26 setembro 2010

Skull Kickers #1

ARGUMENTO: Jim Zubkavich | ARTE: Edwin Huang
IMAGE COMICS

Este é porventura o comic mais aguardado do mês. Não deixa de parecer estranho constatar que a sua primeira tiragem esgotou completamente antes de chegar às prateleiras, mas o que é facto é que Skull Kickers gerou uma grande especulação à sua volta. À primeira vista não parece ter nada de especial na sua concepção, nem sequer os dois autores que assinam a série são particularmente conhecidos. Eu, pessoalmente, nunca ouvi falar dos seus nomes. A única coisa que me cativou foram as capas, a principal e a alternativa, que me parecem ser de grande qualidade em termos de design (apesar de a última ser uma referência cómica a Hulk #1). Com isto tudo pensava eu que ia encontrar uma arte interior também ela semelhante às capas, mas pelos vistos enganei-me e bati com a porta na cara (como eu ainda sou ingénuo). Já lá iremos mais à frente. Há algo que ainda deve ser mencionado antes de se analisar este primeiro número: dias antes do seu lançamento, foi vendida uma cópia sua no Ebay a 15$ (!!!). Pois, pois. Terá sido um golpe conspiratório de alguém que ficaria a ganhar com o sucesso de Skull Kickers? Criando o hype necessário, seria assim tão óbvio que o sucesso seria alcançado? Talvez tudo isto não se tenha traduzido em qualidade...

O Que Ando a Fazer #7

Capa alternativa de Skull Kickers #1
  • Descobri tinha ali uns números perdidos de Amazing Spider-Man (#564-579) que ainda não tinha lido. Esta acção foi desencadeada quando decidi ir a uma papelaria ver como andavam as Paninis e os números que estavam a ser publicados. Vi lá o Homem-Aranha #98 e despertou-me de novo o interesse pelo Brand New Day, muito por culpa da capa do Romita Jr. (fez-me lembrar os bons velhos tempos). O arco vigente é Character Assasination, mas para o entender tive de pegar nos números de New Ways to Die, de Dan Slott e John Romita Jr. que ainda não tinha lido (tenho a colecção esburacada, daí ter perdido o entusiasmo, mas felizmente existe a internet!). Desde então tenho andado numa maratona caótica a ler o que me falta, numa aventura que me tem causado uma mistura efervescente de sensações. Há storylines más demais para serem verdade, muito em parte por serem uma fotocópia falhada daquilo que se fazia nos '60, enquanto outras me fazem ver que o Aranha está a atravessar uma fase relativamente boa, devido ao talento de Marc Guggenheim, Dan Slott e Zeb Wells, aqueles que eu considero ser os três melhores argumentistas actuais desta série. Já Bob Gale é terrivelmente mau e devia receber guia marcha para uma localidade bem longe da civilização. John Romita Jr. e Chris Bachalo assumem-se como os melhores desenhadores, mas é Marcos Martin quem realmente surpreende pelo seu talento em ascensão. Um artista a seguir atentamente nos próximos anos.
  • A Image Comics tem andado numa de lançar novas séries com uma componente bastante apelativa para o público, sempre com descrições bastante aliciantes na Previews. Morning Glories representava "o encontro entre Lost e Runaways" e agora, Skull Kickers, é apresentado como sendo "um encontro entre entre filmes antigos de Polícias e Conan". Mas na sua essência, esta série trata-se apenas das aventuras de dois guerreiros sem nome que fazem trabalhos encomendados a troco de dinheiro num universo em que tudo é possível, onde existem zombies, lobisomens e outras tantas coisas sobrenaturais. Cortesia de dois perfeitos estranhos, Jim Zubkavich e Edwin Huang. Esperem uma análise em breve.
  • EU (NÃO) VOU AO AMADORA 2010 - está quase decidido, é desta que não vou à Amadora  fazer a minha visita anual. Nem mesmo que confirmem John Romita Jr. e Mark Millar à última da hora! Se o próprio festival não se dá ao trabalho de me informar sobre aquilo que vou poder ver, porque hei-de eu me preocupar com cenários imaginários de festivais fantásticos hipotéticos que todos os anos são prometidos? É sempre a mesma coisa e sinceramente começa a fartar.

