Vejam aí o delicioso preview de Mighty Avengers #2




Escrito pelo Brian "Mighty" Bendis e desenhada pelo Frank "Mighty" Cho!
Uma edição a não perder!
A Mighty Hug!
Todos sabemos o que se tem passado pelo Universo Marvel com todo este enredo da Guerra Civil, que opôs heróis a heróis e mais importante, amigos lutaram contra amigos.
Tudo isto começou com um “acidente” despoletado devido ao confronto entre dois grupos de super-seres, os Novos Guerreiros contra um grupo de vilões, transmitido na TV ao vivo para um reality show, mas as coisas descambam quando o Nitro (um dos vilões, que não é nada boa pessoa) farta-se de estar a levar porrada de uns heróis ranhosos e rebenta, que é o seu super-poder…
Morrem todos os intervenientes no show, e ainda mais 600 pessoas, entre elas muitas crianças. É claro que o povo americano fica chocado com este evento, pois isto começou, quase como todos os desastres contemporâneos, devido à inconsciência e infantilidade dos vingadores mascarados… É assim que começa toda esta querela, com a morte de 600 pessoas, e com o povo a exigir as identidades de todos os heróis! O Povo quer que os Heróis sejam registados, saber onde moram e o que fazem de modo a que, caso algum erro seja cometido ou algum acidente, os heróis possam ser punidos.
Como em tudo na vida, há quem tenha em conta as vantagens de uma medida como esta e aqueles que percebem o pendor fascista de aceitar um atentado à privacidade de qualquer um de nós. Respectivamente os apoiantes de ambos os lados são o Homem de Ferro, o Senhor Fantástico e o Jaqueta Amarela que irão opor-se ao Capitão América e aos seus Vingadores Secretos.
De modo a conseguir alcançar a vitória, os pró-registo aliam-se aos Thunderbolts, de modo a que com a ajuda destes super-vilões consigam apreender mais heróis não registados… E enquanto dorme na mesma cama que o Barão Zemo e outros psicopatas deste calibre, Stark, começa a alistar alguns dos maiores vilões que a Terra já viu. Mete na mesma equipa e forma um novo grupo de Thunderbolts com: Lady Deathstrike, Venom, Bullseye, Taskmaster, o Homem-Radioactivo, Songbird e Moonstone, como se isto não chegasse, quem é que comanda esta nova e letal equipa? Ninguém mais, ninguém menos que Norman Osborn, o primeiro Duende Verde, Duende Verde este que ainda teve enorme preponderância em muitas das consequências desta Guerra. Quando Norman Osborn foi apanhado em Paris pela S.H.I.E.L.D., e instalaram-lhe, sem ele saber, na sua corrente sanguínea nanites que permitiam aos senhores da S.H.I.E.L.D. monitorizar e controlar as acções do Duende… Foi por isso que quando confrontou Ben Urich para tentar a sua há muito almejada vingança que não a conseguiu cumprir, os nanites impediram-no. Mais tarde Tony Stark concedeu-lhe uma poção que inviabilizaria a eficácia dos nanites e lhe permitiriam ser um homem livre…
Posteriormente o Duende ataca uma embaixada da Atlântida, matando e ferindo muitos, posteriormente quando um Cônsul Atlante se prepara para fazer um discurso sobre este ataque selvagem, o próprio Norman Osborn aparece em palco e dispara sobre o Atlante…
Quanto ele é levado para custódia pela S.H.I.E.L.D. e é interrogado, afirma que está doente e não controla as suas acções… Estranho… Muito estranho…
Este foi apenas um exemplo das medidas extremas tomadas por Stark, pois também fez muitas outras patifarias, por exemplo criou um clone de Thor, o Deus Nórdico do Trovão de modo a tornar, ainda, mais poderosas as suas hostes, mas como resultado este clone era uma besta incontrolável e acabou por matar Bill Foster, o Golias Negro…
Ver este tipo de atrocidades provocou em muitos heróis medo e receio, por isso alguns fugiram para outros países, como por exemplo Arachne (Júlia Carpenter) que se refugiou no Canadá até a poeira acalmar…
Durante pesquisas na Zona Negativa, os pró-registo trouxeram um Capitão Marvel alternativo que apesar de ter os sinais da doença encontra-se saudável e irá lutar por Stark e será o director da Prisão Alfa da Zona Negativa.
Toda esta situação cria ainda mais tensão nas relações já periclitantes entre a superfície e a Atlântida…
Virando a nossa atenção das profundezas marinhas, para as planícies áridas lunares, vemos que também os Inumanos estão descontentes com as atitudes dos Humanos, em especial com o Governo dos E.U.A. tudo isto devido aos atentados contra os Inumanos levados a cabo por Pietro Maximoff, conhecido como o antigo Quicksilver que após os eventos de House of M, enlouqueceu e roubou o Cristal Terrígeno, fonte de poder dos Inumanos, acto este que Raio Negro, considera grande traição e fará tudo para o apanhar. Após os acontecimentos de “Son of M” o Governo dos Estados Unidos ficou em posse dos Cristais Terrígenos. Como os Americanos negam a sua posse, assim entramos em mais uma rota de conflito…
Portanto a Humanidade já tem dois assuntos muito perigosos a tratar logo após ao final desta Guerra Civil. Mas antes de pôr os olhos no futuro temos de saber o que aconteceu durante esta Guerra.
Esta Guerra foi mais um confronto de vontades e de interesses do que outra coisa, de um lado temos Tony Stark, a perceber que a América e todo o Mundo necessitam desta evolução no paradigma dos super-seres e, por seu lado, tentará amealhar mais uns trocos…
No outro extremo temos o surpreendente Steve Rogers que se revolta contra um Governo no qual já não acredita e que quer controlar as vidas daqueles que sem segundas intenções ou qualquer tipo de benefício envergam uma farpela ridícula a meio da noite e vão lutar contra os Hitlers do séc. XXI.
