto figurava entre os meus sonhos mais ardentes. Talvez vá ler alguma coisa desta mini-série quando sair em Janeiro, pode ser que mude esta opinião pré-concebida.
A primeira edição terá desenhos de Jim Lee, enquanto as seguintes contarão com as artes de Giuseppe Camuncoli, Diego Latorre e Jock. A capa, como podem ver, exibe as qualidades inegáveis de Jim Lee enquanto mestre do inovador e do fenomenal.

21 setembro 2010

DC Comics Acaba Com as Linhas Wildstorm e ZUDA

As últimas edições da Wildstorm serão lançadas em Dezembro
No seguimento de alterações a nível geográfico por parte da DC Comics, foi hoje comunicada a decisão de suspender a linha Wildstorm e terminar com a Zuda, um segmento editorial que se destacava pelas suas iniciativas a nível de edição online. Estas decisões partiram de um comunicado lançado hoje de manhã que anunciava a mudança da maior parte do staff da DC, de Nova Iorque para Burbank, no sentido de aproximar a casa mãe, Warner Borthers, e a sua filial dedicada aos comics. Não se sabe ao certo se ainda virão mais mudanças radicais por parte da editora, mas o que é facto é um grande número de personagens passaram agora a ficar em stand-by.

09 setembro 2010

Darwyn Cook Sobre o Lesbianismo e as Editoras

Tinha deixado escapar esta, mas como o assunto se tornou algo intemporal nem o atraso de um ano justificava a falta deste post. Darwyn Cooke meteu a boca no trombone na última Fan Expo do Canadá e nas suas declarações estava completamente em chamas! Em causa esteve a mudança de orientação sexual da personagem Batwoman que, segundo ele, é uma mudança demasiado drástica desrespeitosa de toda a estória ficcional que foi criada ao longo dos últimos anos. Tento na língua foi pura ficção...

31 agosto 2010

Marvel Anuncia Regresso da Tropa Alpha

Chaos War: Alpha Flight, em Novembro
Depois de uma chacina inesperada nas páginas de New Avengers #16 ou de capas menos inspiradas como esta ou esta ao longo da sua história, a Alpha Flight está de regresso à vida, mesmo sem ninguém saber quem fez para que isso acontecesse.
Especula-se que a Marvel ainda nem sequer decidiu a melhor forma de reintegrar estes quase-esquecidos no seu universo, mas o que é facto é que em Novembro chegará às bancas um one-shot intitulado Chaos War com o intuito de convencer os mais cépticos. Contudo é certo que pelo menos 2.5 cópias serão vendidas, pois não acredito que haja muitos mais fãs da Tropa espalhados pelo mundo! A sério, quem é quer saber destes meninos? Só se for um rapaz que na última comic-con gritou ao mundo o seu amor pela Tropa, afirmando que Alpha Flight #12 era um dos comics melhor escritos de sempre... É possível!

25 agosto 2010

Os Mais Vendidos de Julho '10 - Análise

X-Men #1, a surpresa
Já não acompanhava esta coisa das estatísticas de vendas há algum tempo, mas a última vez que o fiz constatei que a DC estava fazer grandes progressos no que toca aos 10 Comics mais vendidos lá nos States. Tudo isto se deve à inspiração de dois homens, Grant Morrison e Geoff Johns. O primeiro tem feito um trabalho interessante ao reformular o Batman tentando trazer de volta conceitos clássicos da personagem, sendo o melhor exemplo o team-up de Batman and Robin. Já Johns tem sido o responsável por uma extraordinária e épica cavalgada do Green Lantern. Já lá vão alguns anos desde que tudo começou com Rebirth e até hoje ainda dura aquilo que este homem planeou. É certo que a DC mostrou ratice e continuou a esmifrar todo este novo conceito, mas é uma exploração que eu considero bastante acima da média o que é algo atípico na América. É bastante difícil manter qualidade sem haver rasgos de loucura pelo meio e acho que o Johns não tem abusado da nossa vontade (pelo menos da minha) sendo que essa vontade é continuar a saber mais sobre esta fantástica mitologia do Espectro da Luz, o que, parecendo que não, abriu portas gigantes para que se possam criar novas estórias. A DC teve aqui um importante expandir de cenários e pode muito bem agradecer a Geoff Johns por tudo. Bem, vamos lá então analisar os dados:

23 agosto 2010

Sobre o Novo Vestido do Batman


Sempre achei piada à necessidade de se criarem novos uniformes para que as personagens passem por uma certa evolução. Sim, porque um novo uniforme traz quase sempre consigo mudanças psicológicas que se reflectem na estética do mesmo. Mas às tantas chegamos a uma fase em que isto das passagens de modelos cai numa saturação excessiva, quando sabemos que o principal intuito é fazer capas cheias de efeitos coloridos e fantásticos que apresentem um novo fato para que os nerds mais entusiastas cheguem às comic shops e comprem urgentemente um exemplar para si, para daqui a cinquenta anos dizerem que têm um comic raríssimo com o Batman a sair à rua com umas novas calças e uma cueca por cima. Bah, eu também estou aqui a avaliar esta cena, por isso devo cair numa categoria qualquer destas.

