30 junho 2009

Alemanha Proibe Capa Nazi

Todos os anos tem de haver um caso rompante de censura nos comics e parece que o vencedor do caso insólito do ano está encontrado.
A edição 34 da também ela insólita série The Boys, da equipa Garth Ennis (um maluco dos diabos) e Darick Robertson (não tão maluco), foi banida da Alemanha e consequentemente teve a sua venda proibida. O que acontece é que a capa da dita edição teve a suástica alemã estampada nas costas de um dos heróis da série, Stormfront. A capa acaba também por ser uma óptima referência ao primeiro número da série All Star Superman, como podem reparar.
Ao que parece, o país alemão não admite qualquer referência à suástica em qualquer tipo de publicação, um símbolo que atormenta os alemães até aos dias de hoje devido a uma época que os mesmos insistem em apagar dos livros de história.
Darick, em entrevista ao Newsarama, expressou o seu desagrado ao explicar que a Marvel passa inúmeras vezes por esta situação e que os comics do Capitão América são os casos mais óbvios. Além disso, o filme Valquíria foi para os cinemas e ninguém pestanejou... O editor da Dynamite Entertainment já veio a público frisar que não vai mudar a capa em circunstância alguma só para poder vender a edição naquele país.
A censura nos comics já não é um caso recente. O Super-Homem já sofreu recentemente com ela depois de ter tentado beber uma cerveja com o seu pai em amena cavaqueira. A cerveja Tagus acabaria por ser transformada numa Fanta de laranja. Uma capa de Frank Cho, com o objectivo de obter dinheiro para caridade, também foi censurada depois da mesma mostrar explicitamente a parte traseira de Mary Jane, namorada de Peter Parker. E muitos outros lápis azuis foram usados nos últimos anos nos comics. O Batman também já deu que falar, se bem que em circunstânciasC um pouco diferentes.
Neste caso, acho que quem fica a perder é a Marvel. Afinal, o Captain America: Reborn está aí a sair e eu vi por lá uns quantos nazis a serem espancados...

26 junho 2009

Michael Jackson 1959-2009

Eu sei que isto não tem nada a ver com BD, mas não é só da ficção que este blog vive. Gostava de deixar aqui esta pequena mênção ao eterno Rei da Pop, uma verdadeira lenda da música. Apesar de todas as polémicas em que Michael Jackson esteve envolvido, há que se destacar o legado musical musical que nos deixou e é justamente por isso que ele deve ser lembrado. Pelo caminho ficam grandes êxitos como Thriller e Billie Jean, parte do álbum mais vendido da história da música e um dos mais brilhantes álbuns da década de 80. Michael ficou ainda conhecido pelo seu período de decadência marcado pela operação plástica que lhe mudou a cor da pele e pelos inúmeros escândalos de pedofilia que nunca ficaram esclarecidos por parte do músico.
Deixo aqui uma das músicas mais conhecidas de MJ e, na minha opinião, um dos melhores vídeos que já realizou até hoje no mundo da música, tanto pela qualidade da música como pelos seus dotes a nível da dança e coreografia. Vejam a versão completa de Thriller:

20 junho 2009

O Que Ando a Fazer... #4

  • Acabei a leitura de Y: The Last Man Deluxe Edition Vol. 1, que compila os dois primeiros arcos da reconhecidíssima série de Brian K. Vaughan e Pia Guerra / Jose Marzan. Posso dizer que fiquei bastante entusiasmado com esta cena do último homem na Terra, a trama flui de uma maneira bastante emocionante e cativante e as técncias narrativas do Brian contribuem para isso mesmo, sendo muito semelhantes a uma das séries televisivas em que ele costuma participar, Lost. É incrível ver como a maioria das mulheres reagiria ao facto de apenas restar um homem na Terra, que julgo ser muito diferente da reacção de um homem ao constatar que só restava uma mulher no planeta (...sim, isso mesmo!). Além disso, adorei a ideia de Yorick, personagem principal de Y, dividir o protagnismo com Ampersand, um macaquinho que se julga ser o último mamífero irracional portador do cromossa Y. Enfim, outra leitura que recomendo avidamente, ainda mais nesta edição que favorece bastante a arte de Pia Guerra, na minha opinião uma excelente ilustradora ao contrário do que muitos pensam. Se não me engano, serão lançados 5 HC's ao todo.
  • Entretanto, chegaram-me esta semana 4 livros do estrangeiro - Y: The Last Man Deluxe Edition Vol.2 e Ex Machina Vols. 3, 4 e 5. Como podem ver, o bicho Brian K.Vaughan pegou... Volto aqui a dizer que Ex Machina é das melhores séries do mercado e se não a começaram a ler pelo menos apostem no recém lançado HC que compila os dois primeiros arcos do comic (à semelhança de Y: The Last Man). A estória gira à volta de um político, Mitchell Hundred, que é conhecido pelo mundo inteiro como sendo o único super-herói existente, Great Machine.
  • Estou prestes a pegar naquele calhamaço que é o Absolute Batman: The Long Halloween. A coragem ainda é pouca, mas lá consegui pelo menos ler a introdução da autoria de Christopher Nolan, realizador dos últimos filmes do Batman. Aí deu para perceber como esta obra se tornou uma das grandes inspirações tanto para o recente The Dark Knight, como para Batman Begins.