É este duelo de vontades que nós podemos ver nas 7 edições desta saga, durante toda esta saga, entre muitos e incontáveis milhões de dólares que serão necessários à reconstrução de muitas das ruas vitimadas durante as lutas de heróis contra heróis. Vimos o próprio Tony Stark a retirar o seu elmo e a confessar a sua identidade secreta, vimos também o Homem-Aranha, numa conferência de imprensa promovida por Stark, a despir a sua máscara e assumir a sua vida como Peter Parker… Isto acarretou um enorme risco para o próprio Peter e para todos os que lhe são queridos…
Esta Guerra tem provocado uma grande tensão para a Família Fantástica, pois logo no primeiro número o Tocha Humana é agredido e ao longo da saga, vemos o afastamento evidente que irá culminar com a separação de Richards e da sua esposa… E após toda esta Guerra eles tirarão uma licença para verificar em que pé é que está relação entre ambos…
E enquanto estes inacreditáveis eventos ocorrem, de modo a controlar o crescimento do super-crime, os Pró-Registo criam uma prisão na Zona Negativa em tudo idêntica a Guantanamo, onde o respeito pelos Direitos dos prisioneiros é pouco menos que nenhum e que o único sobrevivente da tragédia de Stamford, Speedball se encontra, e é ele o expoente máximo da tortura e do desrespeito pelas convenções de Genebra, ele é atacado, insultado e vilipendiado tanto por companheiros de reclusão como por parte do corpo de guardas, mas eis que tudo muda quando os poderes de Robbie se alteram e a partir da tragédia ele consegue controlar energia, grandes quantidades de energia e o catalisador para esta capacidade é a dor, e assim nasce o Penance, o antigo Speedball que agora enverga um fato com 612 espinhos em ferro, cada um para lembrar cada vitima de Stamford. Ele trá-los todos bem perto da sua pele, pois o seu fato é para ele o mesmo que o cilicio é para os católicos extremistas, é o seu fato e a dor que da sua utilização advém que consegue torná-lo num grande manipulador de energia com poderes que rivalizam os de muitos heróis…
Mais tarde vem-se a saber que o grande cabecilha encarregue da criação desta Guantanamo imaginária e dos atentados aos Atlantes, não é outro senão o próprio Tony Stark, que aceitou criar a prisão por achar que a sua comunidade prisional é demasiado poderosa para estar no mesmo planeta que todos os inocentes do nosso planeta, e aceitou colocar em risco os protocolos diplomáticos da Humanidade com a Atlântida só para conseguir o apoio da América… O mais chocante de tudo é que já o tinha, a América que o Capitão protegia já não existe, eles querem protecção, querem super-equipas que patrulhem os estados, não querem vingadores solitários sem qualquer tipo de controlo das suas acções, e sem qualquer tipo de articulação com o Governo…
Steve Rogers toma consciência desse facto na grande luta que ambos os lados encetam na edição final desta Guerra… Rogers percebe que apesar de tudo o que Tony Stark fez, ele também tem a seu cargo imensas culpas, pois foi sempre desde o início um foragido, devido ao facto de o Acto de Registo Super-Humano ter sido aceite no Congresso e que mesmo ao defender aquilo que lhe parecia adequado está a ir contra os desejos da nação Americana! Então o Capitão rende-se e vai para custódia…
E assim “acabou” esta Guerra Civil, com a vitória dos Pró-registo e todas as vantagens que os seus apoiantes conseguiram, Tony Stark conseguiu a aprovação da Iniciativa, que prevê o registo obrigatório de todos os super-seres, irá ainda impor uma super-equipa por estado Norte-Americano, começando directamente pelo estado de Nova-Iorque com os Poderosos Vingadores a protegerem-no. Além desta vitória pessoal, Stark torna-se ainda o dirigente da S.H.I.E.L.D. (finalmente uma mente capaz, após a saída de Fury, após o tumulto de Secret War). Ganha ainda imenso dinheiro com os tratados de reconstrução e requalificação dos terrenos arrasados pela Guerra…
No outro lado temos o Capitão América que aceitou renunciar aos seus ideais e parar esta Guerra que tanta dor estava a trazer à Nação, e é preso… Quando vai para ser julgado num tribunal, como o Homem normal que nunca deixou de ser, ele é abatido a tiro por Crossbones e pela sua amada Sharon Carter, num plano tortuoso orquestrado pelo Caveira Vermelha!
Apesar de terem perdido o seu verdadeiro líder, os Vingadores Secretos (ou underground, como lhes queiram chamar…) prosseguem a sua luta contra o crime, mesmo com tudo o que aconteceu aos seus elementos, principalmente ao Homem-Aranha que vê a sua tia, aquela que foi mais do que sua mãe, numa cama de hospital após o Rei do Crime ter aproveitado a sua revelação e descoberto a verdadeira identidade do Aranha…
Então!? Mas falta um aspecto a considerar! Por onde é que andaram os Mutantes no meio disto tudo? Salvo raras excepções mantiveram-se neutros, pois tal como os “heróis” não prestaram qualquer auxilio durante o massacre de Genosha, porque é que os Mutantes iriam arriscar a sua vida por esta estúpida querela?
