18 agosto 2009

Nova Equipa em Thor

A Marvel anunciou nas solicitações de Novembro o lançamento do novo arco do Thor, já com uma nova equipa criativa. Isto quer dizer que Straczynski e Coipel encontram-se de saída do título o que, aliás, já vinha sendo anunciado há uns meses. 
Este "crime", o de deixar Strac e Coipel abandonarem prematuramente a, talvez, melhor série da Marvel, deve-se à relutância do argumentista em escrever estórias inseridas na cronologia actual da Marvel, ou seja, ignorando alguns recentes eventos da editora como Civil War e Secret Invasion (a lei do registo teve uma pequena referência, ainda assim). O mentor de Babylon 5 sempre se esforçou para que o reboot de Thor fosse o mais bem sucedido possível e para tal era óbvio que alguns detalhes ridículos do Universo Marvel teriam de ser deixados para trás, mas parece que o Quesada não está nem aí. Conclui-se assim que Strac é mais um caso de "maus-tratos" na Casa das Ideias, não só por este atentado, mas também por casos recentes como Homem- Aranha: One More Day e o Esquadrão Supremo.
Ora bem, a nova dupla irá estrear-se em Thor #604 e trata-se de um perfeito desconhecido e de uma recente aposta da Marvel em títulos conhecidos. São eles Kieron Gillen (New Universl: 1959, Dark Reign: Ares e Phonogram) e Billy Tan (New Avengers).
Confesso que esperava nomes mais sonantes, mas substituir uma dupla de sonho não é tarefa de sonho. É pena haver pouca flexibilidade naquela editora, mas se à custa disso são campeões de venda é uma política que só lhes favorece.

17 agosto 2009

E já lá vão 4...

É verdade. Parecendo que não, este blog respira há já 4 anos, uma marca da qual me orgulho bastante. Uns anos foram marcados por poucos posts, noutros a actividade foi maior, mas o essencial foi nunca ter abandonado por completo a Área Negativa. Como sempre, deixo aqui agradecimentos aos visitantes e comentadores e aos vários amigos de outros blogs que tenho feito por aqui. Obrigado a  todos!

01 agosto 2009

De Férias...

Pois é pessoal, seguem-se agora duas semanas de férias fora da metrópole que me viu nascer, o que significa que não vou postar nos próximos 15 dias. Desejo a todos umas boas férias e  que levem com muito sol na face e restante corpo.

30 julho 2009

Primeiro Trailer da Animação de Planet Hulk



E aqui fica o vídeo de uma animação na qual deposito grandes esperanças, não tenha sido esta uma das grandes sagas dos últimos na Marvel. É certo que uma grande estória pode não significar uma grande animação, mas já é meio caminho andado.

A sair em Fevereiro de 2010.

27 julho 2009

Não Podes Perder... PROMETHEA!

Esta é daquelas séries que costumam ser um pouco maltratadas. Isto porque, sendo uma série de Alan Moore, fica um bocado na sombra de grandes clássicos como Watchmen e V for Vendetta, o que faz com que os restantes trabalhos do mago, do génio, do mestre, fiquem no limbo do esquecimento. Ainda assim, Promethea devia estar lá bem no alto juntamente com as outras duas obras que referi em cima. Já aqui tinha escrito sobre este comic, mas volto agora a dar a "machadada final" para tentar convencer o resto do pessoal a esquecer algumas séries pendentes e que se debrucem nos 5 volumes que constituem esta magnífica obra. Confesso, também, que a tenho consumido por meio de um "conta-gotas" e que só esta semana é que irei receber o terceiro, o que não me podia alegrar mais pois tenho lido algumas informações sobre o mesmo e parece ser aí que a estória começa a aquecer. Tenho pena de já ter passado quase um ano desde que li o segundo volume, mas a verdade é que, ou não surgia a oportunidade certa ou adiava sempre mais um pouco.
A série conta com ilustrações belíssimas de J.H. Williams III, sem dúvida um dos melhores desenhadores da actualidade e que infelizmente não tem tantas oportunidades como seria de esperar. Foi publicada entre os anos de 1999 e 2005, contando com 32 edições que saíram com uma periodicidade irregular devido a alguns conflitos entre a editora e Alan Moore, se bem me recordo. Basicamente, isto é um Moore que nunca vimos a debater-se com inúmeros temas como a magia oculta, com recurso a um universo metafictício que pretende ser uma interpretação de Moore em relação ao nosso próprio mundo. Sophie Bangs é a protagonista desta série passada numa cidade um tanto ou quanto futurista (não utilizaria bem a palavra steampunk aqui) em que a entidade Promethea se apodera dela depois de se apoderar de inúmeros outros corpos ao longo dos últimos anos, numa tentativa de confrontar os mais poderosos mágicos seres do universo, evitando a iminente chegada do Apocalispe!
Como já referi, estão disponíveis 5 volumes em TPB ou HC, embora estes últimos sejam já um pouco difíceis de encontrar (à excecpção do último volume que se vê por muitas lojas). Ainda assim, para os mais luxuosos, a DC já está a preparar a primeira Absolute Edition (com a capa que podem ver neste post). Há ainda um livro que reúne todas as capas da série, um volume recomendadíssimo a todos os fãs de Williams.
  • PROMETHEA BOOK 1 (TPB/HC - $14.99 / 24.95, 160 pgs.)
  • PROMETHEA BOOK 2 (TPB/HC - $14.99 / 24.95, 176 pgs.)
  • PROMETHEA BOOK 3 (TPB/HC - $14.99 / 24.95, 224 pgs.)
  • PROMETHEA BOOK 4 (TPB/HC - $14.99 / 24.95, 192 pgs.)
  • PROMETHEA BOOK 5 (TPB/HC - $14.99 / 24.95, 200 pgs.)
  • ABSOLUTE PROMETHEA VOL. 1 (#1-12 - $99.99, 328 pgs.)
  • PROMETHEA COVERS BOOK (TPB - $5.99, 48 pgs.)
O primeiro Absolute chega às lojas no dia 30 de Setembro e já se encontra em pré-venda em alguns sites conhecidos. Aproveitem!

