25 fevereiro 2006

Adere a Esta (R)EVOLUÇÃO!

Como o próprio site indica, o Ultra-Secreto, tens mesmo de aderir a esta (R)EVOLUÇÃO!
Um pequeno grupo de simpatizantes das revistas do Homem-Aranha e dos X-Men uniram-se para fazer com que os mensais da Editora Devir voltem, em vez de serem substituidos por TPB's (podem ver aqui o que a Devir pretendia para 2006). O objectivo seria mudar os mensais para um novo formato americano que tem o nome de Flip Magazine (para saberes o que isto é lê o texto que segue) e o seu preço variaria entre o 3€ e os 4,50€.
Lê este texto feito pelo Nuno Cunha, o criador do Ultra-Secreto e igualmente o criador desta iniciativa:

Um grupo de simpatizantes da Devir, apoiados pelo site Ultra-Secreto lança agora uma iniciativa inédita em Portugal. Trata-se de uma petição intitulada “(R)EVOLUÇÃO” que tem como principal objectivo evitar o cancelamento dos dois regulares Marvel por parte da Editora Devir.

Esta verdadeira revolução de fãs aposta numa reestruturação dos regulares e a aposta num novo formato conhecido como “Flip Magazine”. Cada regular teria assim 64 páginas mensais de banda desenhada Marvel e seria impresso num tamanho ligeiramente mais pequeno (o mesmo previsto pela Devir para o seu TPB) mas dividido por 2 títulos de 22 páginas cada, com artigos, entrevistas; e ainda um poster central. O primeiro regular apostaria nos títulos Homem-Aranha e Ultimate Homem-Aranha enquanto que o segundo regular seria composto pelos títulos X-Men e Wolverine.

Para quem ainda não conhece, o formato Flip Magazine apresenta duas capas diferentes. De um lado o leitor vê a capa de um título e a respectiva BD. Virando a revista ao contrário, o leitor depara-se com uma outra capa e uma outra história de banda desenhada. É como se fossem dois títulos num só. O preço de capa de cada regular neste formato especial deverá manter-se entre os 3€ e os 4,50€ por regular.
Para todos aqueles leitores que ficaram desiludidos com a intenção de cancelar os regulares surge agora esta oportunidade de demonstrar à editora que os fãs desejam os seus regulares de volta e estão dispostos a lutar por isso.

Acreditamos que, se pelo menos 1000 leitores assinarem a nossa petição (500 para cada um dos títulos) e se esses 1000 demonstrarem que desejam seriamente comprar o seu regular reservando adiantadamente o primeiro número num ponto oficial Devir (pagando assim o seu regular), este será mesmo impresso pela Devir e os fãs vencerão esta cruzada. Lembramos a todos que esta será muito provavelmente a derradeira oportunidade de os fãs se manifestarem contra o final dos regulares Marvel!

Para saberem mais sobre esta petição consultem o nosso mini-site em http://www.ultra-secreto.com/revolucao.
(R)EVOLUCÃO!!!


Já sabes, agora é só visitares o mini site da (R)EVOLUÇÃO e assinares esta Petição. Uma iniciativa de louvar na BD em Portugal!!

24 fevereiro 2006

"Spider Man in Black"

Nem eu esperava esta... O nosso querido Aranha vai-se equipar de negro no seu próximo filme, Spider Man 3. Apesar de ainda não ser confirmada a presença do vilão Venom, o Homem Aranha vai ter à mesma de vestir as cores do seu inimigo.
Como podem ver ao lado, a imagem quase que parece uma montagem a preto e branco, mas na realidade não é. A Sony afirmou o mesmo e acrescentou ainda que se a observarmos melhor, veremos que é mesmo um uniforme negro.
Depois de confirmada a presença de Sandman (outro dos arqui-inimigos do Aranhiço) e de Gwen Stacy, só nos falta saber se Venom entrará ou não no Grande Ecrãn.

Spider Man 3 estreia no dia 4 de Maio de 2007 nos Estados-Unidos.

22 fevereiro 2006

Corrente na Blogosfera...

Inventam com cada coisa... Bem, esta corrente foi originalmente proposta pelo Blog Xá-das-5, continuou pelo Contra Cultura, passou pelo Blog da Utopia e tenho a impressão de que neste preciso momento chegou aqui. O objectivo deste "jogo" obsceno (...) é cada um escrever sobre 5 traços da sua personalidade.
Aqui vai (cuidado, as seguintes palavras podem ferir a susceptilidade de algumas pessoas):

1- O dia começa pacificamente. Primeiro coisa que faço depois de acordar- ficar dentro da cama. De seguida (depois de finalmente me levantar) vou ligar-me ao computador, mas como é de manhã ele leva algum tempo a aquecer. Resultado- estou quase sempre ligado ao computador, faça chuva, faça sol. Mas antes desse processo rigoroso, tive que passar algum tempo no WC.

2- Sou totalmente aficcionado por BD (assim, este eco-sistema que é a ÁreaBD!, nunca teria nascido). Principalmente o que faço todos os meses é arranjar algumas gorjetas para comprar os meus queridos comics. Uns em portuga e outros importados, já que o material luso é escasso. Se me dissessem que provavelmente a BD iria acabar no mundo, eu é que provavelmente acabaria com o mundo.

3- A vida não é só ler. A música também é uma das coisas que mais me cativa. Ando quase sempre com um dispositivo com o nome de Mp3 e que, apesar de ser pequeno, transporta mais músicas do que eu transportaria sacos do Jumbo.