O único mutante que não foi, assumidamente neutro, neste conflito foi o viajante temporal Bishop, que viu com bons olhos toda esta história de registo e queria também instituir uma tropa de mutantes… Vamos lá ver como se safa, mas agora é persona non grata no Instituto Xavier…
Resumindo:
Ø O Tony Stark venceu esta guerra, tornou-se director da S.H.I.E.L.D. e põe em marcha a Iniciativa, cuja equipa de proa serão os Poderosos Vingadores, liderados por Ms. Marvel;
Ø O Capitão América foi assassinado;
Ø O Homem-Aranha deixou que a sua identidade viesse a público e a sua tia foi baleada e está em risco e usará mais uma vez o seu uniforme negro;
Ø O Golias Negro foi assassinado;
Ø O Capitão Marvel ressurgiu;
Ø O Quarteto Fantástico apresenta uma nova equipa, após a viagem de Sue e Reed, que são substituídos pelo Pantera Negra e Tempestade;
Ø Os Thunderbolts são reformulados, tendo nas suas fileiras alguns dos maiores psicopatas de sempre, e são comandados por Norman Osborn!
Ø Os Vingadores Secretos, assumem-se como os Novos Vingadores e são comandados por Luke Cage, tem como principais membros: Homem-Aranha, Doutor Estranho, Ronin, Echo, Punho de Ferro e a Mulher-Aranha;
Ø Bishop junta-se ao Sentinel Squad O.N.E. que mantem os seus sentinelas a controlar o Instituto Xavier
Espero que gostem!Por causa da guerra ao terrorismo, nunca esteve tão em voga o confronto entre as liberdades individuais e os sacrifícios necessários para se “protegerem”. Nomeadamente abdicarem da sua privacidade.
Apesar de pertencerem a jornais diferentes, Sally e Ben conhecem-se e são-lhes apresentados ao seu trabalho nos próximos meses que será retratar a guerra que se aproxima entre os heróis da Marvel. Ben Urich, repórter do Daily Bugle, entusiasta das medidas defendidas por Tony Stark, graças a J. Jonah Jameson, e Sally Floyd, correspondente do The Alternative que irá retratar as violações dos direitos civis dos heróis à luz da nova legislação.
No 1º número desta mini-série de 11 números, os jornalistas são apresentados aos temas que irão retratar nos próximos meses. É-nos dada visão de Sally que entrevista o Homem-Aranha e onde já nos dá umas indicações que talvez um dia revele a sua identidade ao mundo mas ao mesmo tempo contrabalança com o facto de que as famílias dos heróis registados tal como ele, sejam ameaçadas por se tornarem públicas as identidades dos heróis. O Homem de Ferro dá uma conferência de imprensa onde revela a sua posição em relação ao Registraction Act e dá a conhecer ao mundo a sua identidade como Tony Stark.
Enquanto isso, Speedball único sobrevivente do desastre de Stamford, é encontrado, hospitalizado e mal acorda, como convém a uma agência governamental de segurança, é imediatamente preso e acusado de ter provocado a explosão em Stamford.
No 2º número e depois da grande revelação que foi dada a conhecer proveitando o facto do Aranha ter revelado a identidade, tenta entrar em acordo com Norman Osborn a.k.a. Duende Verde ao mesmo tempo que Speedball é “atirado ao lobos” e transferido para uma prisão que parece retratar Guantánamo (revelado pelo clima tropical e métodos brutos com que os guardas tratam o Speedball) só porque se recusa a assinar um acordo com o governo, admitindo que o desastre de Stamford foi culpa dele.
À margem do confronto de heróis, um novo elemento revela-se e mostra-se o surgimento de vários agentes adormecidos vindos de Atlantis, comandados por Namor que parece ter uma agenda desconhecida neste conflito.
Tratando-se de uma mini-série onde saíram 2 números por mês, é interessante ver a alternância dada entre Ben e Sally. Não há mês que falhe onde nos seja mostrada a visão das pessoas comuns e em particular dos 2 repórteres, dos eventos que alteram a vida dos heróis.
Sally encontra-se várias vezes com heróis do anti-registo para dar a visão deles aos leitores do The Alternative mas acontece que é seguida e o Homem de Ferro e a SHIELD caem-lhes em cima não se preocupando minimamente com a repórter que está no local que é salva por alguns heróis que se sacrificam para ela não ser apanhada e poder escrever os seus artigos. Ben Urich é confrontado com uma figura do seu passado que pensava ter-se livrado: o Duende Verde. Speedball continua a ser maltratado pelos guardas e restantes reclusos e num confronto um resto dos seus poderes é activado dando origem a uma pequena explosão e pouco depois a sua mãe visita-o dando-lhe a conhecer que toda a gente da sua família o acha responsável pelo desastre e ninguém o apoia
Mais um assunto polémico é tocado em mais um número polémico desta mini-série. Na revista #5, Sally é abordada por elementos da resistência que a tentam desviar do objectivo dela de contactar com os elementos apoiantes do Cap. América. Por causa deste encontro, a SHIELD prende a repórter acusando-a de esconder a identidade de combatentes não registados e conspirar para cometer actos terroristas. Mais uma vez vemos uma agência de segurança passar por cima de direitos básicos de qualquer jornalista de manter secretas as suas fontes e devido à situação supostamente delicada que vive o país, prender jornalistas com base em falsas acusações.
No arco de histórias Sleeper Cell, Wonder Man é chantageado pela SHIELD para fazer vigilância aos agentes adormecidos de Atlantis mostrados no último número ao mesmo tempo que minadamente na Fortaleza 42, prisão dos combatentes não registados.
Civil War: Front Line #6 passa-se ao mesmo tempo que Civil War #4, onde Ben Urich assiste ao confronto entre o grupo do Tony Stark e o grupo do Cap e onde Golias é morto pelo clone do Thor e chega a uma conclusão, “será melhor habituarmo-nos a isto”. Que melhor maneira de resumir o que se aproxima? Brutal arraial de porrada com heróis mortos à mistura tudo para o suposto bem da nação. E onde se encaixam as pessoas normais? Esquecidas pelos heróis que supostamente estão a batalhar para os proteger.