Americas's Best Comics | Alan Moore e J.H. Williams | Preview da Primeira Edição

21 julho 2009

O Que Ando a Fazer... #5

  • Acabei de ler esta tarde, precisamente, mais um dos HC's da fase de ouro do Lanterna Verde, Tales of The Sinestro Corps. Trata-se de uma antologia que pretende mostrar aos mais recentes leitores as origens de personagens chave desta saga, tal como o Superman-Prime, Sinestro ou Cyborg Superman. A colectânea abre logo em grande estilo com a dupla Geoff Johns / Dave Gibbons, de longe os "donos" do conjunto de estórias incluídas neste álbum que apresentou argumentistas ou não muito dotados ou que davam uma grande seca. Não quero com isto denegrir a imagem deste HC já que é algo indispensável para os seguidores do Lanterna. As estórias são muito úteis quer para nos lembrarmos de alguns detalhes esquecidos, quer para aprendermos novas coisas sobre a mitologia deste universo.
  • Entretanto acabei há uns dias atrás a leitura de Blankets, de Craig Thompson. Este sim é essencial a qualquer fã de BD e não só, já que facilmente será entendido por qualquer pessoa que nem perceba muito deste meio. Em vez de oferecerem livros, ofereçam este Blankets! Além de estarem a tentar converter mais uns quantos para esta legião de meia dúzia de homens em Portugal, estão a divulgar uma estória que merece ser lida por todos, pois acho que nenhum autor conseguiu ou conseguirá alguma vez fazer uma interpretação tão nua e crua de duas fases da nossa vida, a infância e adolescência, apenas com a utilização de palavras. Os desenhos deste autor são um regalo para os olhos e complementam de forma fantástica o argumento! É claro que Craig mostrou aqui uma vida um tanto ou quanto única onde se confrontava com muitos dilemas morais devido à prática acérrima da religião cristã por parte dos seus pais (que o influenciavam, consequentemente), mas tenho a certeza que muitos dos que leram esta Graphic Novel encontraram muitos pontos em comum com as suas próprias vidas. Quem não leu, pelo menos que espere até à Devir a traduzir para a língua portuguesa, já que não deve faltar muito tempo para isso... (isto sou eu a ser optimista).
  •  Não resisti e voltei a comprar comics da Panini. Já me tinha deixado daquilo porque detestava a tradução, mas esta é a forma mais viável de ler comics que não valem  tanto a pena comprar no original. €3 por 4 estórias é bastante mais reconfortante do que €12 se comprasse tudo na língua inglesa, correndo o risco das estórias serem uma banhada total (como muitas delas têm vindo a ser nos últimos tempos). Agora sigo Novos Vingadores (por causa do Thor), Superman (Action Comics), Batman (Morrison) e no futuro vou apanhar o Homem Aranha, quando chegar à fase do Dan Slott / John Romita Jr., onde deixei de comprar no original.
  • Vou agora começar a ler o segundo HC de Y - The Last Man, da dupla Vaughan / Pia Guerra. A estória parece começar com um grande salto desde o último comic que li e espero que a série me continue a agradar como tem feito. A ler!

19 julho 2009

Atrocidades Artísticas #3

Estava eu a ler calmamente um dos volumes da saga do Green Lantern, Sinestro Corps Tales, quando me deparo com mais um atentado aos meus olhos! Desta feita foi um autor inesperado que me proporcionou este momento de puro azar, já que eu até sou apreciador do seu trabalho - é ele Ethan Van Sciver. É certo que de vez em quando ele lá nos assusta com as suas perspectivas um pouco menos conseguidas ou as suas noções distorcidas da anatomia humana, mas nós lá o perdoamos porque no seu todo o trabalho nunca sai assim tão mal. Veja-se o caso de Green Lantern - Rebirth, um dos seus melhores trabalhos até hoje, ou até alguns volumes de New X-Men na fase Morrison, em que só pecava por ter um arte-finalista e um colorista não tão dotados como se devia esperar. Mas isto é mau demais:
Vejamos, o Superman-Prime é um tipo feito à imagem e semelhança do original Superman, daí ter um porte atlético razoável, mas o que se verifica neste caso é tudo menso razoável! O Sciver abusou claramente nas proporções deste retrato do Prime, além de dar a ideia que estão ali metidos uns quantos implantes mamários que até fazem espécie. Esta capa já me atormentava desde que originalmente tinha sido lançada em 2007, mas sempre me esforcei para a esquecer... até hoje! Reparem que o peito direito direito está tão bem delineado que até parece ser uma armadura de carne e osso, além de possuir uma sombra tão extensa que o homem parece estar com o coração a cem à hora. Enfim, uma capa detestável que ainda hoje estou para perceber como é que a DC foi deixá-la escapar. 
São coisas destas que merecem uma censura bem forte por poderem influenciar as pobres almas que desejem um peito deste género, ao contrário de uma pacífica suástica que nem faz mal a ninguém.