4- Voltando à BD e voltando àquele ponto das compras, há sempre coisas para ler. Sou um comprador nato e tenho sempre curiosidade em ler o que está a ser bem ou mal criticado. O que conta é a minha opinião e nem sempre a dos outros...

5- Por fim, acho sou um pouco cómico. Não sou daqueles que é pessimista e que pensa que o mundo vai acabar amanhã. Também gosto muito de escrever, mas esse é um assunto que por agora fica de parte.

Por agora é só. Aproveito e passo a corrente a outro amigos desta grande blogsofera:

18 fevereiro 2006

A Estreia da MangaLine Edições PT

Pois bem pessoal, foi mesmo ontem que a tão aguardada editora MangaLine Edições (por agora o site só se encontra em espanhol) se estreou no mercado da BD, mais propriamente no Manga. O local? O evento Anime Weekend Aveiro 2006 , onde já se encontram à venda os dois primeiros títulos da editora num stand próprio. São eles 'Vampire Princess Miyu' e 'My HiME'. As informações que se seguem vêm directamente do fórum da Central Comics, e aproveito assim para resumir algumas que estão lá presentes.
Começamos com uma história próxima do terror e da aventura onde Miyu, a Princesa dos Vampiros tem como missão capturar o Shinmas, já que agora eles se encontram à solta. Aparentemente, os Shinmas são criaturas que a Princesa tinha de manter presas no seu mundo. A série é mensal e este é o primeiro número de 10. Tem o preço de 8€ e cerca de 200 págs.
Por outro lado temos uma coisa mais calma (penso eu) mas não longe de aventuras com monstros e coisas do género. A história passa-se numa escola (a Academia Fuuka) onde Yûichi Tate se matriculou recentemente. Pelos vistos, esta personagem irá descobrir que esta escola é atacada frequentemente por monstros chamados de Orphans. Para os combater, foi formada uma espécie de equipa especial formada por raparigas. Esta equipa tem o nome de HiME (daí vem o título...) e combate estes montros com armas especiais e elementos vários. Mas a base deste manga até nem está aí, mas sim na persongem principal que por acaso é um rapaz. Cada HiME tem o poder de criar, juntamente com outra pessoa, um Child, uma poderosa criatura que ajuda a derrotar os Orphans. É aí que entra Yûchi. Ele é a chave não de uma, mas sim de duas HiME, ou seja, permite duas transformações. As duas raprigas vão andar sempre à 'bulha' por causa deste rapaz e olhem que este é só principio dos seus problemas... Este série será bimestral, terá também cerca de 200 págs e tem 5 capítulos. O preço é de 7,50€.

Dois títulos destes não são nada maus para começar. Veremos se em Maio teremos mais alguma série para compensar a falta de My HiME (já que o título é bimestral). Por agora deixo-vos com as duas capas destas séries. apesar de terem a linguagem em espanhol o desenho da capa é o mesmo para Portugal. Estes dois Mangas serão oficialmente lançados por todo os país em Março.
Aproveito para desejar à MangaLine Edições uma longa vida e que publique muito bom material para a BD em Portugal continuar a crescer.


17 fevereiro 2006

Entrevista a Álvaro

Pessoal, mais uma grande entrevista realizada em exclusivo para a ÁreaBD!
Desta vez entrevistámos o Álvaro, um excelente artista, infelizmente não muito conhecido, mas com muito potencial. Ao longo da entrevista poderão ficar com um "cheirinho" do seu excelente trabalho, e pederão ver muito mais em: www.geocities.com/alvarossantos
Desde já agradecemos ao entrevistado pela sua disponibilidade e simpatia, que tornaram esta entrevista possível.

1. Como é que surgiu o teu interesse pela BD e pelo Cartoon?

-Não me lembro. Deve ser nato. Em puto não me lembro de ter lido nada sem desenhos. Aliás, acho que o primeiro livro (sem ilustrações) que li sem ter sido obrigado foi já quando andava na faculdade. Aí desforrei-me.

2. Quais foram os teus primeiros passos nessa área?

-Desenhos obscenos nas carteiras da escola possivelmente. Tínhamos de ocupar o tempo. Chegámos a fazer uma bd tipo Cadáver Esquisito onde entravam uns professores... mas não a divulgámos muito.

3. Para além de fazeres BD, tens mais alguma ocupação?

-É mais ao contrário. Para além das minhas ocupações, na formação profissional, nas explicações e em algum projecto de Arquitectura que surja, também faço bd.

4. Segundo o que vimos aqui, estás a fazer uma BD que, a nosso ver, tem bastante potencial.
O que pretendes fazer quando a acabares? Vais publicá-la?

-Tenciono publicar. Ou que a publiquem, mais precisamente. De início, quando tiver a bd concluída na mão, vou bater a umas portas e sondar as hipóteses. Depois, em função das respostas que obtiver, pensarei no plano B.

5. Podes dar-nos alguns detalhes sobre este teu trabalho?

-Quando comecei a pensar no projecto, a ideia era ser uma bd simples, rápida de fazer, a preto e branco, de baixo custo e hilariante. O objectivo era e é captar público, vender alguma coisa, dois ou quatro mil exemplares, para ter algum retorno financeiro e abrir caminho a mais projectos na mesma linha, em registos diferentes e a outros autores também.