Ben começa a atirar à cara de Tony as suas más decisões numa rápida entrevista após o combate onde refere a má conduta de Thor e o uso de ex-criminosos, Tony esquiva-se à pergunta dando razão a Ben que promete ir atrás dele. Ao mesmo tempo Sally é pressionada pelo agente da SHIELD a revelar as suas fontes deixando escapar que a detenção foi feita por motivos políticos. Speedball conta como é a sua estadia na Zona Negativa. É fácil de ver a analogia com Guantánamo onde as condições são desumanas e nenhuma convenção protege os prisioneiros pois ninguém sabe da existência da prisão e que não foram formalmente acusados de nada. O líder do Quarteto Fantástico oferece uma hipótese a Speedball para ser ouvido no Capitólio. À chegada, e devido à fraca segurança no local, é baleado por um dos pais que perdeu o filho
No #7, Ben assiste no Capitólio ao atentado contra Speedball que mais tarde terá um acidente enquanto é transportado para o hospital devido a um possível ressurgimento dos seus poderes. Sally é visitada pelo senador Sykes, apoiante do Registraction Act que lhe mostra que apesar de trabalhar para que a lei seja implementada da melhor maneira, sabe que nem tudo corre bem e que afinal Sally não está contra a lei mas sim a forma como ele é implementado. A Norman Osborn é oferecido um acordo por um homem que não é revelada a sua cara mas que está ligado aos heróis a favor do registo. O acordo consiste em ficar livre do controlo da SHIELD em troca de um favor que mais tarde será cobrado.
Front Line #8 dá-nos o encontro de Sally com um mendigo que se revela ser o Cap. América para dar uma entrevista. Ben visita o local destruído no número anterior pelo Duende Verde, base de agentes de Atlantis que o Wonder Man estava a vigiar e começa a tentar descobrir que género de ligação há entre Tony Stark e Norman Osborn. Ambos os jornalistas estão agora lançados na perseguição da verdade sobre o porquê do Duende verde andar aparentemente à solta.
Uma embaixada de Atlantis visita os EUA mas Norman Osborn saca de uma arma e atira no embaixador dando origem aparentemente a um acto de guerra entre humanos e Atlantis.
Speedball é tratado por Reed Richards que descobre que este parece estar a demonstrar poderes novos derivados das experiências traumáticas vividas em Stamford e no Capitólio.
Retomando a entrevista deixada no último número, Sally tem direito aos seus 15 minutos com o líder da resistência, o Capitão América em pessoa. Apesar de ser repórter, Sally não deixa de dar a sua opinião acerca da posição que tomou o Cap. Isto dá azo a uma discussão acerca do que é a guerra. O Cap. defende que está do lado da resistência pois acredita estar a combater um ideal que dividiu a América e sendo ele responsável pela segurança do país, decide ir contra o Governo que antes defendia. Uma interessante discussão sobre o que é a guerra onde não existem bons nem maus, apenas pessoas defendendo um ideal que acham ser o mais correcto. Apesar de ter o homem mais procurado da América disponível para lhe contar tudo, Sally desiste da entrevista revendo-se no Capitão: teimosa, com certeza de que estava certa mas desencaminhada…
Enquanto isto, Peter Parker e Ben seguem uma pista que pode revelar que Tony Stark anda a lucrar com toda a guerra e até programou certos acontecimentos para enriquecer a sua empresa e Tony Stark revela a Reed Richards que há um traidor dentro dos Vingadores e que soube desde o início.
Speedball revela os seus novos poderes quando alguns prisioneiros tentam escapar da prisão The Raft, deixando-os a todos incapacitados e revelando aos guardas que afinal se quer registar.
Finalmente, e para finalizar Sleeper Cell, depois do Osborn ter atirado sobre o embaixador de Atlantis e ser preso pela polícia, é interrogado alegando que não foi ele e que não pode dizer quem o controlou e o meteu naquele local com segurança reforçada. O interrogatório é interrompido por uma personagem misteriosa que alega razões de segurança nacional para interromper o interrogatório e levar o prisioneiro.
Quase a finalizar a mini-série escrita por Paul Jenkis que trouxe alguma polémica por abordar assuntos delicados para os norte-americanos, Ben e Sally decidem despedir-se dos seus jornais por terem um artigo tão bombástico que nenhum dos jornais se iria atrever a publicar. Ao encontrarem-se para darem a conhecer um ao outro as conclusões a que chegaram, heróis registados e não registados combatem nas ruas obrigando os repórteres a refugiarem-se. Os mesmos heróis que deviam proteger as pessoas estão a ignorá-las na ânsia de apanharem mais combatentes não registados.
Na 10ª e última parte de The Accused, Speedball cumpre os termos do acordo que fez com Reed Richards e o governo e confronta o homem que o baleou para conhecer a sua dor. Speedball queima o seu antigo fato e assume uma nova identidade com o novo fato que lhe arranjam. Este fato é uma alusão ao desastre de Stamford já que está revestido de espigões que dão ao seu portador tremendas dores, isto porque agora os novos poderes de Baldwin são accionados pela dor. Assim, Speedball desaparece e é altura do Penance surgir, clara alusão à penitência que Baldwin pretende fazer por se sentir responsável pelo desastre de Stamford.
No 11º número da mini-série (número extra já que estava previsto apenas saírem 10), temos o número que na minha opinião é o mais interessante na medida em que vemos todas as razões que levaram os líderes das 2 frentes a confrontarem-se alegando que estavam a fazer o melhor par ao país.