09 junho 2010

Fresquinhas (não tão frescas) das Américas

BATMAN: ODISSEY, NEAL ADAMS DE REGRESSO A 7 JULHO

À semelhança aqui do sítio, também a lenda Neal Adams está de volta à editora que o tornou famoso. Notabilizado pelo seu trabalho em Green Lantern/ Green Arrow ou em Batman, o desenhador vai precisamente voltar a pisar o solo do Gotham, onde assume um papel de destaque numa mini-série de 12 números da sua exclusiva autoria intitulada Batman: The Odissey. O The Source falou com Neal e este confessou estar completamente concentrado nesta sua obra, que já há alguns anos que está para ver a luz do dia. Confiram um preview com a arte de alta qualidade deste senhor:



03 setembro 2009

Tony Stark vai Morrer?

A notícia já tem alguns dias, mas achei estranho não a ver ser muito debatida pelos sites que visito e decidi falar um pouco disto por aqui. O lance é o seguinte: parece que a Marvel está à procura de umas granas para enriquecer às nossas custas e decidiu divulgar na net uma capa que vai fazer os nerds de todo mundo comprar a capa onde Tony Stark aparece, aparentemente, morto! Ora vejam!

A saga terá o nome de Stark: Disassembled (INVINCIBLE IRON MAN #20) com argumento de Matt Fraction e Salvador Larroca, com esta capa de Patrick Zircher e como podem ver, o Thor está metido na sopa! Falta saber se foi ele próprio quem matou o Latas e encetou uma grande conspiração que o afasta de qualquer acusação. Era uma estória digna da Marvel.
A jogada, apesar de ser uma clara cópia de uma cena de Civil War, até tem o seu sentido, pelo menos no que toca às direcções da Marvel. Já que Steve Rogers está pronto para regressar dos mortos, convém ter alguém no limbo e quem melhor que uma figura central da editora? Ainda assim, não tenho grandes esperanças nisto e parece-me que vai sair borrada (isto se ele morrer mesmo, o que não se sabe bem), mas o que é certo é que o Homem de Ferro estava meio desinteressante nestes últimos meses desde que se tornou Director da S.H.I.E.L.D. Aceitam-se apostas!