Acabou por se tornar na bd mais complexa que já fiz. Das iniciais duas personagens, às tantas tenho quatro num diálogo de surdos a seguirem monólogos cruzados em conflito aberto com os monólogos dos outros. Gerir isto, gerir o ritmo da historia, gerir os ritmos individuais, evitar repetições gratuitas, gerir as redundâncias, manter o ritmo, não deixar o andamento ir abaixo, não acelerar, manter as expectativas no final de cada página (pode ser que isto seja publicado num jornal ou numa revista), manter a coerência de cada personagem ao exceder os seus limites, arranjar tempo e espaço para desenhar, etc. tem sido um pouco complicado. Neste momento já finalizei a página 40. Falta passar a tinta as últimas vinte. Depois é só digitalizar, dar uns retoques e, muito possivelmente, refazer a letra. Espero encontrar editores que apostem nisto.

6. As ideias para alguns dos teus trabalhos surgem de algumas situações do dia-a-dia ou directamente da tua cabeça?

-Surgem directamente de situações do dia-a-dia que ficaram retidas na minha cabeça. É uma espécie de purga.

7. Em que é que te formaste? E em que ano?

-Licenciei-me em Arquitectura, pela FAUTL em 1993. Ainda vou exercendo a actividade.

8. Tens alguma ideia dos teus futuros trabalhos?

-Tenho algumas ideias. Umas são sequências directas do «Sexo, Mentiras e Fotocópias», outras não têm nada a ver.

9. Na tua opinião, qual foi o melhor resultado que obtiveste numa obra tua?

-Este do Sexo, Mentiras e fotocópias e da bd que fiz para a exposição do Geraldes Lino no FIBDA de 2005 parodiando o Little Nemo (resultou bem). Também gostei do Marco e Daniel, do Xatoman e a do Arrastão que teve reacções interessantes no CentralComics. Mas esta das fotocópias está a dar mais luta.

10. Se pudesses escolher, que personagem de BD serias?

-Agora é que me lixaram. Sei lá. Uma daquelas personagem do Cosey que andam a vaguear pelo Tibete ou pelos Alpes à procura não-sei-do-quê... Um Garfield, não capado claro... Ou o Hulk, talvez... Às vezes apetece-me demolir umas coisas.

11. Do que leste de BD até agora, do que é que mais gostaste?

-Gostei do Quotidiano Delirante do Prado, do Corto Maltese na Sibéria, do Hulk x Wolverine do Sam Kieth, do Arzach do Moebius, do Peter Pan do Loisel... O que ando a gostar bastante de momento é da série Spaghetti Brothers do Trillo e do Mandrafina que anda a ser publicada a cores pela Vents d’Ouest. É uma moca.

12. O que achas do governo?

-Acho que os membros do actual governo podiam ser um pouco mais discretos nas suas intenções. E nos seus actos, já agora. Só por uma questão de pudor. Mas não adianta a gente queixar-se muito. Quando esses saírem, os seus lugares serão prontamente ocupados por outros idênticos com tem acontecido pelo menos nas últimas décadas.

Os políticos são um bom reflexo do país que os elegeu. É necessário começar pelos putos, bem cedo, mesmo antes de aprenderem a ler, explicar-lhes que o saque sistemático àqueles que ganham menos irá a médio prazo aumentar a diferença entre as classes económicas, criar mais criminalidade e aumentar o risco de um dia não poderem movimentar-se sem escolta militar.


13. Por fim, o que achas do panorama actual da BD em Portugal?

-Profissionais precisam-se! Mas antes disso convinha que os amadores que por aí andam tivessem mais oportunidades para publicar e que fossem pagos razoavelmente para continuarem nisto e um dia passarem a viver desta actividade. Para se fazer um trabalho em condições é necessária muita prática e experiência. Se não somos publicados, se o traço não evolui ao nível do dos funcionários da indústria dos mangás ou dos super-heróis, não podem vir depois rotular a inexperiência ou o desencanto por preguiça.

Os Novos Projectos de Grant Morrison

Grant Morrison saiu de mãos cheias da Convenção Wondercon. Durante o evento, a DC Comics divulgou que Morrison será o novo argumentista da série 'Batman'. Talvez venha dar um pouco de ar fresco ao título... Ele irá substituir James Robinson, o actual argumentista deste título.
Quanto ao desenhador ainda é uma incógnita, mas já circulam por aí uns rumores de que um dos irmãos Kubert irá ocupar o cargo. Mas nunca se sabe...
Agora, quanto ao trabalho propriamente dito, o argumentista adiantou que já escreveu o enredo de 15 histórias para a série (!). Segundo o próprio, a primeira edição onde irá colaborar irá ter o título de 'Batman e Filho' e será uma espécie de confronto entre o Homem das Trevas e Talia com os seus Homens-Morcegos ninjas.
Fugindo um bocado do assunto, já sabe que Grant concluiu o argumento de umas das próximas adapatações de BD's para o cinema- WE3 (esta publicação está nos planos da Devir para este ano). Foram acrescentadas algumas cenas que não podiam ser introduzidas no próprio comic, por questões de espaço. Ainda não li esta piblicação, mas parece ser muito boa pelas críticas que são feitas. Foi originalmente editada pela DC Comics no selo Vertigo.
Por fim, temos aqui uma dupla que certamente fará um trabalho espectacular- Grant Morrison e Jim Lee. Estes dois sujeitos irão ser a nova equipa criativa da série Wild C.A.T.S. Este novo arco será uma espécie de One Year Later (o próximo evento da DC) mas em vez de um ano, a série irá dar um pulo gigante de 5 anos. A ser editado pela WildStorm.

Bem, mais seria difícil para um só homem, mesmo sendo um grande escritor que ele é.