18 julho 2009

A Morte de Hollis Mason, segundo Zack Snyder

Para quem não gostou assim tanto do filme do Watchmen, a versão Director's Cut está aí prontinha para sair para as lojas já no dia 28 deste mês. Uma das maiores queixas e a grande falta de confiança deviam-se ao facto dos fãs duvidarem da capacidade de Zack em mostrar tudo o que era de mais importante na Graphic Novel de Alan Moore e Dave Gibbons, e a verdade é que uma tarefa dessas seria no mínimo épica já que cada capítulo da obra poderia precisar de no mínimo 40 minutos para ser devidamente explorada (semelhante a uma série de TV), mas no cinema isso seria impossível.
Daí Zack querer, de alguma forma, homenagear os grandes apreciadores da série com uma versão final que irá conter cerca de 4 horas de filme, sensivelmente mais uma hora que o filme que vimos no cinema. Pelos vistos, esta ainda não é a versão definitiva já que ainda está planeada uma outra para este Outono (que na pior das hipóteses só chegará no ano que vem), que inclui uma mescla entre Watchmen e os Tales of Black Freighter. Parece-me que essa será definitivamente a melhor versão, se bem que um bocado pesada e não aconselhada a quem queira perder 5 horas a ver um filme sem parar!
Entretanto fica aqui a melhor cena que já vi, mas que infelizmente não foi incluída no filme.  São 3 minutos de puro cinema, tratando-se da morte do Nite Owl original ao som do Intermezzo, da Cavalleria Rusticana. Sem dúvida uma bela peça de cinema produzida por Zack Snider, que ganha assim uns pontos na minha consideração!

Não Podes Perder... TRANSMETROPOLITAN!

Parece que a DC anda numa republicar os seus clássicos, tanto os mais antigos como os mais recentes casos de sucesso (Fables, Y The Last Man). Este Transmetropolitan, da louca mente de Warren Ellis e do lápis "sujo" de Darick Robertson, é actualmente alvo de uma merecidíssima reedição, visto que os exemplares da última tiragem de TPB's começavam a escassear e a sua edição não era propriamente recente... Além disso, podemos dizer que a DC aproveitou o relativo sucesso que Ellis tem vindo a ter nos últimos tempos devido aos seus trabalhos mais recentes para a Avatar Press, exemplo de Freak Angels, inesperadamente bem sucedido.
Originalmente publicada entre os anos de 1997 e 2002, esta série centra-se na personagem de Spider Jerusalem, um tipo que tenta destronar o poder do presidente dos Estados Unidos, tentando assim acabar com a corrupção e o abuso de poder por parte deste. Tudo isto num ambiente bastante Cyberpunk e utópico, que nos próximos anos iria cair um pouco em desuso.
A DC já inciou esta reedição há alguns meses, sendo que já foram lançados dois volumes num total de 10:
  • TRANSMETROPOLITAN Vol.1 - Back on Street
  • TRANSMETROPOLITAN Vol.2 - Lust For Life
  • TRANSMETROPOLITAN Vol.3 - Year of The Bastard (a sair dia 5 de Agosto)
  • TRANSMETROPOLITAN Vol.4 - The New Scum ( a sair dia 28 de Outubro)
Para já são estas as previsões da DC, não havendo ainda datas definidas para os restantes 6 volumes. Parece que esta é uma excelente oportunidade para quem ainda não leu esta série, considerada por muitos a melhor já alguma vez escrita por Warren Ellis.

Vertigo | Entre $12.99 e $14.99 | Entre 144 e 160 págs. | Download do Número 1

15 julho 2009

Blog da Devir Actualizado com Plano de Distribuição

O Blog da Devir, gerido por Rui Santos, foi novamente actualizado depois um mês sem qualquer palavra do editor. Este último post não adiantou grande coisa, ao contrário da entrevista cedida à Central Comics recentemente, mas ainda assim foi agradável verificar que este blog não morreu.
Rui Santos começou por se desculpar devido ao já verificado atraso dos livros da editora, inicialmente planeados para serem lançados já no mês passado, o que não se verificou devido "a questões de distribuição", já que é agora a Devir a tratar da distribuição das suas próprias edições, sendo esta, talvez, a maior novidade no que toca a esta nova equipa. Rui Santos acrescenta ainda que os livros serão distribuidos para os locais do costume, como lojas Especializadas, FNAC's e afins, como todos sabemos, além de referir que irá acrescentar uma lista com esses mesmo locais ao blog.
Começa assim crescer a ansiedade pela chegada destas famigerdas novas edições da renascida Devir, um regresso que já antecipava há muito, mas que até agora não tem correspondido às expectativas devido aos atrasos iniciais. Veremos se o plano editorial da editora se confirma e se é já neste mês que temos o Sin City Vol . 6 - Gajas, Copos e Balas à venda ou se teremos de aguardar até Setembro, por volta do Festival da Amadora, para que Walking Dead ou outro volume de Sin City sejam lançados.

