22 março 2008

Amazing Spider-Man #549-551



Argumento: Marc Guggenheim
Desenho: Salvador Larroca

A verdadeira estreia de Jackpot dá-se neste segundo capítulo de Brand New Day, fase do Aranhiço que está a causar motins entre as associações de fãs da personagem. A cada três números, que saem semanalmente durante um mês, dá-se a renovação quer do argumentista, quer do desenhador. Neste caso, o homem escolhido foi Marc Guggenheim, juntamente com o artista Salvador Larroca, desenhador este que insiste em mudar a sua arte em cada trabalho seu. Além de Dan Slott, Guggenheim, Bob Gale e Zeb Wells, Joe Casey é o mais recente membro da equipa BND, ao lado de Mike "Green Lantern" McKone. Ao que parece, estes dois vão fazer algo parecido com a saga do clone...
Eu pensei que Dan Slott era o escritor por excelência do Aranha moderno, mas estava um pouco enganado, especialmente por causa da história que ele apresentou no seu mês de trabalho. Não que a culpa seja sua, pois as pressões editoriais talvez o tenham obrigado a fazer coisas que ele talvez não quisesse (meter o Peter a beijar o Jameson...), mas até a história de fundo que ele apresentou foi um bocado pobre. Tudo bem, introduziu um novo vilão que saiu do Photoshop, mas ainda assim conseguiu deixar ali um bom cliffhanger. Mas não é desta que me convence. Talvez daqui a alguns meses quando voltar.
Já Marc Guggenheim conseguiu fazer exactamente aquilo que este título pretende - meter um monte de piadas características do Aranha, meter o bom velho desesperado Peter em busca de fotos para o novo The DB (Daily Bugle, agora com novo director), introduzir também um novo vilão (que podia ser melhor conseguido, mas com o tempo pode melhorar) e outras coisas mais. O problema é que Slott só conseguiu as piadas e cometeu o erro de pôr um Peter vádio nas noites de Nova Iorque em busca de um pouco de "diversão", o que invalida um pouco a ideia de "portas abertas para novos leitores, sem nada que possa tornar a trama adulta e, acima de tudo, tornar o Peter um exemplo para a juventude.".

Até agora já temos Mr. Negative (Dan Slott), Grey Goblin ou Menace (Guggenheim) e Freak (Bob Gale), que se juntam assim à já extensa galeria de vilões do Aranha. Jackpot também pode ser considerada uma nova aquisição, apesar de ela ser quase de certeza a MJ. Até gostei deste team-up entre ela e o Aranha, adequou-se muito bem ao ambiente que Marc transpôs para o comic. Ainda não li o arco do Bob Gale, que apresenta esse tal de Freak, mas pelas críticas que tenho lido está muito mau. Veremos.
Ainda assim a minha curiosidade está mais em cima quando penso no arco de Zeb Wells e Chris Bachalo. Acho que este será uma boa aposta, mas nunca sabe o que a Marvel nos reserva.
Nem vou falar de Salvador Larroca. Tenho pena de dizer isto, mas o homem até tem capacidades, só que não as aproveita. É muito desleixado e os seus cenários são do pior que existe. Lá experimental ele consegue ser, mas até hoje só me convenceu em Extreme X-Men, nada mais.
Só não dou uma nota mais alta a este comic por causa do desenho. Se tivessem posto o Mcniven neste mês, talvez ficasse melhor.

Nota: 6/10

21 março 2008

Batman: Gothic

Argumento: Grant Morrison
Desenho: Klaus Janson

Este é daqueles livros que não são muito fáceis de classificar ou criticar. Grant Morrison é capaz de criar uma história tão bem elaborada que quem a lê fica sempre com a ideia que há sempre alguma coisa que escapa. E de facto isso acontece neste livro. A história é muito boa - vilão misterioso, mortes misteriosas, aparente regresso dos mortos e um ambiente muito negro, em grande parte por causa do traço de Klaus Janson.
Todos estes factores conjugados levam a que seja preciso um pouco de calma para ler esta história, também devido ao argumento ter um sentido um bocado metafórico em detrimento de uma abordagem mais directa. Prova disso é a de que o Homem Morcego nem é o principal lesado pela aparente onda de crime de Mr. Whisper, o homem que fez um pacto com o Diabo há cerca de 300 anos para que pudesse ver a sua esperança de vida aumentada, permitindo-lhe assim escapar a uma praga que tinha afectado uma pequena parte da Áustria, levando todos os seus irmãos da Abadia à morte.
Este homem passou por inúmeras identidades, desde um padre residente na Áustria até ao Director de uma escola privada antiga onde Bruce Wayne havia estudado. Desde o início do seu pacto que Mr. Whisper, Manfred ou Mr. Winchester tem vindo a preparar o seu último golpe para que possa prolongar ainda mais o seu tempo de vida. Esta preparação leva-o a matar crianças indefesas (das quais Bruce poderia ter feito parte), utilizar cadáveres de padres, irmãos seus, para obter de novo o vírus da praga do passado.
A morte dessas tais crianças leva a que um grupo de homens da Máfia de Gotham City tente assassinar este indivíduo, muito por causa das pressões da polícia local. Mas isso foi há 20 anos. Agora, Mr. Whisper voltou para se vingar de cada um dos 5 homens que o tentou assassinar sem sucesso. Um por um...
Morrison é um daqueles argumentistas que pode gerar ódios e amores numa só história. Pelas críticas que li por aí, deparei-me com opiniões um pouco negativas em relação a este conto, devido à sua complexidade que rapidamente se pode tornar em algo incompreensível. Mas não é imediatamente a esta leitura que se percebe toda a trama em redor de Batman: Gothic. É preciso algum tempo para digeri-la e aí sim, apreciá-la ao máximo. Para isso é preciso, como já disse, uma leitura calma e sem pressas para que se possa tirar o máximo proveito. Isto até faz lembrar um pouco o mestre Alan Moore, em que se não houver cuidado na leitura das obras do senhor, metade do que se leu passa ao lado.
Quanto ao desenho de Klaus Janson, percebe-se que a arte envelheceu um bocado mal, mas já se notam algumas aproximações às técnicas utilizadas hoje em dia, como a interpretação mostrada em algumas vinhetas. Também é visível que Janson trabalha muito melhor com artes finais do que no desenho propriamente dito. De qualquer forma não vejo como a arte poderia ficar melhor neste livro. Talvez uma colaboração com Frank Miller pudesse ter sido uma boa aposta, mas talvez ficasse muito idêntico às obras antigas do mesmo (Batman: Year One).