21 setembro 2010

DC Comics Acaba Com as Linhas Wildstorm e ZUDA

As últimas edições da Wildstorm serão lançadas em Dezembro
No seguimento de alterações a nível geográfico por parte da DC Comics, foi hoje comunicada a decisão de suspender a linha Wildstorm e terminar com a Zuda, um segmento editorial que se destacava pelas suas iniciativas a nível de edição online. Estas decisões partiram de um comunicado lançado hoje de manhã que anunciava a mudança da maior parte do staff da DC, de Nova Iorque para Burbank, no sentido de aproximar a casa mãe, Warner Borthers, e a sua filial dedicada aos comics. Não se sabe ao certo se ainda virão mais mudanças radicais por parte da editora, mas o que é facto é um grande número de personagens passaram agora a ficar em stand-by.

20 setembro 2010

Green Lantern - Agent Orange

Argumento: Geoff Johns | Desenho: Philip Tan e Ivan Reis

Este é porventura o mais desinspirado arco da saga da Guerra da Luz, o que necessariamente (e infelizmente) se traduz na pior leitura do mês. O que Geoff Johns tem feito ao longo destes últimos anos foi habituar-nos a trabalhos de muitíssima qualidade e à medida que o tempo passa é cada vez mais difícil superar-se a si mesmo. O que se passou neste Agent Orange foi algo de muito estranho. É nos introduzido um novo Lanterna, o Laranja, motivado pela Gula e que responde pelo nome de Larfleeze, tendo há milhões de anos atrás se apoderado da lanterna colorida que lhe confere poderes extraordinários, com a agravante de causarem demência ao seu portador, neste caso uma fome insaciável por poder. Esta fome é alimentada pela lanterna que Larfleeze transporta constantemente consigo, o que recarrega o seu anel permanentemente. Isto permite-lhe criar avatares de identidades cuja vida terminou ao confrontarem-se com o Lanterna Laranja, uma espécie de exército dos mortos vindo lá não sei de onde. A coisa tem o seu potencial, mas talvez não tenha sido explorada da melhor forma...

16 setembro 2010

Não Podes Perder... #3 - Morning Glories e Daytripper


Este post funciona como uma espécie de recomendação, não com base nas minhas leituras, mas em virtude daquilo que se vive lá fora. Não será só uma recomendação para quem o ler, como também para mim, que várias vezes me esqueço de coisas novas que estão sair e que quero comprar, que gozam de alguma qualidade. 
Pois bem, os escolhidos de hoje são dois comics que estão a fazer furor na América e que ainda não alcançaram o seu devido estatuto. Um deles é bastante recente, pelo que é algo cedo para descortinar a sua consistência, mas o que é facto é que não se fala de outra coisa nos sites e blogs mais conhecidos. O outro viu o seu fim há poucos dias e promete fica na história.

15 setembro 2010

Amazing Spider-Man #638-641 - One Moment In Time

O.M.I.T. - Joe Quesada e Paolo Rivera
Já lá vão mais de dois anos desde que Brand New Day foi iniciado, isto após uma conturbada resolução de problemas da vida do Aranha por parte de Joe Queijada e Joe Straczynski. Há quem diga que este último foi o responsável pelo grande declínio da personagens nos últimos anos, tudo porque decidiu explorar uma faceta mais adulta de Peter Parker, dando-lhe inclusivamente um trabalho como professor na sua antiga escola (editado pela Devir em Portugal os volumes Raízes e Estranhas Sombras). O que enfureceu os saudosistas nem foi essa decisão, mas sim o momento em que se revela que os poderes do Homem Aranha têm origens totémicas (se bem que esta ideia é apresentada com uma certa ambiguidade). A aranha que picou Peter faria então parte de uma espécie cujos poderes eram místicos, destronando um pouco a ideia de que a radiação era a causa da mutação infligida ao amigo da vizinhança. Os profetas da desgraça ergueram-se então com grande vingança e raiva furiosa atacando Strac no instante em que este decidiu fazer um retcon com Gwen Stacy e Norman Osborn, insinuando que teria havido uma relação entre os dois da qual haviam surgido dois filhos. Neste assunto nada contra, hoje em dia olho para essa saga e constato que é um dos maiores epic fails na história do Aranha. Simplesmente foi mau demais, os editores concerteza estavam a dormir e não perceberam as implicações caóticas que isto teria. Qualquer personagem tem uma base de valores que não pode nunca ser subjugada e aqui foi o que se fez. Foi uma completa ofensa à memória da Gwen Stacy (coitada, nem existe realmente e estão sempre a tentar fazer dela uma má personagem).