12 julho 2009

Absolute Batman: The Long Halloween

Já tinha acabado esta leitura há uns dias, mas só agora é que me apeteceu tive oportunidade de a escrever sobre ele. A narrativa é bastante fluida, portanto acabei aquilo à velocidade do tiro. 
The Long Halloween representa o culminar de toda uma carreira de Jeph Loeb, porque basicamente ela terminou ali. Podem-me vir com histórias que o homem ainda alcançou bastante êxito com a série das Cores e ainda o Superman: For All Seasons e até vos dou alguma razão, mas é neste livro que Jeph Loeb nos apresenta todas as suas ideias e conceitos e todos os seus recursos limitados, que ao longo da sua carreira o irião acompanhar. Não é por isso que este Batman deixa de ser uma grande obra, talvez uma das melhores da personagem, no entanto não deixa de ser triste ver que o autor fez a obra da sua vida e a partir se desleixou completamente ao reciclar e mastigar as mesmas nuances que aqui, pode dizer-se, estreou.
As mortes misteriosas executadas por um vilão também ele misterioso que apenas é revelado no final estória (se bem que desta feita de uma forma um pouco ambigua), os pensamentos profundos e melancólicos da personagem principal, o clima de romance e conspiração, a utilização de uma galeria completa de vilões, são tudo características comuns nas narrativas do nosso amigo Jeph Loeb que se têm verificado ao longo da sua carreira.
Posto isto, não há muito mais a dizer. Gostava apenas de frisar que isto não significa que não gostei da obra, muito pelo contrário. Fiquei bastante satisfeito com o fim e contente por ter adivinhado quem era na verdade o assassino quando a opção não era muito óbvia.

Nota: 8/10
DC Comics / De Jeph Loeb e Tim Sale

06 julho 2009

Super-Heróis no Público - Batman

Nesta Sexta-Feira deu-se o lançamento do primeiro filme da nova colecção do Público dedicada a filmes de Super-Heróis. A coisa não podia começar da melhor forma pois o primeiro volume a sair foi Batman, de Tim Burton, que após ter concluído o visionamento me surpreendeu pela positiva pela interpretação notória de Jack Nicholson (nada que se pareça à de Heath ledger, no entanto). Mas sobre o filme lá chegarei mais à frente. Gostava de começar por puxar as orelhas ao Público, um jornal que sempre nos tem habituado a excelentes colecções, não só de  filmes como de livros, mais especificamente BD que tem, por assim dizer, "enchido" o mercado português que tem andado meio morto. Ao menos lança colecções completas que sabemos que não irão ser interrompidas por qualquer insólito acontecimento.
Ora bem, a apresentação está muito mázinha. Na publicidade TV chegam a afirmar que os filmes que vamos coleccionar se tratam de " Os Heróis dos Heróis", uma frase que até agora ainda não entendi muito bem. Mas até aí tudo bem, o maior problema é quando eu passo a ter o DVD na mão. Uma odisseia inesperada avzinhava-se e nem eu me dava me conta...
  • Tudo começa com um simples autocolante, daqueles que nos informam quantos DVD's sairão, o preço total da colecção, etc. Onde é que haveriam de colar o raio do autocolante? Na própria capa do DVD! Pergunto eu, porque não colá-lo num sítio mais "dispensável" como por exemplo... o plástico protector da caixa? "Para quê?" - devem ter pensado os génios por detrás da conspiração... Para tirar aquele autocolante foi um verdadeiro quebra cabeças que ainda hoje deixa marcas, com vários vestígios de cola visíveis...
  • A seguir tentei apreciar a qualidade do produto. As capas finas até me pareciam bem pensadas, com tanto DVD que ia sair eu ia poupar um valente espaço na prateleira, mas isso passou a ser o menor dos meus males. A lombada está tão fatela que até tenho pena de olhar para aquilo e pensar que ainda vou comprar mais uns quantos DVD's anoréticos. Enfim, um grande desgosto, esperava melhor.
  • A terceira coisa que faço, normalmente, é ler o que está na contracapa, tentar perceber um pouco mais do filme ao ler a sinopse de forma a saber mais umas coisinhas sobre o que vou ver. Enganei-me, esta não é a colecção para mim! Ao invés de uma sinopse, deparei-me com umas frases soltas de críticos conceituados (coff... coff...) a dizerem muito bem do filme ("Filme do século", "5 estrelas", essas coisas). Deu ainda para descobrir que opções especiais ou eram poucas ou nenhumas.
  • Por fim, a parte mais agradável, na qual não esperava encontrar quaisquer problemas, chegou e comecei a ver o filme numa noite quente de Sábado. Só faltavam as pipocas para ver se esquecia as dificuldades por que tinha passado. Ao fim de 1 minuto e meio, quando era suposto estar a ver o menú de opções do DVD (legendas, selecção de cenas, aquelas coisas normais em que uma pessoa normal navega quando está a ver um filme  normal em casa) começo instantaneamente a ver o filme! Ora, por esta nem eu esperava. Um verdadeiro golpe de mestre digno de um conspirador infiltrado nos gabinetes do Público... ou então é só defeito de fabrico.
E pronto, ao fim destas etapas todas lá consegui visionar o filme em paz, que até compensou esta tortura toda para o conseguir ver. A recriação de Gotham City está soberba tendo em conta a época em que se produziu o filme (os meios de montagem ainda não eram tão sofisticados como os de hoje). Os cenários, apesar de não parecerem tão reais como deveriam, disfaraçam muito bem com o tom negro que Tim Burton aplicou. Não sei se terá sido o melhor realizador para dirigir um filme do Batman, pois o seu estilo sempre me pareceu mais ligado à fantasia como se tem verificado nos últimos tempos, ao contrário do Cavaleiro Negro, que pretende ser uma aproximação ao mundo real (como se tem verificado na fase de Nolan), mas ainda assim, Burton safou-se bem. Jack Nicholson conseguiu adaptar-se bem ao Joker ao tornar-se bastante fiél à versão comic do mesmo, se bem que pareceu faltar-lhe um travo de insanidade em certas cenas em que parecia estar a interpretar uma pessoa banal. Ao ver isto, fiquei chocado com as declarações que prestou aquando do lançamento do Dark Knight, em que afirmava também ele estar chocado, mas pela crítica considerar Heath Ledger superior na sua personaificação do Joker. Incompreensível. Michael Keaton, por sua vez, fez um papel competente, nada de extraordinário, visto que cumprir o papel de Bruce Wayne não é nada de mais visto ser uma personagem um pouco desinteressante sem grande história (salva-se o tormento do assassinato dos seus pais e as interacções com o Alfred). Quanto a Kim Basinger, foi sem dúvida uma cara belíssima para enfeitar este filme.
É um bom filme, mas o Dark Knight roubou-lhe o estatuto de melhor longa-metragem do Batman, sem tirar nem pôr. O Público, por sua vez, não ficou nada bem na fotografia. Se os mesmos problemas por que passei se verificarem quando comprar o Superman se verificarem, mando-os passear na hora...