16 fevereiro 2006

BD Jornal #10 já nas Bancas

Como é hábito, já se encontra o BD Jornal à venda logo nos primeiros dias do mês. Destaque para duas entrevistas- uma a José Carlos Fernandes (que pode ser lida aqui) e outra a Esgar Acelerado (que também pode ser lida aqui).
De resto contem com "As Últimas" do Festival de Angoulême e as perpectivas do Director da Devir, José de Freitas e de um livreiro da Kingpin Comics. Aqui está em síntese o que vai sair neste BD Jornal de Fevereiro, por Jorge Machado Dias:

"Em mês de balanços, é de balanços que se fala neste número do jornal da Banda Desenhada.

Começando pelo balanço de um editor (José de Freitas, da Devir), seguindo-se um livreiro de uma livraria especializada (Mário Freitas, da Kingpin of Comics) e uma perspectiva do que se passou em França.

De seguida, os prémios do Festival de Angoulême, matéria esta complementada com um pequeno texto de Pedro Cleto, Angoulême – Histórias portuguesas. Depois fala-se de Kotobuki Shiriagari, a revelação do Festival de Angoulême deste ano. Pedro Cleto escreve sobre o livro Zatoichi, de Hiroshi Hirat e João Miguel Lameiras dá-nos a conhecer Jiro Taniguchi.

Osinvito – Divulgação Turística em banda desenhada, é uma nova abordagem, por Pedro Cleto, de um jornal já divulgado no nº 7 do BDjornal. Depois Sara Figueiredo Costa fala-nos da colecção da Bedeteca de Lisboa, Lx Comics – da revista quase futurista, à máquina de atormentar leitores incolores e Nuno Franco introduz-nos no Movimento underground na banda desenhada – Revolução Subterrânea, a concluir no próximo número.

Sara Figueiredo Costa escreve sobre a exposição do Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem da Amadora (CNBDI), de que é Comissária, BD Infantil Portuguesa – em traços miúdos.

Pedro Alves explica ao público em geral porque não se deve comprar o BDjornal. E apresentamos nas centrais duas pranchas de Ruben Lopez, autor que vai ocupar o destacável central nas próximas duas edições deste jornal.

É também tempo de uma nova série da 5ª Pedagógica, de Miguel Montenegro que aqui se inicia.

José Carlos Francisco e Júlio Schneider falam de Júlia Kendall, uma série da Editora Mythos lançada há pouco em Portugal e João Pedro Rosa, com Pedro Oliveira, entrevistam José Carlos Fernandes. Prosseguimos com outra entrevista, esta de Hugo Jesus a Esgar Acelerado.

Paulo Guinote escreve Memórias de um Bedéfilo Suburbano e Pedro Cleto, nos seus já habituais apontamentos sobre Coleccionismo e Selos & Quadradinhos.

De seguida há muita matéria, de divulgação de livros e publicações várias, críticas, concursos, eventos, etc…

Claro Botelho finaliza com a nova actividade da Virgin – a Virgin Comics, da Índia para o mercado global.

Num destacável especial (cuja edição terá de ser repetida no próximo número do BDjornal devido a um erro da Gráfica, que desformatou o texto, tornando-o ilegível no seu todo), apresenta-se um resumo do Dossier sobre a BD em Portugal em 2005, que a Bedeteca de Lisboa costuma publicar no seu site todos os anos desde 2001, este ano com ilustrações de Pedro Zamith e que ilustram a primeira página do jornal."

13 fevereiro 2006

Garfield Sem Pensamentos?

Ora aqui está uma proposta bem interessante. Aproveitando para lançar uma discussão, o que acham que aconteceria se retirassemos todos os pensamentos do Gato Garfield nas suas tão famosas tiras cómicas? Bem, como o mundo está cheio de curiosos, eis que alguém se deu ao trabalho de fazer isto e o resultado é o que vocês podem ver aqui em baixo. Talvez um pouco caricato, mas ainda assim não podemos deixar de ver que a verdadeira piada que cada tira contém não desaparece. Também sou um daqueles que pensa que normalmente o cerne da questão reside nos pensamentos do Garfield, só que esta experiência é um pouco intrigante e deixa-me com a impressão de que não ficaria assim tão mal. Deixo-vos aqui três tiras em que foram feitas estas experiências. Para mais cliquem aqui.
Digam lá o que acham.

12 fevereiro 2006

Janeiro em Terror

Apesar de já ser um pouco tarde para os anunciar, os lançamentos da Devir em Janeiro já andam por aí. E talvez a Devir esteja a esgueirar-se para a BD alternativa...
Pois é. Este mês esta editora dá-nos a oportunidade de acabarmos a trilogia 30 Dias de Noite e conhecermos mais um título do género de Terror- Freaks, No Coração da América. Sendo que ambos os títulos são da autoria de Steve Niles, podemos acompanhar dois traços distintos. O primeiro é de Ben Templesmith e o outro é de Greg Ruth.
De seguida, fiquei um pouco confuso com este terceiro lançamento. A avaliar por esta notícia, e também pelo comentário do próprio autor, o lançamento de Talismã, uma BD da autoria de dois portugueses, foi adiado. Era para se realizar na Livraria Almedina, no Atrium Saldanha com a presença dos autores Manuel Morgado e Filipe Faria. Apenas a será mudada a data, pois o local será o mesmo.
Sem mais demoras ficam aqui os resumos deste três títulos:


30 Dias de Noite- Regresso a Barrow
Steve Niles e Ben Templesmith
Nº de págs.: 144
Preço: 14€

30 Dias de Noite é um dos contos de maior sucesso dos nossos dias, tendo já originado uma segunda tiragem em trade paperback, uma futura adaptação para o grande ecrã, e furor entre os milhares de fãs que ansiavam por uma história de terror inovadora. Agora, a mesma equipa criativa revisita Barrow, no Alaska, a cidade onde tudo começou. Mais uma vez, a longa e sombria noite volta a estender-se sobre a tundra.
Algumas coisas podem ter mudado, mas o terror permanece…


Freaks, No Coração da América
Steve Niles e Greg Ruth
de págs.: 152
Preço: 14€

Sob os céus sombrios da América rural profunda, um terrível segredo está escondido há muitos anos. Trevor terá que impedir que o seu irmão mais novo, Will, seja a próxima vítima dos medos de uma comunidade que não consegue compreender esse segredo trágico que une as suas vidas.