16 junho 2009

A Madrugada dos Mortos, segundo Joe Quesada

O conceito de vida e morte tem sido debatido ao longo dos anos desde que a comunicação existe, reflectida pelas mentes mais pensadoras que existiram ou quem sabe, até pelo homem primitivo, apesar de nem mesmo as personalidades mais brilhantes da humanidade terem alguma vez conseguido explicar devidamente o milagre da vida e o mistério da morte. Tentar entender tudo o que se passou por detrás da criação do homem e dos outros seres vivos acabou por deixar de ser um tema predominantemente científico para se tornar algo mais debatido no campo filosófico pois, não seria o maior problema de O Pensador tentar entender o porquê da sua existência? É claro que os mais audazes sempre tentaram desafiar as leis da natureza ao pensarem poder enganar a morte, mas logo se soube que acontecimentos desses só em ficção. Ainda havia (e há) quem aceite o seu destino acredite na vida após a morte, o tal Afterlife (deviam arranjar uma palavra portuguesa para isto) ou que talvez possa existir a reencarnação. Pois bem, na Marvel não há nada disto. As "regras" estão escritas de outra forma.
Soube há bocado que o Quesada e os amigos fizeram regressar dos mortos mais um velho camarada nosso conhecido. A surpresa nem foi muita, eu pelo menos já estava à espera disto mesmo antes da morte do dito cujo. Só que a cada vez que fazem um back from the dead eu fico inexplicavelmente indignado, até porque na Marvel isto tornou-se o pão nosso de cada dia. Mas este caso é especialmente inquietante, porque a Casa das Ideias estava a gozar de um sucesso inesperado à conta de uma das ideias mais malucas do ano de 2007, cortesia de Ed Brubaker... Já devem estar, então, a ver quem é voltou do caixão. Trata-se precisamente de Steve Rogers, o único e original Capitão América. Único enquanto ícone indubitável do sonho americano, pois enquanto identidade teve um substituto à altura, Bucky Barnes. A troca, que se deu por volta da edição #30 do comic, foi inesperadamente satisfatória, visto que o Bucky estava facilmente a fazer-nos esquecer daqueles anos penosos passados a ler o Capitão (exceptuando os primeiros 25 números da série do Brubaker). E aí sim, quando a qualidade das histórias é alta, sou completamente a favor da renovação das personagens velhinhas da Marvel e da DC, pois um dos grandes defeitos da indústria dos comics (há quem pense o contrário) é precisamente a pobre renovação dos intervenientes das estórias das editoras, ou até a falta dela. Felizmente, apesar de uma forma que se pode dizer inconsistente e pobrezinha, a Marvel lá anda a renovar aos poucos o seu Universo, mas parece que estamos a andar em círculos! Se aparece um discípulo para salvar o dia, ressuscitam imediatamente o mestre para estragar a coisa! Assim não vai resultar... Passem a fazer como no Lost - Dead is Dead!
O regresso vai ter direito a uma mini-série em nome próprio e tudo. Serão 5 números da autoria de Ed Brubaker e Brian Hitch com o simples nome de Reborn (só espero que não faça lembrar a tortura que foi Heroes Reborn...). As condições desse regresso são ainda desconhecidas como é óbvio, mas os editores referiram que este regresso estava a ser planaeado há quase 2 anos e meio, um pouco antes da morte de Steve Rogers ter ocorrido. Foi ainda esclarecido que nesta mini-série os verdadeiros planos do Caveira Vermelha vão ser descobertos.
Aposto que vamos encontrar o Steve numa sala super-secreta com um acesso também ele super-secreto que nem mesmo aqueles que o fecharam lá sabem da sua existência. A morte a que assistimos em Captain America #25 vai ser revelada como uma cabala, o sujeito que morreu era na verdade um sósia que reunia todas as características do verdadeiro Capitão, desde a sua fragância até à altura, peso, número de calçado e até mesmo um dente de ouro que escondia no fundo da sua boca. A imitação era tão perfeita que até os seus amigos mais próximos constataram que quem tinha morrido era mesmo o pobre velho Steve Rogers, mas ao saberem que aquele não era bem quem estavam a pensar, irão reunir-se num acto de fúria e procurar o Caveira numa maxi-série de 12 números intitulada "Os Amigos do Capitão - A Vingança, Parte 1". Sim, porque mais tarde viria a parte 2, sequela do comic mais vendido da década. Tudo isto para que sejamos obrigados a ler todo o trabalho de Brubaker nesta série para que possamos ficar de boca aberta ao ver o quão genial este plano era e que afinal estava tudo planeado desde o início. Genial! Viva a Marvel, sempre na vanguarda do inesperado e do genuíno.