27 agosto 2009

Os 10 Painéis mais Icónicos da Marvel de sempre

O CBR pôs em marcha, recentemente, uma votação centrada nos painéis (ou vinhetas, como preferirem) mais icónicos da Casa das Ideias desde que a editora começou a lançar comics. O colunista Brian Cronin iniciou um post onde inclui 70 painéis dos quais os leitores apenas podem escolher 10 e é precisamente isso que vou fazer aqui, escolher aquelas que são para mim as cenas que mais me tocaram, tendo em conta que não li tudo o que está referido no site. Comentem quais são os vossos 10 preferidos ou então façam vocês mesmo um post deste género.
PAINEL #10
O casamento de Reed Richards e Sue Storm. Não podia haver nada mais clássico neste universo do que esta união que ocorreu em Fantatsic Four Annual  #3, num matrimónio que contou com a presença de várias caras conhecidas, mas que passou por momentos muito atribulados. A ler!
Painel #9
A luta dos X-Men contra o Clube do Inferno tornou-se rapidamente num must das leituras dos mutantes. Esta estória nunca a cheguei a ler, mas tive contacto com este painel quando li um volume de Astonishing X-Men (de Joss Whedon e John Cassaday) em que Kitty Pride aparece nesta exacta posição. Mais tarde reparei que era uma referência a esta bela vinheta de um Wolverine furioso em busca de sangue!
PAINEL #8
Outro painel que também foi mostrado por Joss Whedon em Astonishing X-Men. Aqui, Kity Pride já estava tão farta das filosofias de Xavier que entrou pela mansão dos X-Men adentro como uma ira incontrolável.
PAINEL #7
Este é recente, mas ainda assim consegue entrar para a galeria dos mais marcantes. À custa deste deslize da Feiticeira Escarlate, os mutantes foram reduzidos a escassas centenas o que abriu precedentes inimagináveis. Os mutantes passaram a ser ainda mais caçados e a busca por novos seres desta espécie passou a ser o pão nosso de cada dia. O problema é que já não havia muito por onde procurar...
PAINEL #6
Um dos maiores clássicos da Marvel, não fosse o seu nome Marvels e não estivesse nele envolvido o génio artístico de Alex Ross. A estória pode parecer um mero revisitar de acontecimentos históricos da editora, onde Kurt Busiek se foca na visão de um respeitado fotógrafo freelancer, que alcançou a fama a fotografar os tais momento históricos que ocorreram no Universo Marvel, mas é muito mais que isso. A arte de Ross ajuda bastante a que possamos imaginar como seria se tudo isto ocorresse no mundo real e o resultado foi fantástico. Se não leram, deviam!
PAINEL #5
Aqui está a morte que, para mim, foi a melhor executada nos últimos anos da Marvel. Ed Brubaker criou uma storyline fantástica desde que começou a contar o também ele impressionante regresso de Bucky Barnes, o Winter Soldier. Tudo isso culminou no assassinato de Steve Rogers que não soou nem inoportuno nem ridículo, mas sim uma consequência do que o Ed andava a congeminar. Ainda hoje estamos à espera que Steve Rogers regresse dos mortos (com pouca ansiedade, diga-se), o que já está a acontecer numa recente mini-série.
PAINEL #4
Nunca encontrei esta vinheta em nenhuma das minhas leituras, mas já a conhecia há bastante tempo e desde sempre tive um carinho especial por ela devido à grande carga emocional. Acho que não há muito a dizer, a imagem fala por si.
PAINEL #3
Quando Peter Parker decidiu finalmente abandonar o seu uniforme devido aos conflitos que a sua identidade secreta e vida pessoal tinham, ninguém sabia que rumo é que Stan Lee iria dar à personagem. Os confrontos com o Green Goblin e os problemas com o seu amigo Harry Osborne estavam a deixar o Aranha à beira de um colapso, o que levou a esta tentativa (falhada) de abandonar a luta contra o crime.
PAINEL #2
Na votação aparecem estes dois painéis que pertencem exactamente à mesma estória, God Loves Man Kills, de Chris Claremont, provavelmente a melhor já escrita na série X-Men. Acho que tanto um quadro como outro espelham bem aquilo que se pretendia mostrar - um mundo cheio de preconceitos onde nem aqueles que se esforçam para o melhorar são ainda  mais odiados pela sociedade. Li esta obra há cerca de um ano e aquilo que mais me tocou foi um discurso final de uma personagem, da qual já não me lembro, que deu uma verdadeira lição sobre a igualdade na raça humana. Sensacional! Uma leitura também ela não só aconselhada como obrigatória!

PAINEL #1
Pode não ser a melhor estória que já li na Marvel. Pode não ser um supra-sumo dos argumentos nos comics. Mas é sem dúvida um clássico que deu uma identidade mais humana aos comics, que até então pouco jogavam com os sentimentos das personagens, à semelhança de uma novela, já que este Amazing Spider-Man era sem dúvida uma foto-novela. Peter Parker era talvez a personagem mais infeliz que podia haver nos comics, depois da morte do seu Tio Ben, das desavenças com o seu melhor amigo e com inimigos novos que surgiam todos os dias. Quando finalmente encontrou o amor da sua vida, Gwen Stacy, parecia que já nada de mau podia acontecer e os seus problemas já não eram assim tão preocupantes com uma mulher daquelas ao seu seu lado. Mas se há coisa que é certa, é que a felicidade não é eterna e o mesmo se começou a verificar na vida de Peter. Norman Osborn, na pele de Green Goblin, assassinou barbaramente a mítica Gwen Stacy, numa sequência histórica que ainda hoje atormenta a vida do Escalador de Paredes. Não só aquele >Snap< me ficou na memória, como também aquele trágico choro nas páginas finais desta BD. Priceless!

19 agosto 2009

E eis que Straczinscy dá a facada final...

Ahaha, fartei-me de rir com esta notícia. Como todos sabem, o Strac tem abandonado progressivamente alguns dos títulos da Marvel em que estava envolvido, deixando assim a maioria do seu tempo para a DC Comics, participando em séries como The Brave and The Bold. A grande expectativa em torno da aquisição desta editora era se o argumentista seria escolhido para um título de maior craveira e o que é facto é que a profecia se cumpriu de forma um pouco inusitada.
Straczinscy irá encarregar-se de "ressuscitar" uma antiga personagem dos anos de ouro dos comics chamado... The Web! O nome pode soar um pouco estranho para muitos que ainda não tenham ouvido falar dele, mas desde há uns meses que se falava desta série e o que dá mais nas vistas são as óbvias parecenças com um certo amigo da vizinhança... Ora vejam só as primeiras imagens da série. Os desenhos serão Roger Robinson.
Depois de lixarem completamente este grande argumentista na série do Spidey, voltamos a ter a hipótese de ler boas estórias com com um escalador de paredes. Só espero é que o Didio não deite tudo a perder e não venha cá com histórias.