09 setembro 2010

Darwyn Cook Sobre o Lesbianismo e as Editoras

Tinha deixado escapar esta, mas como o assunto se tornou algo intemporal nem o atraso de um ano justificava a falta deste post. Darwyn Cooke meteu a boca no trombone na última Fan Expo do Canadá e nas suas declarações estava completamente em chamas! Em causa esteve a mudança de orientação sexual da personagem Batwoman que, segundo ele, é uma mudança demasiado drástica desrespeitosa de toda a estória ficcional que foi criada ao longo dos últimos anos. Tento na língua foi pura ficção...

06 setembro 2010

Scarlet #1

Scarlet #1, de Brian M. Bendis e Alex Maleev
Não me vou alongar muito sobre este comic. É um número 1 e fazer já suposições profundas sobre este título pode ser precoce. Pode não, é mesmo. Antes de mais, convém fazermos um pequeno resumo desta nova criação do Bendis e do seu grande amigo Alex Maleev. Esta estória é centrada na personagem Scarlet, uma rapariga cuja idade se desconhece que está lixada com o sistema. Isso mesmo, uma pessoa como todos nós. Quem é que não está tramado com o primeiro-ministro? Quem é que não detesta o sistema judicial do país ou quem é que não se sente injustiçado com a profanação moral a que somos submetidos todos os dias por aqueles que nos governam? Mas esta menina leva tudo a extremos. Logo na primeira página mata um polícia e faz piadas com isso. E depois começa a falar connosco. Sim, este livro usa a famosa, mas não muito utilizada, quebra da 4ª parede. Com este mecanismo, a personagem não narra a estória a partir de pensamentos (como é mais comum na BD), mas sim a falar directamente com o leitor. Talvez uma empatia maior com o público seja o resultado, pois a vida de Scarlet é um verdadeiro melodrama. Ao que parece, ela está convencida que o seu ex-namorado foi morto injustamente por um polícia, depois deste o acusar de ser um senhor da droga. A partir daí inicia-se um caminho de vinganças pessoais (sim o polícia que o matou é o mesmo que falei em cima). Cheira-me que a grande revelação no fim desta série é que o namorado era mesmo um viciado e Scarlet se apercebe que está a lutar por causas incoerentes. Mas é claro que isto não vai acontecer, ou vai?

04 setembro 2010

Asterios Polyp

Asterios Polyp, de David Mazzucchelli
Já muito se falou deste livro por essa internet fora, mas fico com a sensação que ainda não lhe foi dado o devido valor pela qualidade que apresenta. É certo que está aqui uma obra de grande complexidade que pode suscitar as mais variadas interpretações quer a nível do argumento, quer a nível da arte, mas é também quase certo que independentemente da existência dessas variáveis, estamos perante uma das maiores produções da década a nível da 9º Arte. Eu até me arriscaria a afirmar que se houvesse algum livro recente que teria definido uma viragem na abordagem à BD como nós conhecemos, seria este e como tal afirmaria também que esta é a GRANDE obra da década, mas como me é impossível ler tudo o que por aí anda não posso cair nesta tentação. Portanto, é pelo menos a melhor coisa que já li nos últimos tempos. É profundo. É corajoso. É algo que não se vê muito por aí e a proximidade que senti com as personagens foi determinante no sentido desta apreciação. Houve quem tenha detestado o conceito das personagens e consequentemente tenha achado o enredo algo pomposo e audaz demais, o que me levou a concluir que ainda é cedo para que Asterios ganhe o seu lugar no topo da história da banda desenhada. Mas também, apenas 18 mil pessoas ainda o leram...