“Terror subtil como o de Bradbury, gloriosamente visualizado pelo incrível talento de Greg Ruth”, Comic Book Marketplace

STEVE NILES é um dos mais talentosos argumentistas do comic americano actual. Tornou-se famoso pela sua trilogia 30 DIAS (30 Dias de Noite, Dias Sombrios, Regresso a Barrow), uma original saga de vampiros, já editada em Portugal pela Devir. Em 2005, Niles foi nomeado para o Prémio Eisner de Melhor Argumentista.

GREG RUTH desenvolveu a maioria do seu trabalho inicial na banda desenhada independente e alternativa, até começar a sua carreira na Dark Horse, com este Freaks, a que se seguiu um arco da série regular de Conan.

Talismã
Filipe Faria e Manuel Morgado
Nº de págs.: 72
Preço: 9€

O outrora poderoso Reino de Vergudir foi vencido pelo aço das espadas dos Ugrator. Do seu antigo poder resta apenas um talismã. Um de quatro talismãs que representam o legado dos progenitores e que, quando juntos, trarão um imenso poder ao seu detentor. Um poder que Vihir terá de impedir que caia nas garras cruéis dos Ugrator, contando para isso com o mais improvável dos aliados, o ladrão Jahnar.
Uma espectacular história épica de fantasia, Talismã parte de uma ideia original do ilustrador Manuel Morgado, com argumento de Filipe Faria, e assinala a estreia do autor de As Crónicas de Allaryia na Banda Desenhada.

Textos: Devir

11 fevereiro 2006

Estatuetas #1

Aqui está mais uma das inicitivas da ÁreaBD! A partir de agora iremos mostrar-vos quais são os nossos bustos ou estatuetas preferidas deste grande universo da Banda Desenhada. Esperemos que gostem.
Criada por: Michael Turner
Esculpida por: Tim Bruckner e Tony Cipriano
Preço: 195$

Esta fantástica estatueta da personagem Flash, teve origem no trabalho de Michael Turner nas capas da série do mesmo. Aqui podemos ver que o Flash saiu vitorioso de um confronto com o Gorilla Grodd. Este é um dos principais inimigos deste Super-Herói e teve a sua primeira aparição no comic The Flash #106 (Maio de 1959). Na minha opinião esta estatueta está quase que perfeita e não vejo nenhum erro a apontar.
Foi pintada à mão, é feita de porcelana e tem um preço exurbitante de 195$. Olhem que não é para todos!

10 fevereiro 2006

O Novo Projecto da Marvel

A Marvel Comics tem em mãos um novo projecto cinematográfico. Desta vez será a personagem Deathlok que possivelmente passará para o grande ecrãn. Quem começa por falar da nova aposta da Casa das Ideias é o próprio director do filme, Paul McGuian e diz que pretende começar já com as gravações no fim deste ano. Ele apenas afirmou que está interessado em adaptar a persongem, pois a Marvel ainda não anunciou se irá aceitar ou não. O argumentista do filme será David Self e pelos vistos a história andará à volta de um homem que será utilizado numa experiência que tem como objectivo torná-lo uma espécie de 'Cyborg'.
Deathlok é uma persongem que teve o seu auge nos anos 90 e já teve várias identidades. Nunca li nada sobre a personagem mas talvez seja interessante. Aqui fica uma imagem (ao lado) para verem como ele é.

03 fevereiro 2006

Fãs Tentam Salvar a Série 'Spider-Girl'

Spider-Girl está outra vez em risco de ser cancelada. A Marvel Comics anunciou há uns tempos que este título iria ter o seu fim precisamente no #100. Mas mais uma vez, os fãs da personagem feminina que mais números tem na Casa das Ideias, tentam salvá-la. Outras vezes isto já tinha acontecido mas talvez seja agora o último fôlego da personagem. Digo isto porque cada vez que se salva uma personagem deste calibre (penso que algo baixo) as probalidades de isso acontecer vão baixando.
Mas quem está por detrás desta iniciativa tem muitas esperanças e por isso foi criado um site para que nada de pior aconteça- http://www.savespidergirl.com/. Toda esta missão de salvamento começou num fórum dedicado à Spider-Girl.
E como não poderia deixar de ser um dos mais conhecidos argumentistas do super-herói Homem Aranha e o criador deste heroína, Tom DeFalco, comentou esta situação. Ele afirmou que esta super-heroína vivia só mesmo porque os fãs o queriam.

Por último, estas pessoas incríveis, que eu considero os verdadeiros super-heróis, não ficaram por aqui. Criaram ainda folhetos de divulgação da série mensal 'Spider-Girl' e enviaram-nos para as comic-shops dos States inteiros. E vejam que isso lucrou, porque alguns donos dessas lojas aumentaram as encomendas de produtos da personagem!