Nota: 9/10

20 março 2008

Marvel Zombies 2 #1-5



Argumento: Robert Kirkman
Desenho: Sean Phillips
Capas: Arthur Suydam

Mark Millar criou o mundo dos Zombies. A Marvel criou a mini-série. O sucesso criou a segunda mini-série. Será que Robert Kirkman nos trará uma terceira saga dos Zombies mais medonhos da Casa das Ideias? Parece que sim, visto que esta mini acaba com o habitual cliffhanger a que este autor nos tem habituado.
Nesta mini-série não travamos apenas contacto com zombies que andam dum lado para o outro a comerem o que lhes aparece à frente. Não. Aqui temos Zombies desesperados por não terem comida, isto porque já comeram todo o Universo (excepto uma pequena parte da população do planeta Terra)! A única maneira de escapar a este terror é encontrar a famigerada máquina de viagens Inter-Dimensionais criada pelo já falecido Reed Richards. O problema? Está na Terra protegida pela facção ainda viva não afectada pelo vírus!
Confesso que preferi muito mais esta mini-série à original, também de Kirkman. As personalidades dos Zombies estão melhor construídas e finalmente vemos o lado humano que estes tempo tiveram escondido. Além disso, é uma referência clara a Civil War, em que temos uma guerra entre os afectados pelo vírus e os sobreviventes. Além disso, o leque de personagens é muito mais vasto e não se resume apenas a Zombies, mas também a alguns humanos, mais especificamente a população de Wakanda.
O fim desta história promete uma vingança por parte dos Zombies, que não me parece que vá ser lá muito calminha. Os Zombies foram transportados para outra dimensão contra a sua vontade e na possível terceira série com certeza que iremos descobrir um novo mundo (que será atormentado pelos recém chegados Zombies) e também veremos como os nossos heróis se irão safar.
O desenho continua a ser o mais adequado ao tema, apesar de não se adequar bem ao estilo de Sean Phillips. Em Criminal é que Phillips mostra que é um excelente ilustrador, tanto nas capas como nos interiores.
As capas continuam excelentes, não fossem elas de Arthur Suydam, o verdadeiro zombie infiltrado na Marvel. Já o punham a desenhar alguma série da Marvel, seria sucesso garantido.

Nota: 8/10

19 março 2008

Crise Infinita #1-7



Argumento: Geoff Johns
Desenho: Phil Jimenez, George Pérez, Ivan Reis

A Marvel teve a Guerra Civil (que está prestes a sair aqui em Portugal pela Panini) e a DC, numa forma de tentar travar a sua adversária, decidiu criar mais uma Crise, desta vez Infinita! E se pensávamos que para conclusões bastantes fracas a Marvel já nos chegava, eis que a DC se esmerou e encarregou Geoff Johns de fazer uma coisa que se calhar nem ele sabe bem o que foi. E digo isto com muita pena, pois Johns é sem dúvida um dos melhores argumentistas da actualidade (veja-se a excelente saga do Lanterna Verde).
Crise Infinita começa de uma forma bastante esquisita. Nota-se bem que nem uma introdução existe, não nos é apresentado o objectivo da saga nem sequer se sabe bem o que passa na trama. Parece que os tais tie-ins são essenciais para uma pessoa se orientar. Tudo começa com a Trindade a encontrar-se na base Lunar da Liga da Justiça, ou os destroços que dela sobram. Segue-se um típico diálogo entre os três onde é referida a morte de Maxewll Lord, por parte da Mulher-Maravilha. "Não conheço mais você..." reclama o Super-Homem para Diana, um típico cliché que nem Johns conseguiu evitar! De repente aparece um vilão do qual o nome já não me recordo que, obviamente introduzido a pontapé, começa a distribuir murros por cada um dos intervenientes. O desfecho é óbvio - o tal vilão é derrotado e foge sem dar sinais.
Ao longo da trama, vamos tendo uma visão do que se passa na Terra, ou seja, o caos total. Equipas de vilões a matarem super-heróis à brava (muitos dos quais nem os conheço), heróis esquecidos a renascerem, etc. Até o Homem Animal regressou, mas depois, ao longo dos restantes seis números nunca mais o vi!
É então que nos são apresentados os vilões principais desta saga - Kal-L (juntamente com a Lois Lane da Terra-2), Alexander Luthor (também da Terra-2) e Superboy-Prime. Este último irá andar em toda a série a queixar-se que nem um bebé chorão que ele é o verdadeiro Superboy e não aquele que nós conhecemos... Um ponto muito importante na história!
Aqui também há lugar para uma luta entre os dois Super-Homens, como se não houvesse amanhã, luta essa que também é introduzida a pontapé. Conclusão desse embate "Tinhas razão Super-Homem da Terra-1. Todo este tempo fui iludido e levado a crer que a Terra-2 era o ideal para todos nós. Eu estava errado...", ou seja, não se aprende nada. Ele é lutas descartáveis, mortes inúteis (como a do Superboy), ele é tudo o que não deveria ser feito. Até o fim da Crise é uma treta, com aquele habitual "I'll be back!". O único ponto alto da série foi... bem, não me parece que alguma coisa tenha sido bem aproveitada, nem sequer os diálogos salvam isto.

Ainda há que salientar o péssimo story-telling de Phill Jimenez, que teve de ser auxiliado por Pérez e Reis para que a Crise pudesse sair lá nos States a tempo. Ao menos dignavam-se a atrasar a série por um mês, como a Marvel fez com a Guerra Civil. Gostei muito de Jimenez em New X-Men com o Morrison, mas aqui detestei-o.

É claro, Nota 4/10!

18 março 2008

Daredevil #100-105 - Without Fear



Argumento: Ed Brubaker
Desenho: Michael Lark e Paul Azaceta

Brubaker iniciou a sua já longa viagem no número 82 com a personagem Daredevil e até lá tem confirmado o porquê de ser um dos melhores a trabalhar na indústria dos comics americanos, como tenho referido inúmeras vezes em vários posts aqui no blog. O homem está em todo o lado - ele é X-Men, é Capitão América, é Criminal, é uma infinidade de coisa. Isto tudo porque o seu valor é reconhecido, muito mais do que na DC. Para mim, sem contar com Daredevil que apenas sigo desde o número 100 (para mal dos meus pecados), a melhor série escrita por este senhor é sem dúvida Criminal, que actualmente está com um formato muito bom, com papel brilhante, bons artigos dentro e cartas dos leitores, o que dá ideia de se estar a transformar num magazine do crime.

Neste arco, Matt Murdock é atacado de uma forma muito indirecta por parte do seu arqui-inimigo Mr. Fear. Este vilão é um perito no desenvolvimento de gases que provocam medo nas pessoas que os inalam, juntamente com um cientistas amigo seu. Falo de uma forma indirecta pois a vítima deste gás letal é a esposa de Murdock, Milla Donovan. Milla é de tal forma afectada por este gás que é levada a cometer actos de pura loucura, incluindo tentativas de homicídio (!!). Uma dessas tentativas é um dos fios condutores desta história, o que nos leva a uma outra personagem - Lily Lucca, a vítima de um desses ataques. Ela leva Milla a tribunal, onde esta é defendida por Murdock.
Neste arco é nos também apresentado um outro vilão, que irá com certeza ser o foco dos próximos arcos. Falo de The Hood, onde pouco se sabe sobre ele, mas aparenta querer dominar a Cozinha do Inferno.
O fim deste arco é um bocado triste. Aqui é que se vê o que um verdadeiro vilão é. Não é aquele que tem a obsessão de querer matar o seu inimigo, mas aquele que lhe quer destruir a vida. Isso para mim é que é um vilão à altura. É por causa do objectivo principal de um vilão ser sempre a morte é que os comics nem sempre rendem o máximo. Isso era dantes, agora parece que novas abordagens são precisas.

Quem for ler este arco pode-se sentir um pouco perdido, eu que o diga. Se não tiverem lido nada anteriormente, aconselho-os ou a fazer uma pequena pesquisa ou então a comprarem os trades mais antigos, que é o que eu estou a pensar em fazer. Para aqueles que nunca leram o Demolidor é uma coisa que aconselho a fazerem rapidamente, de preferência a partir da fase do Bendis. A arte é sempre excelente e as histórias, como estão fora do Universo Marvel regular, são sempre uma lufada de ar fresco. Espero que o Brubaker fique por lá durante muitas edições, mas se o quiserem substituir que ponham lá, por exemplo, o Greg Rucka, ou alguém do género, desde que não estraguem a excelente fase desta personagem. Stay cool!