02 setembro 2010

Sandman Também Salta Para a TV


Depois de The Walking Dead ganhar o seu espaço no pequeno ecrã (e até ter garantido uma segunda temporada sem ainda ter estreado a primeira), eis que também é anunciada uma série de TV dedicada a Sandman, um clássico intemporal de Neil Gaiman, garante o Hollywood Reporter.

31 agosto 2010

Marvel Anuncia Regresso da Tropa Alpha

Chaos War: Alpha Flight, em Novembro
Depois de uma chacina inesperada nas páginas de New Avengers #16 ou de capas menos inspiradas como esta ou esta ao longo da sua história, a Alpha Flight está de regresso à vida, mesmo sem ninguém saber quem fez para que isso acontecesse.
Especula-se que a Marvel ainda nem sequer decidiu a melhor forma de reintegrar estes quase-esquecidos no seu universo, mas o que é facto é que em Novembro chegará às bancas um one-shot intitulado Chaos War com o intuito de convencer os mais cépticos. Contudo é certo que pelo menos 2.5 cópias serão vendidas, pois não acredito que haja muitos mais fãs da Tropa espalhados pelo mundo! A sério, quem é quer saber destes meninos? Só se for um rapaz que na última comic-con gritou ao mundo o seu amor pela Tropa, afirmando que Alpha Flight #12 era um dos comics melhor escritos de sempre... É possível!

25 agosto 2010

Os Mais Vendidos de Julho '10 - Análise

X-Men #1, a surpresa
Já não acompanhava esta coisa das estatísticas de vendas há algum tempo, mas a última vez que o fiz constatei que a DC estava fazer grandes progressos no que toca aos 10 Comics mais vendidos lá nos States. Tudo isto se deve à inspiração de dois homens, Grant Morrison e Geoff Johns. O primeiro tem feito um trabalho interessante ao reformular o Batman tentando trazer de volta conceitos clássicos da personagem, sendo o melhor exemplo o team-up de Batman and Robin. Já Johns tem sido o responsável por uma extraordinária e épica cavalgada do Green Lantern. Já lá vão alguns anos desde que tudo começou com Rebirth e até hoje ainda dura aquilo que este homem planeou. É certo que a DC mostrou ratice e continuou a esmifrar todo este novo conceito, mas é uma exploração que eu considero bastante acima da média o que é algo atípico na América. É bastante difícil manter qualidade sem haver rasgos de loucura pelo meio e acho que o Johns não tem abusado da nossa vontade (pelo menos da minha) sendo que essa vontade é continuar a saber mais sobre esta fantástica mitologia do Espectro da Luz, o que, parecendo que não, abriu portas gigantes para que se possam criar novas estórias. A DC teve aqui um importante expandir de cenários e pode muito bem agradecer a Geoff Johns por tudo. Bem, vamos lá então analisar os dados:

23 agosto 2010

Sobre o Novo Vestido do Batman


Sempre achei piada à necessidade de se criarem novos uniformes para que as personagens passem por uma certa evolução. Sim, porque um novo uniforme traz quase sempre consigo mudanças psicológicas que se reflectem na estética do mesmo. Mas às tantas chegamos a uma fase em que isto das passagens de modelos cai numa saturação excessiva, quando sabemos que o principal intuito é fazer capas cheias de efeitos coloridos e fantásticos que apresentem um novo fato para que os nerds mais entusiastas cheguem às comic shops e comprem urgentemente um exemplar para si, para daqui a cinquenta anos dizerem que têm um comic raríssimo com o Batman a sair à rua com umas novas calças e uma cueca por cima. Bah, eu também estou aqui a avaliar esta cena, por isso devo cair numa categoria qualquer destas.