02 fevereiro 2006

Nova Equipa no Título ' Wolverine'

Pois é, o tão odiado Humberto Ramos tem aqui um novo trabalinho para a Marvel. Em Maio, a partir do #42, ele passará a desenhar as aventuras do 'Wolverine' e terá ao seu lado o argumentista Marc Guggenhein.
O primeiro arco a estrear esta nova equipa criativa terá seis edições e será um prelúdio do novo evento da editora- 'Civil War'.

Agora, falando do que eu penso... Eu gosto do traço do Humberto, mas às vezes parece que ele desenha as personagens demasiado diferentes do normal. Ele mistura o estilo dos Mangá (às vezes) com o estilo norte-americano que os Comics têm. Neste desenho do Wolverine, por exemplo, as pernas foram desenhadas desproporcionalmente ao resto do corpo. Acho que ele tem capacidade para melhorar este pequenos erros de anatomia, ou talvez ele o faça deliberadamente

Para mais informações não se esqueçam que Joe Quesada irá dar mais desenvolvimentos na Sexta-Feira.

30 janeiro 2006

As Novidades da Marvel

Joe Quesada já começa a tirar alguns trunfos da manga. O Editor-Chefe da Marvel Comics revelou mais algumas informações sobre o futuro de algumas personagens da editora.

Começando pela Guerra Civil que por aí vem ('Civil War') já foi adiantado que quem fará as capas do evento será Michael Turner. Joe salientou ainda que a equipa está a tentar utilizar o menor número de novas séries, possivelmente para não sobrecarregar o mercado de títulos sobre o mesmo evento.

Já em Marvel MAX podemos verificar que esta linha está a dar os seus lucros. Está a ser planeada uma nova série neste selo com o nome de 'Haunt of Horror', da autoria de Richard Corben (argumento) e Rich Margopolis (desenho). Penso que seja uma série já antiga da Marvel que agora terá uma nova edição (penso eu de que). Cada número terá cerca de 4 histórias, com tudo a p/b e com tons de cinza, e irá conter também os textos da publicação original para podermos fazer algumas comparações. Foi acrescentado que os títulos MAX continuarão a aumentar, mas se afastaram um pouco dos Super-Heróis.

Depois temos o já veterano dos X-Men- Salvador Larroca. Felizmente já vai mudar de ares, pois está a afastar-se lentamente dos títulos X. Este homem, que até tem um traço agradável, está sempre metido num buraco em forma de 'X' e sinceramente já cansa. Diz-se por aí que o desenhador está a tentar mudar o seu estilo, mas que não tem nenhum novo projecto nos seus horizontes (nos dois lados estão alguns previews do regresso do Apocalipse). E por falar em espanhóis, está assegurado um contrato em exclusivo com Juan Santa Cruz, que desesenhou o #4 de 'Marvel Adventures Fantastic Four'.

Mas esta avalanche de notícias ainda não acabou. Por um lado, Warren Ellis vai ter o seu próximo trabalho numa personagem feminina (quem sabe se um novo título ou apenas a substituição por outro argumentista num título já existente). Por outro, já podem conferir um fantástico esboço de Alan Davis para 'Fantastic Four: The End' (em baixo). Parece que a moda de "acabar" com as personagem pegou no público ;)
Por fim, temos duas novas possibilidades para o selo Ultimate. Para este ano está agendado um crossover entre algumas personagens de universo ainda em expansão. Quesada afirmou ainda que, apesar de no passado ter discordado de uma hipotética opção de um crossover entre personagem do Universo Ultimate e das persoangens do Universo Marvel normal, essa ideia pode estar na calha dos novos títulos.

A ver vamos...

25 janeiro 2006

X-Men 3

Dantes tinha uma secção só de cinema, mas agora decidi criar uma rubrica em que vou contando as últimas novidades do cinema (é claro, realacionado com a BD) com várias imagens e alguns links disponíveis para os respectivos sites dos filmes. Aqui fica a primeira edição do 'Por Detrás da Tela'...

Foram divulgadas mais imagens reveladoras do filme 'X-Men 3'.
Aqui ficam algumas imagens novas do novo filme dos pupilos de Xavier a estrear no dia 26 de Maio de 2006 nos Estados Unidos . Podem visitar o site oficial aqui. E além disso têm aqui mais alguns sites que falam deste filme:
Começamos por ver uma imagens do Fanático (Vinnie Jones), em que dá para vermos alguns detalhes do seu corpo e o seu aspecto fisionómico para termos uma ideia de como esta persongem irá ser no filme.
De seguida, já podemos ver a Fénix Negra (Famke Janssen) em acção, e olhem que ela não está nada contente... Estará ela a ter outra discussão com Scott Summers? ;)
Continuamos com Psylocke (Mei Melancon) e o seu gangue. Há uns dias já tinha sido revelado que neste filme ela faria o papel de uma vilã. Ela é a que está à direita com o seu habitual cabelo cor púrpura. Ela também fará parte da Irmandandade de Mutantes de Magneto.
E terminamos com imagens das duas personagens que têm os efeitos especiais mais vistosos neste filme. São eles o Fera (Kelsey Grammer) e o Anjo (Ben Foster). Por um lado, a ideia do Fera ser azul está muito bem conguida e até parece que saiu de uma autêntica BD. Por outro temos as asas, quase que perfeitas, do Anjo.