30 junho 2009

Alemanha Proibe Capa Nazi

Todos os anos tem de haver um caso rompante de censura nos comics e parece que o vencedor do caso insólito do ano está encontrado.
A edição 34 da também ela insólita série The Boys, da equipa Garth Ennis (um maluco dos diabos) e Darick Robertson (não tão maluco), foi banida da Alemanha e consequentemente teve a sua venda proibida. O que acontece é que a capa da dita edição teve a suástica alemã estampada nas costas de um dos heróis da série, Stormfront. A capa acaba também por ser uma óptima referência ao primeiro número da série All Star Superman, como podem reparar.
Ao que parece, o país alemão não admite qualquer referência à suástica em qualquer tipo de publicação, um símbolo que atormenta os alemães até aos dias de hoje devido a uma época que os mesmos insistem em apagar dos livros de história.
Darick, em entrevista ao Newsarama, expressou o seu desagrado ao explicar que a Marvel passa inúmeras vezes por esta situação e que os comics do Capitão América são os casos mais óbvios. Além disso, o filme Valquíria foi para os cinemas e ninguém pestanejou... O editor da Dynamite Entertainment já veio a público frisar que não vai mudar a capa em circunstância alguma só para poder vender a edição naquele país.
A censura nos comics já não é um caso recente. O Super-Homem já sofreu recentemente com ela depois de ter tentado beber uma cerveja com o seu pai em amena cavaqueira. A cerveja Tagus acabaria por ser transformada numa Fanta de laranja. Uma capa de Frank Cho, com o objectivo de obter dinheiro para caridade, também foi censurada depois da mesma mostrar explicitamente a parte traseira de Mary Jane, namorada de Peter Parker. E muitos outros lápis azuis foram usados nos últimos anos nos comics. O Batman também já deu que falar, se bem que em circunstânciasC um pouco diferentes.
Neste caso, acho que quem fica a perder é a Marvel. Afinal, o Captain America: Reborn está aí a sair e eu vi por lá uns quantos nazis a serem espancados...

26 junho 2009

Michael Jackson 1959-2009

Eu sei que isto não tem nada a ver com BD, mas não é só da ficção que este blog vive. Gostava de deixar aqui esta pequena mênção ao eterno Rei da Pop, uma verdadeira lenda da música. Apesar de todas as polémicas em que Michael Jackson esteve envolvido, há que se destacar o legado musical musical que nos deixou e é justamente por isso que ele deve ser lembrado. Pelo caminho ficam grandes êxitos como Thriller e Billie Jean, parte do álbum mais vendido da história da música e um dos mais brilhantes álbuns da década de 80. Michael ficou ainda conhecido pelo seu período de decadência marcado pela operação plástica que lhe mudou a cor da pele e pelos inúmeros escândalos de pedofilia que nunca ficaram esclarecidos por parte do músico.
Deixo aqui uma das músicas mais conhecidas de MJ e, na minha opinião, um dos melhores vídeos que já realizou até hoje no mundo da música, tanto pela qualidade da música como pelos seus dotes a nível da dança e coreografia. Vejam a versão completa de Thriller:

20 junho 2009

O Que Ando a Fazer... #4

  • Acabei a leitura de Y: The Last Man Deluxe Edition Vol. 1, que compila os dois primeiros arcos da reconhecidíssima série de Brian K. Vaughan e Pia Guerra / Jose Marzan. Posso dizer que fiquei bastante entusiasmado com esta cena do último homem na Terra, a trama flui de uma maneira bastante emocionante e cativante e as técncias narrativas do Brian contribuem para isso mesmo, sendo muito semelhantes a uma das séries televisivas em que ele costuma participar, Lost. É incrível ver como a maioria das mulheres reagiria ao facto de apenas restar um homem na Terra, que julgo ser muito diferente da reacção de um homem ao constatar que só restava uma mulher no planeta (...sim, isso mesmo!). Além disso, adorei a ideia de Yorick, personagem principal de Y, dividir o protagnismo com Ampersand, um macaquinho que se julga ser o último mamífero irracional portador do cromossa Y. Enfim, outra leitura que recomendo avidamente, ainda mais nesta edição que favorece bastante a arte de Pia Guerra, na minha opinião uma excelente ilustradora ao contrário do que muitos pensam. Se não me engano, serão lançados 5 HC's ao todo.
  • Entretanto, chegaram-me esta semana 4 livros do estrangeiro - Y: The Last Man Deluxe Edition Vol.2 e Ex Machina Vols. 3, 4 e 5. Como podem ver, o bicho Brian K.Vaughan pegou... Volto aqui a dizer que Ex Machina é das melhores séries do mercado e se não a começaram a ler pelo menos apostem no recém lançado HC que compila os dois primeiros arcos do comic (à semelhança de Y: The Last Man). A estória gira à volta de um político, Mitchell Hundred, que é conhecido pelo mundo inteiro como sendo o único super-herói existente, Great Machine.
  • Estou prestes a pegar naquele calhamaço que é o Absolute Batman: The Long Halloween. A coragem ainda é pouca, mas lá consegui pelo menos ler a introdução da autoria de Christopher Nolan, realizador dos últimos filmes do Batman. Aí deu para perceber como esta obra se tornou uma das grandes inspirações tanto para o recente The Dark Knight, como para Batman Begins.