18 agosto 2009

Nova Equipa em Thor

A Marvel anunciou nas solicitações de Novembro o lançamento do novo arco do Thor, já com uma nova equipa criativa. Isto quer dizer que Straczynski e Coipel encontram-se de saída do título o que, aliás, já vinha sendo anunciado há uns meses. 
Este "crime", o de deixar Strac e Coipel abandonarem prematuramente a, talvez, melhor série da Marvel, deve-se à relutância do argumentista em escrever estórias inseridas na cronologia actual da Marvel, ou seja, ignorando alguns recentes eventos da editora como Civil War e Secret Invasion (a lei do registo teve uma pequena referência, ainda assim). O mentor de Babylon 5 sempre se esforçou para que o reboot de Thor fosse o mais bem sucedido possível e para tal era óbvio que alguns detalhes ridículos do Universo Marvel teriam de ser deixados para trás, mas parece que o Quesada não está nem aí. Conclui-se assim que Strac é mais um caso de "maus-tratos" na Casa das Ideias, não só por este atentado, mas também por casos recentes como Homem- Aranha: One More Day e o Esquadrão Supremo.
Ora bem, a nova dupla irá estrear-se em Thor #604 e trata-se de um perfeito desconhecido e de uma recente aposta da Marvel em títulos conhecidos. São eles Kieron Gillen (New Universl: 1959, Dark Reign: Ares e Phonogram) e Billy Tan (New Avengers).
Confesso que esperava nomes mais sonantes, mas substituir uma dupla de sonho não é tarefa de sonho. É pena haver pouca flexibilidade naquela editora, mas se à custa disso são campeões de venda é uma política que só lhes favorece.

30 junho 2009

Alemanha Proibe Capa Nazi

Todos os anos tem de haver um caso rompante de censura nos comics e parece que o vencedor do caso insólito do ano está encontrado.
A edição 34 da também ela insólita série The Boys, da equipa Garth Ennis (um maluco dos diabos) e Darick Robertson (não tão maluco), foi banida da Alemanha e consequentemente teve a sua venda proibida. O que acontece é que a capa da dita edição teve a suástica alemã estampada nas costas de um dos heróis da série, Stormfront. A capa acaba também por ser uma óptima referência ao primeiro número da série All Star Superman, como podem reparar.
Ao que parece, o país alemão não admite qualquer referência à suástica em qualquer tipo de publicação, um símbolo que atormenta os alemães até aos dias de hoje devido a uma época que os mesmos insistem em apagar dos livros de história.
Darick, em entrevista ao Newsarama, expressou o seu desagrado ao explicar que a Marvel passa inúmeras vezes por esta situação e que os comics do Capitão América são os casos mais óbvios. Além disso, o filme Valquíria foi para os cinemas e ninguém pestanejou... O editor da Dynamite Entertainment já veio a público frisar que não vai mudar a capa em circunstância alguma só para poder vender a edição naquele país.
A censura nos comics já não é um caso recente. O Super-Homem já sofreu recentemente com ela depois de ter tentado beber uma cerveja com o seu pai em amena cavaqueira. A cerveja Tagus acabaria por ser transformada numa Fanta de laranja. Uma capa de Frank Cho, com o objectivo de obter dinheiro para caridade, também foi censurada depois da mesma mostrar explicitamente a parte traseira de Mary Jane, namorada de Peter Parker. E muitos outros lápis azuis foram usados nos últimos anos nos comics. O Batman também já deu que falar, se bem que em circunstânciasC um pouco diferentes.
Neste caso, acho que quem fica a perder é a Marvel. Afinal, o Captain America: Reborn está aí a sair e eu vi por lá uns quantos nazis a serem espancados...