15 junho 2009

World War Hulk

Argumento: Greg Pak
Desenho: John Romita Jr.
Marvel Comics

Confesso que fiquei desiludido. E eu até sou daqueles que gosta de ver uma boa cena de pancadaria, mas sei lá, só durante umas 5 páginas no máximo, nada de excessos. Em World War Hulk, a cada 10 páginas, 8 mostravam o Hulk a dar pontapés e cabeçadas. Nas restantes eram só socos e torturas, por isso já estão a ver mais ou menos o cenário. É claro que eu não queria ver o Gigante Esmeralda a recitar poesia ou a debater física-quântica enquanto lhe dava mais um daqueles actos de fúria que ninguém pode explicar, nem muito menos o queria ver sentado na mesa do café a conversar com os Illuminati como se eles nunca o tivessem enviado para o espaço sideral sem pedirem autorização primeiro. Mas pelo menos alguém tinha imposto ali um limite de socos por páginas, ou por capítulo vá lá. A dada altura a trama tornou-se irrespirável. Antes do Hulk pisar o solo terráqueo vindo do seu disco espacial bastante moderno já andava ele a distribuir estalada por tudo o que era sítio. E foi aqui que notei que isto não podia ter apenas o dedo mágico do Greg Pak, é claro que alguém muito mais maquiavélico tinha de estar metido na salada. E esse alguém responde pelo nome de Joe Quesada, Queijada, chamem-no como quiserem, para mim vai dar ao mesmo. Depois do grande Planet Hulk o Pak não podia simplesmente chegar ali e espetar-nos com um festival de wrestling. Eu pelo menos estava à espera de algo mais relacionado com a mitologia criada nessa grande saga, mas pelo visto só falavam das mesmas palavras de sempre - ele era o Worldbreaker, o Sakaar, eu sei lá, era tanta palha que já não me lembro. Este foi para mim o ponto mais débil da narrativa, sub-aproveitou-se uma profecia tão boa como esta para se reduzir tudo a uma série de lutas inúteis que não esclareceram nada em relação a todos aqueles mitos misteriosos sobre o Hulk. Basicamente, foi apenas o último capítulo de WWH que nos mostrou o mais importante que havia para mostrar...
Outra coisa que também me meteu impressão foi ver o Doutor Estranho exclamar "STRANGE SMASH!", isto sem querer parecer um daqueles fanáticos que mal veêm uma falha de caracterização ficam logo com a vida estragada, só que isto foi muito mau. O homem, claramente, passou-se da cabeça e tentou copiar a identidade paleolítica do Hulk, certamente de forma inconsciente, mas mesmo assim não perdoo quem teve a infeliz ideia de o meter a dizer uma coisa destas. Este pormenor foi uma total descaracterização da personagem do Estranho e só me apeteceu foi atirar o livro pela janela! Digam o que disserem, para mim foi o tesourinho mais deprimente de toda mini-série. Aliás, até foi um pormenor da estória que deu azo a uma pequena contradição - o Dr. andou quase toda a série a culpabilizar-se pelo sucedido (isto com toda a calma do mundo, quem leu que o diga), tinha inclusivamente aceite o seu destino tendo até se comprometido a acarretar com as responsabilidade do massacre da Warbound do Hulk na Terra, mas ainda assim teve um rasgo de loucura incompreensível. Mas claro, isto sou eu a dar importância a pequenos detalhes que provavelmente não interessam à maioria dos leitores, mas só por aqui se pode avaliar devidamente uma obra.
Já fora de brincadeiras, nem tudo foi mau em WWH. A revelação final em relação ao envolvimento do Miek na explosão do dito Planeta Hulk foi no mínimo surpreendente. Eu bem que estava a achar estranho as inúmeras referências ao não envolvimento dos Illuminati na explosão, mas desta não estava à espera. Se bem que não gostei muito da ideia do filho do Hulk. O rapaz ou nasceu por inseminação artificial ou então não sei. Neste comic não se tem muito bem a ideia do seu nascimento, mas pelos vistos nasceu de um casulo vindo do céu. É estranho, visto que mãe ficou completamente desintegrada... Isto de arranjar storylines a pontapé tem que se lhe diga. Eu sei que o pessoal de vez em quando gosta de ver uma boa cena de porrada com as personagens preferidas à mistura. Pior que ser eu a saber isso é o Quesada também o saber, mas isso é outra estória. Agora, andar a ler 5 comics só para no fim ver que o Hulk lá no fundo até tem um bom coração, mas que para isso seja mostrado até lho têm de arrancar? Sim, porque houve uma parte em que ou o Ben Grimm ou o Doutor Estranho aplicam um golpe tão duro que aparentemente furou o Hulk duma ponta a outra... mas pelos vistos só lhe vazaram uma vista. É que nem o John Romita safou o suplício de ler isto.

Vá, agora atirem as pedras.

13 junho 2009

O Que Ando a Fazer... #3

  • Finalmente acabei de ler o incompreensível, mas impressionante The Filth. Foram 13 capítulos dignos da mais pura maluqueira que já li até hoje. Os pormenores eram tantos que ainda não consegui perceber tudo aquilo que o Morrison queria transmitir, nem sequer com a ajuda da Wikipedia consegui perceber tudo. Ainda assim, do pouco que percebi deu para espumar um pouco da boca - Morrison é indubitavelmente um dos mais geniais argumentistas da actualidade. Não é por acaso que muita gente coloca esta obra ao lado de outros comics como Watchmen ou Sandman, pois em termos de qualidade, The Filth não está muito longe. À primeira leitura, este livro pode parecer um pouco esquisito. Logo nas primeiras páginas somos bombardeados com informações que não nos dizem nada, podendo até dizer-se que no início não nos servem de nada, mas que com o avançar da estória se tornam cruciais para o entendimento da mesma. Ao mesmo tempo, apesar desses pormenores serem importantes para que se perceba por fim no que The Filth, vai dar muitos deles são concerteza influenciados pela interpretação de cada um. Morrison conseguiu desenvolver uma trama tão subjectiva que é provável que entre os milhares de pessoas que já leram este comic possam haver outras tantas milhares de percepções diferentes em relação à história. Brilhante, uma leitura recomendadíssima.
  • Entretanto comecei a ler e já acabei de ler a mini-série World War Hulk, aquilo a que podemos chamar a conclusão de Planet Hulk (se bem que a coisa ainda continua lá com o filho do hulk, Skaar). Não me vou alargar muito em considerações sobre esta mini neste post, pois estou a pensar em dedicar um post mais completo a este evento da Marvel, mas posso desde já dizer que esta estória não foi nada famosa. Tive pena em ver o Greg Pak baixar drasticamente a qualidade da sua escrita, já que o Planet Hulk foi algo de fantástico. Basicamente, esta é uma série em que em que 70% do tempo vemos porrada e nos restantes 30% só lemos frases feitas. Boring!
  • CC is back on track! Já me registei no novo fórum da Central Comics e posso dizer que fico contente por voltarmos aos bons velhos tempos. É bom haver mais espaço para a navegação e ter um layout mais bonitinho que o anterior. Agora só falta o portal para ficar tudo completo. Resta saber se o fórum vai continuar numa página à parte ou se vai ser incorporado no site principal.