09 março 2008

Novo Póster de Iron Man

A Marvel divulgou esta semana o novíssimo póster da adaptação cinematográfica de Iron Man. Parece-me o melhor dos que já feitos até agora, isto no que toca a este filme. É já dia 2 de Maio que vamos poder assistir e julgo que vai ser um bom filme, em grande parte por causa de Downy Jr. Já não falta muito.

Fantastic Four #554



Argumento: Mark Millar
Desenho: Brian Hitch

E aqui começa World's Greatest, um novo arco à moda antiga dos 4 personagens mais fantásticos do Universo Marvel. São eles Reed Richards, Sue Richards, Johnny Storm e Ben Grimm.
E quem melhor que Millar e Hitch para "ressuscitar" o Quarteto Fantástico, depois de várias edições que não acrescentavam nada ao legado da equipa e que insistiam em usar velhas e gastas ideias. É claro que não posso fazer muitos juízos acerca deste arco de 4 partes, mas dá para perceber que Millar quer mostrar a verdadeira essência do Quarteto, no qual podemos ver os bons velhos aventureiros, as viagens no tempo e as pitadas de sci-fi que iremos observar mais pormenorizadamente nos próximos comics.
O mote deste World's Greatest é o aparecimento de um grupo de cientistas que está a criar um novo mundo onde a população mundial poderá viver quando a Terra morrer. Isto depois da antiga namorada de Reed aparecer para lhe trazer essa notícia. Além disso, Sue está envolvida numa acção de caridade, juntamente com a She-Hulk e com a Wasp. Quanto ao Johnny, está ali algo que se pode tornar numa ideia muito engraçada.
O desenho é excelente, irrefutavelmente. Brian Hitch é sem dúvida dos melhores artistas contemporâneos e no que toca a cenários ele é um mestre. Vejam só o edifício Baxter ou o Novo Mundo.
Raramente leio material do Quarteto, mas esta história parece ser muito boa. Espero que depois deste arco pelo menos o Millar fique à frente do título. Experimentem pessoal!

21 fevereiro 2008

Straczynski já não é Exclusivo da Marvel UPDATE!

J.M. Straczynski anunciou que não vai renovar contrato com a Marvel Comics, depois de ter trabalhado em algumas séries para a editora, como Amazing Spider-Man ou Supreme Power.
Contudo, o autor não sairá da editora, pois continuará como argumentista das séries Thor e The Twelve, as únicas onde actualmente trabalha.

UPDATE! Straczynski vai escrever comics para a DC, mas ainda não pode dizer quais são. Além disso, está a preparar duas novas séries para a Image, da sua autoria - Justice e Ten Grand. Irá terminar The Twelve (12 números), como já tinha dito, e quer escrever Thor o máximo de tempo possível.

Espero que Straczynski explore novos horizontes em outras editoras. Não me parece que a DC vá ficar muito tempo de braços cruzados, apesar de não me parecer que o autor de Babylon 5 se encaixe muito bem nos padrões da DC. Quem sabe uma editora alternativa, como um regresso à Image ou talvez uma estreia na Dark Horse. Na melhor das hipóteses, utilizará algum do seu tempo para escrever argumentos para Séries de TV. Só o tempo o dirá e cá estarei eu para ver o que se vai passar.

10 fevereiro 2008

Sobre a Panini em Portugal

Depois de o Hugo Jesus mostrar o seu descontentamento na CC em relação à paupérrima e fraquíssima distribuição de que a Panini em Portugal dispõe, venho aqui pelo blog falar um pouco da minha situação enquanto leitor, ao invés da posição do Hugo, dono da loja Central Comics no Porto.
Compreendo que a situação de vendedor seja bem mais difícil que a de um leitor, pois apesar de não ser nada fácil encontrar um comic da Panini nas bancas habituais, mais ou mais cedo encontra-se sempre algo. Já com uma loja tal não acontece, pois ou se tem a sorte de receber os comics do fornecedor ou nada feito. E o que me mete mais aflição é o facto de o Hugo ter pedido cerca de 80 revistas (mais uns números atrasados) e ninguém se dignar a enviá-las. Pois bem, pergunto-me o que melhor será que um carregamento destes, não só em termos lucrativos como de divulgação do produto que a Panini queria (pois parece-me que já não quer) implementar no já frágil mercado português. Mais esquisito ainda é ver que nenhum representante da Panini se digna a tentar resolver este tipo de situações chegando até a ignorá-la por completo, o que se nota muito através dos e-mails que se recebem da editora, tanto a pedir números atrasados para as papelarias que cada um de nós visita como a tentar saber se chegam mais títulos a Portugal. As respostas são sempre do tipo "Ainda estamos a estudar o mercado" ou "Serão lançados x títulos, mas ainda não há previsões no que toca a datas. Passe bem, bom natal". Será que é este o tipo de atendimento que uma editora que trabalha em várias partes do globo tem de ter? Ou será que Portugal é o patinho feio do panorama da Banda Desenhada? É que parece que somos os únicos que não têm um mercado decente e forte e julgo que não é por culpa das fracas vendas mas mais por causa das impensáveis políticas de distribuição, pois é esse o factor que determina o fraco acesso a qualquer produto.

Eu até chegaria a comparar a procura por uma revista da Panini à Odisseia de Homero e acho que não estaria a exagerar nada. Aqui em Setúbal só há uma única papelaria que tem todos os títulos para venda e apenas numa quantidade de 1 ou dois exemplares no máximo. Em outras vê-se muito raramente um Homem Aranha solitário, pouco mais. Passado menos de uma semana do lançamento das revistas já nada se encontra à venda (pergunto-me porque raio não vêm mais revistas). A 9º Império, a loja especializada em BD Setubalense, chegou mesmo a contactar a Panini a pedir que lhes fossem enviadas algumas revistas, mas prontamente responderam a dizer que quem tinha de ser contactado para tal efeito era a distribuidora. Seguiram-se então telefonemas, e-mails e no fim, para que o Homem Aranha ou os X-Men chegassem à loja teriam de vir acompanhados de revistas da Floribella (onde isto chega) e de outro que tais. Mais tarde essa manha das revistas adicionais terminou e a resposta final foi a de que não eram feitas distribuições para lojas especializadas. Moral da história: deslocamento zero. Não só é estúpido verificar que a primeira resposta poderia simplesmente ser a que foi dada em último lugar como também o facto de as lojas especializadas ficarem de fora. Que raio de sentido é que isto tem? Então distribuem no máximo 10 revistas por cada papelaria e uma loja de BD não consegue receber um carregamento que chega quase aos 100 exemplares? Isto é no mínimo (ou máximo) uma hipocrisia de todo o tamanho. As lojas especializadas em Portugal, apesar de já existirem num número considerável, contam-se pelos dedos, mas esforçam-se para que a BD não passe a ser um deserto num país que por si só está cheio de camelos, com um oásis por aqui e ali, e não têm direito a receberem um produto que é ideal para revitalizar os antigos leitores e dar novo material de leitura àqueles que preferem o português (ainda que noutro sotaque)?