16 junho 2009

A Madrugada dos Mortos, segundo Joe Quesada

O conceito de vida e morte tem sido debatido ao longo dos anos desde que a comunicação existe, reflectida pelas mentes mais pensadoras que existiram ou quem sabe, até pelo homem primitivo, apesar de nem mesmo as personalidades mais brilhantes da humanidade terem alguma vez conseguido explicar devidamente o milagre da vida e o mistério da morte. Tentar entender tudo o que se passou por detrás da criação do homem e dos outros seres vivos acabou por deixar de ser um tema predominantemente científico para se tornar algo mais debatido no campo filosófico pois, não seria o maior problema de O Pensador tentar entender o porquê da sua existência? É claro que os mais audazes sempre tentaram desafiar as leis da natureza ao pensarem poder enganar a morte, mas logo se soube que acontecimentos desses só em ficção. Ainda havia (e há) quem aceite o seu destino acredite na vida após a morte, o tal Afterlife (deviam arranjar uma palavra portuguesa para isto) ou que talvez possa existir a reencarnação. Pois bem, na Marvel não há nada disto. As "regras" estão escritas de outra forma.
Soube há bocado que o Quesada e os amigos fizeram regressar dos mortos mais um velho camarada nosso conhecido. A surpresa nem foi muita, eu pelo menos já estava à espera disto mesmo antes da morte do dito cujo. Só que a cada vez que fazem um back from the dead eu fico inexplicavelmente indignado, até porque na Marvel isto tornou-se o pão nosso de cada dia. Mas este caso é especialmente inquietante, porque a Casa das Ideias estava a gozar de um sucesso inesperado à conta de uma das ideias mais malucas do ano de 2007, cortesia de Ed Brubaker... Já devem estar, então, a ver quem é voltou do caixão. Trata-se precisamente de Steve Rogers, o único e original Capitão América. Único enquanto ícone indubitável do sonho americano, pois enquanto identidade teve um substituto à altura, Bucky Barnes. A troca, que se deu por volta da edição #30 do comic, foi inesperadamente satisfatória, visto que o Bucky estava facilmente a fazer-nos esquecer daqueles anos penosos passados a ler o Capitão (exceptuando os primeiros 25 números da série do Brubaker). E aí sim, quando a qualidade das histórias é alta, sou completamente a favor da renovação das personagens velhinhas da Marvel e da DC, pois um dos grandes defeitos da indústria dos comics (há quem pense o contrário) é precisamente a pobre renovação dos intervenientes das estórias das editoras, ou até a falta dela. Felizmente, apesar de uma forma que se pode dizer inconsistente e pobrezinha, a Marvel lá anda a renovar aos poucos o seu Universo, mas parece que estamos a andar em círculos! Se aparece um discípulo para salvar o dia, ressuscitam imediatamente o mestre para estragar a coisa! Assim não vai resultar... Passem a fazer como no Lost - Dead is Dead!
O regresso vai ter direito a uma mini-série em nome próprio e tudo. Serão 5 números da autoria de Ed Brubaker e Brian Hitch com o simples nome de Reborn (só espero que não faça lembrar a tortura que foi Heroes Reborn...). As condições desse regresso são ainda desconhecidas como é óbvio, mas os editores referiram que este regresso estava a ser planaeado há quase 2 anos e meio, um pouco antes da morte de Steve Rogers ter ocorrido. Foi ainda esclarecido que nesta mini-série os verdadeiros planos do Caveira Vermelha vão ser descobertos.
Aposto que vamos encontrar o Steve numa sala super-secreta com um acesso também ele super-secreto que nem mesmo aqueles que o fecharam lá sabem da sua existência. A morte a que assistimos em Captain America #25 vai ser revelada como uma cabala, o sujeito que morreu era na verdade um sósia que reunia todas as características do verdadeiro Capitão, desde a sua fragância até à altura, peso, número de calçado e até mesmo um dente de ouro que escondia no fundo da sua boca. A imitação era tão perfeita que até os seus amigos mais próximos constataram que quem tinha morrido era mesmo o pobre velho Steve Rogers, mas ao saberem que aquele não era bem quem estavam a pensar, irão reunir-se num acto de fúria e procurar o Caveira numa maxi-série de 12 números intitulada "Os Amigos do Capitão - A Vingança, Parte 1". Sim, porque mais tarde viria a parte 2, sequela do comic mais vendido da década. Tudo isto para que sejamos obrigados a ler todo o trabalho de Brubaker nesta série para que possamos ficar de boca aberta ao ver o quão genial este plano era e que afinal estava tudo planeado desde o início. Genial! Viva a Marvel, sempre na vanguarda do inesperado e do genuíno.