07 junho 2009

V FIBDB

O post já vem um bocado atrasado, mas vale sempre a pena falar sobre os festivais cá do nosso país, que parecem não ser muito valorizados pela maioria do pessoal... Antes de mais queria falar um pouco sobre esse assunto.
Nota-se que a maioria dos apreciadores de Banda Desenhada em Portugal só são atraídos para o núcleo dos festivais quando vêm os grandes nomes da arte e da escrita, um Luís Figo da banda desenhada, e quando vem um Mantorras põem logo de parte uma ida a Beja ou à Amadora. Tenho imensa pena que as coisas sejam assim, os festivais em Portugal são uma coisa que não se vê em muitos locais do planeta, os próprios autores nos dizem isso. Já o Gary Erskine e a sua mulher nos estavam a dizer que estavam a ter uma experiência completamente nova. Um festival em que a correria não era tanta, podiam ver todas as exposições e ainda assim dar alguns autógrafos aos apreciadores do seu trabalho. Uma das coisas a que dou mais valor é o carinho com que o Festival de Beja é organizado, os mentores esfolam-se para conseguirem que os autores venham cá, para que as exposições estejam montadas a tempo, para que tudo ande sobre rodas. Além disso, esta é sempre uma excelente oportunidade para nos encontrarmos com velhos amigos, que me parece ser a parte mais divertida da coisa, ainda mais importante que a vinda dos autores. Pensem nisso, quem não vai e fica por casa devia pensar em ir fazer uma visita a Beja, ou se preferirem pelo menos passem pela Amadora.
Passando ao que realmente interessa - saí de lá bastante satisfeito, dos festivais que já visitei este pareceu-me ser o melhor (juntamente com a última edição do FIBDA), pelo menos tive essa impressão. As exposições impressionaram-me coisa que não é muito fácil (sempre detestei exposições), graças aos trabalhos do Mattoti e do Craig que foram 5 estrelas.
Acho que não tenho nenhum defeito a apontar a esta edição do FIBDB, talvez pudessem ter concentrado todos os autores num único espaço para dar autógrafos pois já nos bastava estar em pé à espera de um sketch, quanto mais ter que subir e descer escadas. No entanto, este problema é facilmente desculpável, o espaço não era propriamente abundante.
Queria destacar a simpatia do Gary Erskine, pela conversa que teve comigo, com o Diogo e com o Alexandre, os dois de Braga. Ele e a sua mulher pareciam mesmo contentes por estarem em Beja além de terem estado bastante bem-dispostos durante a sessão de autógrafos. O Craig Thompson (vejam aqui o post que ele dedicou à sua visita a Portugal...  obrigado DC)também foi um tipo às direitas, apesar de visivelmente mais reservado que a maioria dos autores

Resumindo, apelo a todos que visitem o Festival de Beja (não diria já este ano, mas pelo menos o próximo). Apesar do calor, Beja é uma cidade bastante agradável que merece ser visitada. Fiquem lá com as fotos:



05 junho 2009

Novidades da Devir para 2009 (obrigado Reignfire)

A chatbox deste blog pode passar um bocado despercebida ao pessoal e é por isso que deixo aqui este post. O Reignfire deixou por lá um link de um blog que eu desconhecia por completo, mas que pelos vistos é uma cena que dá jeito. Trata-se do blog da Devir Portugal e quem o coordena é o Rui Santos (desconheço...) e vai deixando por lá o material que devir lançou/ vai lançar.
A 26 de Maio postou a seguinte informação:


PLANO DE EDIÇÕES PARA 2009

Junho
  • Black Box Stories Vol. 2, José Carlos Fernandes & Roberto Gomes
  • Sin City Vol. 5 - Valores Familiares, Frank Miller

Setembro
  • Walking Dead Vol. 1, Robert Kirkman
  • Sin City Vol. 6 - Gajas, Copos e Balas, Frank Miller
Outubro
  • Blankets, Craig Thompson
  • Agência de Viagens Lemming, José Carlos Fernandes
  • Sin City Vol. 7 - Inferno, Ida e Volta, Frank Miller

Posted by Rui Santos
De destacar, obviamente, Blankets e The Walking Dead - o primeiro pelo péssimo timing e o segundo... pelo péssimo timing também! Mesmo assim, quero dar os parabéns à Devir se este plano for seguido à risca. Aos menos acabem lá com o Sin City que o pessoal ainda está aqui a ressacar (pelo menos eu).

31 maio 2009

O Que Ando a Fazer... #2

  • O FIBDB chegou ontem e em grande estilo! O dia de abertura foi muito bem passado ao lado dos autores e dos velhos conhecidos, só o calor é que não ajudou muito à festa..De entre os autores presentes destaco Craig Thompson (criador de Blankets), Gary Erskine (participou como arte-finalista em The Filth, com Grant Morrison) e claro, Lorenzo Matotti, do qual tive imensa pena de não conseguir um autógrafo. Apesar dos habituais atrasos, acabei por conseguir ver tudo o que queria. Destaco as exposições de Matotti, Thompson e de Fernando Gonsales, que acabaram por ser as minhas preferidas. Esperem um artigo mais completo para breve, com várias fotos do dia de abertura do Festival de Beja '09.
  • Lost já acabou, e foi um final de temporada do caraças! Quem diria que o nosso amigo Jacob apareceria logo na cena inicial. Felizmente esta série está cheia de segredos e já dizia o nosso bom velho companheiro John Locke "We're going to need to watch that again. You might catch something you missed the second time around". Tenho andado a rever as primeiras temporadas e actualmente estou a iniciar-me na 4ª. Esta tem poucos episódios, mas todos eles são bombásticos! E como esta série deixa sempre saudades, há sempre por aí uns malucos que tentam não deixar que o bicho morra. Aconselho o visionamento destas duas interessantes teorias sobre o que se está a passar na série [Link 1, Link2]. Os vídeos têm mais que uma parte.
  • Descobri há poucos dias aquela que para mim é a série mais cómica de vídeos do youtube este ano (apesar desta saga datar de 2006). Trata-se do hilariante Chad Vader, o irmão mais novo de um dos maiores vilões da história do cinema, Darth Vader. Chad trabalha numa cadeia de super-mercados chamada Empire Market, tendo uma maneira muito particular de chefiar a sua zona... Fiquem aqui com o primeiro e segundo episódios, são recomendadíssimos.
  • Comecei mesmo há bocado a ler precisamente o The Filth, de Grant Morrison e Chris Weston. Posso dizer que só o primeiro capítulo é já de si indecifrável, sendo bastante difícil perceber quais são as intenções iniciais do maluco escocês. Apenas posso dizer que é uma estória bastante esquisita a avaliar pelas primeiras páginas, mas tenho esperanças que possa sair dali algo muito bom.

27 maio 2009

Marvel 1985 soube a pouco...