Sally e Ben juntam-se para escrever um artigo que mostre os 2 principais lados da guerra civil. Para tal, entrevistam primeiro o Capitão América, encarcerado devido aos eventos que ocorreram em Civil War #7. Este justifica-se com o facto que nunca lhe deram hipótese de negociar os termos do registo e como achou que estavam em causa direitos fundamentais de liberdade de qualquer cidadão americano, herói ou não, teve que se armar a combater para ser ouvido. Aqui ele admite que foi errado ter-se precipitado e que podia ter evitado todas as perdas se viesse a público como fez Tony Stark ou Reed Richards apresentar a sua posição e argumentos mas que combateu pelo que achava ser melhor para a América. É aqui que Sally confronta Steve Rogers com uma conclusão no mínimo brilhante sobre o que o Cap. acha que é a América. Se o Cap. nunca visitou o Myspace ou conhece o último vencedor dos Ídolos ou ainda viu alguém vez um vídeo parvo no Youtube apenas pelo prazer de ver então como é que sabe o que é o melhor para o país se não sabe como é ser um vulgar cidadão desse país? Rogers põe num pedestal o ideal americano que tanto defende não sabendo se o país quer que ele o defenda ou não. No caso do Registraction Act, o país clamava por ele mas o Capitão foi demasiado “surdo” para não o ouvir e fez o que sempre soube fazer, combater um ideal com outro ideal e no seu caso, um ideal há muito ultrapassado.
Com a entrevista a Tony Stark marcada para 10 dias depois, os jornalistas trabalham na história sobre a Civil War que nunca irão divulgar mas continuam com outros trabalhos na empresa criada por eles, frontlines.com, onde retratam tudo o que esteja ligado aos recentes confrontos dos heróis e a ameaça real que é a declaração de guerra de Namor aos EUA.
Chegado o dia da entrevista a Tony Stark, Sally confronta este com os podres por detrás de toda a recente guerra. Uma lei duvidosa é aprovada em menos que nada no senado, heróis que nem tempo tiveram para pensarem sobre o registo são atirados para uma prisão num local indeterminado com condições desumanas, acordos são feitos com criminosos perigosos como o Duende Verde que acidentalmente inicia uma guerra com a potência que é Atlantis e para tornar as coisas ainda piores, eles sabem que há um traidor dentro dos apoiantes de Tony Stark e esse traidor é precisamente ele.
O soro responsável pela aparente liberdade do Osborn só poderia vir dele, uma jogada arriscada que conseguiu dar frutos já que com a iminência de uma guerra, a lei do registo encontrou mais apoiantes desejosos de defender o país de um inimigo comum que é agora Namor e Atlantis. Tony Stark sacrificou o seu estatuto de herói, amigo e colega para o bem da nação e como tal, Sally e Ben apenas foram lá para mostrar o seu apoio e dizer-lhe que nunca iriam publicar essa história para não comprometer o trabalho que tem tido. Nas páginas finais podemos ver um Tony Stark amargurado que derruba o capacete da sua armadura e chora pelos sacrifícios feitos.
O final ideal para uma mega-saga que mudou o panorama de todo o universo Marvel e que terá repercussões em todos os títulos e por muitos anos.
Paralelamente em todos os números da mini-série, temos histórias de guerra reais como a do Golfo, Vietname, I e II Guerra Mundial. Relatos e poemas, muitos deles anónimos que são comparados com os eventos actuais da Civil War através das imagens. Uma forma brilhante de comparar o passado real com uma guerra ficcional mas que tem de tudo de verdadeira. Os medos, aspirações, convicções e confrontos de quem as viveu.
Na edição #1, vemos que toda esta guerra começou com mais uma luta dos New Warriors, transmitida na TV. Os alvos eram Nitro, Speedfreek, Cobalt Man e Coldheart. Quando a luta parecia ganha, o Nitro apareceu de novo e fez-se explodir, levando com ele centenas de mortes, incluindo as crianças da escola de Stamford, mas ele permaneceu vivo.
Este incío teve grande impacto. Todos os membros dos New Warriors morreram também neste acidente, excepto Speedball, que foi projectado para fora de Stamford. Provavelmente a morte de Namorita foi a que mais problemas causou. Afinal, ela ela fazia parte da família de Namor, governador da Atlântida. A partir daqui, os Atlantes entraram em rota de colisão com a superfície, recusando dar qualquer apoio ao Registo.
O que ocorreu em Stamford foi apenas uma desculpa para algo que o governo já queria fazer há muito tempo – acabar com os vigilantes das inúmeras cidades dos E.U.A. Há quem diga que tudo foi encenado pelo Governo para forçar uma lei que já era desejada por muitos – o Registo dos Super-Heróis (mais conhecido como Super Hero Registration Act). Os habitantes dos Estados Unidos também ficaram sensibilizados com a morte dos habitantes de Stamford, portanto apoio não faltou.
Já se adivinhava como se iria dividir a Guerra. Dum lado ficou Tony Stark, apoiante do Registo, e do lado da Resistência ficou Steve Rogers, o Cap. Ao início fiquei um bocado indignado com isto. Por um lado, eu via o Stark como o pilar da iniciativa do Registo, já que ele afirmava que este era o próximo passo na evolução dos heróis, mas não era suposto o Cap lutar por aquilo que era melhor para o seu povo, ou seja, lutar pela sua segurança do seu povo e por aquilo que ele (o povo) acreditava e acima de tudo desejava? Esta divisão de heróis era mais um golpe de marketing que outra coisa.
Eu, como fã incondicional do Aranha, fiquei bravo. Então o Parker não tinha sempre em conta a sua identidade secreta, sempre que alguém a tentava descobrir? Afinal ele não queria proteger a MJ e a May? Fiquei uns bons minutinhos a olhar para o ecrã do meu computador a ver a imagem do Peter a tirar a sua máscara, a minha alma estava parva.
urpreendeu. Bishop apareceu vindo do nada. Pediu para conversar com o Homem de Ferro, pois tinha uma proposta deveras interessante. Ele tinha o objectivo de criar uma polícia de mutantes, semelhante à realidade futura da qual o próprio Bishop vinha. Revelou-se um grande vira-casaca, pois mesmo com Emma a rejeitar apoiar a guerra, Bishop não pensou duas vezes.