16 junho 2009

A Madrugada dos Mortos, segundo Joe Quesada

O conceito de vida e morte tem sido debatido ao longo dos anos desde que a comunicação existe, reflectida pelas mentes mais pensadoras que existiram ou quem sabe, até pelo homem primitivo, apesar de nem mesmo as personalidades mais brilhantes da humanidade terem alguma vez conseguido explicar devidamente o milagre da vida e o mistério da morte. Tentar entender tudo o que se passou por detrás da criação do homem e dos outros seres vivos acabou por deixar de ser um tema predominantemente científico para se tornar algo mais debatido no campo filosófico pois, não seria o maior problema de O Pensador tentar entender o porquê da sua existência? É claro que os mais audazes sempre tentaram desafiar as leis da natureza ao pensarem poder enganar a morte, mas logo se soube que acontecimentos desses só em ficção. Ainda havia (e há) quem aceite o seu destino acredite na vida após a morte, o tal Afterlife (deviam arranjar uma palavra portuguesa para isto) ou que talvez possa existir a reencarnação. Pois bem, na Marvel não há nada disto. As "regras" estão escritas de outra forma.
Soube há bocado que o Quesada e os amigos fizeram regressar dos mortos mais um velho camarada nosso conhecido. A surpresa nem foi muita, eu pelo menos já estava à espera disto mesmo antes da morte do dito cujo. Só que a cada vez que fazem um back from the dead eu fico inexplicavelmente indignado, até porque na Marvel isto tornou-se o pão nosso de cada dia. Mas este caso é especialmente inquietante, porque a Casa das Ideias estava a gozar de um sucesso inesperado à conta de uma das ideias mais malucas do ano de 2007, cortesia de Ed Brubaker... Já devem estar, então, a ver quem é voltou do caixão. Trata-se precisamente de Steve Rogers, o único e original Capitão América. Único enquanto ícone indubitável do sonho americano, pois enquanto identidade teve um substituto à altura, Bucky Barnes. A troca, que se deu por volta da edição #30 do comic, foi inesperadamente satisfatória, visto que o Bucky estava facilmente a fazer-nos esquecer daqueles anos penosos passados a ler o Capitão (exceptuando os primeiros 25 números da série do Brubaker). E aí sim, quando a qualidade das histórias é alta, sou completamente a favor da renovação das personagens velhinhas da Marvel e da DC, pois um dos grandes defeitos da indústria dos comics (há quem pense o contrário) é precisamente a pobre renovação dos intervenientes das estórias das editoras, ou até a falta dela. Felizmente, apesar de uma forma que se pode dizer inconsistente e pobrezinha, a Marvel lá anda a renovar aos poucos o seu Universo, mas parece que estamos a andar em círculos! Se aparece um discípulo para salvar o dia, ressuscitam imediatamente o mestre para estragar a coisa! Assim não vai resultar... Passem a fazer como no Lost - Dead is Dead!
O regresso vai ter direito a uma mini-série em nome próprio e tudo. Serão 5 números da autoria de Ed Brubaker e Brian Hitch com o simples nome de Reborn (só espero que não faça lembrar a tortura que foi Heroes Reborn...). As condições desse regresso são ainda desconhecidas como é óbvio, mas os editores referiram que este regresso estava a ser planaeado há quase 2 anos e meio, um pouco antes da morte de Steve Rogers ter ocorrido. Foi ainda esclarecido que nesta mini-série os verdadeiros planos do Caveira Vermelha vão ser descobertos.
Aposto que vamos encontrar o Steve numa sala super-secreta com um acesso também ele super-secreto que nem mesmo aqueles que o fecharam lá sabem da sua existência. A morte a que assistimos em Captain America #25 vai ser revelada como uma cabala, o sujeito que morreu era na verdade um sósia que reunia todas as características do verdadeiro Capitão, desde a sua fragância até à altura, peso, número de calçado e até mesmo um dente de ouro que escondia no fundo da sua boca. A imitação era tão perfeita que até os seus amigos mais próximos constataram que quem tinha morrido era mesmo o pobre velho Steve Rogers, mas ao saberem que aquele não era bem quem estavam a pensar, irão reunir-se num acto de fúria e procurar o Caveira numa maxi-série de 12 números intitulada "Os Amigos do Capitão - A Vingança, Parte 1". Sim, porque mais tarde viria a parte 2, sequela do comic mais vendido da década. Tudo isto para que sejamos obrigados a ler todo o trabalho de Brubaker nesta série para que possamos ficar de boca aberta ao ver o quão genial este plano era e que afinal estava tudo planeado desde o início. Genial! Viva a Marvel, sempre na vanguarda do inesperado e do genuíno.