Da minha parte chega. Coleccionei alguns números das revistas que cá foram distribuidas, mas já desisti. Não só pelo facto do produto escassear como também por a Panini ter enviado revistas que estavam a meio dos seus arcos, o que é um total desrespeito pelo leitor. O que ainda valeu o dinheiro foi o Batman Ano 100 e a Crise Infinita que pelo menos ficaram completos. De resto continuamos a assistir ao lançamento de pouquíssimos títulos (apenas Homem Aranha, X-Men e Novos Vingadores) e também de uns certos TPB's que saíram no ano passado (Quarteto Fantástico: O Fim e Homem Aranha: No Reino dos Mortos), em que um dos quais até já tinha sido lançado pela Devir uns anos atrás, o que por si só é uma ideia estapafúrdia. Vem a Panini tentar singrar no mercado português e decisão final é a de lançar um livro que a maioria dos leitores já possui. Eu chamo a isto incompetência, daquelas que fazem comichão a qualquer um. E quando pensei que não haveria pior que isto, eis que a visionária Panini decide lançar uma das últimas mini-séries da Marvel, Eternos, de Gaiman e Romita Jr. O lançamento em si não é o pior, mas sim o preço a que foi lançado -18.90€ (!!). Tudo isto porque as vendas dos primeiros TPB's não foram muito convidativas (estranho não é?). "Ah, não lucrámos com aqueles, bora mas é inflacionar ali os Eternos que os portugueses são burros e compram na mesma". Bem, a mim é que não me apanham, não só por já ter a mini-série original como também por não ir na conversa de um roubo que ofende a minha inteligência. Mais facilmente comprava o HC a 29.99$ do que uma edição que nem 10€ vale.
O Hugo propôs o boicote a esta edição dos Eternos, mas eu apoio o boicote total a todo e qualquer produto da Panini, apesar de ser triste ver que assim não teríamos qualquer revista nas bancas, mas se continuarmos a ser enganados por meia dúzia de editores que nos querem dar a volta, assim nunca teremos qualidade nas nossas bancas. Há que tomar medidas extremas e apesar de sermos poucos neste país temos de fazer algo pela BD em Portugal. No panorama nacional há que dar graças à BdMania e à Vitamina BD, pois é este o tipo de editora que pensa um pouco nos seus compradores e pelo menos lança títulos que tentam agradar à maioria do público, isto subscrevendo um bocado as palavras do Hugo.

A opção de inundar a Panini com e-mails também parece interessante, mas duvido que nos dessem ouvidos, mas não custa nada tentar e da minha parte segue já um e-mail. Parte desta situação depende de nós e temos de tentar mudar alguma coisa de modo a que a BD em Portugal ganhe mais crédito e não seja apenas uma arte menor. Aqui fica o meu testemunho.

Trinity, a Nova Semanal da DC

Dan Didio tornou esta notícia oficial - Trinity, uma série que foca os três principais heróis da DC, irá começar em Junho deste ano e melhor (ou pior) que tudo é que vai ser a terceira série semanal da editora (!!!).
A série será escrita por Kurt Busiek (boa aposta), vindo do mensal Superman, e com arte de Mark Bagley, o recém chegado da Marvel. À semelhança das semanais anteriores, Trinity também terá 52 edições e, apesar de se passar no Universo DC normal, não terá qualquer ligação com os eventos presentes da editora.

Segundo Dan Didio, Busiek e Bagley apenas se ocuparão de 12 das 22 páginas do comic, as restantes serão backup stories, ou seja, encher chouriços stories. Claro que Bagley não conseguiria aguentar 22 páginas por semana, apesar de ser um artista muito rápido (motivo pelo qual foi qualificado para esta tarefa).
Quando perguntado sobre a conexão entre Trinity e Final Crisis (que irão sair ao mesmo tempo), Didio respondeu que não haveria nenhuma ligação, que a série iria servir apenas para mostrar o que se tem passado com estes três personagens ao longo deste últimos tempos. Para ler o resto da entrevista basta clicar aqui.

Os rumores que circulavam na net ganham então a credibilidade que tanto desejavam. Para mim não era bem um rumor, mas mais uma certeza, pois a DC não podia deixar a Marvel sozinha com o seu sucesso semanal que agora é o Aranha. Esta é só mais uma prova que a Marvel se consegue adaptar muito melhor às ideias da sua concorrente (ironicamente) e que a DC insiste em repetir fórmulas que por si própria gastou. 52 teve sucesso porque inovou, tanto pelo facto de ser semanal como pelo facto de se focar em heróis lado-B, o que atraiu um novo tipo de público (e também os da velha guarda), mas em Countdown a repetição da fórmula pecou, pois, parecendo que não, este tipo de séries satura o mercado. Já a Marvel fez uma aposta muito melhor com o Aranha (apesar de discordar com toda a storyline que tem vindo a ser contada), pois mensalmente contará uma história diferente com uma equipa criativa diferente, com grandes nomes, diga-se de passagem. Com isto tudo, quer-me parecer que Trinity será um sucesso, pois finalmente a DC aposta num desenhador com que o público está familiarizado (e actualmente o desenhador é sempre importante para que uma série venda) e mais que tudo, focará personagens que agradam às massas. Espero que Dan Didio consiga alcançar o sucesso que tanto tem faltado à DC neste últimos meses, pois o que a Marvel está a precisar é de um pouco de competição.

05 fevereiro 2008

Ex Machina Vol. 1 - The First Hundred Days

Argumento: Brian K. Vaughan
Desenho: Tony Harris

«Deus Ex Machina (DAY-us ex MAH-kin-ah): Literally, "god from the machine."A person or force that arrives to provide an improbable solution to an impossible situation, named after the mechanical device used by Greek dramatists to lower actors playing deities onto the stage.»

Ex Machina conta a história do Presidente de Nova Iorque, Mitchell Hundred, antigo super-herói americano que utilizava o seu poder quase divino para combater aqueles que abusavam dos pobres e oprimidos. Pode parecer uma premissa básica, mas nada disso. Só o poder incrível do nosso herói vale a compra deste livro, pois a forma como ele o usa é sempre algo divertida. Por exemplo, com um simples pensamento, Hundred pode apagar todas as luzes da cidade de Nova Iorque ou abrir uma porta apenas exclamando "Open Sesame". Além disso, a vida deste homem está cheia de situações bizarras, desde a sua actual vida onde tem de tomar conta da sua cidade, onde é presidente, até aos flashbacks que contam a sua vida passada de super-herói, que abandonou por não se julgar capaz de assumir tamanha responsabilidade (mas, ironicamente, candidatou-se a presidente).
Normalmente as introduções deixam sempre pouco a desejar, apenas aguçando um bocado a curiosidade para ler o próximo volume, mas em Ex Machina fiquei com uma vontade enorme de ler mais, em grande parte devido aos excelentes diálogos de Vaughan. Não admira que actualmente seja argumentista de umas das principais séries de TV americanas, Lost (o segundo episódio desta 4ª Temporada tem argumento dele).

Este TPB compila os 5 primeiros comics de uma série que se tem popularizado nos E.U.A., não só pelo argumento do já conhecido Brian Vaughan (Y: The Last Man, Runaways, Lost). mas também pela excelente arte de Tony Harris, que me parece ser uma grande promessa para o futuro. É engraçado ver como Harris utiliza referências fotográficas no fim deste livro, num especial com sketchs, pranchas arte finalizadas e a cores.
Já tinha lido Runaways, também de Vaughan, e gostei muito, mas com este Ex Machina, Vaughan passou a ser dos meus argumentistas preferidos. Agora terei também de ler Y: The Last man (que chegou a semana passada ao seu último número). Fica aqui mais uma sugestão meus caros amigos. Se forem amantes de HC's, em Abril irá sair o primeiro volume de Ex Machina: Deluxe Edition, o que me parece ser uma boa edição para quem quiser começar a ler esta excelente série.

03 fevereiro 2008

House of M TP

Argumento: Brian Michael Bendis
Desenho: Olivier Coipel

Acabei agora de ler esta série e confesso que é uma história que me agradou muito, ao contrário de alguns dos eventos recentes na Marvel (One More Day e que tais).
Ao contrário de Civil War, fiquei com a sensação de que a história de fundo desta série é muito mais promissora que um monte de super-heróis à pancada por um mísero registo que nem vantagens tem, e que ainda culmina na morte do Capitão América.