22 janeiro 2006

Arrowsmith

Argumento: Kurt Busiek
Desenho: Carlos Pacheco
Arte-Final: Jesus Merino
Cores: Alex Sinclair
Edições Devir/ Wildstorm

Sem dúvida alguma (para mim) um dos melhores álbuns de 2005 que a Devir editou. Mais uma vez, esta editora aposta na variedade e tem aqui um óptimo resultado. Mas só há um pequeno problema: "É só isto? Fiquei com vontade de ler mais..." Bem, foi isto que me aconteceu. Apesar de ter adorado esta BD fiquei com a sensação de que poderia ter havido mais desta série (que certamente eu compraria).
O Kurt Busiek é um excelente argumentista e até agora, todas as histórias que li dele agradaram-me imenso. Consegue aqui transferir um romance para a BD e a ideia de uma guerra de magia é muito bem conseguida. A forma como ele consegue misturar a realidade com a fantasia é soberba e isso faz com seja um dos meus autores favoritos. Ele conseguiu criar um personagem diferente de todos os outros. Flectcher Arrowsmith sonha em ser aviador da Divisão Aérea Ultramarina e quer participar numa guerra que se está a passar na Europa. Ele sente que os habitantes de lá merecem viver em paz tal como ele. Mas o que sempre o fascinou foi a capacidade dos alistados poderem voar e tal vai acontecer com o próprio. Só mais tarde, Fletcher irá aperceber-se de que aquilo por que ele luta talvez não seja o mais correcto. Apesar de passar por muitas vitórias, terá de passar por muitas derrotas e também por algumas perdas.
A seguir temos Carlos Pacheco. Surpreendeu-me muito (pela positiva) nesta obra, pois tinha ficado com uma má impressão dele no volume do Quarteto Fantástico- Série Ouro. O traço dele melhorou imenso devido à arte-final de Jesus Merino e também devido a uma pintura excelente por parte de Alex Sinclair. Sempre admirei este colorista, pois como sou um fã de Jim Lee, tive sempre oportunidade de o acompanhar e de o apreciar devidamente (é que os trabalhos de Lee são na maioria pintados por Sinclair). No meio disto tudo só houve um pormenor técnico que não gostei muito na arte de Pacheco- foram as expressões das personagens. Muitas das vezes ele não conseguiu assemelhar a expressão das mesmas à situação que elas estavam a viver.
De resto gostei de tudo. Se todos os álbuns tivessem uma história tão rica e convicente como esta estariamos num mar de rosas.
Se estiverem interessados noutros álbuns de Kurt Busiek, aconselho avidamente 'Marvels' ou então 'Astro City'. No caso de Pacheco, esperem pelo álbum dos 'Inumanos' que a Devir está prestes a lançar, pois tem recebido críticas boas.

8.5/10

18 janeiro 2006

O Apocalipse Está de Volta!

É verdade, o arqui-inimigo dos X-Men, o Apocalipse, está de volta e não vem só! Depois da Marvel ter posto na roda os nomes Avalanche, Fera, Fera Negro, Miragem, Gambit, Mística, Ozymandias, Polaris, Destrutor, Sebastian Shaw e Solaris, já foi adiantada uma imagem de um dos Cavaleiros do Apocalipse. Possivelmente será Gambit, já que na capa de X-Men #185 (ao lado), a ser lançado em Abril deste ano, podemos ver o tal cavaleiro com bastão de Gambit, no seu uniforme e Vampira, provalvente a chorar pelo seu amado se ter virado contra os pupilos de Xavier.
Dos doze nomes acima referidos, quatro serão escolhidos para os postos de cavaleiros (são eles Peste, Fome, Guerra e Morte).

Na minha sincera opinião, acho que não adianta em nada vir buscar antigos personagens. O Apocalipse já fez o seu trabalho há alguns anos trás e a Marvel deveria apostar em novos vilões e outras personagens variadas. Estar sempre a bater na mesma tecla nem sempre é uma boa opção e este é mais um exemplo de que a Marvel, passo a expressão, "não tem mais nada para fazer". Enfim, vamos lá ver no que isto dá.

15 janeiro 2006

A Pior Banda do Mundo #5

Argumento e Desenho: José Carlos Fernandes
Edições Devir

Mais uma excelente produção de José Carlos Fernandes. E mais uma vez consegue surpreender-me com as suas histórias tão bizarras e que parecem tão difíceis de imaginar e conceber. O seu talento quer na escrita, quer no desenho deixam uma pessoa com vontade de ler mais. E foi o que aconteceu comigo. Infelizmente, foi há pouco que tive a oportunidade de pegar no primeiro volume desta série. Digo infelizmente porque se soubesse o valor desta BD, já a tinha lido há mais tempo. A Pior Banda do Mundo ensaia todos os dias depois do trabalho, numa cave situada numa cidade desconhecida (mais exactamente, 3 horas por dia). Nesta BD, temos a oportunidade de visitar 'O Depósito dos Refugos Postais', 'O Clube dos Críticos Contritos' ou até mesmo conhecer a 'Fundação para o Recuo da Ciência'. Quando se acaba de ler, percebe-se que praticamente todas as histórias estão interligadas.
Neste 5º volume, o argumento das 23 histórias que lemos ao longo da BD é sempre inovador e quase nunca nos lembramos de nada parecido com tal coisa, mas como o próprio autor indica, os nomes de personagens, de locais ou de objectos são na maioria das vezes reais. Parece-nos tudo tão ficcional, mas não. José Carlos Fernandes tem uma cultura geral alargada que lhe permite criar um clima extraordinário para o leitor.
No desenho JCF tem outro talento incrível. Quem o conhece poderia dizer que, desde que começou a desenhar, pediu a mão emprestada ao Flash. Já produziu quase 2000 pranchas de BD (!), o que o torna o mais prolífero autor de BD em Portugal e certamente o mais conhecido. Ele tem a perfeita noção das sombras, das rugas do vestuário das persongens, da pintura dos vários elementos dos cenários, dos instrumentos musicais que desenha, da expressividade que dá às persongens e ainda outros factores que agora não me estou a recordar. Apesar de a paleta de cores que José Carlos utiliza não ser muito variada, gosto muito do ambiente criado com essa colorização. Parece que recuámos no tempo...