Hank Pym e Reed Ricards também tentaram a sua sorte. Por um lado, o Pym tentou convencer o Doutor Estranho a juntar-se aos Pró-Registo, mas o mesmo insistia em permanecer neutro. Já o génio da ciência deslocou-se para Wakanda, numa tentativa falhada de convencer o Black Panther a juntar-se à causa. Uma edição cheia de propostas, na sua maioria negadas.
Outro momento interessante foi a necessidade dos heróis secretos andarem camuflados pelas ruas de Nova Iorque. Esta era a dura realidade pela qual os heróis não registados tiveram de passar, para tentarem afirmar a sua liberdade.
Na edição #4 é mostrada a verdadeira origem de Thor. Na verdade, ele era um clone do original, feito por Reed Richards, a partir do ADN recolhido pelo Homem Ferro há anos atrás. A ânsia de Tony Stark em dominar a guerra era tão grande que ele nem pensou nas casualidades que poderiam acontcer. Durante o confronto que se havia iniciado no número anterior, o Thor estava tão direccionado para a vitória que matou Golias, um dos membros do anti-registo. Todos os presentes ficaram chocados.
É então que o Aranha solta uma das melhores frases da saga: “I thought we were doing this so no one else got hurt”. Todos os planos de Stark tinham ido por água abaixo. Ele queria uma guerra sem mortes, sem consequências indesejáveis, mas ele não soube controlar-se. E é então que dá uma grande reviravolta enredo. O que todos nós já sabíamos que ia acontecer, estava a iniciar-se. As dúvidas de Peter em relação à guerra estavam a tornar-se demasiadas para a sua cabeça, ele já não sabia o que pensar.
Estes dois números foram muito agradáveis, sobretudo por causa do regresso do Thor. A parte em que a Sue salva a equipa do Cap, depois de acontecer um tragédia, é muito boa, e aí ela mostra o porquê desta guerra ser inútil para todos. Isso leva Sue o seu irmão a passarem para o lado do Cap mais à frente. Além disso o McNiven desenhou como ninguém. A morte do Golias também teve a sua ponta dramática. Um pormenor também interessante é que uma das mães das crianças que morreram em Stamford passou a estar lado a lado do Tony a partir do enterro do Golias.
Na edição número 5, já se nota bem que o fim já está perto. O Cap começa a planear com os seus aliados um possível ataque à Área 42, prisão dos heróis situada na Zona Negativa. Infelizmente, há muitas baixas do lado dos revoltosos, principalmente o membro que permitia o seu transporte, Cloak.
Mas o momento alto de Civil War #5 é mesmo o confronto entre o Stark e o Parker. Finalmente o Aranha decidiu juntar-se aos Vingadores Secretos, após ter-se apercebido que a causa pela qual ele e Tony lutavam estava errada. Além disso, os heróis que se recusavam a registar passaram a ser presos, numa medida desesperada de forçar o registo. Após uma demorada conversa sobre valores humanos e os erros que têm sido cometidos ao longo da guerra, eis que se passa á acção. O Aranha é perseguido por dois Thunderbolts nos esgotos, seguindo um caminho que mais tarde iria dar à base secreta dos Revoltosos. O Punisher aparece de repente, vindo das páginas de Punisher War Journal, e salva Peter Parker de uma morte quase certa. O Aranha é levado para a base secreta e é devidamente tratado, após o Punisher fazer uma proposta de aliança ao Capitão. Tudo termina com o Demolidor a parar na prisão dos heróis, muito revoltado com Tony Stark.
Acho que foi a edição mais seca de todas as 7. Não aconteceu nada que não fosse esperado. Foram páginas muito calmas em relação às dos números anteriores. Não seguiu a política anterior de haver um cena que nos fizesse esperar por mais, nada de grande. Millar continuou com grandes diálogos, mas não me prendeu tanto. Mesmo assim, destaque gigantesco para a grande frase final do Demolidor. A ler! Além disso, McNiven continuou em grande forma. Esmerou-se.
É com o inicio da sexta edição de Civil War que começamos a descortinar aquelas que poderão ser as consequências mais profundas desta guerra: A Iniciativa: o total registo das identidades dos super-seres, uma super-equipa em cada estado dos E.U.A.
É na preparação dos Novos Campeões (relançamento de uma antiga equipa) que encontramos Maria Hill a falar com Hank Pym sobre o curso desta guerra...
Vemos também os Secret Avengers a delinear as suas estratégias para aquela que poderá muito bem ser a última batalha desta guerra…
Os rebeldes irão tentar um último e arriscado movimento: atacar o inimigo no seu seio! Na sua fortaleza, onde aprisionam aqueles que não se registam! Vão tentar num golpe de loucura ou de génio tentar irromper pela Prisão Alpha da Zona Negativa, e tentar derrotar os pró-registo!
Enquanto isso, o Doutor Estranho estava a usar os seus grandes poderes místicos de modo a descobrir qual o desfecho desta querela, que iria provocar um derramamento de sangue mais pequeno e manipular a realidade, de modo a conseguir que seja esse o desfecho no final, controlando as variáveis e as probabilidades… Assumindo papel de um Deus e tirando o livre-arbítrio aos heróis… (In)Felizmente a equação é complicada e nem mesmo o Doutor a consegue compreender, deixando ainda algum relevo para as escolhas dos guerreiros, e o desfecho deste confronto a vogar num mar de probabilidades.