22 agosto 2010

10 Coisas Que Tornaram LOST Memorável

  1. A ILHA (um olhar sobre o mundo real) - mas afinal, o que era a tão misteriosa ilha? As recentes analogias mostravam que se tratava de uma rolha que impedia que o mal lá aprisionado se espalhasse pelo resto do mundo, o que levava a reflectir sobre a provável importância global da mesma. Será que o fim da ilha poderia representar o fim do mundo? A enorme quantidade de energia electromagnética lá concentrada poderia muito bem causar um grande impacto à escala mundial. Mas este local cheio de fenómenos ocultos serviu de casa a muitos mais mistérios. Os inúmeros habitantes, quer fossem egípcios ou romanos, que ao longo de várias gerações foram por lá passando deram origem a diversas questões sobre a sua estadia na ilha. No fim acabou tudo por ser um reflexo do mundo real, populado pelas mais diversas civilizações, expondo os seus usos e costumes.

21 agosto 2010

Por Cá Se Visiona... #1

no cinema...
  • TOY STORY 3- bem, este foi último que fui ver a uma sala de cinema. Confesso que sou fã não sou destes bonecos como também de tudo o que a Pixar produz. Cresci a ver os primeiros Toy Storys e não podia viver sem ir ver este (último?) filme da trilogia. Sabem, uma coisa boa desta vertente da Disney é que, apesar de o intuito inicial querer ser claramente atrair o público infantil, fica sempre patente uma componente que atrai a malta jovem e adultos, e resulta! O drama em que a Pixar investe, julgo eu, dificilmente é entendido pelos mais novos o que faz com que o público mais velho se sinta atraído pelas personagens, que são trabalhadas de forma bastante realista. Além disso, tudo funciona como um regresso à infância, onde nos lembramos de certos pormenores que realmente poderiam tonar este o filme da nossa vida. Andy, o dono de Woody, Buzz e companhia está de partida para a universidade e enfrenta assim a árdua tarefa de deixar para trás o seu passado. O conceito é interessante, mas obviamente perde algum fulgor pelo simples facto de, na América, se respeitar demasiado o esquema Nó-Peripécia-Desenlace, mas julgo que o filme transmite bem a mensagem e tem momentos excelentes. Uma trilogia a ver e rever.  NOTA: 9/10

18 agosto 2010

Green Lantern / Green Arrow Vols. 1 e 2 - Verdes Anos

O Lanterna Verde é daquelas personagens que nunca me tinha despertado grande interesse até porque foram raras as vezes que ouvi falar dele quando ainda era um caloiro nesta andanças, se é que já não sou. Como óbvio só se ouvia falar do Batman e do Super-Homem no que tocava à DC Comics, pelo que um grande núcleo de personagens desta editora me era desconhecido. Não sei se era por ser um grande fã da Marvel e lhe dedicar mais tempo, mas sempre tive a sensação de que a DC geria mal as suas personagens no que tocava à divulgação das mesmas ao comum dos mortais, ou seja, aquele que não dedica tempo massivo a ler estas preciosidades que tanto adoramos. O Batman era sobejamente conhecido (este "era" refere-se aos já idos anos 90, altura em que eu começava a minha vida consciente): tinha tido uma passagem algo bem sucedida nas lides cinematográficas e possuía um carisma do outro mundo por ser o super-herói mais próximo do mundo real, não tendo qualquer tipo de poderes, rendendo-se ao engenho insuperável da mente humana. O Super-Homem gozava de um estereótipo que se usa desde tempos bastante antigos, talvez até antecedentes à sua origem: "Olha, este aqui deve pensar que é um Super-Homem", "Ai, és tão forte que pareces os Super-Homem", e assim conhecíamos nós o Super-Homem, o herói mais citado de sempre, provavelmente. Mas o Lanterna...