Resta acrescentar que a Pior Banda Mundo já ganhou em 2002 e em 2003 o prémio para Melhor Álbum do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora e tem ganho outros prémios do Portal Central Comics.
Já está mais um álbum pronto e estão a ser preparados outros três. Fiquem à espera!

10/10

13 janeiro 2006

BD Jornal #9 Já Anda Por Aí...

Ano novo, BD Jornal Novo. Este mês o BDJ conta com mais uma cobertura ao Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême- Com o Festival de Angoulême no epicentro da Europa da BD Europeia. O mais importante evento sobre Banda Desenhada da Europa dá com a sua 33ª edição (número já longo). O segundo tema é também O Ano da Mangalização, como Gilles Ratier afirma (o presidente da associação de jornalistas críticos de BD em França).
Começa-se assim o jornal com uma Entrevista a Wolinski (de Pedro Cleto), uma análise à Cápsula Cósmica- revista de Banda Desenhada de autor para crianças (Clara Botelho). À Descoberta do Frio- notas sobre Banda Desenhada Finlandesa (Sara Figueiredo Costa), da revista Pilote à Poisson Pilote (Nuno Franco), Júlio Verne nas Cidades Obscuras (João Miguel Lameiras), BD Asiática Manga (Vítor Carvalho e João Bispo). Estes são os temas centrais do Festival de Angoulême.
De seguida, podemos encontrar Tintin em Portugal (de Leonardo Sá), uma publicação holandesa sobre este mesmo tema. Volta-se então aos Diários Gráficos (de Eduardo Salavisa) mais uma vez. Depois uma entrevista a Jim Woodring por parte de Nuno Franco (ainda do FIBDA 2005), a já conhecida Entrevista da Central Comics a Miguel Montenegro, a falar sobre o motivo da sua saida da série Intimidators, da Image Comics. A seguir, um ensaio sobre Star Wars, Cristianizando o Lado Negro, de Daniel Maia, e os Selos e Quadradinhos de Pedro Cleto.
E é também, que pela primeira vez, um estrangeiro escreve para o BD Jornal- o priveligiado foi Dominique Petifaux, escrevendo sobre a BD Hugo Pratt- O Desejo de ser Inútil, para a estante.
Para terminar, temos mais duas críticas de Nuno Franco aos Mangas (em edição francesa) Tensui L'Eau Celeste 1 e 2, de Kazuichi Hanawa, uma página do 3º Vol. de Prícinipe Valente (que na verdade é o primeiro volume) e as BD's de Pedro Alves (no Destacável), Sílvia, e de Miguel Montenegro, 5ª Pedagógica #4.

12 janeiro 2006

O BD Jornal em Portugal

Para muitos, um feito de louvar na BD em Portugal, para outros talvez não. Talvez fosse isto que faltava na BD em Portugal. Talvez só um fanático pela BD tivesse esta ideia.
É desde de Abril de 2005 que podemos encontrar todos os meses nas papelarias ou lojas especializadas, um BD Jornal. Sempre com as notícias fresquinhas (em que a maior parte delas nos é desconhecida) e com várias análises a "Banda Desenhada e não só".
Por enquanto, a tiragem fica-se só pelos 5000 exemplares, mas se continuarem a registar-se boas vendas (isto é apenas uma suposição) pode ser que aquele número acima cresça.
Também é já no próximo mês de Fevereiro que chegamos ao número 10 (muitas revistas sobre este tema talvez não chegariam a este número).

Tenho contribuido, sempre que posso, com algumas críticas aqui da ÁreaBD. Têm sido sempre bem aceites, já que quanto mais material vier melhor. Quem quiser enviar as suas notícias ou críticas pode sempre contactar o Director do Jornal (já me esquecia dele)- Jorge Machado Dias (jorgemachadodias@yahoo.com.br). Cada vez se nota mais no editorial do jornal mais colaboradores, uns já conhecidos no meio da BD, outros amigos do Blogger e ainda outros que possivelmente nos são desconhecidos.
Mas apesar destes colaboradores todos, infelizmente tem-se verificado pouca variedade nos assuntos, sendo os mais escolhidos a Franco-Belga, por certa altura os Comics norte-americanos, de vez em quando o Cinema e os textos do maior Super Texmaníaco de Portugal, Francisco. Só que esse problema já parece, em parte, resolvido já que no número #9 deste mês de Janeiro veremos já publicadas algumas análises à situação do Mangá (ou Manga). Talvez seja este um dos poucos dilemas do BDJ.
Mas se formos a ver, há muita coisa boa neste jornal. Acho que estes são os aspectos mais relevantes:
- A qualidade das notícias, já que são bem escritas e são na esmagadoras maioria interessantes;
- As críticas às BD's que saiem todos os meses;
- O facto de apresentar todos os meses uma BD de um Autor Português;
- Os cartoons da última página que são muito divertidos;
- A cobertura (na hora) dos eventos sobre BD em Portugal (e também os festivais estrangeiros mais importantes).
E é por isso que compro todos os meses. Por ser uma fonte de informação quase que necessária aos bedéfilos do país. É sobretudo importante para fazer com mais pessoas leiam Banda Desenhada neste país (onde dificilmente algo se desenvolve).

Comprem, leiam e apreciem.