É com o intuito de tornar as probabilidades para o seu lado mais favoráveis que o Capitão envia a Mulher Invisível até à Atlântida, de forma a conseguir o apoio de Namor, o Príncipe Submarino, e usar o vínculo que este tem por Sue Richards de forma a equilibrar as hipóteses de o recrutar para o seu lado… Tentativa esta que Namor reconheceu e levou a mal, perguntando porque é que o próprio Capitão não aparecia, instruindo ao invés disso a Mulher Invisível de modo a manipulá-lo somente para ter a Atlântida do seu lado… Dando a entender que os Atlantes iriam permanecer neutros no confronto…
As probabilidades não são bem o maior trunfo dos Secret Avengers, pois apesar de terem o maior estratega do Mundo, o conhecimento do outro lado que veio com o Aranha, e a força imensa do Deus Hércules… Mas será que isso é páreo para as maiores mentes e intelectos do Mundo? Nomeadamente contra o tecnocrata couraçado que é Tony Stark, ou o génio inventivo que é o elástico Reed Richards… Isto para não falar nos super-seres que têm do seu lado. Quem é que consegue competir contra o poder de um milhão de sóis a explodir que o Sentry detém, ou quem irá vencer a loucura do Venom, quem consegue rivalizar com a morte que não falha do Bullseye?
Parece que será um combate que não irá durar muito…
Mas a surpresa maior, chega sob a forma da revelação que existe um traidor no seio dos Secret Avengers, o traidor é a Tigreza e desde o início da sua cooperação com os Rebeldes que ela informava Tony sobre os seus movimentos e esquemas…
Mas eis que se dá uma reviravolta estonteante e fantástica!
Descobrimos que o Capitão América já tinha descoberto esta traição e até tinha inserido um espião na equipa dos Pró, o Hulkling que se tinha transformado umas horas antes no Hank Pym, assumido a sua identidade, e soltando todos os prisioneiros das suas prisões, aumentando para um número enorme as fileiras dos Rebeldes!
A edição #6 fecha com o Capitão a dizer: “Now close your eyes gentlemen! This might hurt”.
E é após esta frase que o combate irrompe e a sétima e final edição começa! Com um combate épico, com o grito de guerra: “Avengers Assemble” a irromper da garganta do Capitão América!
Este combate é uma forma de distracção de forma a conseguir ganhar tempo para redireccionar a ponte da Prisão para o Edifício Baxter, tarefa que coube ao Black Panther e à Dagger, quando a conseguem redireccionar cabe ao Cloak teletransportar todos os combatentes para as ruas de Nova Iorque, com grande esforço para Cloak…
E é nas ruas de Nova Iorque que encontramos grandes proezas de luta, nomeadamente o Homem-Aranha a dar conta de quatro adversários valorosos ao mesmo tempo e ainda levar o Senhor Fantástico ao tapete…
Por outro lado, o Homem-de-Ferro e os seus aliados parecem estar a ter vantagem, mas Stark está com o receio permanente de perder o lendário Capitão América de vista, o que pode levar a consequências desagradáveis, dado a sua grande capacidade enquanto guerreiro e líder… Mas parece não haver problema, os insanos Thunderbolts estão a tratar do assunto, o capitão encontra-se a defrontar ao mesmo tempo, alguns dos adversários mais perigosos de sempre: o Mercenário, Venom, Lady Deathstrike e Taskmaster, que escarnecem do seu adversário! Que apesar de tudo mantém um sorriso nos lábios, pois vê a cavalaria a chegar, nomeadamente os Atlantes!
Porém Stark, não se assusta, pois astuto como é já tinha considerado todas as hipóteses e mandou também vir os seus reforços, os Novos Campeões, juntamente com o Clone de Thor e o novo Captião Marvel!
Com estas chegadas de peso o combate ganha um novo fôlego, escolhem-se novos adversários! O Homem-de-Ferro vai procurar o Capitão e o Hércules vai em busca do Clone.
O Deus grego encontra o impostor do Deus nórdico e começa o confronto, onde se nota que o Clone deixa muito a desejar em relação ao original e detêm sempre o controlo da luta, até que o seu rival no fim da sua força e consegue o feito de pegar o falso Mjolnir e com ele abre a cabeça do falso Thor e assim acaba este combate…
É segunda vez que o Capitão e o Homem-de-Ferro se encontram no decurso desta Guerra, e na anterior o capitão ficou em mau estado, mas desta vez ele lutará de forma suja, o novo Visão danificou o sistema da armadura de Stark e é nesta situação muito difícil que o Capitão começa a partir a armadura com o seu escudo! Marcando a guerra, o escudo dos Rebeldes a partir a blindagem e poder dos Pró-registo…
Vendo-se já derrotado, Stark pede para Rogers dar o último golpe, o que provoca hesitação no defensor da América, e é com esta hesitação que desponta a hipótese que as forças de apoio, às vítimas da destruição que os heróis estão a provocar em plena Nova Iorque, vêem a hipótese para defender Stark! E o capitão rende-se! Rendição esta que provoca espanto nas fileiras dos Secret Avengers, pois eles estavam a ganhar… Sim estavam a ganhar a batalha, mas estavam a perder o argumento! Esta guerra já não tinha qualquer sentido, e o Capitão vê a dor que esta provoca nos corações das pessoas e os danos que provoca na nação, por isso em vez de matar adversários e continuar esta querela sangrenta ele prefere desistir e deixar que os acontecimentos corram livremente e que os corações e as raízes da Nação sarem… Por isso rende-se, rende-se como Steve Rogers, o civil, e não como Capitão América, o símbolo…
A edição culmina com Frank Castle a recolher a máscara do Capitão, o lançamento da Iniciativa e com Tony Stark a assumir o papel de Director da S.H.I.E.L.D. e a reconfortar a mãe de uma das muitas crianças vitimadas pelo Desastre de Stamford e a assegurar que tudo isto foi um doloroso interlúdio para uma época próspera.