08 novembro 2008

Marvel Inflaciona Preços dos Comics

A Marvel, na pessoa de Joe Quesada, voltou a fazer das suas e desta vez o caso foi bem mais sério. Já todos estamos habituados a súbitas mudanças nos rumos das estórias dos personagens da Casa das Ideias, mas quando os preços dos comics sobem sem qualquer explicação, aí o caso muda de figura.
A cobaia desta experiência bizarra foi o número 1 de Astonishing X-Men: Ghost Boxes, solicitado entre Julho e Agosto pela Previews com o preço o $3.99, sugerindo assim a utilização de 48 páginas de estória (e publicidade...). Aparentemente tudo parecia estar bem, o problema foi quando o comic saiu e os leitores repararam que o mesmo só tinha 32 páginas, com o medíocre número de 16 pranchas por Warren Ellis (argumento) e Alan Davis/ Adi Granov (desenho). As restantes páginas (as outras 16) foram então ocupadas com um "excelente" brinde - o script original desta edição... Convém referir que apesar da diminuição do número de páginas de AXM: Ghost Boxes, o preço de $3.99 manteve-se inalterado o que pode levar a alguma especulação por parte dos fãs. Terá sido um erro intencional ou apenas um desentendimento com a gráfica e/ou distribuidora?
Esta questão em relação à súbida gradual dos preços dos comics na América vem mesmo calhar numa altura em que o tema se tornou um dos mais debatidos na internet (ver tabela). Rich Johnston fez as contas que ninguém teve coragem de fazer e a verdade é que os números são mesmo assustadores. Segundo a tabela, actualmente um comic deveria apenas custar cerca de 1 dólar, utilizando os valores definidos pela Inflação Americana. Rich rematou ainda dizendo que no ano de 2009 um comic normal de 32 páginas não custará menos que $3.99 (como no caso deste Ghost Boxes), seguindo a lógica de inflação por parte da Marvel. 
Estes valores acabam por ser bastante preocupantes para os leitores que compram vários comics. Suponhamos que, actualmente, um leitor compra 15 comics por mês ao preço de $2.99, beneficiando da modalidade 'dólar=euro'. Este leitor paga aprox. €45 mensalmente, mas ao ser confirmada a inflacção de 1 dólar a mais por comic, passaria a gastar mais €15 (!!!) no ano de 2009, nada mais que o custo de 5 comics em 2008. Diga-se de passagem que nestas contas estou a ser bastante simpático, visto que a Marvel e a DC vendem as mini-séries dos seus principais eventos a $3.99 (i.e. Secret Invasion, Final Crisis), sem contar com outros comics especiais.
Esta questão também levanta outros problemas - será que o mercado dos Trade Paperbacks será afectado pela subida de preços? Numa era em que os HC's são o formato mais privilegiado pelos leitores, esse também seria um factor preocupante visto que o preço de cada HC oscila entre os 20 e os 30 dólares (um valor já demasiado caro e luxuoso para a maior parte dos leitores).
"É claro que a qualidade de impressão é melhor, o custo do papel aumentou, as cores são de uma tecnologia fora deste mundo, existem salários para serem pagos..." lembra Rich Johnston, referindo os argumentos a favor das editoras, mas também é certo que outros tipos de tecnologia aboliram certos custos que o passado tinha consigo. Além disso, há, hoje em dia, comics que vendem como nunca se vendeu há já muitos anos (Civil War é o melhor exemplo), que mesmo vendendo bastantes cópias no seu mês de lançamento, ainda rendem algumas "pesetas" no formato Trade. É claro que mais questões se afiguram quando falamos nestes termos - este mercado é caracterizado por um leitor que compra comics independentemente da qualidade das estórias (i.e. Amazing Spider-Man) ou do preço das mesmas, resumindo, reclama, mas compra à mesma. 
Se há alguma atitude que tem de ser tomada, é nossa e não das editoras (que daqui a uns dias já se virão desculpar por este aumento absurdo e continuará tudo na mesma...). Por agora isto não passa de especulação, mas mesmo assim convém andar com atenção. E não venham com a desculpa da crise... Eu também estou em crise e estou cá.

27 outubro 2008

J.G. Jones abandona Final Crisis

J.G. Jones deixou a mini-série Final Crisis, da DC Comics, há poucos dias, deixando por terminar uma única edição, a 7ª e última.
O artista já tinha revelado algumas dificuldades nas últimas edições já que os números 4, 5 e 6 foram co-desenhados por Carlos Pacheco. Jones decidiu então abandonar esta série de modo a não atrasar mais a série, permitindo assim a entrada de Doug Mahnke (que comparado com o Jones, é bastante pobre) na última edição da série.
É de referir que o desenhador apenas se culpa a si próprio por não ter terminado o seu trabalho a tempo, apesar de sabermos, há uns meses, que a DC entregou demasiado tarde os scripts, dificultando assim a tarefa a Jones.
A DC lá continua com a tradição de não conseguir levar o mesmo artista até ao fim nos seus eventos principais, veja-se Infinity Crisis, onde Phil Jiménez teve de ser auxiliado por vários autores para que a série fosse lançada como programado. O problema, ao que parece, parte também dos argumentistas, que por sua vez tiveram probelmas com a editora - Morrison referiu há uns meses que o argumento da primeira edição passou por algumas alterações impostas pela DC, o que deu origem ao atraso de entrega do script a J.G. Jones. A Marvel, pelo menos, teve a dignidade de interromper a mini-série Civil War durante um mês para dar tempo a Steve McNiven...