Finalmente consegui terminar a leitura deste interessante trabalho experimental de Mark Millar. Digo experimental pois, infelizmente, pareceu-me sido um pouco feito em cima do joelho e as suas ideias pareceram-me um pouco sub-aproveitadas. "Ah, não sei quê, mas o Marvel 1985 já estava para ser publicado há anos", podem dizer vocês, mas o que é facto é que o Millar ,ou não encheu devidamente as 6 edições que tinha em mão ou então ainda precisava de mais umas quantas páginas para fazer uma obra que me enchesse as medidas. Inclino-me mais para a segunda opção, a história pareceu-me muito pouco desenvolvida e tenho a impressão que a esta série necessitava de, à vontade, mais umas 72 páginas de contextualização. A acção é praticamente sucedida à velocidade relâmpago - num dia o Toby vê o Red Skull na janela de uma casa de horrores e no dia a seguir já está a viajar para o Universo Marvel! E entretanto já o Galactus está a devorar o planeta Terra. Eu entendo que o Millar não esteja numa situação particularmente confortável, afinal está com uma dezena de trabalhos em mão, até o War Heroes foi interrompido sei lá por quantos meses (actualmente ainda só saíram duas edições). Mas enfim, um autor desta nomeada deixa sempre um gajo triste por fazer uma história que saiba a tão pouco. Fiquei mesmo chateado que uma história com tanto potencial se ficasse por apenas 6 edições, isto pedia uma maxi-série! O tempo que a Marvel anda com aquelas tretas do Avengers/ Invaders tinham esticado esta que é bastante melhor. Não que o desenhador, Tommy Edwards fosse o melhor para essa tarefa, dada a sua grande lentidão em trabalhar com prazos, mas julgo que não haveria ninguém melhor para 1985. A sua bela "dualidade" de traços (ora num tom mais realista, ora num tom infantil) apenas poderia ser devidamente esquecida com Stuart Immonen nas rédeas, mas esse já estava ocupado.
Adiante. O ponto alto desta história foi a extrema facilidade com que me identifiquei com a personagem principal, Toby Goodman. Aliás, as primeiras cenas fazem-me instantaneamente lembrar-me das minhas visitas à 9º Império onde pela primeira vez comprei comics americanos. Aquelas conversas com o dono da loja, as prateleiras cheias daqueles comics todos que queremos levar, mas que infelizmente não podemos, ou porque não há mais dinheiro no bolso ou porque o espaço em casa não é suficiente. Aquele desejo de levar 20 comics para casa e querer saber tudo o que se passa neles, mas com a limitação de só poder ler um de cada vez. Belos tempos, belas recordações. É por isso que 1985 tem tanto potencial, o Mark Millar sabe aquilo que faz e provavelmente também ter-se-á inspirado na sua infância, esta história pode muito bem representar um dos seus sonhos mais antigos - o de ter o Universo Marvel em peso no mundo real. Isto fez-me lembrar o verdadeiro motivo porque eu e talvez muitos outros tenham começado a ler BD - éramos transportados para um mundo onde os problemas eram quase sempre resolvidos, os heróis acabavam sempre por ganhar o dia, por mais forte que o adversário fosse, por pior que um dia fosse para um herói, algo de bom acabava sempre por acontecer. Era um mundo perfeito. Quem não queria morar por lá? Mas isto era no início. Hoje em dia parece que estamos a viver uma era melancólica dos comics, as histórias são cada vez mais sérias e a magia da simplicidade parece estar a perder-se cada vez mais (felizmente anda por aí um senhor chamado Robert Kirkman). No entanto é uma evolução completamente natural, as abordagens de hoje em dia não são mais do que um reflexo dos dias que se vivem hoje.
Para mal dos meus pecados, este amor inexplicável por mitologias que nem reais são, não foi assim tão explorado como eu queria. Mesmo assim gostei da construção psicológica do Toby - um puto inteligente que prefere queimar os miolos a tentar descobrir quem seria o herói por detrás da máscara em vez de se aplicar na escola e um dia tentar ser alguém. Um preguiçoso do pior. Todos fomos assim em alguma parte das nossas vidas... talvez ainda sejamos ahaha. Para melhorar a coisa, o miúdo tinha um pai caraças, o verdadeiro herói desta história! Um nerd do pior que sabia ainda mais sobre o Homem Aranha que o próprio Peter Parker! Acho que ele ainda estava mais encantado da vida por ver um Capitão América de carne e osso a lutar contra o Red Skull que a própria miudagem da cidade.
Mark Millar confirma aqui porque é um dos melhores naquilo que faz, mesmo não sendo um trabalho de topo demonstra grande criatividade. As ideias correm-lhe nas veias, não há outra explicação. Espero que o Quesada não eleve os seus níveis de "safadeza" e decida fazer uma sequela. Pior que isto me ter sabido a pouco é passar a saber-me mal! Mesmo assim não tenho muitas esperanças que os meus desejos sejam concretizados, já não confio em nenhum daqueles badamecos da Marvel.

Argumento: Mark Millar / Desenho: Tommy lee Edwards
Marvel Comics (Marvel 1985 #1-6)
Nota: 7/10

17 maio 2009

O Que Ando a Fazer...

  • Ando a ver se pego na mini-série Marvel 1985. Já estou há meses para ler esta obra de Mark Millar em parceria com Tommy Lee Edwards, mas parece que não há meio de começar a lê-la. A história é centrada num rapaz que começa ver super-heróis/ vilões da Marvel em certos lugares após ter começado a ler a mini-série Secret Wars Tenho a sensação de que ninguém vai acreditar nele.
  • Tenho andado a ler o livro A Boca do Inferno, de Ricardo Araújo Pereira. Trata-se de uma compilação de crónicas que o mesmo escreve para a Visão todas as semanas (ou pelo menos escrevia). Algumas das crónicas são absolutamente hilariantes (veja-se em que o RAP goza com o vocabulário de Luís Freitas Lobo), mas outras deixam algo a desejar, especialmente quando leio 3 ou 4 crónicas seguidas sobre José Sócrates e companhia. Mesmo assim aconselho a toda gente, humor nonsense de grande qualidade.
  • Chegou-me o Blankets via BookDepository. Não podia deixar escapar este livro por nada deste mundo, ainda para mais quando o autor, Craig Thompson, irá estar presente em Beja dia 30 deste mês, se a memória não me falha. Além disso, todas as críticas que leio são bastante positivas, ao que a aquisição deste livro era somente obrigatória. Ao que parece, esta Graphic Novel trata-se de uma auto-biografia do autor e julgo que é uma obra tão única não por contar a vida fora do comum de um rapaz, cheia de peripécias, mas sim por essa vida ser tão parecida à nossa. 
  • Ainda falta chegar um dos últimos Hc's de Green Lantern, Secret Origins, também via BookDepository. Já tinha pensado em desistir desta série, mas voltei a ler a saga dos Anéis e jurei não desistir enquanto o Johns lá estiver.
  • Por fim, estou a ver se acabo de visionar a terceira temporada do House em DvD. Aquela é, discutivelmente, a melhor temporada da série.