15 junho 2009

World War Hulk

Argumento: Greg Pak
Desenho: John Romita Jr.
Marvel Comics

Confesso que fiquei desiludido. E eu até sou daqueles que gosta de ver uma boa cena de pancadaria, mas sei lá, só durante umas 5 páginas no máximo, nada de excessos. Em World War Hulk, a cada 10 páginas, 8 mostravam o Hulk a dar pontapés e cabeçadas. Nas restantes eram só socos e torturas, por isso já estão a ver mais ou menos o cenário. É claro que eu não queria ver o Gigante Esmeralda a recitar poesia ou a debater física-quântica enquanto lhe dava mais um daqueles actos de fúria que ninguém pode explicar, nem muito menos o queria ver sentado na mesa do café a conversar com os Illuminati como se eles nunca o tivessem enviado para o espaço sideral sem pedirem autorização primeiro. Mas pelo menos alguém tinha imposto ali um limite de socos por páginas, ou por capítulo vá lá. A dada altura a trama tornou-se irrespirável. Antes do Hulk pisar o solo terráqueo vindo do seu disco espacial bastante moderno já andava ele a distribuir estalada por tudo o que era sítio. E foi aqui que notei que isto não podia ter apenas o dedo mágico do Greg Pak, é claro que alguém muito mais maquiavélico tinha de estar metido na salada. E esse alguém responde pelo nome de Joe Quesada, Queijada, chamem-no como quiserem, para mim vai dar ao mesmo. Depois do grande Planet Hulk o Pak não podia simplesmente chegar ali e espetar-nos com um festival de wrestling. Eu pelo menos estava à espera de algo mais relacionado com a mitologia criada nessa grande saga, mas pelo visto só falavam das mesmas palavras de sempre - ele era o Worldbreaker, o Sakaar, eu sei lá, era tanta palha que já não me lembro. Este foi para mim o ponto mais débil da narrativa, sub-aproveitou-se uma profecia tão boa como esta para se reduzir tudo a uma série de lutas inúteis que não esclareceram nada em relação a todos aqueles mitos misteriosos sobre o Hulk. Basicamente, foi apenas o último capítulo de WWH que nos mostrou o mais importante que havia para mostrar...
Outra coisa que também me meteu impressão foi ver o Doutor Estranho exclamar "STRANGE SMASH!", isto sem querer parecer um daqueles fanáticos que mal veêm uma falha de caracterização ficam logo com a vida estragada, só que isto foi muito mau. O homem, claramente, passou-se da cabeça e tentou copiar a identidade paleolítica do Hulk, certamente de forma inconsciente, mas mesmo assim não perdoo quem teve a infeliz ideia de o meter a dizer uma coisa destas. Este pormenor foi uma total descaracterização da personagem do Estranho e só me apeteceu foi atirar o livro pela janela! Digam o que disserem, para mim foi o tesourinho mais deprimente de toda mini-série. Aliás, até foi um pormenor da estória que deu azo a uma pequena contradição - o Dr. andou quase toda a série a culpabilizar-se pelo sucedido (isto com toda a calma do mundo, quem leu que o diga), tinha inclusivamente aceite o seu destino tendo até se comprometido a acarretar com as responsabilidade do massacre da Warbound do Hulk na Terra, mas ainda assim teve um rasgo de loucura incompreensível. Mas claro, isto sou eu a dar importância a pequenos detalhes que provavelmente não interessam à maioria dos leitores, mas só por aqui se pode avaliar devidamente uma obra.
Já fora de brincadeiras, nem tudo foi mau em WWH. A revelação final em relação ao envolvimento do Miek na explosão do dito Planeta Hulk foi no mínimo surpreendente. Eu bem que estava a achar estranho as inúmeras referências ao não envolvimento dos Illuminati na explosão, mas desta não estava à espera. Se bem que não gostei muito da ideia do filho do Hulk. O rapaz ou nasceu por inseminação artificial ou então não sei. Neste comic não se tem muito bem a ideia do seu nascimento, mas pelos vistos nasceu de um casulo vindo do céu. É estranho, visto que mãe ficou completamente desintegrada... Isto de arranjar storylines a pontapé tem que se lhe diga. Eu sei que o pessoal de vez em quando gosta de ver uma boa cena de porrada com as personagens preferidas à mistura. Pior que ser eu a saber isso é o Quesada também o saber, mas isso é outra estória. Agora, andar a ler 5 comics só para no fim ver que o Hulk lá no fundo até tem um bom coração, mas que para isso seja mostrado até lho têm de arrancar? Sim, porque houve uma parte em que ou o Ben Grimm ou o Doutor Estranho aplicam um golpe tão duro que aparentemente furou o Hulk duma ponta a outra... mas pelos vistos só lhe vazaram uma vista. É que nem o John Romita safou o suplício de ler isto.

Vá, agora atirem as pedras.

13 junho 2009

O Que Ando a Fazer... #3

  • Finalmente acabei de ler o incompreensível, mas impressionante The Filth. Foram 13 capítulos dignos da mais pura maluqueira que já li até hoje. Os pormenores eram tantos que ainda não consegui perceber tudo aquilo que o Morrison queria transmitir, nem sequer com a ajuda da Wikipedia consegui perceber tudo. Ainda assim, do pouco que percebi deu para espumar um pouco da boca - Morrison é indubitavelmente um dos mais geniais argumentistas da actualidade. Não é por acaso que muita gente coloca esta obra ao lado de outros comics como Watchmen ou Sandman, pois em termos de qualidade, The Filth não está muito longe. À primeira leitura, este livro pode parecer um pouco esquisito. Logo nas primeiras páginas somos bombardeados com informações que não nos dizem nada, podendo até dizer-se que no início não nos servem de nada, mas que com o avançar da estória se tornam cruciais para o entendimento da mesma. Ao mesmo tempo, apesar desses pormenores serem importantes para que se perceba por fim no que The Filth, vai dar muitos deles são concerteza influenciados pela interpretação de cada um. Morrison conseguiu desenvolver uma trama tão subjectiva que é provável que entre os milhares de pessoas que já leram este comic possam haver outras tantas milhares de percepções diferentes em relação à história. Brilhante, uma leitura recomendadíssima.
  • Entretanto comecei a ler e já acabei de ler a mini-série World War Hulk, aquilo a que podemos chamar a conclusão de Planet Hulk (se bem que a coisa ainda continua lá com o filho do hulk, Skaar). Não me vou alargar muito em considerações sobre esta mini neste post, pois estou a pensar em dedicar um post mais completo a este evento da Marvel, mas posso desde já dizer que esta estória não foi nada famosa. Tive pena em ver o Greg Pak baixar drasticamente a qualidade da sua escrita, já que o Planet Hulk foi algo de fantástico. Basicamente, esta é uma série em que em que 70% do tempo vemos porrada e nos restantes 30% só lemos frases feitas. Boring!
  • CC is back on track! Já me registei no novo fórum da Central Comics e posso dizer que fico contente por voltarmos aos bons velhos tempos. É bom haver mais espaço para a navegação e ter um layout mais bonitinho que o anterior. Agora só falta o portal para ficar tudo completo. Resta saber se o fórum vai continuar numa página à parte ou se vai ser incorporado no site principal.