House of M conta a história de uma realidade alternativa habitada pelos nossos conhecidos heróis, depois da Feiticeira Escarlate ter alterado o status quo de todo o planeta. Os mutantes são a espécie predominante e o Homo Sapiens encontra-se afectado por ser uma espécie de menor importância. A principal característica desta realidade é a de cada herói/ pessoa ter naquele momento o que mais desejou na sua vida anterior. Por exemplo, Peter Parker encontra-se casado com Gwen Stacy, tem um filho e vive ao lado da sua Tia May e do seu marido Ben. Mas a personagem mais preponderante, a chave de toda a trama, é sem dúvida Logan, Wolverine. Adivinhem qual é a coisa que ele sempre quis e que em House of M tem.
Pois bem, Brian Bendis mostra também um lado mais filosófico de toda esta Utopia, o facto de que, mesmo tendo o que sempre mais quisemos, o mundo nunca será perfeito. O desejo de uns colidirá com o de outros e resultará na infelicidade dos que no meio estão.
No fim desta mini-série dá-se um evento com proporções épicas - os mutantes são reduzidos a um número deveras preocupante, muitos deles transformados em simples humanos. Tudo por causa de uma frase proferida pela Feiticeira Escarlate que se tornou mítica "No More Mutants". Após estas palavras, o mundo volta a ser como era, exceptuando o número de mutantes e uns certos desaparecimentos.

A arte de Olivier Coipel convenceu-me, apesar de gostar muito mais dela em Thor, onde está um pouco mais polida e muito melhor arte-finalizada. Se gostam de uma história com bons diálogos e de uma trama interessante, então esta série é ideal.

02 fevereiro 2008

You Tube of The Week #8



Ricardo Araújo Pereira - Bombeiros de Mafamude

Aqui está mais um brilhante sketch do RAP, neste caso a solo e num trabalho para as Produções Fictícias. Na ordem do dia estão os problemas que têm havido com as ligações para o 112 e as sempre prestáveis atendedoras de chamadas. Espero que gostem.

28 janeiro 2008

Nome de Código: Cloverfield

Vi este filme no sábado em Lisboa com um grupo de amigos.
Já estava com ela fisgada para o ver. Sendo este um trabalho com o toque de J. J. Abrams só podia ter qualidade.
É claro que não sabia muito sobre o filme antes de o ver. Sabia que tinha a ver com um monstro e pouco mais.

Portanto não é com espanto que o início do filme me surpreende um pouco. É aquele tipo de início tudo está bem antes da destruição e 15 minutos após o início do filme já estamos a ser apresentados a todo o elenco e começamos a compreender os personagens. Pois no fundo eles são apenas humanos, humanos como nós, que cometem os seus erros...
E esta apresentação ocorre durante uma festa de despedida a Rob Hawkins (Michael Stahl-David) que parte para o Japão...
Durante esta festa descobrimos algo sobre Rob e a personagem que está com ele no início do filme e compreendê-mo-lo: ele fez o que fez, não por ser ruim, fé-lo por medo...

Mas enquanto Rob enfrenta os seus demónios interiores, algo acontece... Algo semelhante a um terramoto. As agências noticiosas começam a comentar o sucedido e a festa passa para o telhado do prédio... É neste momento que o céu irrompe em chamas e se percebe que algo vai correr mal.
E corre mesmo mal! Rob percebe que apesar do apocalipse que está a ocorrer nas ruas, esta a sua oportunidade para sarar os seus erros.
É isso que o grupo de amigos tenta fazer, redimir-se dos seus erros, mas pelo caminho tem de enfrentar uma criatura enorme e terrível...

É isto o filme. Uma jornada de sobrevivência, não apenas a sobrevivência pessoal mas também aquela dos quais amamos.

Agora os pormenores técnicos.
O filme é surpreendentemente curto, dura somente 84 minutos. (Conheço malta que tem aulas mais demoradas que este filme)

Quem viu o trailer sabe que a fotografia não é aquilo a que estamos habituados. O esquema é semelhante a Blair Witch Project, um dos personagens é o próprio cameraman e documenta tudo. E isto faz com que o espectador se sinta no meio da epopeia das personagens, o que não é necessariamente bom. Pois parte da angústia que os personagens sentem, não se transmite para nós apenas como um sentimento, mas sim como um arrepio na espinha ao ouvirmos um som que não era suposto ouvirmos.
O momento mais alto da fotografia é durante o metro (só isto vale o bilhete).

O elenco.
O elenco é bom, não é composto por estrelas, mas são actores competentes que conseguem fazer com que compreendamos como é que o ser humano reage perante este evento.
Só adiciona realismo à fita.

O Monstro.
Bem... Não vos vou tirar as surpresas. Mas é grande! E assusta!

No total.
É uma fita que merece o bilhete. Não é um filme onde se aprenda nada, mas que diverte.
Não é perfeito, sofre de alguns erros ou situações algo incongruentes (como o calçado de uma das personagens femininas).
De todo os filmes de horror/suspense que já vi é dos melhores.
Com muitos momentos assustadores e angustiantes e com o cunho de J.J. Abrams que deixa muitos mistérios no ar, sem explicar algumas coisas que apenas nos poderiam fazer sentir defraudados.



4/5

23 janeiro 2008

Falece Heath Ledger

Heath Ledger foi encontrado morto ontem, dia 22 de Janeiro, no seu apartamento, pela sua empregada. De acordo com as investigações policiais, o consumo de drogas poderá ter sido uma das causas da sua morte.
Ledger encontrava-se agora a meio das gravações do próximo filme da personagem Batman, The Dark Knight, que iria estrear este ano, onde protagonizava o papel de Joker [na foto]. Naturalmente, a produção de TDK será interrompida, apesar de ainda não haverem informações concretas.

Esta notícia apanhou-me mesmo de surpresa. Estava desejoso de ver este actor no cinema a fazer de Joker, mas infelizmente o pior aconteceu. Que descanse em paz.

P.S.: Afinal, as filmagens de TDK já terminaram, sendo que o filme irá estrear neste Verão.

20 janeiro 2008

Comic Poll: Secret Invasion ou Final Crisis?

Vs.

... ou nenhum dos dois? Tudo bem, essa opção nem sequer existe, mas a Newsarama fez questão de lançar uma votação no seu site aos seus leitores em que a pergunta da semana é "Qual é o mega-evento que estás mais ansioso por ler este ano?". As opções são duas - de um lado temos Secret Invasion da Marvel, que vai tratar uma invasão Skrull que assola o mundo dos super-heróis, e do outro temos Final Crisis da DC Comics, mais uma das infinitas crises que a editora tem enfrentado.

Pessoalmente, estou mais inclinado para seguir a Invasão Secreta da Marvel, mas com o Grant Morrison e o J.G. Jones na mesma equipa, parece-me que a Crise Final não me vai passar ao lado. Bendis e Leinil Yu vão ocupar-se com o argumento e desenho de Secret Invasion, respectivamente, o que me parece ser uma mais valia, tendo em conta que os dois já trabalharam um com o outro.
A avaliar pelos resultados actuais da votação, parece que a Marvel está a perder fãs desde que o Aranha foi alvo de uma lavagem cerebral. É claro que só pelo simples facto do Morrison estar à frente da Crise tudo fica mais a favor da DC, se bem que o planeamento a longo prazo do Bendis desde que começou a série New Avengers pode tornar este evento da Marvel muito mais interessante que o da sua adversária.
Para votar, simplesmente cliquem aqui. A votação fecha dia 26, portanto até lá ainda muitas alterações podem ocorrer.