22 outubro 2008

Muitos Lançamentos Marvel em Janeiro

Em Janeiro, a Marvel assinala 70 anos de existência, uma altura excelente para lançar um catálogo bem mais recheado que o dos meses anteriores. É claro que neste post não vou falar sobre tudo o chegará ao mercado nesse mês, mas vou falar de algumas coisas boas.

DARK AVENGERS #1
Sobre a qualidade não posso falar, o Bendis anda numa de baralhar tudo aquilo que está a fazer na Marvel. Espero que este novo comic dos Vingadores não seja um tiro no escuro (escuro/ dark...), pois a situação actual da Marvel não permite que tal aconteça. O Universo está a ficar demasiado confuso com tanto herói que nem é skrull, nem é humano - uma completa confusão! Os desenhos vão ser de Mike Deodato, outro rapaz que me assusta só de ouvir o nome dele... Ah, convém relembrar que o título Mighty Avengers, que tanta gente gosta mas que infelizmente está a atravessar uma período menos bom, deixará de ser escrito por Bendis no número 20, sendo aí substituído pelo competente Dan Slott.
PUNISHER #1
Não sou fã do deste herói, mas achei conveniente referir este comic por aqui. A Marvel finalmente abriu a pestana e acabou com o Punisher: War Journal, aquele comic tão infame. Fiquei com a impressão que ao começarem este comic também acabaram com uma das melhores séries do Punisher dos últimos anos, a escrita por Gath Ennis. De qualquer forma, este já a tinha abandonado há algum tempo encontrando-se neste momento a escrever uma mini-série do personagem. A tarefa de trazer de volta este personagem aos tempos áureos é de Rick Remender, juntamente com Jerome Opena, um perfeito desconhecido nesta editora.
RUINS #1
Okay, é compreensível que muitos de vocês não conheçam esta pérola da Marvel. Na verdade, nem eu a conhecia, até a ler na net até ter feito uma pesquisa e visto que tinha muita qualidade. Basicamente, é o Warren Ellis a pegar em personagens do Universo Marvel e a destrui-las piscologicamente, utilizando a personagem central da mini-série Marvels. Esta mini de dois números nunca tinha sido reeditada em paperback e parece que ainda não é em Janeiro que isso vai acontecer, visto que o formato escolhido foi um one-shot de 80 páginas (com a estória completa, de qualquer forma). Não aconselhado a menores de idade, mas aconselho a toda gente.
WOLVERINE SWITCHBACK
Este até passava despercebido - o Wolverine está a ser uma vítima no meio do Inferno da Marvel. O homem quase nem tem tempo para respirar, dadas as milhares de mini-séries em que ele figura. O que tem de curioso neste comic é que o desenho é da autoria de Das Pastoras! Sim, o autor de Castaka (já editado pela BdMania) e aquele que virá ao FIBDA no 3º fim de semana. O único incoveniente é que isto só sai mesmo em Janeiro, ou seja, lá fico eu sem um comic assinado! Ah, quanto à estória parece-me a mim que é o que menos interessa. É mais um daqueles casos em que chamam o Wolverine para resolver o caso do dia, à falta de um McGiver.

MARVEL 1985 PREMIERE HC
Sobre este não psso dizer grande coisa. Tenho ali quatro números prontos a serem lidos, mas como já só faltam outros dois, vou esperar até ter a mini-série completa. Depois escreverei qualquer coisa sobre ela por aqui.
A permissa pode não parecer muito atractiva - instintivamente não iria ler uma estória sobre "um rapaz que tem a chave para reunir todos os seu ídolos da Marvel ", o problema é Mark Millar. O homem raramente me desiludiu (um pouquinho em Civil War e Fantastic Four, vá...) daí ter comprado isto de olhos fechados. A minha atracção pela arte do Tommy Lee Edwards também ajudou. Vamos lá ver se valeu a pena.

DAREDEVIL: BORN AGAIN PREMIERE HC
Este é um dos grandes clássicos dos Daredevil, é claro que tinha de ser referido. A Marvel aproveita assim a melhor colecção que está a editar actualmente (Marvel Classic Premiere) para nos oferecer (ao preço $24.99) esta estória que irei ler um dia destes. É curioso ver que neste mês de solicitações irão ser lançados três HC's desta linha - X-Men: Proteus e Wolverine: Not Dead Yet, juntamente com este Daredevil. É claramente um abuso! Se os meus esforços em tentar completar esta colecção já tinham ido pelo cano abaixo, imaginem agora. Louvado sejas Quesada!