09 junho 2010

Fresquinhas (não tão frescas) das Américas

BATMAN: ODISSEY, NEAL ADAMS DE REGRESSO A 7 JULHO

À semelhança aqui do sítio, também a lenda Neal Adams está de volta à editora que o tornou famoso. Notabilizado pelo seu trabalho em Green Lantern/ Green Arrow ou em Batman, o desenhador vai precisamente voltar a pisar o solo do Gotham, onde assume um papel de destaque numa mini-série de 12 números da sua exclusiva autoria intitulada Batman: The Odissey. O The Source falou com Neal e este confessou estar completamente concentrado nesta sua obra, que já há alguns anos que está para ver a luz do dia. Confiram um preview com a arte de alta qualidade deste senhor:



08 junho 2010

ÁreaNegativa!, O Regresso

Silver Warrior, por Frank Frazetta
Pois bem, após um longo interregno e chegadas as tão esperadas férias de verão, venho aqui tentar limpar o pó que se acumulou ao longo destes últimos meses (foram tantos que nem sei quantos foram). Confesso que quando ando atarefado com as coisas da escola fico sem inspiração para vir aqui escrever qualquer coisa, visto não ter o devido tempo para pôr em dia as minhas leituras ou para andar informado quanto basta.
Para reiniciar esta jornada, gostava de deixar algumas palavras sobre alguns acontecimentos que se deram aquando da minha ausência: 

FALECIMENTO DE FRANK FRAZETTA - já lá vão alguns dias, mas ainda assim queria deixar aqui o meu apreço pelo legado que este senhor deixou para trás. Tratava-se de um grandioso artista cujo trabalho era irrefutavelmente admirado por todos, mesmo aqueles que não seguiam tanto a sua carreira (como eu). Algo que me marcou nos seus últimos de vida foi o facto de se ver obrigado a trabalhar com a sua mão "cega", visto ter sido afectado por uma série de AVC's. Que descanse em paz.


14 setembro 2009

O Que Ando a Fazer... #6

  • Mais uma encomenda do Book Depository chegou e mais uns livros se juntaram à minha colecção. Desta feita, os escolhidos foram Local, de Brian Wood e Ryan Kelly, e o conhecido Transmetropolitan (Vol. 3 - Year of The Bastard). Infelizmente não consegui comprar um outro comic que já estava na calha, o Asterios Polyp de David Mazzucchelli. Cheguei mesmo a encomendá-lo, mas na hora do envio informaram-me que o mesmo já se encontrava fora de stock e não pude recebe-lo. Ao que parece está a ser muito procurado pelos bedéfilos devido às críticas positivas que tem recebido. Só espero que volte a estar disponível o mais cedo possível. Quanto ao Local, parece estar ali uma excelente obra. Trata-se de uma estória de 12 capítulos, cada um focando um ano da vida de Megan, que viaja por 12 locais diferentes da América ao longo de todos esses anos. Irá merecer um post mais aprofundado no futuro.
  • Entretanto, encontro-me a reler a série Novos X-Men que a Devir editou há uns anos. Actualmente estou no volume 4 de 9 e pode ser que ainda compre o derradeiro capítulo desta série que a editora nunca chegou a lançar, o Here Comes Tomorrow. Até agora, parece que estou a sentir mais as ideias malucas do Morrison do que quando as li pela primeira vez, o que é fantástico. Novos X-Men é de facto uma das melhores estórias dos rapazes X.
  • Por fim, estou a ver se consigo participar no concurso do FIBDA com aquele tema horrível, mas que até dá para fazer umas quantas coisas engraçadas. "O Grande Vigésimo" pode parecer uma grande tanga para todos nós, mas com um pouco de imaginação pode-se chegar a algum lado. Há que encarar a coisa como um desafio e não desistir à primeira. Se não tiverem grande motivação, ao menos pensem no prémio que é bastante aliciante. Quando se souberem os resultados, talvez poste aqui o trabalho que eu e o Eduardo Monteiro estamos a desenvolver.