12 janeiro 2008

I Am Legend

De Francis Lawrence
Com Will Smith

Robert Neville é o (aparentemente) último sobrevivente de um mundo afectado por um vírus julgado milagroso. Os humanos passaram a ser Vampiros (ou Noctívagos) e os animais são também ameaçados pela doença que os transforma em seres indescritíveis.
Neville vive a sua rotina diária acompanhado pela sua cadela Sam(antha), um dos poucos animais no mundo que ainda não foi infectado pelo vírus letal.
Este vírus começou, na verdade, por ser uma cura bem sucedida para o cancro. Várias pessoas conseguiram ser curadas, mas algo correu mal com as primeiras cobaias, o que desencadeou uma mutação inesperadas nas mesmas, tornando-as seres extremamente sensíveis a raios UV, ou seja, Vampiros para ser mais exacto.

Neville vive isolado em Nova Iorque, onde co-habita com animais fugidos do Zoo local, com o seu sempre fiel animal de estimação e ainda com um punhado de manequins, espalhados devidamente por vários pontos de passagem. Tudo isto para não se sentir tão só...
O filme chega a ser extremamente monótono pois não possui nenhuma banda sonora específica, apenas algumas músicas aqui e ali de um senhor que já foi um dos grandes nomes da música há uns bons anos (não irei dizer quem, perderão assim um bom pormenor do filme). E é por ser monótono que o apreciei tanto, transmitiu-me exactamente a sensação que é viver sozinho no mundo (apesar de nem imaginar um bocadinho como seria essa tão triste situação). Além disso, existem alguns momentos dramáticos que são um verdadeira tristeza, o que contribui para que ainda gostasse mais do filme.

Felizmente a longa-metragem não serve apenas para mostrar embates entre o nosso herói e um bando de vampiros sedentos de mais amigos para as suas fileiras. I Am Legend insiste muito em mostrar como seria realmente viver sozinho num mundo a que estávamos habituados a ver cheio e o quão doloroso seria, mas a esperança de encontrar alguém prevaleceria independentemente do que acontecesse. Will Smith demonstra que não só um actor de comédia e que sabe bem adaptar-se a um papel dramático.

Como nada é perfeito, não gostei que o filme apenas tivesse a duração escassa de 100 minutos. Houve muita coisa que poderia ter explicada, principalmente por intermédio dos famigerados flashbacks. A origem dos Vampiros, apesar de ser óbvia, podia ter sido melhor apresentada, mas por outro lado, fugiu-se um bocado das típicas secas que se apanham de vez em quando. Outro aspecto que não foi bem do meu agrado foi a insistência numa coisa que para mim já se tornou um cliché - os Vampiros. Tudo bem, encontrámos a cura para o cancro, parecia tudo bem mas as pessoas que foram curadas tornaram-se vampiros e a partir daí deu-se um ciclo vicioso em que todos aqueles que vislumbrassem alguém infectado passariam também eles a serem atormentados pela perseguição tenebrosa até se tornarem também eles vampiros... Mas porquê Vampiros? Se não Vampiros, o que seria então? Porque não outra coisa qualquer? Na minha opinião poderiam ter criado um ser que nunca seria visto durante o filme inteiro, que a partir dos seus sons e acções fosse imaginado pelo público. Talvez fosse interessante, talvez fosse menos atraente para as massas.

Concluindo, I Am Legend tem tudo par ser um bom filme, desde as boas cenas de acção, dramatismo e efeitos especiais. Não me importava que todos os filmes fossem assim, já que este é o verdadeiro cinema - serve para entreter. É claro que existem obras que são mais do que puro entretenimento, mas isso todos sabem.
Next: The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford e Sweeney Todd.

07 janeiro 2008

Ultimates 2 Vol. 2

Argumento: Mark Millar
Desenho: Brian Hitch

E assim chega ao fim (FIM mesmo) aquela série que foi a delícia de tanta gente, aquela série que é sem dúvida uma das melhores histórias da Marvel nos último tempos. Infelizmente, alguém lembrou-se de iniciar uma nova série completamente diferente da anterior, com argumento d'Aquele-Cujo-Nome-Não-Deve-Ser-Pronunciado e desenhos do Quem-Nós-Sabemos.
Prefiro nem falar mais sobre a dita cuja, pois estou aqui é para falar do excelente trabalho de Millar e Hitch, que desde o primeiro volume conseguiram criar uma história extraordinária, tanto a nível gráfico como a nível de argumento.
Segundo o próprio Millar, e pelo que é de fácil constatação ao ler este tomo, os problemas políticos da América e as consequências dos actos dum certo presidente são o prato principal, com um acompanhamento recheado de acção e uma sobremesa muito boa para os apreciadores. Além disso, os Ultimates são enfrentados por uma nova equipa, certamente inspirada neles próprios, que faz com que o anterior desafio, a invasão alienígena, fique muito atrás em termos de dificuldade. Basicamente a equipa vai sendo afastada homem a homem, à semelhança de qualquer conspiração contra uma equipa de super-heróis. Há regressos, ferimentos e mortes à mistura que fazem com que o livro se torne ainda mais espectacular. Certamente uma das melhores conclusões do ano passado!

Agora é esperar pelo Quarteto Fantástico, também destes dois senhores que, concerteza, irão fazer mais um trabalho memorável (espero eu). O desenho de Brian Hitch está cada vez mais apurado a cada trabalho seu assim como Mark Millar.

Nota: 9/10

29 dezembro 2007

Silver Surfer: Requiem HC

Argumento: J.M. Straczynsci
Desenho: Esad Ribic

Desde o ano passado que estava com grandes expectativas em relação a esta história e estava mesmo a pensar comprá-la logo em formato comic, mas por lapso meu passou-me ao lado e esqueci-me de o fazer.
Decidi então adquirir esta magnífica e simples Hardcover sob a chancela Premiere. Parece-me a mim ter sido a melhor prenda de Natal que recebi, pois passou automaticamente a ser uma das minhas histórias preferidas, depois de a ler. Menos de uma hora bastou para ler uma história que deve causar inveja a qualquer colega de profissão de Straczynsci. Desde a forma como é caracterizado o Surfista aos seus encontros com outros personagens que Strac mostra que ainda tem muita qualidade para mostrar e que pode fazer bem melhor do que muitos dos argumentos das últimas edições do Aranha (exceptuando o Back in Black).

Requiem foca os últimos dias de vida do Surfista de uma forma tocante e ao mesmo tempo bonita que faz parecer que estamos assistir a algo que se passou na realidade. Ao longo de 4 edições recheadas de pensamentos e reflexões sobre a vida que viveu, o Surfista vai encontrando alguns dos seus companheiros que outrora que lhe foram próximos, outros nem tanto, outros que abandonou por amor.
Gostei especialmente da conversa entre ele e o Homem-Aranha o que tornou o segundo capítulo o meu preferido. A forma como Strac conjuga o humor do Aracnídeo com a tristeza em redor do Surfista é sublime e merece de facto uma salva de palmas.

O forte deste livro é também o excelente desenho de Ribic, um grande artista à altura do também grande Alex Ross. Esta arte assenta que nem uma luva à essência de toda história e não lhe consigo apontar nenhum defeito (excepto os estranhos olhos do fato do Homem-Aranha que estão totalmente pretos). Espero que mais histórias deste género apareçam por aí, se bem que usar o mesmo tema seria um bocado má ideia. Aqui pode-se ver que ainda existem boas histórias para além dos excessivos mega-eventos que fazem parte de todos os anos de edição de comics.