CESAR:
Esta é sem sombra de dúvidas a saga que provocou mais mudanças no Universo da Marvel, seja pelas consequências políticas, tanto pelos desfechos surpreendentes e pelas mudanças nas vidas das personagens… Peguemos por exemplo no Homem-Aranha, revelou a sua identidade, ficou com a vida da sua tia por um fio, e ainda irá mudar o seu uniforme… Muito para o tempo que durou esta guerra…
Outra personagem que sofreu muito com todos estes eventos foi Robert Baldwin, antigamente conhecido como Speedball, era o mais juvenil dos New Warriors, sempre alegre e disposto a defender os seus amigos, após a destruição de Stamford, que levou além de todos aqueles que ele considerava como amigos e ainda mais 612 pessoas, ele conseguiu sobreviver… Imaginem o peso de consciência que é ser o sobrevivente de mais de 612 casualidades! Ainda por cima, num evento despoletado pela ganância e sede de reconhecimento deste incauto jovem! Ninguém poderia sobreviver a um evento destes sem enlouquecer! E é isso que acontece a Robbie de maneira mais ou menos óbvia! Ao aceitar como justa a pena que lhe é decretada, e ao colocar 612 pregos dispostos em pontos estratégicos do seu corpo de forma a estimular os seus novos poderes… Algo inconcebível de se perceber…
Mas é obvio que a maior consequência desta Guerra foi a prisão de Steve Rogers e a vitória do Acto de Registo Super-Humano, que culmina com o registo de todas as identidades secretas daqueles que queiram colocar em risco a sua vida de modo a vestir uma farpela ridícula e irem combater loucos com poderes… Mas pelo menos cada estado dos E.U.A terá uma super-equipa de modo a proteger os seus cidadãos…
Após as violações de diversos tratados e regras de conduta os estados unidos entram em guerra com os descendentes dos Kree, os Inumanos liderados pelo mudo Raio Negro, e devido à morte de Namorita e de um diplomata Atlante, a relação entre a superfície e a Atlântida é deveras tensa…
Infelizmente, parece que as conclusões desta guerra civil são mais amargas do que positivas, seja pela destruição de muitas vidas, pela morte de muitos heróis e civis, pela tensão que a guerra entre nações…
A nível de vendas. Civil War parece ser uma das sagas mais bem vendidas de sempre, com mais de 100 edições envolvidas, seja na própria saga ou em tie-ins, Civil War veio resgatar o velho espírito de cooperação do Universo Marvel, agora os X-Men não são apenas histórias sobre mutantes, são histórias sobre mutantes no Universo Marvel, que têm acesso a ajuda de qualquer outra super-equipa.
A saga principal foi escrita por Millar, que já tem carreira nisto de escrever histórias com uma forte crítica politica, seja em The Authority ou em The Ultimates, e falo em crítica política, pois isto é apenas o reflexo no mundo super-humano que uma tragédia como o 9/11 tem para a vida de pessoas que voam, e após um erro, um acidente, vêem-se no meio de uma guerra que é o resultado da tentativa de violação de direitos do cidadão, onde terão de ser obrigadas a revelar as suas identidades e capacidades, só para não serem caçados como animais, provocada pela paranóia e pelo medo de réplicas que a morte de 612 pessoas gera…
Os desenhos ficaram a cargo do Young Gun Steve McNiven, um maçarico nestas lides, mas que é dotado de uma grande qualidade de traço, apesar de ser demorado a libertar os seus trabalhos, desenha como poucos e a coloração usada nos seus trabalhos só engrandece o lápis deste jovem desenhador, que consegue desenhar cenas com um grande pormenor e com uma enorme beleza…
Celtic-Warrior:
em escrita e excepcionalmente desenhada, deixando de lado as suas consequências.
Podem dizer o que quiserem, mas para mim esta história teve um grande significado, principalmente do ponto de vista moral do Capitão América. As suas ideias foram corrompidas por uma lei que ameaçou o seu país e tudo o que ela acreditava que era melhor para o povo americano. Sim, ele apercebeu-se tarde de que aquilo pelo qual ele lutava não era unânime perante o povo americano, mas percebeu que nem tudo aquilo que queremos é o melhor para os outros.
Por outro lado vemos um Stark obcecado pelo lucro da guerra, que não lutou pelo povo, mas sim por aquilo mais lhe convinha. O resultado da guerra acabou por ser mais uma consequência da vontade da população americana, que sensibilizada pelo desastre de Stamford, não hesitou em afirmar que Tony estava certo. Aqui percebe-se que houve uma enorme manipulação por parte do governo, numa medida desesperada por receber apoio para uma causa que provavelmente já era pretendida, faz tempo.
Comecei do lado do Pró-Registo, mas o fim sensibilizou-me. O registo dos heróis não serviria de nada ao mundo, mas que graça teria isto se não acabassem todos os registados? Agora segue-se a iniciativa. Os planos do Tony são interessantes, mas com a ameaça verde a chegar, não sabemos como acabará isto.
Mark Millar continua com a sua fama de apressar os finais. Notou-se bem a rapidez com que os painéis da última edição avançaram, deixando a carga emocional dos pensamentos do Cap muito “soft”. Num todo fez um grande trabalho, grandes diálogos e referências que só ele se lembraria.
Já McNiven é mesmo a revelação do ano. O homem estava em alta e achei de bom-tom a Marvel ter atrasado o título para dar um pouco mais de ar ao Niven para ele poder completar o seu trabalho em grande. Parabéns ao rapaz!
-CESAR
-Celtic-Warrior