Argumento: Jim Starlin Desenho: Mike Mignola
Directamente vinda do túnel do tempo, esta obra que até há bem pouco não conhecia, da autoria do grande Jim Starlin, é uma excelente leitura que promete agradar aos fãs das séries cósmicas.
Antes de ler este livro tive o receio que encontrar muitas semelhanças com a congénere deste livro, Infinity Gauntlet, pois além de serem do mesmo autor e de pertencerem a duas editoras concorrentes que se esforçam para se superarem uma à outra, utiliza a mesma temática - uma grande problemática cósmica que afecta todos os heróis e principalmente outros planetas do espaço. Mas estava errado - Cosmic Odyssey só não supera Infinity Gauntlet por não utilizar uma personagem tão omnipotente como Thanos (uma das melhores personagens dos comics), mas ainda assim consegue contar uma história bem mais complexa e atraente com um maior leque de intervenientes activos.
Darkseid começa por descobrir que existe algo bem mais forte que ele no universo, mas esse algo não pode ser conquistado sem ajuda. Nenhum dos seus aparelhos ou servos detém o poder necessário para dominar esse elemento, portanto a única maneira é recorrer aos seres mais poderosos do cosmos - Os Novos Deuses e consequentemente os Heróis da Terra. É claro que Darkseid não tomaria esta decisão sem antes arquitectar um pequeno plano que mais tarde iria contra os objectivos dos Heróis... Esse algo que este vilão quer conquistar tem o nome de Anti-Life e está distribuido por três planetas onde em cada um deles foi instalado um Doomsday Device, uma espécie de bomba relógio que, activada, significa a destruição do dito planeta. Os heróis têm a missão de desactivar esses aparelhos, mas talvez não o consigam a tempo.
Jim Starlin foi sem dúvida um dos melhores argumentistas da sua altura, como já tinha referido no artigo anterior referente à sua passagem pela Marvel. É muito bom ver como alguém naquela altura conseguia produzir argumentos tão modernos, visto que eram muito objectivos e nada "secantes" como alguns chegavam a ser nos anos 80. Esta história é o reflexo da diversidade que Starlin consegue aplicar nas suas criações, pois como já disse, com personagens de dois mundos distintos, mas com muitas parecenças entre si, conseguiu criar duas tramas completamente diferentes, ambas com os seus pontos de interesse - se por um lado tínhamos a caracterização sublime de Thanos por outro temos uma história mais complexa que consegue prender mais o leitor.
Já Mike Mignola mostra mais uma vez porque é um dos melhores do mercado, esta obra apenas me deu mais vontade de ver este homem num título mainstream. Em Hellboy o desenho é muito bom, mas acho que em Cosmic Odyssey é muito superior - a dinâmica é excelente, a partir de vários quadros iguais consegue criar uma narrativa cativante. Um bem haja para estes senhores e esta obra!
Nota: 9/10
Antes de ler este livro tive o receio que encontrar muitas semelhanças com a congénere deste livro, Infinity Gauntlet, pois além de serem do mesmo autor e de pertencerem a duas editoras concorrentes que se esforçam para se superarem uma à outra, utiliza a mesma temática - uma grande problemática cósmica que afecta todos os heróis e principalmente outros planetas do espaço. Mas estava errado - Cosmic Odyssey só não supera Infinity Gauntlet por não utilizar uma personagem tão omnipotente como Thanos (uma das melhores personagens dos comics), mas ainda assim consegue contar uma história bem mais complexa e atraente com um maior leque de intervenientes activos.
Darkseid começa por descobrir que existe algo bem mais forte que ele no universo, mas esse algo não pode ser conquistado sem ajuda. Nenhum dos seus aparelhos ou servos detém o poder necessário para dominar esse elemento, portanto a única maneira é recorrer aos seres mais poderosos do cosmos - Os Novos Deuses e consequentemente os Heróis da Terra. É claro que Darkseid não tomaria esta decisão sem antes arquitectar um pequeno plano que mais tarde iria contra os objectivos dos Heróis... Esse algo que este vilão quer conquistar tem o nome de Anti-Life e está distribuido por três planetas onde em cada um deles foi instalado um Doomsday Device, uma espécie de bomba relógio que, activada, significa a destruição do dito planeta. Os heróis têm a missão de desactivar esses aparelhos, mas talvez não o consigam a tempo.
Jim Starlin foi sem dúvida um dos melhores argumentistas da sua altura, como já tinha referido no artigo anterior referente à sua passagem pela Marvel. É muito bom ver como alguém naquela altura conseguia produzir argumentos tão modernos, visto que eram muito objectivos e nada "secantes" como alguns chegavam a ser nos anos 80. Esta história é o reflexo da diversidade que Starlin consegue aplicar nas suas criações, pois como já disse, com personagens de dois mundos distintos, mas com muitas parecenças entre si, conseguiu criar duas tramas completamente diferentes, ambas com os seus pontos de interesse - se por um lado tínhamos a caracterização sublime de Thanos por outro temos uma história mais complexa que consegue prender mais o leitor.
Já Mike Mignola mostra mais uma vez porque é um dos melhores do mercado, esta obra apenas me deu mais vontade de ver este homem num título mainstream. Em Hellboy o desenho é muito bom, mas acho que em Cosmic Odyssey é muito superior - a dinâmica é excelente, a partir de vários quadros iguais consegue criar uma narrativa cativante. Um bem haja para estes senhores e esta obra!
Nota: 9/10




