07 junho 2009

V FIBDB

O post já vem um bocado atrasado, mas vale sempre a pena falar sobre os festivais cá do nosso país, que parecem não ser muito valorizados pela maioria do pessoal... Antes de mais queria falar um pouco sobre esse assunto.
Nota-se que a maioria dos apreciadores de Banda Desenhada em Portugal só são atraídos para o núcleo dos festivais quando vêm os grandes nomes da arte e da escrita, um Luís Figo da banda desenhada, e quando vem um Mantorras põem logo de parte uma ida a Beja ou à Amadora. Tenho imensa pena que as coisas sejam assim, os festivais em Portugal são uma coisa que não se vê em muitos locais do planeta, os próprios autores nos dizem isso. Já o Gary Erskine e a sua mulher nos estavam a dizer que estavam a ter uma experiência completamente nova. Um festival em que a correria não era tanta, podiam ver todas as exposições e ainda assim dar alguns autógrafos aos apreciadores do seu trabalho. Uma das coisas a que dou mais valor é o carinho com que o Festival de Beja é organizado, os mentores esfolam-se para conseguirem que os autores venham cá, para que as exposições estejam montadas a tempo, para que tudo ande sobre rodas. Além disso, esta é sempre uma excelente oportunidade para nos encontrarmos com velhos amigos, que me parece ser a parte mais divertida da coisa, ainda mais importante que a vinda dos autores. Pensem nisso, quem não vai e fica por casa devia pensar em ir fazer uma visita a Beja, ou se preferirem pelo menos passem pela Amadora.
Passando ao que realmente interessa - saí de lá bastante satisfeito, dos festivais que já visitei este pareceu-me ser o melhor (juntamente com a última edição do FIBDA), pelo menos tive essa impressão. As exposições impressionaram-me coisa que não é muito fácil (sempre detestei exposições), graças aos trabalhos do Mattoti e do Craig que foram 5 estrelas.
Acho que não tenho nenhum defeito a apontar a esta edição do FIBDB, talvez pudessem ter concentrado todos os autores num único espaço para dar autógrafos pois já nos bastava estar em pé à espera de um sketch, quanto mais ter que subir e descer escadas. No entanto, este problema é facilmente desculpável, o espaço não era propriamente abundante.
Queria destacar a simpatia do Gary Erskine, pela conversa que teve comigo, com o Diogo e com o Alexandre, os dois de Braga. Ele e a sua mulher pareciam mesmo contentes por estarem em Beja além de terem estado bastante bem-dispostos durante a sessão de autógrafos. O Craig Thompson (vejam aqui o post que ele dedicou à sua visita a Portugal...  obrigado DC)também foi um tipo às direitas, apesar de visivelmente mais reservado que a maioria dos autores

Resumindo, apelo a todos que visitem o Festival de Beja (não diria já este ano, mas pelo menos o próximo). Apesar do calor, Beja é uma cidade bastante agradável que merece ser visitada. Fiquem lá com as fotos:



05 junho 2009

Novidades da Devir para 2009 (obrigado Reignfire)

A chatbox deste blog pode passar um bocado despercebida ao pessoal e é por isso que deixo aqui este post. O Reignfire deixou por lá um link de um blog que eu desconhecia por completo, mas que pelos vistos é uma cena que dá jeito. Trata-se do blog da Devir Portugal e quem o coordena é o Rui Santos (desconheço...) e vai deixando por lá o material que devir lançou/ vai lançar.
A 26 de Maio postou a seguinte informação:


PLANO DE EDIÇÕES PARA 2009

Junho
  • Black Box Stories Vol. 2, José Carlos Fernandes & Roberto Gomes
  • Sin City Vol. 5 - Valores Familiares, Frank Miller

Setembro
  • Walking Dead Vol. 1, Robert Kirkman
  • Sin City Vol. 6 - Gajas, Copos e Balas, Frank Miller
Outubro
  • Blankets, Craig Thompson
  • Agência de Viagens Lemming, José Carlos Fernandes
  • Sin City Vol. 7 - Inferno, Ida e Volta, Frank Miller

Posted by Rui Santos
De destacar, obviamente, Blankets e The Walking Dead - o primeiro pelo péssimo timing e o segundo... pelo péssimo timing também! Mesmo assim, quero dar os parabéns à Devir se este plano for seguido à risca. Aos menos acabem lá com o Sin City que o pessoal ainda está aqui a ressacar (pelo menos eu).