07 setembro 2009

Strange Tales #1 (de 3)

A Marvel Comics, num acto de pura generosidade, decidiu dar liberdade a uns quantos criadores independentes e lançou uma antologia de pequenos contos em que figuram algumas das personagens mais carismáticas da editora. As estórias não têm qualquer respeito pela identidade dessas personagens, lembrando apenas a origem das mesmas e mantendo apenas algumas características básicas, já que os conceitos são reinventados ao máximo, o que chega a ser divertido. Ao que parece, tudo começou quando Peter Bagge planeou um one-shot com o nome "The Incorrigible Hulk" que talvez marcasse o início de outras colaborações com autores independentes. Mas essa criação apenas serviu como mote para criar esta antologia, acabando por ser cortada em três partes, ou seja, a Marvel lá aproveitou esta onda do alternativo para criar uma mini-série que certamente agradará a muita gente. Uma verdadeira máquina de fazer dinheiro!
Rapazes como Paul Pope ("Batman: Year 100") ou Jason ("I Killed Hitler") fazem parte deste elenco de talentos ora inovadores ora revivalistas, ou até simplesmente esquisitos. Sim, porque muitas das estórias contadas neste número são um verdadeiro hino ao diferente e simplista, muito contra aquilo que se produz frequentemente na Casa das Ideias. Aliás, esta aposta na cena alternativa deixa-me muitas dúvidas quanto aos objectivos actuais da Marvel e fico sem saber de onde é que veio mesmo esta aposta em criadores, na sua maioria, desconhecidos do público. Terá sido Joe Quesada numa tentativa de agradar não só a gregos como a troianos? Ou foi ali um departamento oculto que pensou que estava na hora de alargar horizontes? Ou eu muito me engano ou a Marvel está a querer criar uma nova linha de material exclusivamente dedicada a este nicho do mercado. Descobriram que as grandes produções se fazem independentemente, em selo próprio ou em editoras desconhecidas (descobriram o petróleo, foi o que foi!). Quer isto dizer que, se tudo for para a frente como estou a pensar, poderemos estar a assistir a uma aniquilação do mercado alternativo por parte das majors, ou pelo menos uma tentativa de (espero eu, mal sucedida). Que há espaço para tudo é uma verdade, mas também sabemos que as leis do mercado são bastantes rígidas e se as grandes companhias sabem que estão a perder dinheiro por algum lado ou não estão a ganhá-lo como deviam, das duas uma - ou copiam ideias com potencial de mercados mais limitados ou simplesmente se apoderam delas (vide a compra do Youtube pela Google e outras que tais).
A aposta em si não está totalmente ganha. A coisa em si tem piada, o objectivo por assim dizer está cumprido, mas a execução está longe de ser brilhante. Há coisas que soam mal de tão afastadas que querem ser do comum das produções da editora e acabam por dar buraco. Aliás, o desejo de ser diferente corrompe-se e vira-se contra o criador. Há autores que simplesmente nem se pode dizer que o sejam, de tão primário que é o seu desenho, tal como o conceito por detrás das suas estórias que não impressiona. E aqui ficamos num impasse - será que autores com tanta liberdade, com personagens já criadas ao seu dispor, sem quaisquer limitações criativas não conseguem criar uma estória que seja minimamente decente? É que há ali coisas que nem lembram ao diabo...
Por outro lado também temos coisas consistentes como a simplicidade de Paul Pope ao criar um conto virado para os Inumanos centrado no seu animal de estimação, Lockjaw ("...de todos os Inumanos ele é o mais inumano."). A arte está bastante boa. Nicholas Gurewitch, o mentor de "The Perry Bible Fellowship" também conseguiu criar um efeito sarcástico, mas hilariante numa página que podem ver neste post. Eu pelo menos fartei-me de rir com ela!
Strange Tales #1 prometia mais do que foi. Eu pelo menos acho que podia ter sido melhor conseguida, mas ainda assim não desiludiu por completo. Podem estar a abrir-se portas para uma nova linha na editora que, se for bem pensada, poderá ser bem sucedida.