SECRET INVASION TPB
E com esta sugestão vos deixo, não quero que gastem mais dinheiro à minha conta. A saga mais badalada do ano tem direito a esta colectânea que promete confundir aqueles que apenas se cingirem a ela. Aconselho a quem preferir ler comics em paperbacks a comprar também New Avengers e Mighty Avengers, basicamente, apenas e só, aquilo que o Bendis escreveu. Na minha humilde opinião, nenhum outro título merece ser lido ou precisa de ser lido para entender este, para já, fraco evento.

Por hoje é só, para conferirem as solicitações completas de Janeiro, basta clicarem no link que está no primeiro parágrafo deste post.

29 setembro 2008

Vencedores dos Harvey Awards 2008

 
Os vencedores da edição deste ano dos Harvey Awards foram anunciados na Baltimore Comic Con, uma das mais conhecidas convenções Americanas de comics.
A par dos Eisners, estes prémios visam a premiar os melhor artistas, argumentistas e ou séries pelos seus trabalhos ao longo dos últimos meses em diversas categorias, como podem ver pelos vencedores:
Melhor Legendagem – Chris Eliopoulos, Daredevil
Melhor Colorista – Laura Martin, Thor
Melhor Tira – Doonsbury, por Garry Trudeau
Melhor Comic Online – Perry Bible Fellowship por Nicholas Gurewitch
Melhor Arte-Finalista – Kevin Nowlan - Witchblade
Melhor Edição Americana de Material Estrangeiro - Eduardo Risso’s Tales of Terror por Dynamite Entertainment
Melhor Nova Série - The Umbrella Academy, Dark Horse Comics
Mellhor Álbum, já Publicado Anteriormente - Captain America Omnibus, Marvel Comics
Prémio Especial para Humor nos Comics - Perry Bible Fellowship por Nicholas Gurewitch
Melhor Novo Talneto – Vasilis Lolos, Last Call, Oni Press
Melhor Livro Biográfico, Histórico ou Jornalístico - Reading Comics: How Graphic Albums Work and What They Mean por Douglas Wolk
Melhor Antologia - Popgun Volume 1, editado por Joe Keatinge, Image Comics
Melhor Re-Edição - The Complete Peanuts, Fantagraphics Books
Melhor Arte de Capas – Mike Mignola, Hellboy
Prémio Especial por Excelência na Apresentação - EC Archives, editado por Russ Cochran, Gemstone
Melhor Álbum Original - Scott Pilgrim Gets it Together, Oni Press
Prémio The Hero Initiative – Nick Cardy, presented by Todd Dezago
Melhor Série Ongoing ou Limitada - All Star Superman, DC Comics
Melhor Argumentista – Brian K. Vaughan, Y: The Last Man, DC Comics
Melhor Artista – Frank Quitely, All Star Superman, DC Comics
Melhor Cartoonista – Darwyn Cooke, The Spirit, DC Comics
Melhor Comic ou Estória Solta - All Star Superman #8, DC Comics. 
A tradução foi um bocado à Google Translator, mas estes americanos gostam de complicar as coisas aos tradutores.
Concordo com a esmagadora maioria dos prémios entregues, com destaque para o excelente Chris Eliopoulos (não só em Daredevil) que tem uma sensibilidade única para fazer letterings. Isto pode soar meio filosófico, mas um bom trabalho não fica só a cargo do argumentista, do desenhador e do colorista - a legendagem é importantíssima e pode até mesmo influenciar o julgamento sobre uma obra. Laura Martin também recebe o seu prémio sem surpresas algumas. Quem está a acompanhar Thor e Secret Invasion sabe do que estou a falar. Habitualmente seria o Richard Isanove a ganhar, mas acho que este ano há mais que motivos para alterar o vencedor. Quanto ao prémio de Mike Mignola, referente às melhores capas não me parece que seja inteiramente justo. Eu sei que o homem tem uma arte muito porreira e as capas seguem o mesmo rumo, mas este ano surgiu um novo colosso da arte das capas que tem o nome de Marko Djurdevic. Justificava-se a atribuição do prémio a este senhor, na minha opinião. All Star Superman é claramente o vencedor do ano, com nada mais que 3 dos prémios. É justo, ninguém pode negá-lo, é das melhores séries do Azulão alguma vez publicadas, ponto final, 'nuff said!