10 maio 2009

Star Trek foi aquilo que não devia ter sido...

Sim, estou de volta! A espera foi longa, mas foi finalmente agora que consegui captar energias suficientes para manter este blog bem vivo, pois bem vistas as coisas, não passava de um ilustre defunto da galeria dos blogs mortos. 
E que melhor maneira de recomeçar do que com uma pequena palavrinha sobre o novíssimo filme da franquia Star Trek, com J.J. Abrams, esse grande criador de séries de TV (Lost e Fringe) a coordenar todas as operações. Pois bem, eu não sou nenhum Trekkie nem nunca sequer vi um episódio do início ao fim desta série, apenas sei que tinha uma personagem muito carismática que até a um perfeito desconhecido, como eu, fazia as delícias - o Mr. Spock! Portanto, fui para o cinema completamente às escuras, a mitologia do Caminho das Estrelas não era de todo para mim. Mas lá por não perceber nada disto, não quer que não tenha achado o filme uma valente banhada! Este filme foi tudo menos produzido por um grupo de nerds que idolatravam a série (como o Damon Lindelof e o Abrams o diziam).
Quase todas as personagens foram transformadas em clichés do mais cliché que existe no cinema, até o Senhor Spock, interpretado pelo excelente Zachary Quinto, ficou reduzido no meio daquele festival de máscaras digno de um filme teen de sábado à tarde. É aqui que se vêem as saudades que os bons velhos cenários low-cost e os efeitos especiais rascas deixam, dava-se muito mais ênfase ao argumento e às interacções entre as personagens do que ao show visual que se vislumbra hoje em dia. Além disso, a trama deste filme é do  mais básico e visto que há - um descendente de um grande homem que se sacrificou para salvar a sua tripulação, torna-se o herói destas duas horas tortuosas de acçãoao tentar seguir as pisadas do pai, apenas com uma visão mais rebelde do sentido das coisas. A isto tudo juntem-lhe mais uma galeria de personagens mal "enjerocadas" e sub-aproveitadas e voilá! E a Paramount volta tirar-nos o dinheiro do bolso sem nos apercebermos.
Star Trek pecou por ter sido aquilo que não devia ter sido e por não ter sido aquilo que provavelmente conseguiria ser. Safou-se o muito pouco focado tema de viagens no tempo que me fez pensar rapidamente em Lost, que actualmente anda a torturar os fãs com os infinitos time loops que andam a ser criados. Fiquei foi sem perceber se a tentativa de mudar o passado significava uma nova cadeia de eventos ou se fazia parte de um passado que não poderia ser re-escrito... esqueçam lá, quem vê o Lost é que deve perceber o estou aqui a dizer (Whatever happended, happened!). Além disso, há que fazer uma pequena menção ao grande Michael Giacchino. um excelente compositor dos tempos modernos ultimamente tem visto o seu trabalho ser reconhecido por muitos.
E assim fecho o post, até à próxima. Esperem por mais updates nos próximos dias.

Nota: 4/10

08 novembro 2008

Marvel Inflaciona Preços dos Comics

A Marvel, na pessoa de Joe Quesada, voltou a fazer das suas e desta vez o caso foi bem mais sério. Já todos estamos habituados a súbitas mudanças nos rumos das estórias dos personagens da Casa das Ideias, mas quando os preços dos comics sobem sem qualquer explicação, aí o caso muda de figura.
A cobaia desta experiência bizarra foi o número 1 de Astonishing X-Men: Ghost Boxes, solicitado entre Julho e Agosto pela Previews com o preço o $3.99, sugerindo assim a utilização de 48 páginas de estória (e publicidade...). Aparentemente tudo parecia estar bem, o problema foi quando o comic saiu e os leitores repararam que o mesmo só tinha 32 páginas, com o medíocre número de 16 pranchas por Warren Ellis (argumento) e Alan Davis/ Adi Granov (desenho). As restantes páginas (as outras 16) foram então ocupadas com um "excelente" brinde - o script original desta edição... Convém referir que apesar da diminuição do número de páginas de AXM: Ghost Boxes, o preço de $3.99 manteve-se inalterado o que pode levar a alguma especulação por parte dos fãs. Terá sido um erro intencional ou apenas um desentendimento com a gráfica e/ou distribuidora?
Esta questão em relação à súbida gradual dos preços dos comics na América vem mesmo calhar numa altura em que o tema se tornou um dos mais debatidos na internet (ver tabela). Rich Johnston fez as contas que ninguém teve coragem de fazer e a verdade é que os números são mesmo assustadores. Segundo a tabela, actualmente um comic deveria apenas custar cerca de 1 dólar, utilizando os valores definidos pela Inflação Americana. Rich rematou ainda dizendo que no ano de 2009 um comic normal de 32 páginas não custará menos que $3.99 (como no caso deste Ghost Boxes), seguindo a lógica de inflação por parte da Marvel. 
Estes valores acabam por ser bastante preocupantes para os leitores que compram vários comics. Suponhamos que, actualmente, um leitor compra 15 comics por mês ao preço de $2.99, beneficiando da modalidade 'dólar=euro'. Este leitor paga aprox. €45 mensalmente, mas ao ser confirmada a inflacção de 1 dólar a mais por comic, passaria a gastar mais €15 (!!!) no ano de 2009, nada mais que o custo de 5 comics em 2008. Diga-se de passagem que nestas contas estou a ser bastante simpático, visto que a Marvel e a DC vendem as mini-séries dos seus principais eventos a $3.99 (i.e. Secret Invasion, Final Crisis), sem contar com outros comics especiais.
Esta questão também levanta outros problemas - será que o mercado dos Trade Paperbacks será afectado pela subida de preços? Numa era em que os HC's são o formato mais privilegiado pelos leitores, esse também seria um factor preocupante visto que o preço de cada HC oscila entre os 20 e os 30 dólares (um valor já demasiado caro e luxuoso para a maior parte dos leitores).
"É claro que a qualidade de impressão é melhor, o custo do papel aumentou, as cores são de uma tecnologia fora deste mundo, existem salários para serem pagos..." lembra Rich Johnston, referindo os argumentos a favor das editoras, mas também é certo que outros tipos de tecnologia aboliram certos custos que o passado tinha consigo. Além disso, há, hoje em dia, comics que vendem como nunca se vendeu há já muitos anos (Civil War é o melhor exemplo), que mesmo vendendo bastantes cópias no seu mês de lançamento, ainda rendem algumas "pesetas" no formato Trade. É claro que mais questões se afiguram quando falamos nestes termos - este mercado é caracterizado por um leitor que compra comics independentemente da qualidade das estórias (i.e. Amazing Spider-Man) ou do preço das mesmas, resumindo, reclama, mas compra à mesma. 
Se há alguma atitude que tem de ser tomada, é nossa e não das editoras (que daqui a uns dias já se virão desculpar por este aumento absurdo e continuará tudo na mesma...). Por agora isto não passa de especulação, mas mesmo assim convém andar com atenção. E não venham com a desculpa da crise... Eu também estou em crise e estou cá.