24 dezembro 2007

Feliz Natal!

Bem, resta-me desejar a todos os leitores um Feliz Natal e, já agora, um próspero ano novo. Espero que recebam muitas prendas e que entrem com o pé direito em 2008 (já lá vão muitos anos).
Para celebrar a data, deixo-vos aqui com uma tira dos sempre agradáveis Calvin e Hobbes. espero que gostem!

17 dezembro 2007

Os Mais Vendidos de Novembro - HULK SMASH!

Depois de no mês passado a DC ter finalmente chegado ao ouro, a Marvel não podia ficar de braços cruzados e voltou a ser a mais vendida dos E.U.A. Como já seria de esperar, a conclusão de World War Hulk foi quem conquistou o primeiro lugar do pódio, que cheira mais a Marvel que a outra coisa.
A DC apenas conseguiu colocar All Star Batman, de Frank Miller e Jim Lee, nos 10 primeiros, assim como a Dark Horse que continua fazer uma grande campanha com Buffy, The Vampire Slayer nas melhores posições.
Thor #4 também foi digno de registo, assim como a 3ª parte de One More Day e Astonishing X-Men #23, o final da saga iniciada por Joss Whedon e John Cassaday.

No que toca a TPB's, o HC que alberga os comics da série televisiva Heroes foi vencedor, ultrapassando algumas das mais vendidas séries neste formato, como 52 e até Dark Tower, a série de sucesso da Marvel.

Seguem Os Mais Vendidos de Novembro em baixo.





Posição/ Número de Vendas (em mil unidades)/ Título/ Editora

Comics

1 189.96 WORLD WAR HULK #5 (De 5)
MAR
2 147.10 ASTONISHING X-MEN #23 MAR
3 140.32 NEW AVENGERS #36 MAR
4 138.79 THOR #4 MAR
5 133.54 UNCANNY X-MEN #492
MAR
6 132.27 INCREDIBLE HULK #111 MAR
7 130.66 SENSATIONAL SPIDER-MAN #41 MAR
8 129.08 X-MEN #205
MAR
9 126.41 ALL STAR BATMAN & ROBIN BOY WONDER #8 DC
10 119.32 BUFFY VAMPIRE SLAYER #8 DAR

TPB's

1 34.08 HEROES HC DC
2 26.99 LEAGUE OF EXTRAORDINARY GENTLEMAN: BLACK DOSSIER HC
DC
3 17.55 DARK TOWER GUNSLINGER BORN HC MAR
4 9.82 52 VOL. 4 TP DC
5 8.12 CAPTAIN AMERICA VOL. 1 DEATH CAPTAIN AMERICA HC MAR
6 7.58 EX MACHINA VOL. 6 POWER DOWN TP
DC
7 7.16 FRUITS BASKET VOL 18 GN (De 22) TKP
8 6.90 GOON CHINATOWN HC DAR
9 6.43 NARUTO VOL 24 TP VIZ
10 6.42 NEW AVENGERS VOL. 6 REVOLUTION TP MAR

Mais Dois Posters de The Dark Knight!

Why so serious?


(Vem aí um grande filme).

15 dezembro 2007

Marvel Zombies 2 #1

Argumento: Robert Kirkman
Desenho: Sean Phillips

Quem pensou que os Zombies da Marvel estavam desaparecidos para sempre, encontrava-se errado. Na verdade eles estão aí para as curvas e para voltar aos bons velhos da primeira série, a Marvel decidiu lançar a sucessora da mini-série que tinha como convidado Army of Darkness.
Marvel Zombies 2 passa-se num espaço de tempo vários anos à frente das últimas séries e tenta mostrar como os Zombies que conseguiram obter os poderes de Galactus se estão a safar num Universo completamente devorado! Sim, todos os planetas do universo foram alvo de ataques dos Zombies Vingadores e agora a comida escasseia, o que os leva a voltar a um sítio bem conhecido por todos nós - a Terra.
Porque será que eles querem voltar para um sítio que eles próprios haviam devastado? Qual o objectivo de Hank Pym e companhia em regressar a um local abandonado sem nenhum sinal de vida... aparente?

Robert Kirkman volta a mostrar o porquê de ser um dos melhores da indústria, especialmente na segunda edição deste comic. Os seus outros projectos da Image, como The Walking Dead (com a mesma temática) estão cada vez melhores a cada edição e parece que Invincible está a seguir o mesmo caminho. Já Ultimate X-Men é que não está nos seus melhores dias. No outro dia vi um preview assustador, nem parecia o mesmo Kirkman que "conheço".
Sean Phillips também me está a supreender. Depois de uma pausa em Criminal, onde também está no seu melhor, parece que veio com mais qualidade de trabalho. Há certos personagens que estão muito melhor desenhados.
Estou com muitas expectativas em relação à conclusão desta saga. Parece-me que vais sair coisa boa.

Nota: 8/10

13 dezembro 2007

The Sensational Spider-Man #41

Argumento: J.M. Straczynski
Desenho: Joe Quesada
Finalmente li a 3ª parte da mais conturbada saga do Aranha nos últimos tempos (e também a mais ridícula). Como já sabem, a história gira à volta da imortal Tia May. A velhota levou um tiro, foi parar ao hospital e é quase impossível que ela volte a viver. Entretanto, Peter procura quem quase matou a sua tia e o resultado é pancada da grossa. O Kingpin, a mente criminosa por detrás deste atentado, leva uma das maiores sovas que já levou em toda a sua carreira de criminoso.
No decorrer desta saga de abertura, Back in Black, Parker comete mais crimes que o Jack, o Estripador alguma vez cometeu num dos seus dias mais inspirados.
Mais tarde, após perceber que a ajuda da medicina não bastará, Peter inicia uma busca por alguém que possa solucionar o seu problema, nem que tenha de recorrer à ajuda das artes mágicas. Quem melhor que o Dr. Estranho para o auxiliar?

Nesta edição, Peter enfrenta uma série de alucinações que lhe parecem bem familiares, mas os eu significado é para ele desconhecido. A nível de diálogos, esta edição é de longe a melhor, apesar de ter um final que nem lembra ao demónio... ou talvez lembre. Apesar de Strac estar contra o rumo que esta trama está a levar, acho que o homem ainda se consegue redimir nalgum ponto, pois o facto de que ele é um grande argumentista é inegável.
Infelizmente, o que eu temia aconteceu. Mephisto apareceu na conclusão deste comic e propôs a safada da troca que tem sido alvo de críticas por todos os fãs. Pior ainda, Mary Jane estava presente e queria que a troca fosse feita! Vamos lá ver no que isto dá. Cá estarei para ler a 4ª e última parte de One More Day.

Nota: 6/10

10 dezembro 2007

You Tube of The Week #7


Hora H - Hélder Tachinho

Aqui está mais um excelente sketch de César Mourão, mais ou menos da mesma altura do Blogodependente. Desta feita, César Mourão, ou melhor, Hélder Tachinho, é convidado a ir a um programa televisivo com o rótulo de um dos maiores matemáticos portugueses.
Este foi o primeiro sketch deste humorista que vi e fiquei mais que convencido, apesar de ao ínicio não ter tido uma vontade tão grande do ver. Tenho a impressão que foi no Há Vida em Markl que descobri esta pérola...