03 novembro 2008

Jeph Loeb Despedido de Heroes

A NBC, canal responsável pela transmissão de Heroes nos Estados Unidos, acabou de despedir dois dos produtores executivos da série - Jeph Loeb e Jesse Alexander.
Ao que parece, os dois produtores foram despedidos devido à frustração da cadeia televisiva relativamente ao rumo que a série tomou neste útlimos três anos. É de notar que Heroes tem vindo a ter uma audiência cada vez menor, além de reciclar exaustivamente conceitos de BD's já feitas (vide a primeira temporada... Watch..coff-coff.. men).
Foram precisos três anos para a NBC perceber que o Loeb não vale um chavo... Foi preciso o homem começar a escrever o Red Hulk para finalmente perceberem o quão mau o Loeb era... Agora só falta a Marvel!
Em relação à série, adorei a primeira temporada, apesar de o fim ser uma cópia quase exacta de uma conhecidíssima BD de um conhecidíssimo Mestre. O problema é que o Loeb não aprende e continuou a usar os mesmos elementos ao longo da série (cliffhangers, reviravoltas, etc.). Acho que a única coisa de jeito que a série deixa para trás são as belas pinturas do Tim Sale, ao contrário do HC que saiu com várias estórias da série.

27 outubro 2008

J.G. Jones abandona Final Crisis

J.G. Jones deixou a mini-série Final Crisis, da DC Comics, há poucos dias, deixando por terminar uma única edição, a 7ª e última.
O artista já tinha revelado algumas dificuldades nas últimas edições já que os números 4, 5 e 6 foram co-desenhados por Carlos Pacheco. Jones decidiu então abandonar esta série de modo a não atrasar mais a série, permitindo assim a entrada de Doug Mahnke (que comparado com o Jones, é bastante pobre) na última edição da série.
É de referir que o desenhador apenas se culpa a si próprio por não ter terminado o seu trabalho a tempo, apesar de sabermos, há uns meses, que a DC entregou demasiado tarde os scripts, dificultando assim a tarefa a Jones.
A DC lá continua com a tradição de não conseguir levar o mesmo artista até ao fim nos seus eventos principais, veja-se Infinity Crisis, onde Phil Jiménez teve de ser auxiliado por vários autores para que a série fosse lançada como programado. O problema, ao que parece, parte também dos argumentistas, que por sua vez tiveram probelmas com a editora - Morrison referiu há uns meses que o argumento da primeira edição passou por algumas alterações impostas pela DC, o que deu origem ao atraso de entrega do script a J.G. Jones. A Marvel, pelo menos, teve a dignidade de interromper a mini-série Civil War durante um mês para dar tempo a Steve McNiven...

22 outubro 2008

Muitos Lançamentos Marvel em Janeiro

Em Janeiro, a Marvel assinala 70 anos de existência, uma altura excelente para lançar um catálogo bem mais recheado que o dos meses anteriores. É claro que neste post não vou falar sobre tudo o chegará ao mercado nesse mês, mas vou falar de algumas coisas boas.

DARK AVENGERS #1
Sobre a qualidade não posso falar, o Bendis anda numa de baralhar tudo aquilo que está a fazer na Marvel. Espero que este novo comic dos Vingadores não seja um tiro no escuro (escuro/ dark...), pois a situação actual da Marvel não permite que tal aconteça. O Universo está a ficar demasiado confuso com tanto herói que nem é skrull, nem é humano - uma completa confusão! Os desenhos vão ser de Mike Deodato, outro rapaz que me assusta só de ouvir o nome dele... Ah, convém relembrar que o título Mighty Avengers, que tanta gente gosta mas que infelizmente está a atravessar uma período menos bom, deixará de ser escrito por Bendis no número 20, sendo aí substituído pelo competente Dan Slott.
PUNISHER #1
Não sou fã do deste herói, mas achei conveniente referir este comic por aqui. A Marvel finalmente abriu a pestana e acabou com o Punisher: War Journal, aquele comic tão infame. Fiquei com a impressão que ao começarem este comic também acabaram com uma das melhores séries do Punisher dos últimos anos, a escrita por Gath Ennis. De qualquer forma, este já a tinha abandonado há algum tempo encontrando-se neste momento a escrever uma mini-série do personagem. A tarefa de trazer de volta este personagem aos tempos áureos é de Rick Remender, juntamente com Jerome Opena, um perfeito desconhecido nesta editora.
RUINS #1
Okay, é compreensível que muitos de vocês não conheçam esta pérola da Marvel. Na verdade, nem eu a conhecia, até a ler na net até ter feito uma pesquisa e visto que tinha muita qualidade. Basicamente, é o Warren Ellis a pegar em personagens do Universo Marvel e a destrui-las piscologicamente, utilizando a personagem central da mini-série Marvels. Esta mini de dois números nunca tinha sido reeditada em paperback e parece que ainda não é em Janeiro que isso vai acontecer, visto que o formato escolhido foi um one-shot de 80 páginas (com a estória completa, de qualquer forma). Não aconselhado a menores de idade, mas aconselho a toda gente.
WOLVERINE SWITCHBACK
Este até passava despercebido - o Wolverine está a ser uma vítima no meio do Inferno da Marvel. O homem quase nem tem tempo para respirar, dadas as milhares de mini-séries em que ele figura. O que tem de curioso neste comic é que o desenho é da autoria de Das Pastoras! Sim, o autor de Castaka (já editado pela BdMania) e aquele que virá ao FIBDA no 3º fim de semana. O único incoveniente é que isto só sai mesmo em Janeiro, ou seja, lá fico eu sem um comic assinado! Ah, quanto à estória parece-me a mim que é o que menos interessa. É mais um daqueles casos em que chamam o Wolverine para resolver o caso do dia, à falta de um McGiver.

MARVEL 1985 PREMIERE HC
Sobre este não psso dizer grande coisa. Tenho ali quatro números prontos a serem lidos, mas como já só faltam outros dois, vou esperar até ter a mini-série completa. Depois escreverei qualquer coisa sobre ela por aqui.
A permissa pode não parecer muito atractiva - instintivamente não iria ler uma estória sobre "um rapaz que tem a chave para reunir todos os seu ídolos da Marvel ", o problema é Mark Millar. O homem raramente me desiludiu (um pouquinho em Civil War e Fantastic Four, vá...) daí ter comprado isto de olhos fechados. A minha atracção pela arte do Tommy Lee Edwards também ajudou. Vamos lá ver se valeu a pena.

DAREDEVIL: BORN AGAIN PREMIERE HC
Este é um dos grandes clássicos dos Daredevil, é claro que tinha de ser referido. A Marvel aproveita assim a melhor colecção que está a editar actualmente (Marvel Classic Premiere) para nos oferecer (ao preço $24.99) esta estória que irei ler um dia destes. É curioso ver que neste mês de solicitações irão ser lançados três HC's desta linha - X-Men: Proteus e Wolverine: Not Dead Yet, juntamente com este Daredevil. É claramente um abuso! Se os meus esforços em tentar completar esta colecção já tinham ido pelo cano abaixo, imaginem agora. Louvado sejas Quesada!

SECRET INVASION TPB
E com esta sugestão vos deixo, não quero que gastem mais dinheiro à minha conta. A saga mais badalada do ano tem direito a esta colectânea que promete confundir aqueles que apenas se cingirem a ela. Aconselho a quem preferir ler comics em paperbacks a comprar também New Avengers e Mighty Avengers, basicamente, apenas e só, aquilo que o Bendis escreveu. Na minha humilde opinião, nenhum outro título merece ser lido ou precisa de ser lido para entender este, para já, fraco evento.

Por hoje é só, para conferirem as solicitações completas de Janeiro, basta clicarem no link que está no primeiro parágrafo deste post.

19 outubro 2008

Preview de Joker, Graphic Novel

As primeiras imagens da mais aguardada Novela Gráfica do ano chegaram e apesar da primeira impressão poder ser má, parece que temos aí uma grande obra. Cortesia do IGN.
O argumento é de Brian Azarello e o desenho de Lee Bermejo, com uma arte um pouco diferente daquela a que nos tem habituado. O Joker é uma clara referência ao protagonizado por Heath Ledger em The Dark Knight e os ambientes também parecem algo similiares ao do filme, mas com tão poucas páginas não posso dizer muito mais. O que posso dizer é que o IGN já leu esta obra e deu-lhe uma nota fantástica - 9.8/10! A edição custa $19.99.

08 outubro 2008

Apanhados de Outono

O Outono chegou e o Verão, infelizmente, já passou. Ficámos sem o calor das notícias insólitas, mas agora começam a cair muitas outras e é sobre uma em especial que vou falar hoje.
Como é sabido de muito gente, chegámos à fatídica época em que comprar vacinas é moda e eu, como não podia deixar de ser, fui ao meu posto farmacêutico comprar a vacina contra gripe. Normalmente, quando vou a uma farmácia, entro lá tão depressa como saio - é comprar o remédio e ir logo embora, mas hoje encontrei uma folheto informativo muito assustador... Ora vejam só (atentem ao círculo vermelho na primeira imagem):
 
"QUEM ME DERA TER O PODER DE GINSANA!"

Isto é daquelas coisas que fazem com que um gajo nunca mais volte a entrar numa farmácia. Vendo bem as coisas, para que raio quereria eu o PODER DE GINSANA? A estória feita em BD à pressa pode estar muito engraçada, mas as "letrinhas pequenas" não enganam - diz lá que o medicamento não pode ser ingerido por pessoas com alergia ao amendoim [ver primeira imagem, caixa do meio]. Ora, isto pode induzir uma pessoa a uma catástrofe, quem for alérgico ao amendoim e tomar o PODER DE GINSANA poderá enfrentar uma mutação genética e quem sabe, transformar-se no Homem-Amendoim!
A segunda falha, que está envolta por um círculo vermelho, foi o segundo motivo que me levou a trazer este folheto para casa. Reparem: "O ritmo acelarado dos nossos dias...". Eu sei que todos nós dizemos "acelarado", mas é claro que a forma certa de escrever é "acelerado". Mas vá, eu dou-lhes o desconto, não tinham tomado o PODER DE GINSANA!
Ah, e as fantasias super-heróicas estão assim para o medíocre... e o lettering está muito mauzinho... mas a estória está ainda pior.
GINSANA!