07 dezembro 2007

Straczynski está insatisfeito com One More Day

Era a coisa que eu menos esperava que acontecesse, mas o que é facto é que não são só os fãs a protestar. J. M. Straczynski escreveu no seu blog que está bastante descontente com o que se está a passar na actual saga do Aracnídeo, One More Day, e que chegou a pensar em pedir para retirar o seu nome das duas últimas capas das edições da série AMS.
A quem se deve tal descontentamento?! Uma palavra: Quesada! Aquele que abomina o casamento de Peter com MJ e adora velhinhas à beira da morte.

Este desejo de Straczynski baseia-se na sistemática interferência editorial pela qual ele passa ao escrever os seus argumentos, o que lhe impede de fazer o seu trabalho correctamente. Esta polémica também é em muito semelhante à do caso com Will Pfeifer, referente à mini-série Amazons Attack da DC Comics. Os fãs ficaram tão descontentes que a série foi alvo do protestos duros pelos mesmos (um dos fãs enviou a mini-série completa ao editor da DC por achá-la demasiado má). Pfeifer veio mais tarde falar no seu blog que a má qualidade da série não era directamente da sua conta, pois os editores haviam interferido com o rumo da história para que pudessem facturar mais dólares!

Quesada acabou por convencer o seu amigo Straczynski a não retirar o seu nome das duas capas finais, pois não seria a melhor opção. O escritor disse então que não pretendia sabotar nem a editora, nem Quesada pelo trabalho que está a ter nos desenhos.

Ou seja, meus caros amigos, aqui podemos concluir que o descontentamento dos fãs não é por acaso, afinal até os empregados se mostram insatisfeitos com o que se passa. É claro que esta iniciativa de Straczynski não deixa de ser uma jogada inteligente, pois automaticamente afasta as culpas de si do possível insucesso de OMD, ainda antes da bomba fanboy rebentar.
NA 4ª parte de OMD teremos a resposta a este problema, mas é quase certo que se vá passar aquilo que está previsto- dead (wo)men walking with alzheimer.

Hitch no novo dia do Homem-Aranha!

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Vêem esta imagem a abrir o post, leitores e leitoras?
Esta magnífica ode ao espírito clássico do Aranha é da autoria do conceituado Bryan Hitch - Ultimates (os bons, não essa merd% do Loeb e do Madureira!) -consiste na capa de Amazing Spider-man (AMZ) #546: as 48 páginas inaugurais de Brand New Day (BND).
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"Brand New Day??? Que é isso?" é a expressão enunciada pelo leitor mais desatento que provavelmente esteve em coma durante os últimos 3 meses (as melhoras!) ou então a fazer um roteiro espacial pela Via Láctea (e então? Aquilo lá em cima é giro?) convém explicar que BND consiste na história que virá suceder a esta tumultuosa fase da vida do Homem-Aranha: One More Day (OMD).
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Apesar de OMD ainda estar um pouco longe do seu final, as suas consequências parecem mais ou menos óbvias: O casamento entre Peter Parker e Mary Jane Watson acabará! Não por divórcio ou morte de um dos cônjuges, mas sim porque vai ser apagado da cronologia aracnídea e da memória do casal.
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Ou seja! Temos uma nova realidade do Aranha! Ele agora está solteiro.
BND conta a história da nova vida de Peter.
Estas novas 48 páginas não são uma única história! Têm daqueles miminhos que nós apreciamos, histórias-bónus:
- Spider-man #101 por Slott e Romita Jr.;
- Mais informação sobre Jackpot com argumento de Marc Guggnheim e a arte do competente Greg Land. Confiram:
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- Uma história focada na (imortal) Tia May, por Bob Gale e os desenhos de Paul Windslide;
- Uma história super-secreta por Zeb Wells e Mike Deodato Jr.

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Bem... Nada como os velhos tempos!

Mas dizer que BND é uma história é dizer pouco!
BND é também um arrojado e inovador conceito editorial!
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Porquê?
Porque vai só passar a existir ASM no mainstream da Marvel! Sensational e Friendly Neighborhood, apesar dos esforços dos autores e dos lamentos dos fãs vão para o Limbo!
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Quer isto dizer que vou deixar de ter tanta oferta mensal de títulos do Homem-Aranha?
Não leitor. ASM passará a sair 3 vezes por mês.

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Mas eu gosto tanto das equipas criativas dessas edições! E das sagas que estão actualmente nas mesmas. Será que o Quesada não vai fazer como fez com os Ultimates e pôr lá uma equipa técnica muito fraquinha?
Bem leitor... Essa é uma pergunta excelente! E complicada. Confesso que o Homem-Aranha está a ter uma grande atenção por parte da comunidade nerd, voltando a ser o ícone que era antigamente. E isso é sinónimo de dinheiro e o Quesada adooooooora dinheiro por isso já tratou de colocar boas equipa à frente dos primeiros 4 arcos do novo projecto. São elas:
1.º Argumento: Dan Slott / Arte: Steve McNiven.
2.º Argumento: Marc Guggenheim /Arte: Salvador Larroca.
3.º Argumento: Bob Gale / Arte: Phil Jimenez.
4.º Argumento: Zeb Wells / Arte Chris Bachalo
Estas 4 equipas merecem o dinheiro e tempo gastos na leitura das histórias!

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AH!!! QUE EU MORRO!!!
A culpa disto é do Homem-Aranha!!! Aquela ameaça!!!
AAAAHHHHHH!!!!!!

Trailer de Grand Theft Auto IV



Lindo!!!
É GTA! Se o gameplay tiver esta qualidade não falha a nomeação para um dos melhores jogos de sempre.
Problema: só vai ser lançado em PS3 e XBox 360.

06 dezembro 2007

World War Hulk #5

Spoilers:

Recordem esta capa! É a capa da edição mais abusiva do mês! Para não dizer do ano!!!
É nesta edição que se resolve todo imbróglio gerado pelo regresso de Hulk ao planeta Terra para ajustar contas com os Illuminatti.
Como conseguem perceber o Sentry tem um enorme relevo nesta edição e para quem gosta dos clássicos Thor VS Hulk então vai adorar o Sentry VS Hulk.

O desfecho da saga é sublime, Greg Pak é competição à altura de Peter David.
Esta edição é quase toda pancada! Mas o que não é pancada é muito bem escrito.
Uma nota para os desenhos: John Romita Jr. foi demais ao longo desta saga. Quem conferir o combate vai perceber.

Aconselho vivamente.
Nota: 4.3/5

Ultimates V3 #1

Bom! Já li! Agora vem uma pequena análise, não muito concreta apenas o suficiente para abrir o apetite a quem gosta.

Esta é uma nova fase para o Ultiverso.
O conjunto criativo da equipa heróica mais carismática dos últimos anos da Marvel foi mudada. Onde antes tínhamos Millar agora temos Loeb, onde antes tínhamos Hitch agora temos Madureira. Anteriormente eram histórias de um cariz adulto e de grande complexidade, agora são histórias simples para se verem e não para se lerem.
Esta nova run inicia-se logo após os eventos ocorridos em Grand Theft America, uma das melhores sagas dos comics de sempre. Vou reconhecer que Loeb não podia manter (não por não querer, mas simplesmente por não conseguir) o foco das histórias na existência e na manutenção de um corpo de super-seres com capacidades destrutivas enormes. Passou da super-política para a super-porrada.
Como em todas (não há nenhuma que tenha lido do homem onde isto não acontecesse) ocorre um assassinato... E posso pôr as mãos no fogo ao afirmar que o rumo da história não será nada estranho a quem já leu Hush. Mas isto sou apenas eu a afirmar.

Nota: 1/5

Acredito que os fãs deste duo criativo irão apreciar a fase. Mas eu não gostei.